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27.12.19

Um elevator pitch para o carioca prudente

Observatório

Por Leonardo Braga, Capitão Submarinista da Marinha Brasileira.

Ao largo dos debates acalorados sobre o clima, há alguns consensos importantes que requerem a atenção dos cariocas prudentes. Entre o global e o local, viveremos mais um período propenso a eventos meteorológicos extremos, que por aqui acontecem usualmente do verão ao outono.

Consenso I – O clima esta mudando

Não há consenso sobre o que move a mudança no clima. Mas, na perspectiva do impacto a curto prazo, não importa se ele é antropogênico ou natural. O que importa é que os fenômenos meteorológicos extremos estão mais intensos e frequentes. A qualidade das evidências e a variedade de fontes é avassaladora. Se algumas áreas do conhecimento experimentam o risco das medições atuais serem mais abrangentes e precisas, criando uma impressão de falso aumento de casos, esse viés é incomum na ciência dos desastres. Normalmente os eventos mais conhecidos respondem pelo maior número de vítimas e destruição material, restando aos eventos esquecidos no tempo uma contribuição marginal. Assim, grandes desastres mobilizam não só as burocracias organizadas e a ciência, mas também a imprensa e a arte, reverberando pela sociedade e deixando assim seus registros fossilizados nas diversas camadas histórico-culturais.

Consenso II – Eventos extremos não são novidade

Choveu forte no Rio de Janeiro. Olhe para o lado e você verá alguém dizendo que a culpa é do aquecimento global. E compreensível, mas não é justo. No Rio de Janeiro sempre choveu muito. Alguns eventos tornaram-se verdadeiras narrativas homéricas, como registram os belos artigos de Andrea Casa Nova Maia, “Imagens de uma cidade submersa: o Rio de Janeiro e suas enchentes na memória de escritores e fotógrafos”, de 2012, e de Claudine Pereira Dereczynski, Renata Novaes Calado e Airton Bodstein de Barros, “Chuvas Extremas no Município do Rio de Janeiro: Histórico a partir do Século XIX”, de 2017.

Consenso III – O Impacto não depende somente da intensidade das chuvas

O grau de ameaça é somente um dos lados da equação. Do outro está a vulnerabilidade das regiões. A conformação das bacias hidrográficas, o tipo e declividade do solo, o grau de cobertura vegetal e as formas de ocupação do solo são alguns dos fatores que vão determinar a suscetibilidade das regiões aos eventos extremos. E quando falamos de ocupação do solo, quase todo mundo pensa que os problemas estão restritos às práticas ilegais. Isso não é verdade. Em alguns casos a dita modernidade é o que pode piorar a situação. A impermeabilização do solo resultante da construção de prédios e aplicação de asfalto nas ruas, por exemplo, aumenta a volume de água superficial, podendo provocar enchentes em locais sem registro prévio desse tipo de ocorrência.

Consenso IV – Quem avisa, amigo é

Contingência e continuidade de negócios vão, de um jeito ou de outro, tornarem-se top of mind no viver carioca.

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01.10.19

Real estate

Um tema delicado avança no Congresso. Na próxima semana, o Senado fará uma audiência pública em torno do projeto de lei 342/2015, que estabelece novas regras para reduzir o pagamento de laudêmio à Marinha. Hoje, cerca de dez milhões de brasileiros, 5% da população, moram em terrenos pertencentes à Força Naval.

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11.06.19

De volta ao cais

Da série “às vezes há dinheiro, mas falta onde investir”. O Fundo da Marinha Mercante cancelou, de uma só vez, o repasse de R$ 2,69 bilhões para o setor de construção naval. Os recursos estavam na boca do caixa, já autorizados, mas todos os cinco projetos que seriam
financiados foram suspensos pelas respectivas empresas.

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15.05.19

Estaleiro à vista

Uma rara boa notícia na indústria naval, que lançou ao mar quase 60 mil empregos diretos nos últimos quatro anos. O Fundo Nacional de Marinha Mercante aprovou empréstimo de R$ 56,7 milhões à Oxnaval para a construção de um estaleiro na zona portuária de Pelotas (RS). Mas que ninguém espere a produção de petroleiros, plataformas e congêneres. O estaleiro será voltado à montagem de barcos pesqueiros.

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28.03.18

Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

A Marinha é a “bola da vez” no reaparelhamento da área militar. O governo de Michel Temer pretende tirar da gaveta um antigo projeto da força naval brasileira: a substituição da frota de aviões de combate embarcados. Trata-se de um contrato que poderá chegar à casa de US$ 1,5 bilhão, considerando-se a aquisição de aproximadamente 20 aeronaves. O investimento caminha pari passu ao projeto do novo porta-aviões brasileiro – a única embarcação deste tipo a serviço da Marinha, o São Paulo, entrou em processo de descomissionamento e desmontagem no ano passado.

Segundo o RR apurou, há contatos preliminares, na esfera do Ministério da Defesa, com fabricantes internacionais. Questões de ordem técnica fazem da sueca Saab, que fornecerá os novos caças da Aeronáutica, uma forte candidata ao negócio. O Sea Gripen, avião embarcado produzido pela companhia, dispõe dos mesmos sensores e tipo de armamento do Gripen NG que será entregue à Força Aérea. A aeronave é considerada versátil: pode operar a partir de porta-aviões Catobar (decolagem por catapulta) ou Stobar (decolagem curta).

O custo unitário do Sea Gripen gira em torno dos US$ 70 milhões. Procurado pelo RR, o Ministério da Defesa informou que caberia à Marinha se pronunciar sobre o assunto. Esta, por sua vez, garantiu que ainda não existem tratativas com fabricantes de aeronaves. Mas confirmou os planos de aquisição dos novos equipamentos. A Marinha informou estar conduzindo estudos, “no âmbito do Programa de Obtenção de Navio Aeródromo (Pronae), quanto às características e requisitos” do próximo porta-aviões.

Disse ainda que, “enquanto não forem estabelecidas as características do futuro Navio Aeródromo, não se poderá definir que tipos ou modelos de aeronaves comporão a sua ala aérea”. Uma vez confirmado, o pacote “porta-aviões/aeronaves embarcadas” selará uma espécie de trilogia de investimentos mais agudos nas Forças Armadas, que engloba a aquisição dos blindados Guarani para o Exército e a própria substituição dos caças da FAB. Este última, embora assinada na gestão Dilma, começou a ganhar altitude no governo de Michel Temer.

A compra dos novos aviões é um antigo pleito da Marinha. A Força dispõe de 23 aeronaves embarcadas modelo A-4 Skyhawk, produzidas no fim dos anos 70. Em 2009, o governo Lula assinou com a Embraer um contrato para a modernização de 12 destes jatos. Muito em razão das restrições orçamentárias na Defesa, a primeira aeronave só viria a ser entregue em 2015. Além disso, o programa de modernização sofreu um baque no ano seguinte, quando um A-4 Skyhawk reformado pela Embraer caiu durante um voo de treinamento.

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07/04/18 10:40h

Plano Brasil – Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

disse:

[…] Fonte: Relatório Reservado […]

07/04/18 10:40h

Plano Brasil – Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

disse:

[…] Fonte: Relatório Reservado […]