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31.10.19

Clones

Jorge Paulo Lemann não é partido, mas vai usar todos os seus trunfos para montar uma bancada de mais de 100 vereadores em 2020. São todos clones da deputada Tabata Amaral.

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19.08.19

Lemann é um old school

A Lojas Americanas já mira 2020. De acordo com informações filtradas da própria empresa, a rede varejista planeja abrir 180 lojas no ano que vem, 60 a mais do que a marca prevista para este ano. A tecnologia avança, os algoritmos mandam na economia, mas Jorge Paulo Lemann e cia. não abrem mão da velha cerveja, do ketchup e do varejo físico.

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07.08.19

Bilionários brasileiros também vão pedir maior tributação sobre sua fortuna

Reconheçamos: os americanos representam boa parte da alegria existente neste mundo (apud Caetano Veloso). Contudo, se depender de alguns notórios magnatas norte-americanos, os yankees vão exportar muito mais do que diversão e arte, e, sim, cases hiperbólicos de distributivismo tributário e de sua régia filantropia imperialista. O “tubaronato” de boutique dos EUA quer pagar mais imposto. O desejo dos plutocratas é de contribuir mais com o Fisco. Ele serve também ao interesse de publicizar uma elite hegemônica que, pelos sinais de desprendimento, “deve ser melhor do que as congêneres internacionais” – é batata que vão dizer isso no devido tempo.

Mas mentiras sinceras nos interessam. Os americanos revelam compreensão de que o caro sai barato quando se trata de conter futuras erupções sociais. Sim, alguma coisa se quebrou ou está se quebrando na engrenagem da acumulação primária de capital. Mas quebrando para melhor. Os 19 bilionários do Tio Sam, que querem porque querem ser taxados, são em sua maioria de segunda geração. Os sobrenomes são reluzentes: Soros, Hughes e Disney. A jovem Liesel Pritzker Simmons, uma das bilionárias dedicadas à causa, pretende inaugurar uma diplomacia distributivista na Europa. Pois saibam que uma fonte do RR no Itaú Unibanco confidenciou a boa nova: um grupo de empresários graúdos tupiniquins estaria seguindo o exemplo e arregimentando signatários para uma carta ao governo brasileiro. O quanto a decisão é firme, porém, ainda se trata de uma incógnita.

Por ora, devido à concentração geográfica da riqueza brasileira, o documento pode ser chamado de “Carta da Av. Paulista”. O informante revela que o Itaú Unibanco é o hub dos ricaços dispostos a ceder parte da sua fortuna. Mas nem todos os biliardários têm convicções tão profundas sobre a importância de uma distribuição de renda mais aguda entre os segmentos polares da sociedade. O RR fez uma leitura diagonal do perfil de cada um. O médico José Luiz Setúbal, um dos donos da instituição financeira, prega a doação como uma obrigatória medida de consciência. Atualmente, o médico já doa cerca de um terço dos seus rendimentos. Faz ainda filantropia nas áreas hospitalar e de startups para o setor de saúde. Se depender dele, o Leão da Receita pode rasgar os seus bolsos com garras afi adas e levar boa parte da grana.

Neca Setúbal está bem próxima do irmão em sensibilidade para a pobreza e a tributação regressiva do Brasil. Os irmãos Walter Moreira Salles Jr., João Moreira Salles, Pedro Moreira Salles e Fernando Moreira Salles são todos príncipes, habitués no exercício da cidadania empresarial. Sua eventual disposição de apoiar uma maior justiça nos impostos estaria perfeitamente em linha com sua postura na vida pública. A mais aristocrática representante da casa bancária fundada por Eudoro Villela e Olavo Setúbal, a socialite Milu Villela, não está perto de configurar um modelo de ricaça preocupada com o social. A filantropia da Sra. Villela é a das bienais e do Museu de Arte Moderna de São Paulo, contribuições tão importantes quanto estereotipadas, que cabem à perfeição em seus vestidos de grife da Av. Champs Élysées. Guilherme Leal, da Natura, veste as medidas certas da visão corporativa social. A uma segunda vista, porém, Leal pende mais para o lado corporativo do que o social.

