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Livraria Saraiva

04.01.19
ED. 6026

Saraiva fora da área de cobertura

O pedido de recuperação judicial da Saraiva ainda está longe de atenuar os problemas de curto prazo da companhia. Desde o fim do ano, por exemplo, não se encontram celulares à venda em lojas da rede. Segundo o RR apurou, grandes fabricantes, notadamente Apple e Samsung, teriam reduzido a entrega de produtos devido a atrasos no pagamento de encomendas feitas após a aprovação da recuperação judicial. Consultada, a Saraiva não se pronunciou especificamente sobre dívidas com os fornecedores e diminuição das entregas. A empresa informa que “os itens de tecnologia, que incluem telefonia e informática, passam a ser vendidos no modelo de negócio de marketplace próprio”. Diz ainda que “passa a focar seu negócio no mercado de livros, que representa a essência da companhia”. Apple e Samsung não quiseram comentar o assunto.

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09.11.18
ED. 5991

Credores rasgam as páginas da Saraiva

A decisão do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, que representa os maiores selos do país à mesa de negociações com a Saraiva e recusou a proposta de recuperação extrajudicial feita pela empresa, é apenas o prefácio. A relação entre a rede varejista e seus credores está à beira da implosão. Muitos têm se negado a renegociar os pagamentos das dívidas da empresa. Bancos, editoras e demais fornecedores acusam a Saraiva de usar deliberadamente a ameaça de recuperação judicial como instrumento de pressão. A companhia estaria tentando inverter a ordem do jogo e empurrar os credores contra a parede, para arrancar deles um corte das dívidas que, em alguns casos, chegaria a 90%. A manobra não tem surtido efeito. Os credores cobram da família Saraiva um aporte de capital na rede varejista. Há cerca de três anos o grupo amealhou mais de R$ 700 milhões com a venda do seu braço editorial para a então Abril Educação, hoje Somos Educação. A dívida total da rede de livrarias é de aproximadamente R$ 320 milhões.

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01.10.18
ED. 5964

Recuperação judicial é o próximo capítulo na Saraiva

A Saraiva caminha para a recuperação judicial. Segundo o RR apurou junto a um dos maiores credores da empresa, a rede de livrarias estaria ultimando os preparativos para o pedido à Justiça. De acordo a mesma fonte, a companhia não tem conseguido honrar compromissos firmados com mais de 30 fornecedores em abril deste ano.

Na ocasião, a Saraiva renegociou pagamentos em atraso, em alguns casos superiores a 120 dias, empurrando o início da quitação das dívidas para este semestre. Diante da gravidade da informação, o RR entrou em contato com a empresa. Consultada sobre pedido de recuperação judicial, a Saraiva não quis se pronunciar sobre o assunto. Perguntada sobre os novos atrasos, a empresa informou que “não comenta suas negociações comerciais”. Limitou-se a dizer que está “concentrando investimentos em seu projeto de transformação, mantendo o foco na redução de despesas e na manutenção de uma estrutura de custos mais enxuta”.

As seguidas medidas anticíclicas adotadas pela direção da Saraiva não têm sido suficientes para aliviar a situação financeira da companhia. A rede de livrarias acumula seguidos prejuízos e geração de caixa negativa – o Ebitda no segundo trimestre foi de menos R$ 29 milhões. A dívida líquida consolidada da rede varejista é de R$ 59 milhões. Esse número, no entanto, sobe para R$ 250 milhões quando são expurgados os R$ 190 milhões em recebíveis referentes a vendas no cartão de crédito – valores que não entram de uma vez no caixa. Quando essa receita a futuro é depurada, a relação endividamento líquido/Ebitda chega a quase 10 vezes.

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19.07.18
ED. 5913

Tempos de crise

A palavra “mega” está caindo em desuso na Saraiva. A empresa vem colocando em marcha um plano de redimensionamento de suas lojas. As grandes “store” darão lugar a estabelecimentos mais enxutos, inclusive com a devolução de áreas locadas em shopping centers. Consultada, a Saraiva comunica que está em “constante avaliação da operação de sua rede de lojas, considerando aberturas, dentro de seu plano de transformação”.

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27.04.18
ED. 5856

Amazon quer fazer um strike com a Saraiva e a Livraria Cultura

A Amazon está rascunhando o que pode vir a ser um best seller das operações de M&A no Brasil. A obra em questão passa pela aquisição conjunta da Saraiva e da Livraria Cultura e a consequente criação de uma rede com mais de 120 lojas e faturamento anual da ordem de R$ 2,5 bilhões. Segundo a fonte do RR, executivo de uma editora nacional credora das duas livrarias, as conversas são conduzidas por um grande banco europeu.

Por sinal, além do papel de adviser, essa instituição encarna outros dois personagens neste enredo: é credora das duas empresas e, desde fevereiro, vem comprando seguidos lotes de ações da Saraiva. A situação de vulnerabilidade das duas redes de livrarias joga a favor da Amazon. A Cultura, é bem verdade, ainda tem conseguido se aprumar graças à capitalização de R$ 150 milhões feita pela francesa Fnac no ano passado. O caso da Saraiva é bem mais complicado.

Com uma dívida superior a R$ 300 milhões, a companhia passa neste momento por uma dura negociação com 31 editoras para o pagamento de atrasados. Na semana passada, cortou à metade o número de diretorias. Não é de hoje que a Amazon ronda a Saraiva. Desta vez, no entanto, há uma série de variáveis que aumentam o interesse não só pela empresa, mas também pela Cultura.

O primeiro deles é aproveitar a “pechincha”. O valor de mercado da Saraiva hoje não passa de R$ 140 milhões – já foi de quase R$ 1,5 bilhão. Ao mesmo tempo, a Amazon considera estratégico montar uma grande estrutura física, diante de recentes movimentos feitos no Brasil. Há cerca de seis meses, iniciou a venda de eletroeletrônicos. No início deste mês, abriu sua plataforma de marketplace no país para livrarias e distribuidores. Há ainda um caráter defensivo na possível aquisição da Saraiva e da Cultura. O Alibaba, outra gigante do e-commerce global, também está se instalando no Brasil.

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29.08.17
ED. 5693

O duplo papel do Santander

O Santander foi um excelente adviser para si próprio na operação de venda da marca Fnac no Brasil. Contratado pelos franceses, o banco espanhol fez força para que a companhia fechasse negócio com a Livraria Cultura – a Saraiva também estava na disputa. Mais do que isso: a instituição financeira ajudou a formatar o inusitado modelo da operação. Pelo acordo, a Fnac transferiu o uso de sua bandeira no país e ainda repassou R$ 130 milhões à Cultura, que vai usar os recursos para o pagamento de dívidas. Um negócio sob medida para o Santander, ele próprio um dos credores da rede de livrarias paulista. Procurados pelo RR, Cultura e Santander não quiseram se pronunciar.

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Após o enlace entre a Cultura e a Fnac, a Amazon voltou à carga sobre a Livraria Saraiva.

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