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24.05.19
ED. 6121

Direita busca a coesão em concílio digital

Os ativistas de direita que se tornaram ex-bolsonaristas ou bolsonaristas com dor de cotovelo planejam um encontro para alinhar posições e discutir uma estratégia comum. Umas das propostas, segundo apurou o RR, é que o evento seja a primeira convenção digital da direita. A iniciativa é atribuída ao cantor Lobão. A pauta dos debates é incandescente. Vai da cooptação do vice-presidente Hamilton Mourão à atitude em relação ao filósofo Olavo de Carvalho (“enfrentamento ou congelamento”) até um plano com medidas alternativas de governo.

Há personagens mais e menos revoltados com Jair Bolsonaro. O colunista Reinaldo Azevedo, por exemplo, tornou-se quase um petista raivoso. São ativistas magoados o jornalista Augusto Nunes, o líder do MBL, Kim Kataguiri, e o ator e deputado Alexandre Frota. O cantor Lobão é o principal agregador do grupo. Ele tem um site – o “Lobão oficial” – que virou um point digital da “direita”. O escritor Martin Vasques da Cunha, o economista Rodrigo Constantino e o jornalista Francisco Escorsin estão na linha de tiro dos bolsonaristas, mesmo sendo do time construtivo, que acredita em uma virada na direção do “bem”.

O assessor internacional do Palácio do Planalto, Filipe Martins, por sua vez, tem sido chamado de “jacobino olavista”. Está à beira do expurgo. O filósofo Luiz Felipe Pondé – que também usa seu programa de entrevistas na internet como bunker ideológico – é um dos cruzados direitistas mais light, que tem expectativa de arrumar a casa. Consultado pelo RR sobre a proposta de realização de uma convenção digital organizada por Lobão e outros expoentes da nova direita brasileira, Pondé disse: “Não fui contatado por eles ainda”.

Janaina Paschoal e Lobão oscilam entre o “pau puro” e a “volta para casa”. Janaina é a mais empolgada em criar um canal direto junto a Hamilton Mourão. É difícil, mas a ideia é que, pelo menos em relação a alguns pontos, todo esse pessoal fale a mesma língua. Mas há um consenso de que é preciso afinar os discursos. Nas palavras atribuídas a Lobão, “a direita não pode ser o lobo da direita”. Dividida a direita já está. Mas pode piorar. Seus líderes acreditam que o racha vai aumentar após as manifestações do próximo domingo.

A julgar pelas reações antagônicas que a convocação gerou dentro da base de apoio de Jair Bolsonaro, esse risco não é pequeno. No entanto, há quem pense o contrário e enxergue nos protestos uma oportunidade de conciliação e até uma forma de estímulo à militância. Que o diga Alexandre Frota, que até alguns dias trás vinha sendo considerado persona nom grata pelo clã dos Bolsonaro – Eduardo Bolsonaro chegou a chamá-lo de “caroneiro”.

Em conversa com o RR, o deputado se disse, com todas as letras, integrante da “tropa de choque do presidente Bolsonaro”: “Eu me considero um guerreiro e não temo a esquerda.” A lealdade, no entanto, não o impede de dar uma cutucada no Capitão: “Acho que ele não prestigia o PSL como faz com o DEM, partido detentor de muitos cargos no governo”. Já o economista Rodrigo Constantino não esconde seu incômodo com a ala bolsonarista, que “continua agindo como se estivesse em campanha eterna”. Constantino acredita que as divergências vão se acentuar: “É como se Bolsonaro tivesse sido eleito para imperador absolutista. Há claro desprezo pela democracia em si. Portanto, não vejo como essa divisão se aliviar, já que a ala jacobina deve dobrar a aposta em sua retórica autoritária, o que os liberais e conservadores jamais aceitarão.”