Digamos que mais para o ambiental. Sócios da Península, Abilio Diniz e Ana Maria Diniz estariam fracionadamente, em menor e maior condição, prontos para abrir a carteira. Abílio não exibe, em sua história empresarial, qualquer atitude que mostre coerência com a decisão de se imolar frente ao Fisco com o objetivo de ser mais justo. Se confirmada sua intenção, estaria surpreendendo mesmo os parentes mais próximos. Que Abílio é esse? Bem ao contrário da filha, Ana Maria, cuja dedicação à área de ensino e compreensão da diferença abissal que separa as classes abastadas e as mais sofridas tornam naturalmente crível sua opção por uma tributação social. A empresária Luiza Trajano tem uma physique du rôle dúbia para fazer parte do time. É conhecida pelo estilo de gestão humanitária, já perfilou do lado do PT e por pouco não foi ministra de Dilma Rousseff.

Suas características tendem mais para uma colecionadora de coletivos identitários, a exemplo do Grupo Mulheres do Brasil, que lidera desde 2012. Mas fica o benefício da dúvida para Luiza. Miguel Krigsner e Artur Grynbaum, sócios da Boticário, se enxergam em um espelho e veem Guilherme Leal. Não se sabe bem quem é a cópia, quem é o original. Jaime Garfinkel e Bruno Garfinkel são pai e filho, controladores da Porto Seguros. O clã não tem lá grande empatia com o social. Espanta sua presença na lista. Além da associação com o Itaú Unibanco, não há muito mais que os vincule aos empresários elencados. Quem os conhece afirma que ambos estão na ponta adversa, ou seja, querem pagar menos à Receita. O RR, frente ao inusitado da informação, procurou, é claro, cada um dos nomes citados na lista dos bilionários dispostos a contribuir mais junto ao governo.

Fez seguidas tentativas de contato, por telefone e e-mail, com todos. Nenhum deles quis comentar o assunto. Tampouco negou a iniciativa. Ao que parece, os afortunados preferem manter discrição sobre a tour de force distributivista. Ao menos, espera-se que o silêncio não seja sinal de recuo. Na ponta dos dedos, a carta prótributo dos brazucas tem somente cinco signatários a menos do que a dos norte-americanos, ou seja, 14 bilionários. Segundo a consultoria PwC, os abastados brasileiros pagam menos tributos do que os seus congêneres no G-20. Os seis maiores biliardários do país, com patrimônio de R$ 280 bilhões e fortuna equivalente à soma de 100 milhões de brasileiros, não constam da lista dos defensores da justiça tributária.

Na ordem decrescente são eles: Jorge Paulo Lemann, Joseph Safra, Marcel Telles, Carlos Alberto Sicupira, Eduardo Saverin e Ermírio Pereira de Moraes. Desde que a direita trumpista e a bolsonarista transformaram qualquer ato de solidariedade fiscal na ameaça de um comunismo degenerado, Brasil e Estados Unidos não se viam alinhados em uma boa causa. Talvez nunca tenham se alinhado em boa causa nenhuma. Mesmo que as conversas fi quem restritas a gatos gordos pingados do andar de cima, vale a torcida para que o desprendimento seja convicto e se irradie em todas as direções. E que ele não se repita em nossas plagas sob a forma de fraude. A verdade é que a newsletter ficou cheia de orgulho com a simples hipótese de uma depurada parcela da  nossa elite, porta bandeira secular do atraso, estar pensando em uma atitude tão bacana.

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25.06.19

Fundo de Lemann aumenta a aposta em fintechs

O RR apurou que Jorge Paulo Lemann vai fazer um novo aporte na plataforma de empréstimos Bom pra Crédito. O valor deve chegar a US$ 30 milhões. No ano passado, o Innova Capital, fundo capitaneado por Lemann para a área de startups, já havia injetado cerca de US$ 5 milhões no negócio. Não se trata de um mergulho isolado do investidor no mercado de fintechs.

De acordo com a mesma fonte, o Innova também está envolvido na montagem de uma fintech de pagamentos eletrônicos, que deverá operar no cobiçado mercado de adquirência. Ou seja: além dos grandes bancos, vai concorrer com empresas como Stone e PagSeguro. Ao todo, o Innova deverá desembolsar cerca de US$ 100 milhões para investimentos em startups da área financeira.

