fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
23.03.21

Governo Bolsonaro lança dúvidas sobre o futuro da BR

A BR Distribuidora virou uma bola de pingue-pongue, rebatida de um lado para o outro da rede entre estratégias e interesses conflitantes entre si. Do Palácio do Planalto, surgem vazamentos sobre a ideia de reestatização da companhia. Nesse caso, a Petrobras, que mantém uma participação de 37,5% na distribuidora de combustíveis, seria usada pelo governo para a recompra de ações da BR em mercado. Essa hipótese quica sobre a mesa como um rebote da raquetada do presidente Jair Bolsonaro na governança da
petroleira.

Se é possível interferir na Petrobras, por que não na BR, ainda que a participação do governo na companhia se dê de forma indireta? Pelo silogismo bolsonarista, se a Petrobras é sócia da empresa, está resolvido: “La BR c ́est moi” No sentido contrário, está o projeto de privatização completa da BR, com a venda do restante das ações ainda em poder da Petrobras. Os fundos que coabitam o capital da empresa pressionam por esta solução. Esta, inclusive, seria a principal missão de Wilson Ferreira Junior, que as-
sumiu a presidência da distribuidora de combustíveis na semana passada. Ferreira tem o perfil de embalador de empresas para a privatização, ainda que não tenha alcançado sucesso na Eletrobras.

Na estatal, ele perdeu a viagem. Já na BR, o executivo vem calejado pela arritmia decisória do governo Bolsonaro. No meio dessa troca de bolas de um lado para o outro, o RR recebeu também a informação do interesse da Americanas em ter uma participação expressiva na BR. A rede varejista, ressalte-se, já enxerga o negócio por dentro: firmou recentemente um acordo operacional com a distribuidora no segmento de lojas de conveniência. A compra das ações da Petrobras faria da Americanas o principal acionista individual da BR. A operação significaria o ingresso do trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira em um setor extremamente disputado.

Além do varejo per si, com a gestão das lojas de conveniência, Lemann e cia. passariam a competir com Raízen, Ultra/Ipiranga, entre outros menos votados. No mercado especula-se também que a ida de Marcos Lutz para o conselho do Grupo Ultra teria como objetivo a aquisição da BR. Lutz, enquanto esteva na Cosan, era o executivo dedicado a uma operação de compra da estatal. Mas tudo ainda está no campo das conjecturas. Os 37,5% do capital nas mãos da Petrobras indexam o destino da BR aos humores de Jair Bolsonaro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.03.21

Eleva não para

O RR tem a informação de que a Eleva, de Jorge Paulo Lemann, está em negociações para a compra de mais duas empresas de educação básica. O grupo adquiriu recentemente 51 colégios da Cogna, um negócio de R$ 1 bilhão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.02.21

Abertura de capital 1

R$ 2 bilhões. É este o valor que a Eleva Educação, controlada por Jorge Paulo Lemann, planeja levantar com o seu IPO. A operação deve ocorrer até maio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.09.20

As lojas das Americanas

Mesmo com o investimento intensivo no e-commerce, a Americanas aposta alto no comércio físico. A rede varejista de Jorge Paulo Lemann e cia. estuda abrir cerca de 200 lojas em 2021. Vai servir para tirar o atraso provocado pela pandemia: no primeiro semestre deste ano, a Americanas abriu apenas nove pontos de venda, contra 41 no mesmo período em 2019.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.08.20

Fintech da Americanas

Após lançar a plataforma de pagamentos AME, a Americanas estuda criar sua moeda eletrônica. Não demora muito e Jorge Paulo Lemann e cia. criam o próprio banco digital da rede varejista.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.08.20

Nem a elite escapa

A inadimplência na Eleva, a escola triple A de Jorge Paulo Lemann, subiu 15% desde o início da pandemia. As mensalidades chegam a R$ 10 mil.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.07.20

Geni da rede social

A InBev, de Jorge Paulo Lemann, deverá ser a próxima big company a aderir ao boicote contra o Facebook, suspendendo a veiculação de anúncios na rede social. A cervejeira está tirando uma onda de empresa politicamente correta. É o caso típico do roto falando do
esfarrapado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.01.20

Para a InBev, cerveja é substantivo masculino

Recomenda-se a Jorge Paulo Lemann prestar mais atenção às políticas afirmativas que não estão sendo praticadas nas suas empresas. A Brahma, que integra o conglomerado cervejeiro de Lemann, enfrenta uma crise de imagem na Argentina. A marca teve de tirar do ar, às pressas, a campanha publicitária da “Brahma Lime”. No filmete, uma moça na praia é puxada por um grupo de banhistas, predominantemente homens, levada para o mar e forçada a tomar um gole da cerveja. A reação foi imediata.

