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16.04.20

Novo ministro, mesma política?

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INSTITUCIONAL

Novo ministro, mesma política?

A primeira impressão é de que o presidente Bolsonaro sairá enfraquecido com a substituição do ministro Mandetta pelo oncologista Nelson Teich. Em pronunciamento no qual deixou claro que buscará atribuir a governadores a responsabilidade pela recessão econômica que advirá do coronavírus, o presidente não conseguiu anunciar, na realidade, nenhuma mudança concreta na política de saúde.

Apesar da retórica crítica ao isolamento, tanto Bolsonaro quanto Teich mencionaram transição gradual e sem data específica, além de ampliação de testes. Nada muito diferente do que vinha sendo afirmado pelo antigo ministro.

A grande questão nesta sexta será a atitude concreta de Teich a frente de decisões diárias do ministério e recomendações a governadores. Sua posição não será fácil. Se tomar medidas imediatas de afrouxamento no isolamento social, sem massificação prévia de testes, fortalecerá a autoridade de Bolsonaro, mas aprofundará o embate com o Congresso, o STF e os estados.

Se, por outro lado, mantiver a política anterior, ainda que com o horizonte de abertura a partir de aumento de testes, ficará a percepção de que Bolsonaro, mesmo trocado o ministro, não tem poder para mudar a política de saúde. O que exigirá do presidente novos malabarismos retóricos.

Dois pontos, no entanto, são certos: continuará o o conflito entre o Planalto e a maioria dos governadores; qualquer retomada mais forte da atividade econômica estará ligada a enorme ampliação na capacidade de se testar a população para mapear a contaminação pelo coronavírus.

POLÍTICA

A ampliação do “coronavoucher” e a relação entre Câmara e Senado

Em relação a medidas econômicas, destaque amanhã para o resultado de votação na Câmara, hoje, de projeto que aumenta o auxílio para trabalhadores formais. Expectativa é de que o texto que veio do Senado, que previa ampliação para até três salários mínimos, sofra desidratação. Mas ainda está em aberto alteração nos critérios para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O resultado da votação indicará, ainda, se haverá maior ou menor possibilidade de composição com o Senado no que se refere a pacote de auxílio a estados, no qual há disputa aberta entre propostas da Câmara e do governo federal.

ECONOMIA

Inflação e rivalidade China X EUA

No Brasil, sai amanhã o IGP-M Segundo Decêndio (FGV). O índice apresentou aceleração no início do mês, com destaque para alimentação. No exterior, aumenta preocupação com embate entre EUA e China, sob o pano de fundo do coronavírus e da exportação de insumos médicos.

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09.04.20

A fritura de Mandetta e a reação de Rodrigo Maia

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POLÍTICA

A fritura de Mandetta e a reação de Rodrigo Maia

 

Conversa entre o ministro Onyx Lorenzoni e o ex ministro Osmar Terra, criticando duramente o ministro Mandetta e a política de quarentena, provocará nova onda de atrito com o Congresso no final de semana, particularmente com Rodrigo Maia e o DEM. O desgaste virá no momento em que o governo tenta retomar algum protagonismo no Congresso, negociando diretamente com o Centrão.

Não se pode descartar, inclusive, que a conversa tenha sido vazada propositadamente, como parte de operação do Planalto para fritar Mandetta e enfraquecer Maia. Haverá reação do presidente da Câmara, publicamente e nos bastidores. Parte desse movimento deve vir em votação do “Orçamento de Guerra”, que pode ocorrer na segunda feira e ampliar poderes do Congresso. Bem como em pacote voltado para estados.

De toda forma, a conversa será lida como: 1) Evidência da fragilidade do ministro Mandetta no cargo; 2) Mobilização de parte do governo federal para flexibilizar medidas de isolamento social, em linha que será parcialmente seguida, ainda que sem a agressividade de Bolsonaro, por alguns governadores (como o do DF); 3) Articulação de Osmar Terra para assumir o ministério da Saúde.

O posicionamento do Ministro Mandetta diante do vazamento, bem como do presidente e de outros ministros, serão outros fatores nesse jogo.

 

ECONOMIA

Pacotes nos EUA e União Européia; acordo Arábia Saudita – Rússia

 

O mercado estará atento, nos próximos dias, para novos pacotes de estímulo econômico, na União Europeia e nos EUA. Na Europa, expectativa será pelo cronograma e o formato de programa acordado hoje entre os ministros de finanças dos países que compõe o bloco, que envolveria mais de 500 bilhões de euros. Já nos EUA, a liberação de novos investimentos, na casa de US$ 250 bilhões, que está travada no Senado, voltará a ser discutida nesta sexta feira.

Outro assunto de destaque será a concretização ou não de acordo entre Arábia Saudita e Rússia – bem com a possibilidade de ser estendido – para a reduzirem a produção em um total de 10 milhões de barris de petróleo. O tema estará na pauta de reunião com ministros de energia do G20 amanhã.

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