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18.09.19

Páginas rasgadas

Após arrancar a família Saraiva da gestão, os credores da rede de livrarias já trabalham no próximo movimento: a venda do controle da empresa.

Também em recuperação judicial, a Livraria Cultura está tentando empurrar a Estante Virtual, sua plataforma de vendas online, para a Amazon.

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05.09.19

Saneamento

Os ventos da Saraiva sopram na direção da Livraria Cultura, também em recuperação judicial. A exemplo do que ocorreu na primeira, com o afastamento da família Saraiva, dois bancos credores da Cultura se mobilizam para tirar o acionista Sergio Herz da presidência. Recentemente, a Justiça suspendeu a transferência de dois apartamentos do empresário para a esposa, considerando o repasse uma fraude contra os credores.

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18.07.19

Credores da Cultura fecham o cerco

A recuperação judicial da Livraria Cultura ainda vai acabar rendendo um best seller. Os credores da companhia pediram à Justiça um pente-fino no patrimônio de Sergio Herz, controlador da empresa, e de seus familiares. Bancos e editoras tentam rastrear outras transferências de bens que eventualmente tenham sido feitas por Herz. Há cerca de duas semanas, a Justiça suspendeu o repasse de dois apartamentos e três automóveis em nome do empresário para a sua mulher, Catarina Machado Capela Herz. Os credores acusam o dono da Cultura de agir deliberadamente para ocultar patrimônio. Na paralela, três meses após a aprovação do plano de recuperação judicial pelos credores, a empresa ainda não começou a quitar os débitos trabalhistas, que somam cerca de R$ 15 milhões. Segundo a proposta homologada na 12ª Vara de Recuperações Judiciais e Falências de São Paulo, a Livraria Cultura tem até abril de 2020 para honrar o pagamento integral das dívidas com seus funcionários e ex-funcionários.

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21.03.19

Na mira dos credores

Dois bancos credores da Livraria Cultura têm se movimentado para convencer outras instituições financeiras e fornecedores a votarem contra o plano de recuperação judicial da empresa na assembleia marcada para amanhã. O motivo é a figura do “credor incentivador” incluída na proposta: os credores que quiserem receber sua dívida com deságio menor terão de continuar injetando dinheiro na Cultura.

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08.02.19

Recuperação judicial “sub judice”

Em recuperação judicial, com um passivo de R$ 285 milhões, a Cultura vem propondo a algumas editoras receber livros em consignação, com a garantia de que pagará após a venda das obras. Vai além, ao oferecer como contrapartida ao gesto, colocar esses “parceiros” numa condição de “credor incentivador”. O mais provável é que a própria Justiça barre a proposta. A Lei de Recuperação Judicial prevê uma ordem para o pagamento do passivo, a começar pelos créditos trabalhistas.

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16.01.19

Plano da Cultura enfrenta resistências

Amanhã, um grupo de aproximadamente 20 credores da Livraria Cultura vai se reunir para analisar o plano de recuperação judicial apresentado pela companhia. Segundo o RR apurou, duas grandes editoras já se mostraram contrárias aos termos da proposta. O executivo de uma destas empresas chega a classificar o plano como uma “chantagem” contra os credores. O motivo é o escalonamento sugerido pela Cultura. Na proposta feita pela empresa, o pagamento das dívidas com menor deságio (de zero a 25%) ficaria restrito aos fornecedores que mantiverem a entrega de produtos para a livraria. Estes credores seriam os “incentivadores”, os parceiros do soerguimento da rede. Por sua vez, as editoras que se negarem a fornecer mercadorias para a Cultura receberiam, no máximo, 30% do valor de face da dívida. Para os credores que desde já rechaçam a proposta, este modelo teria como objetivo escancarado constranger as editoras, forçando-as a refinanciar a rede de livrarias para receber uma parcela maior de seus créditos. Apesar da resistência de grandes fornecedores, a Cultura joga suas fichas na estiagem alheia: a aposta é que o plano será aprovado pela maioria dos credores, editoras que também estão com a corda no pescoço e precisam receber o quanto antes. Os próximos capítulos começarão a ser escritos a partir de amanhã.

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10.12.18

Cultura sem crédito e sem livros?

