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08.05.20

Lockdowns no horizonte

Termômetro

PSICOSSOCIAL

Lockdowns no horizonte

Diante da curva crescente do coronavírus no país (751 mortes registradas nas últimas 24 horas) e, em especial, em algumas regiões e capitais, vão evoluir nos próximos dias as ilações – e possivelmente anúncios – de lockdowns em grandes centros, totais ou parciais. Tudo indica, tanto por declarações do governador quanto pelo resultados de estudos e grupos de trabalho, que o estado do Rio de Janeiro capitaneará o processo. O estado se aproxima do colapso no sistema de saúde e pode ver cenas na linha do que tem ocorrido em Manaus.

As iniciativas nesse sentido – que também já são aventadas em São Paulo – vão alimentar o conflito político com o presidente Bolsonaro, mas o cenário no Rio será desafiador para o presidente, já que o lockdown, ao que tudo indica, terá o apoio do Prefeito Crivella, seu aliado. A possibilidade de ampliação de restrições também deve gerar novas manifestações por parte do setor empresarial.

Não se pode descartar, ainda, entreveros com o STF e mesmo protestos de apoiadores do presidente  no Rio. A situação trará constrangimento ao ministério da Saúde, que tem indicado apoio ao reforço do isolamento social  em regiões mais atingidas pelo coronavíus.

POLÍTICA

Os cargos para o Centrão, o vídeo de Moro e o exame do presidente

Para sustentar sua posição no Congresso, o presidente deve ampliar a negociação de cargos com o Centrão. Após ceder a diretoria do Departamento Nacional de Obras Contra Secas (Dnocs) e da Secretaria de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional, especula-se que o grupo político assumirá o Instituto Nacional de Colonização e

Reforma Agrária (Incra) e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit).

Paralelamente, deve se intensificar o embate em torno de denúncias do ministro Moro. No centro da polêmica estará a possibilidade de divulgação do vídeo da reunião ministerial na qual o presidente teria tentado intervir na PF. Se tornado público, o conteúdo promete gerar desgaste e, consequentemente, reação enfática do presidente Bolsonaro, de acordo com seu padrão de atuação política.

A manifestação da Justiça Federal de São Paulo, determinando que a União entregue com urgência os exames realizados pelo presidente para verificar a contaminação por coronavírus, também trará novas turbulências ao ambiente em Brasilia.

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07.05.20

Conflito com o STF e os governadores; Guedes ainda na corda bamba

Termômetro

INSTITUCIONAL

Conflito com o STF e os governadores; Guedes ainda na corda bamba

O Presidente Bolsonaro, ainda que busque aparências mais institucionais, aprofundará o conflito com o STF e os estados, nos próximos dias, ao mesmo tempo em que abrirá crescente espaço no governo para o Centrão e para os militares.

Será sua única alternativa diante do crescimento vertiginoso do impacto tanto econômico quanto de saúde pública do coronavírus, somado às investigações que o atingem. Nada aponta, no entanto, para a reabertura econômica “na marra”.

O presidente investirá na ampliação de serviços essenciais, mas não conseguirá reverter no Supremo a autonomia de estados – que já ensaiam lockdown, em alguns casos. E parece interessado em manter dubiedade no próprio governo federal, já que, apesar de suas movimentações, o ministério da saúde não caminha para nenhuma medida concreta de flexibilização no isolamento – pelo contrário, até o momento.

Em outro polo estratégico estará a posição do ministro Paulo Guedes. O presidente Bolsonaro, pelo alinhamento com o Centrão e a aproximação com ministro militares que defendem ampliação de investimentos públicos, terá dificuldade de manter apoio à linha do ministro da economia. A tendência é de que se ampliem, como tem ocorrido nas ultimas semanas, idas e vindas de Bolsonaro, ora enfraquecendo Guedes, ora o defendendo publicamente.

ECONOMIA

O desemprego nos EUA pode se aproximar da Grande Depressão

Serão divulgados amanhã os dados gerais para o emprego nos EUA em abril. Segundo previsões, os reflexos do coronavírus no mês serão devastadores, com a taxa de desemprego alcançando a faixa de 16%, próxima da Grande Depressão. Se confirmados, os números influenciarão o processo político eleitoral norte americano e tendem a alimentar as movimentações do presidente Trump visando acelerar a flexibilizarão do isolamento social.

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