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20.04.17
ED. 5603

Bye bye, Brasil

A Maersk está apagando o Brasil do seu mapa-múndi. Colocou à venda a Mercosul Line, seu braço de cabotagem, e os ativos em óleo e gás: 20% do campo de Wahoo e 27% de Itaipu. A Mercosul Line confirmou ao RR a negociação do seu controle. Já a Maersk Oil não se pronunciou sobre a venda dos blocos de óleo e gás.

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27.06.16
ED. 5398

Maersk seca investimentos na cabotagem

 No momento em que o ministro dos Transportes, Mauricio Quintella, fala de medidas para estimular a navegação de cabotagem, uma das maiores companhias do setor navega na direção contrária. A Maersk estaria transferindo para a Ásia mais da metade dos investimentos previstos para o Brasil. Significa dizer que cerca de R$ 250 milhões estariam singrando para longe. A empresa dinamarquesa seguirá atuando no Brasil – e nos demais países da América do Sul – com quatro navios, incluindo o já anunciado Mercosul Itajaí, encomenda que escapou dos cortes no país. Consultada, a Mercosul Line, braço de navegação da Maersk, confirmou o desembolso de R$ 200 milhões na nova embarcação, mas não se referiu a futuros investimentos. O assoreamento dos planos de expansão da Mercosul Line para o Brasil se deve fundamentalmente a mudanças na estratégia global da empresa: a prioridade de momento é ampliar a operação em outros países da Ásia que não apenas a China. Como se não bastassem as razões de ordem geoeconômica, o cenário do mercado brasileiro é desestimulante. Nos últimos dois anos, o volume de carga transportado por cabotagem cresceu, em média, apenas 1%. Para este ano, por conta da retração econômica, o declínio já é dado como certo.

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28.12.15
ED. 5276

Crise econômica finca sua âncora no Porto de Santos

 O maior complexo portuário da América Latina é hoje a imagem mais bem acabada do definhamento do setor de infraestrutura no Brasil. O Porto de Santos está derretendo. Praticamente todos os terminais de contêineres locais estão realizando prejuízos. Santos Brasil, Libra, Embraport e Ecoporto fazem rebolados contábeis para mostrar algum resíduo de lucratividade nos balanços. Todos cortam pessoal e planejam enxugar os investimentos. Não demora e a própria cidade de Santos vai pedir um S.O.S. Somente um dos concessionários ainda respira sem balão de oxigênio: a Brasil Terminal Portuário (BTP), que se vale de operações cruzadas de embarque e desembarque feitas por seus acionistas controladores, as holandesas Terminal Investment Limited (TIL) e APM Terminals. Ainda assim, a dupla dos Países Baixos tem registrado resultados muito aquém do seu plano financeiro. Ressalte-se que os dois grupos holandeses investiram mais de R$ 2 bilhões na BTP, que começou a operar em 2013. A situação é tão delicada que Santos começa a exportar sua agonia para outras praias.  Os projetos de Imbituba estão soterrados. Em Itajaí, a Maersk já pulou fora da operação. No Rio, a Multiterminais atravessa seu pior momento. O aumento do custo do capital e o desabamento das importações, por conta da recessão e do câmbio, têm afetado duramente a movimentação de contêineres nos portos brasileiros. Resumo da ópera: se o governo tinha alguma esperança de os players do setor participarem das licitações em 2016, pode esquecer. A não ser que o cenário mude, o que não é previsível, ou alguma vantagem até agora desconhecida seja colocada sobre a mesa, os grandes operadores já podem ser dados como cartas fora dos futuros leilões. Tudo indica que a desejada expansão da logística portuá- ria vai se restringir à redução da capacidade ociosa e ao aumento da produtividade.

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06.08.15
ED. 5179

Anadarko prepara saída em bloco do Brasil

Às vésperas da nova rodada de licitações da ANP, o setor de óleo e gás no Brasil está prestes a sofrer uma baixa. A Anadarko procura um comprador para as suas participações em três blocos, todos localizados na Bacia de Campos. Segundo o RR apurou, a chinesa Sinopec demonstrou interesse no BM-C-29 e no BM-C-30 – este último, na camada do pré-sal. Os norte-americanos detêm, respectivamente, 50% e 30% de cada um dos consórcios, além de ser a operadora nos dois campos. No caso do BM-C-32, a Anadarko teria aventado a venda da sua participação de 33% para os próprios sócios – a BP e a Maersk, donas, pela ordem, de 40% e de 27%. O negócio, no entanto, é pouco provável. Tanto a BP quanto a Maersk têm feito desinvestimentos em petróleo e gás no Brasil. Já há algum tempo a Anadarko é tratada por seus pares no setor como carta fora do baralho e forte candidata a deixar no Brasil. As operações explorató­rias da Anadarko no país exigem elevados investimentos e carregam uma alta dose de risco. A maior aposta, o campo de Wahoo, no bloco BM-C-30, ainda é um tiro no escuro. Até o momento, os norte-americanos não conseguiram encontrar petróleo em escala comercial e há meses repetem o mantra de que “avaliam as melhores opções para o desenvolvimento do campo”, uma metáfora para “estamos quebrando a cabeça para estancar os prejuízos”. Além dos problemas específicos relacionados às suas operações na Bacia de Campos, a possível venda dos ativos da Anadarko no Brasil faria parte de um processo maior, que passa por um redesenho das prioridades geoeconômicas do grupo. No ano passado, os norte-americanos venderam campos de óleo e gás na China para a Brightoil Petroleum. No momento, estariam negociando também ativos na África, notadamente em Moçambique, e na Colômbia, onde mantém investimentos conjuntos com a Ecopetrol. Procurada pelo RR, a Anadarko não quis se pronunciar.

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24.09.14
ED. 4964

Gazprom avança em bloco sobre a camada do pré-sal NA

 O modesto escritório da Gazprom na Avenida Nilo Peçanha, no Centro do Rio, não faz jus ao tamanho das ambições da companhia em relação ao Brasil. O principal executivo do grupo no país, Shakarbek Osmonov, recebeu sinal verde de Moscou para deslanchar um plano de aquisições na área de E&P, com foco nas reservas do pré-sal localizadas nas bacias de Campos e de Santos. No momento, o radar aponta na direção da Anadarko e da Maersk, vistas pelos russos e – por que não? – por boa parte do mercado como duas portas entreabertas para a chegada de forasteiros. A Gazprom tem interesse em três concessões da Anadarko em Campos – BM-C- 30, BM-C-29 e BM-C-32. Não custa lembrar que, há cerca de três anos, a empresa norte- americana chegou a procurar comprador para suas operações no Brasil. A estatal russa olha também para ativos da Maersk, notadamente as participações nos campos de Wahoo e de Itaipu, no litoral norte do Rio. Ressalte-se que, ao longo do ano, a companhia dinamarquesa se desfez de diversas operações no Brasil. Desde então, gasta mais tempo para desmentir os rumores de que vai deixar o país do que para furar poços. Procurada, a Maersk informou que “continua a amadurecer suas perspectivas brasileiras com parceiros”. Maior empresa de gás do mundo, com 13% da extração global, a Gazprom já ensaiou alguns negócios no Brasil, mas, até o momento, o placar está em branco. Ao que parece, o período de mera contemplação do mercado está chegando ao fim. Além da investida para a compra de participações em blocos petrolíferos, a Gazprom pretende investir no transporte de gás. Um dos caminhos cogitados pelos russos é se associar a  Petrobras para a construção de gasodutos.

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