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03.01.20

Monólogo

O leilão de venda da Estante Virtual, plataforma de e-commerce da Livraria Cultura, é uma obra de ficção. Segundo o RR apurou, o Magazine Luiza é o candidato único à aquisição.

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19.11.19

Encalhou na prateleira

O prazo para a entrega de propostas (14 de novembro) chegou ao fim sem que a Livraria Cultura tenha recebido uma mísera proposta pela Estante Virtual. Conforme o RR informou em 1 de novembro, a empresa não tem de onde tirar dinheiro para pagar os credores. A separação entre a recuperação judicial e a falência já é uma linha imaginária.

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01.11.19

… uma livraria que vai

Se esse livro com as aberrações do presidente Bolsonaro já estivesse nas prateleiras, vendendo feito água, talvez a Livraria Cultura tivesse melhor sorte. No entanto, os credores da companhia já temem pelo pior. Com uma dívida em torno de R$ 280 milhões, a Cultura não tem conseguido honrar o acordo homologado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, em abril. Desde agosto, vem atrasando os pagamentos a diversos credores. A situação tende a se agravar ao longo de novembro. A rede de livrarias da família Hertz já teria comunicado a credores que a quitação de parcelas com vencimento no próximo dia 15 está na dependência da venda da plataforma de e-commerce Estante Virtual, operação que dificilmente será consumada em um espaço de tempo tão curto. Segundo o RR apurou, algumas editoras já cogitam entrar com protestos em cartório, pedindo a falência da Cultura.

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18.09.19

Páginas rasgadas

Após arrancar a família Saraiva da gestão, os credores da rede de livrarias já trabalham no próximo movimento: a venda do controle da empresa.

Também em recuperação judicial, a Livraria Cultura está tentando empurrar a Estante Virtual, sua plataforma de vendas online, para a Amazon.

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05.09.19

Saneamento

Os ventos da Saraiva sopram na direção da Livraria Cultura, também em recuperação judicial. A exemplo do que ocorreu na primeira, com o afastamento da família Saraiva, dois bancos credores da Cultura se mobilizam para tirar o acionista Sergio Herz da presidência. Recentemente, a Justiça suspendeu a transferência de dois apartamentos do empresário para a esposa, considerando o repasse uma fraude contra os credores.

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18.07.19

Credores da Cultura fecham o cerco

A recuperação judicial da Livraria Cultura ainda vai acabar rendendo um best seller. Os credores da companhia pediram à Justiça um pente-fino no patrimônio de Sergio Herz, controlador da empresa, e de seus familiares. Bancos e editoras tentam rastrear outras transferências de bens que eventualmente tenham sido feitas por Herz. Há cerca de duas semanas, a Justiça suspendeu o repasse de dois apartamentos e três automóveis em nome do empresário para a sua mulher, Catarina Machado Capela Herz. Os credores acusam o dono da Cultura de agir deliberadamente para ocultar patrimônio. Na paralela, três meses após a aprovação do plano de recuperação judicial pelos credores, a empresa ainda não começou a quitar os débitos trabalhistas, que somam cerca de R$ 15 milhões. Segundo a proposta homologada na 12ª Vara de Recuperações Judiciais e Falências de São Paulo, a Livraria Cultura tem até abril de 2020 para honrar o pagamento integral das dívidas com seus funcionários e ex-funcionários.

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21.03.19

Na mira dos credores

Dois bancos credores da Livraria Cultura têm se movimentado para convencer outras instituições financeiras e fornecedores a votarem contra o plano de recuperação judicial da empresa na assembleia marcada para amanhã. O motivo é a figura do “credor incentivador” incluída na proposta: os credores que quiserem receber sua dívida com deságio menor terão de continuar injetando dinheiro na Cultura.

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08.02.19

Recuperação judicial “sub judice”

Em recuperação judicial, com um passivo de R$ 285 milhões, a Cultura vem propondo a algumas editoras receber livros em consignação, com a garantia de que pagará após a venda das obras. Vai além, ao oferecer como contrapartida ao gesto, colocar esses “parceiros” numa condição de “credor incentivador”. O mais provável é que a própria Justiça barre a proposta. A Lei de Recuperação Judicial prevê uma ordem para o pagamento do passivo, a começar pelos créditos trabalhistas.

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16.01.19

Plano da Cultura enfrenta resistências

Amanhã, um grupo de aproximadamente 20 credores da Livraria Cultura vai se reunir para analisar o plano de recuperação judicial apresentado pela companhia. Segundo o RR apurou, duas grandes editoras já se mostraram contrárias aos termos da proposta. O executivo de uma destas empresas chega a classificar o plano como uma “chantagem” contra os credores. O motivo é o escalonamento sugerido pela Cultura. Na proposta feita pela empresa, o pagamento das dívidas com menor deságio (de zero a 25%) ficaria restrito aos fornecedores que mantiverem a entrega de produtos para a livraria. Estes credores seriam os “incentivadores”, os parceiros do soerguimento da rede. Por sua vez, as editoras que se negarem a fornecer mercadorias para a Cultura receberiam, no máximo, 30% do valor de face da dívida. Para os credores que desde já rechaçam a proposta, este modelo teria como objetivo escancarado constranger as editoras, forçando-as a refinanciar a rede de livrarias para receber uma parcela maior de seus créditos. Apesar da resistência de grandes fornecedores, a Cultura joga suas fichas na estiagem alheia: a aposta é que o plano será aprovado pela maioria dos credores, editoras que também estão com a corda no pescoço e precisam receber o quanto antes. Os próximos capítulos começarão a ser escritos a partir de amanhã.

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10.12.18

Cultura sem crédito e sem livros?

A Livraria Cultura caminha para ter o pior Natal da sua história. Em recuperação judicial, com uma dívida de R$ 285 milhões, a empresa corre o risco de não ter mercadoria para vender. Segundo o RR apurou, as maiores editoras do país suspenderam a entrega de livros para a companhia. De acordo com um dos principais credores da Cultura, ouvido pela newsletter, a rede de livrarias propôs pagar apenas 10% do valor das encomendas, com a promessa de quitar o restante a partir de janeiro. No entanto, as editoras não receberam qualquer garantia de pagamento com a receita que viria a ser obtida durante o mês de dezembro. O temor dos credores é fornecer livros à Cultura para que a companhia faça caixa e acabe usando o dinheiro em outras obrigações, como pagamentos de salário e aluguel de lojas. A situação financeira da Cultura é bastante complexa, com uma preocupante combinação de dívida alta e fluxo reduzido. A empresa teria em caixa neste momento algo em torno de R$ 2 milhões, valor insuficiente para adquirir, a preço de custo, os 20 milhões de exemplares estimados para atravessar o mês de dezembro.

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