A cervejeira passou a ser atacada nas redes sociais e criticada por entidades de defesa dos direitos femininos devido ao tom sexista do anúncio. “Misógina”, “ginecófoba” “violenta”, “machista” foram alguns dos termos usados em referência à Brahma. A repercussão chegou a tal ponto que, no último dia 12, a ministra de las Mujeres, Géneros y Diversidad da Argentina, Elizabeth Gómez Alcorta, se manifestou sobre o assunto no Twitter. Ainda que indiretamente, o episódio respinga na reputação das empresas de Jorge Paulo Lemann no setor de bebidas. Lemann é consagrado como o mais influente acionista da AB InBev, maior fabricante de cervejas do mundo. Esta, por sua vez, controla a Cervecería y Maltería Quilmes, fabricante da Brahma na Argentina, e a brasileira AmBev.

Não é a primeira vez que uma das cervejeiras de Lemann é acusada de misoginia. Em 2015, a AmBev lançou uma campanha da Skol com o mote “Esqueci o não em casa”. A frase ressoou como um debochado contraponto ao “Não é não”, palavra de ordem usada por mulheres contra o assédio sexual. À época, as redes sociais foram invadidas por fotos de mulheres protestando em frente a cartazes da Skol com o dedo médio em riste. A AmBev suspendeu a campanha.

O RR consultou a AmBev, braço da holding AB InBev no Brasil. A companhia ressaltou que “a campanha em questão não é da Cervejaria Ambev, mas da Brahma na Argentina”. Mas repassou um posicionamento da cervejaria argentina. Por meio de nota, a Brahma diz que se desculpa pelo comercial da Brahma Lime e informa que já retirou a campanha  do ar. Já a AmBev afirma “que é reconhecida atualmente por fazer campanhas que valorizam a diversidade e o respeito às pessoas”. Só o tempo vai dizer se a nova postura politicamente correta da AmBev não vai ser efêmera como no passado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.12.19

“Americanas pay”

Vem aí a fintech das Americanas. A rede varejista de Jorge Paulo Lemann trabalha na criação de uma plataforma própria voltada a pagamentos eletrônicos e concessão de crédito.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.11.19

“Plano Lemann” de privatizações mira nos Correios e na Eletrobras

Jorge Paulo Lemann pretende fazer um arrastão nas privatizações do governo Bolsonaro. A investida sobre a Eletrobras já estava escrita nas estrelas, ou melhor, no RR, que antecipou na edição de 4 de janeiro deste ano a intenção do 3G Radar de participar do leilão da companhia – desde então, o fundo de Lemann já ampliou sua participação de 5% para 9,8%. Pois agora o 3G estaria debruçado também sobre os Correios. O plano de Lemann é transformá-los em uma grande companhia de logística, voltada ao e- commerce. A empresa se tornaria uma multiplataforma de distribuição, com a terceirização de sua megaestrutura de armazenagem e entrega para grupos que desejam entrar no varejo online no Brasil.

Os números são superlativos. Além de mais de 11 mil agências em 1.725 municípios, os Correios somam 115 centros de entrega, 49 centros logísticos integrados e 41 centros de transporte operacional. A compra dos Correios teria também, como plus, uma notória sinergia com a Americanas.com e demais operações de Lemann no varejo online, reunidas sob o guarda-chuva da B2W – Submarino, Shoptime e Sou Barato. Ao mesmo tempo, carregaria um componente de defesa do território. Seria um movimento profilático do 3G Radar para impedir que toda a estrutura da estatal caísse de bandeja nas mãos de um forasteiro, a exemplo de Amazon e Alibaba.

O grupo de Jeff Bezos já tem uma atuação razoavelmente significativa no país. O gigante chinês, por sua vez, mantém uma plataforma de varejo online em língua portuguesa e prepara seu desembarque no mercado brasileiro. Ambos são potenciais contratantes da nova empresa que Lemann idealiza para os Correios. Mais: o empresário teria uma valiosa moeda de troca para – por que não? – negociar mais à frente um M&A com a Amazon, o Alibaba ou outro grande grupo de e-commerce disposto a aportar por estas bandas. Ao melhor estilo Lemann, o roteiro poderia incluir ainda um IPO da nova companhia. Até lá, seria o tempo sufi ciente para o empresário arrumar a casa e moldar a estatal ao seu feitio. Nada que um Falconi da vida com seu kit tradicional – orçamento base zero, corte de 30% do pessoal etc – já não tenha feito inúmeras vezes a mando do próprio Lemann.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.