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Enquanto a Saraiva e a Cultura definham, a Livraria Leitura aumenta a aposta no varejo físico. A rede mineira pretende chegar à marca de cem lojas até o fim de março. Hoje, são 89.

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12.07.21

Quantas páginas ainda restam nesse livro?

A família Hertz, dona da livraria Cultura, estuda a venda da marca. Na prática, seria passar o negócio adiante de uma vez por todas. Em recuperação judicial, a rede de livrarias não tem mais ativo algum – as lojas, por exemplo, são alugadas. Sobrou apenas seu próprio nome.

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Grandes editoras já fazem fila na porta da Livraria Cultura. Esperam que Sergio Hertz, dono da companhia, cumpra o acordo de usar os R$ 31 milhões amealhados com a venda do site Estante Virtual para o pagamento de entregas atrasadas, algumas desde o fim de 2018.

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03.01.20

Monólogo

O leilão de venda da Estante Virtual, plataforma de e-commerce da Livraria Cultura, é uma obra de ficção. Segundo o RR apurou, o Magazine Luiza é o candidato único à aquisição.

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19.11.19

Encalhou na prateleira

O prazo para a entrega de propostas (14 de novembro) chegou ao fim sem que a Livraria Cultura tenha recebido uma mísera proposta pela Estante Virtual. Conforme o RR informou em 1 de novembro, a empresa não tem de onde tirar dinheiro para pagar os credores. A separação entre a recuperação judicial e a falência já é uma linha imaginária.

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01.11.19

… uma livraria que vai

Se esse livro com as aberrações do presidente Bolsonaro já estivesse nas prateleiras, vendendo feito água, talvez a Livraria Cultura tivesse melhor sorte. No entanto, os credores da companhia já temem pelo pior. Com uma dívida em torno de R$ 280 milhões, a Cultura não tem conseguido honrar o acordo homologado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, em abril. Desde agosto, vem atrasando os pagamentos a diversos credores. A situação tende a se agravar ao longo de novembro. A rede de livrarias da família Hertz já teria comunicado a credores que a quitação de parcelas com vencimento no próximo dia 15 está na dependência da venda da plataforma de e-commerce Estante Virtual, operação que dificilmente será consumada em um espaço de tempo tão curto. Segundo o RR apurou, algumas editoras já cogitam entrar com protestos em cartório, pedindo a falência da Cultura.

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18.09.19

Páginas rasgadas

Após arrancar a família Saraiva da gestão, os credores da rede de livrarias já trabalham no próximo movimento: a venda do controle da empresa.

Também em recuperação judicial, a Livraria Cultura está tentando empurrar a Estante Virtual, sua plataforma de vendas online, para a Amazon.

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05.09.19

Saneamento

Os ventos da Saraiva sopram na direção da Livraria Cultura, também em recuperação judicial. A exemplo do que ocorreu na primeira, com o afastamento da família Saraiva, dois bancos credores da Cultura se mobilizam para tirar o acionista Sergio Herz da presidência. Recentemente, a Justiça suspendeu a transferência de dois apartamentos do empresário para a esposa, considerando o repasse uma fraude contra os credores.

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18.07.19

Credores da Cultura fecham o cerco

A recuperação judicial da Livraria Cultura ainda vai acabar rendendo um best seller. Os credores da companhia pediram à Justiça um pente-fino no patrimônio de Sergio Herz, controlador da empresa, e de seus familiares. Bancos e editoras tentam rastrear outras transferências de bens que eventualmente tenham sido feitas por Herz. Há cerca de duas semanas, a Justiça suspendeu o repasse de dois apartamentos e três automóveis em nome do empresário para a sua mulher, Catarina Machado Capela Herz. Os credores acusam o dono da Cultura de agir deliberadamente para ocultar patrimônio. Na paralela, três meses após a aprovação do plano de recuperação judicial pelos credores, a empresa ainda não começou a quitar os débitos trabalhistas, que somam cerca de R$ 15 milhões. Segundo a proposta homologada na 12ª Vara de Recuperações Judiciais e Falências de São Paulo, a Livraria Cultura tem até abril de 2020 para honrar o pagamento integral das dívidas com seus funcionários e ex-funcionários.

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21.03.19

Na mira dos credores

Dois bancos credores da Livraria Cultura têm se movimentado para convencer outras instituições financeiras e fornecedores a votarem contra o plano de recuperação judicial da empresa na assembleia marcada para amanhã. O motivo é a figura do “credor incentivador” incluída na proposta: os credores que quiserem receber sua dívida com deságio menor terão de continuar injetando dinheiro na Cultura.

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