A Livraria Cultura caminha para ter o pior Natal da sua história. Em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 285 milhões, a empresa corre o risco de não ter mercadoria para vender. Segundo o RR apurou, as maiores editoras do país suspenderam a entrega de livros para a companhia. De acordo com um dos principais credores da Cultura, ouvido pela newsletter, a rede de livrarias propôs pagar apenas 10% do valor das encomendas, com a promessa de quitar o restante a partir de janeiro. No entanto, as editoras não receberam qualquer garantia de pagamento com a receita que viria a ser obtida durante o mês de dezembro. O temor dos credores é fornecer livros à Cultura para que a companhia faça caixa e acabe usando o dinheiro em outras obrigações, como pagamentos de salário e aluguel de lojas. A situação financeira da Cultura é bastante complexa, com uma preocupante combinação de dívida alta e fluxo reduzido. A empresa teria em caixa neste momento algo em torno de R$ 2 milhões, valor insuficiente para adquirir, a preço de custo, os 20 milhões de exemplares estimados para atravessar o mês de dezembro.

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19.11.18

Cultura busca uma nova boia na FNAC

A Livraria Cultura enviou um pedido de SOS para Paris. A família Herz tenta uma nova parceria com a FNAC, capaz de viabilizar mais um aporte de capital dos franceses. No ano passado, em uma inusitada operação, a Cultura herdou as livrarias da FNAC no Brasil e ainda recebeu R$ 130 milhões. Aparentemente, o dinheiro acabou. A empresa tem atrasado pagamentos e acumula uma dívida financeira da ordem de R$ 70 milhões.

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27.04.18

Amazon quer fazer um strike com a Saraiva e a Livraria Cultura

A Amazon está rascunhando o que pode vir a ser um best seller das operações de M&A no Brasil. A obra em questão passa pela aquisição conjunta da Saraiva e da Livraria Cultura e a consequente criação de uma rede com mais de 120 lojas e faturamento anual da ordem de R$ 2,5 bilhões. Segundo a fonte do RR, executivo de uma editora nacional credora das duas livrarias, as conversas são conduzidas por um grande banco europeu.

Por sinal, além do papel de adviser, essa instituição encarna outros dois personagens neste enredo: é credora das duas empresas e, desde fevereiro, vem comprando seguidos lotes de ações da Saraiva. A situação de vulnerabilidade das duas redes de livrarias joga a favor da Amazon. A Cultura, é bem verdade, ainda tem conseguido se aprumar graças à capitalização de R$ 150 milhões feita pela francesa Fnac no ano passado. O caso da Saraiva é bem mais complicado.

Com uma dívida superior a R$ 300 milhões, a companhia passa neste momento por uma dura negociação com 31 editoras para o pagamento de atrasados. Na semana passada, cortou à metade o número de diretorias. Não é de hoje que a Amazon ronda a Saraiva. Desta vez, no entanto, há uma série de variáveis que aumentam o interesse não só pela empresa, mas também pela Cultura.

O primeiro deles é aproveitar a “pechincha”. O valor de mercado da Saraiva hoje não passa de R$ 140 milhões – já foi de quase R$ 1,5 bilhão. Ao mesmo tempo, a Amazon considera estratégico montar uma grande estrutura física, diante de recentes movimentos feitos no Brasil. Há cerca de seis meses, iniciou a venda de eletroeletrônicos. No início deste mês, abriu sua plataforma de marketplace no país para livrarias e distribuidores. Há ainda um caráter defensivo na possível aquisição da Saraiva e da Cultura. O Alibaba, outra gigante do e-commerce global, também está se instalando no Brasil.

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29.08.17

O duplo papel do Santander

O Santander foi um excelente adviser para si próprio na operação de venda da marca Fnac no Brasil. Contratado pelos franceses, o banco espanhol fez força para que a companhia fechasse negócio com a Livraria Cultura – a Saraiva também estava na disputa. Mais do que isso: a instituição financeira ajudou a formatar o inusitado modelo da operação. Pelo acordo, a Fnac transferiu o uso de sua bandeira no país e ainda repassou R$ 130 milhões à Cultura, que vai usar os recursos para o pagamento de dívidas. Um negócio sob medida para o Santander, ele próprio um dos credores da rede de livrarias paulista. Procurados pelo RR, Cultura e Santander não quiseram se pronunciar.

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