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24.05.18
ED. 5874

O mascote de Flavio Rocha

O MBL mergulhou na candidatura de Flavio Rocha à Presidência. Renan Santos, um dos coordenadores do Movimento, vem participando de reuniões de campanha e dando pitacos na elaboração do programa de governo. Renan tem, inclusive, viajado para cima e para baixo no jatinho do empresário, enquanto a candidatura de Rocha não vai definitivamente para o hangar.

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28.03.18
ED. 5835

Generais se alistam na tropa do fake news

O Alto Comando do Exército deve estar preocupado – e, se não está, deveria – com a adesão de generais da reserva de prestígio, como Augusto Heleno, a grupos de manifestantes de questionáveis práticas éticas, a exemplo do Vem pra Rua, MBL, Avança Brasil, entre outros. São agremiações com operações subterrâneas, que incluem o uso constante de fake news. O procedimento heterodoxo desses movimentos já foi devidamente esquadrinhado na mídia convencional. A estratégia desse pessoal agora é atrair generais com repercussão junto aos militares da ativa, tais como Rocha Paiva, Luiz Sodré e Luiz Peret, para citar alguns dos mais votados em uma lista que promete aumentar. Essa contaminação do oficialato, notadamente do Exército, é um acinte para o comandante geral da Força, general Eduardo Vilas Bôas, que tem sido de uma dedicação exemplar na separação das funções constitucionais e profissionais dos seus comandados em relação aos laivos de politicagem que assolam os generais sensíveis aos chamados populistas de grupos na fronteira da criminalidade. É assustadora a hipótese de o generalato ceder aos apelos dessa gente que muito bem pode ser presa devido às manipulações criminosas de informações nas redes sociais.

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21.03.18
ED. 5830

Brasil Livre, de quem?

O líder do MBL, Kim Kataguiri, quer capitalizar ao máximo a próxima segunda-feira, data prevista para o julgamento dos recursos de Lula no TRF4. Está organizando uma celebração no Centro de São Paulo caso se confirme o pedido de prisão do ex-presidente. Pretende também aproveitar a ocasião para anunciar sua candidatura à Câmara dos Deputados. Se Flavio Rocha deixar, o incontinente Kataguri lança o nome do empresário à Presidência.

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18.01.18
ED. 5789

MBL corre contra o tempo para encher as ruas

A decisão do Movimento Brasil Livre (MBL) de transferir da Avenida Paulista para o Largo da Batata as manifestações marcadas para o dia 24 de janeiro não está relacionada à segurança, mas, sim, à “bilheteria” dos eventos. Até o momento, mesmo com todo o trabalho de impulsionamento nas redes sociais e com o alvoroço que cerca o julgamento de Lula, o número de confirmações contabilizado na internet ainda está bem aquém do imaginado pelos líderes do MBL. Mas ainda há quase semana para os influenciadores digitais, robôs e afins fazerem seu trabalho.

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23.10.17
ED. 5730

The big star

O empresário Flavio Rocha, herdeiro das Lojas Riachuelo, será a grande estrela do 3º Congresso Nacional do MBL, no dia 11 de novembro.

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16.10.17
ED. 5725

Mil e uma utilidades

Tasso Jereissati é um dos mais ativos interlocutores do PSDB com o MBL. Articula, inclusive, a filiação de Kim Kataguri, um dos líderes do Movimento, às fileiras tucanas. Tasso prega que a proximidade com o MBL será de considerável valia eleitoral. Nem que seja para neutralizar o recente flerte do movimento com Jair Bolsonaro.

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09.10.17
ED. 5721

Caixa de campanha

O Movimento Brasil Livre (MBL) está ávido para mordiscar um pedaço do “fundo partidário” criado por Luciano Huck, Nizan Guanaes e Abílio Diniz, entre outros abastados, para financiar candidatos em 2018. A meta do MBL é eleger ao menos 15 deputados federais, a começar por Kim Kataguiri – um dos fundadores do Movimento.

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28.03.17
ED. 5587

Fracasso de público

Os líderes do MBL passaram o dia de ontem culpando a mídia pelo fracasso das manifestações de domingo. Para eles, a cobertura televisiva deixou a desejar.

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