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18.06.20

No mundo da lua

Do jeito que a coisa caminha, vai sobrar para o ministro-astronauta Marcos Pontes ficar olhando para a lua. Além da recriação do Ministério das Telecomunicações, ele foi informado de que a troca de comando da Telebras será decidida em outra instância, longe da sua Pasta.

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10.06.20

“Reforma ministerial”

O Ministério da Ciência e Tecnologia vai passar por uma dança das cadeiras em áreas importantes. O mandato de Fernando Rizzo à frente do Instituto Nacional de Tecnologia não será renovado – segundo fonte da Pasta, ele próprio pediu para deixar o cargo. O ministro Marcos Pontes procura também um novo nome para comandar o Centro de Tecnologia Mineral, hoje dirigido por Fernando Lins. Seu mandato não pode ser renovado. No Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Ronaldo Shellard deseja continuar, mas há outros três candidatos ao posto dentro do próprio Ministério. Em tese, são todas funções técnicas, historicamente preenchidas por funcionários de carreira da Pasta. Mas, com o Centrão ávido por cargos, nunca se sabe…

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05.06.20

Há mais do que um Cisco no olho do ministro Marcos Pontes

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, terá de enfrentar as agruras de responder ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Ministério Público Federal e ao Congresso Nacional. A iminente queda do astronauta-ministro nesse Triângulo das Bermudas se deve ao contrato de parceria com a Cisco para “impulsionar a transformação digital” no Brasil, anunciado na semana passada. TCU, MPF e congressistas têm recebido, notadamente de entidades da área de tecnologia, denúncias de irregularidades e de favorecimento à companhia norte-americana.

As razões e os critérios que levaram o Ministério à escolha pela Cisco estão dispersos na nuvem. O acordo se deu sem licitação, chamamento público ou mesmo audiência pública. Pontes já na está na berlinda, mas sempre pode piorar. O ministro terá de torcer para que as reações contrárias não cheguem também às Forças Armadas, uma vez que a parceria com os norte-americanos tangencia as áreas de inteligência do governo. A cibersegurança será um dos pontos do projeto, batizado pela Cisco de “Brasil Digital e Inclusivo”. Tampouco está claro em que nível se dará o compartilhamento de dados estratégicos do Estado com  empresa. Procurado, o Ministério da Ciência e Tecnologia não se pronunciou.

Também consultada, a Cisco informou que “o acordo foi celebrado no âmbito de um compromisso de responsabilidade corporativa de ajudar os países em seus processos de transformação digital”. Perguntada especificamente sobre os critérios da escolha e as denúncia de favorecimento encaminhadas ao TCU, ao MPF e ao Congresso, a empresa não se manifestou. A biografia da Cisco no Brasil não ajuda muito. É até estranho que o ministro Marcos Pontes tenha autorizado o acordo, sem licitação, diante da folha corrida da empresa.

Em 2007, a empresa foi uma das protagonistas da Operação Persona, da Polícia Federal, que investigou um esquema de fraudes fiscais na importação de equipamento de tecnologia. De acordo com a PF, a burla ao Fisco passou dos R$ 3 bilhões. À época, o então presidente da Cisco no Brasil, Pedro Ripper, chegou a ser preso. O ex-vice-presidente da subsidiária brasileira Carlos Roberto Carnevali foi julgado e absolvido da acusação de formação de quadrilha. Se fosse uma empreiteira, é provável que a Cisco não chegasse nem perto do Ministério da Ciência e Tecnologia.

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25.03.20

O “crowdfunding” da ciência

Vem aí uma espécie de PPP da ciência e tecnologia. O ministro Marcos Pontes pretende fechar parcerias com empresas privadas para garantir a execução de projetos da sua Pasta. Em contrapartida ao financiamento, o Ministério se compromete a oferecer mão de obra qualificada e laboratórios para pesquisas. Na paralela, Pontes pretende dar gás ao modelo de fundos patrimoniais e endowment – modalidade de financiamento com fundos de caráter permanente. Sete fundações já foram credenciadas para receber recursos por meio deste instrumento. Se, em condições normais, o orçamento já era reduzido, agora, então, Pontes sabe que vai ser difícil pingar dinheiro público na área de Ciência e Tecnologia. E privado, vai?

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Com base na área técnica da Pasta da Ciência e Tecnologia, o ministro Marcos Pontes tem defendido dentro do governo que a infraestrutura do 5G seja dividida ao menos entre três grandes fornecedores de tecnologia. Trata-se de um vespeiro. Na mão contrária, está o poderoso lobby da Huawei, que tem como um de seus principais “embaixadores” o deputado Eduardo Bolsonaro. Os chineses buscam o monopólio da nova frequência.

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19.12.19

Pensando bem, faz sentido…

Até o momento, nem o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, nem qualquer outra autoridade do governo brasileiro confirmou presença na posse dos cinco novos representantes brasileiros na Academia Mundial de Ciências. A cerimônia está marcada para janeiro, na Itália. O quinteto é composto pelos cientistas Célia Regina da Silva, Luisa Villa e Edson Ticianelli, da USP, além de Wilson Savino, da Fiocruz, e Maria Cristina Bernardes, da UFRS. Todos heróis da resistência.

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31.10.18

Pontes para o futuro

A carreira de empresário de Marcos Pontes, próximo ministro da Ciência e Tecnologia, irá, ainda que temporariamente, para o espaço. O “astronauta brasileiro” vai se licenciar da Agência Marcos Pontes de Turismo. A principal atração da empresa, como não poderia deixar de ser, é a venda de pacotes de viagem para voos espaciais. A aventura orbital é coisa para prósperos aficionados: não sai por menos de US$ 250 mil. O negócio será tocado por Marcos Palhares, sócio do futuro ministro. Além disso, Pontes terá de abrir mão da sua carreira de coaching e palestrante, ocasião em que costuma se apresentar trajado com um alegórico macacão, estampado com a bandeira brasileira.

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