Desde que o Innova entrou no negócio, em outubro de 2018, a Bom Pra Crédito já teria ampliado sua carteira em cerca de 30%. A plataforma soma aproximadamente seis milhões de clientes cadastrados e algo em torno de R$ 400 milhões em intermediação de empréstimos juntos a bancos. Ressalte-se que o sobrenome Lemann já está há algum tempo vinculado a startups do setor fi nanceiro. Paulo Lemann, um dos rebentos de Jorge Paulo, é sócio da Fiduc, uma das primeiras fintechs do país dedicada à gestão de fortunas.

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17.06.19

O apetite de Lemann

Jorge Paulo Lemann e a sul-africano Naspers têm fome. O Grupo Movile, no qual a dupla já aportou mais de US$ 400 milhões, vai anunciar nos próximos dias uma nova rodada de investimentos em suas empresas de tecnologia. O aplicativo de entregas iFood, a mais badalada delas, receberá cerca de R$ 80 milhões ainda neste ano. O plano de expansão da Movile prevê ainda cerca de 2,5 mil contratações até o fim de 2020. Com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, o grupo controla outros aplicativos, como a plataforma online de eventos Sympla.

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24.04.19

Lemann assume o “Ministério da Produtividade”

Jorge Paulo Lemann, que já tem o seu Endeavor para estimular o empreendedorismo nos jovens e participa de ações empresariais voltadas à capacitação de futuros homens públicos, arrumou outro brinquedo. Vai liderar uma fundação de big bosses para subsidiar o governo com medidas que aumentem a produtividade e melhorem o ambiente dos negócios. Ao lado de Lemann estão nomes como Daniel Klabin, Jorge Gerdau e o indefectível Vicente Falconi, além, é claro, do seu time de futebol: Beto Sicupira, Carlos Brito, Marcel Telles e Alexandre Behring. Seu escrete terceirizará conhecimento com o qual pretende brindar o governo.

O leque de empresários tem a função de injetar combustível financeiro e emoldurar as propostas com seu prestígio. A novidade é a sugestão para que o grupo funcione também como se fosse um comitê de arbitragem das sugestões apresentadas. Assim, quando houver dúvidas entre a adoção das medidas ofertadas ou do governo, o “Comitê Lemann” daria seu veredito. O proselitismo do empresário sob a forma de filantropia não pode ser tachado como algo negativo ou prejudicial à sociedade.

Seu pecado é ser monotônico, tendendo à neurolinguística e à autoajuda. Não bastasse, o discurso de Lemann traz implícito um permanente desconforto com o Brasil, uma senzala administrativa a exigir os processos e práticas que levaram ao sucesso os países e grupos empresariais mais desenvolvidos. Um bom exemplo do que Lemann não é e nem quer ser – por isso o define melhor ainda – foi o grupo dos 14, uma pequena tropa empresarial, extremamente politizada, que assinou um dos mais notáveis capítulos da burguesia nacional, nos anos 80.

Nomes como Luiz Eulálio Bueno Vidigal, Antônio Ermírio de Moraes, Paulo Francine, Cláudio Bardella, José Mindlin e Paulo Vellinho, entre outros, lutaram contra a ditadura, pressionaram o governo para o desenvolvimento da indústria nacional – o setor na década de 80 alcançou 30% do PIB contra os atuais 12% – e fizeram o maior lobby empresarial por investimentos na infraestrutura. Todos eram ligados à economia física, ao contrário da hegemonia financista dos novos vencedores. A nova Fundação de Lemann, noves fora as novidades já mencionadas, deve apresentar mais do mesmo: orçamento base zero, envolvimento do dono da empresa na contratação de capital humano e uma meritocracia radical. O museu de grandes novidades do líder cervejeiro servirá de script para mais um show de narcisismo do dono da Ambev. Lemann tem um ego ciclópico e é campeão de vaidade nas redes, impulsionando seus milhões de aparições. No meio de toda a bizarrice que assola o país, até que não chega a ser mau.

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08.03.19

Universo Lemann

A Americanas deverá investir cerca de R$ 2 bilhões no biênio 2019/20. De acordo com informações filtradas da empresa, a maior  parte dos recursos será destinada à abertura de lojas no modelo express e à plataforma de e-commerce. O RR acredita que não há paralelo com a Kraft Heinz, também controlada por Jorge Paulo Lemann e cia. No mês passado, antes da crise, o CEO da empresa, Bernardo Hess, deu declarações à imprensa de que a companhia aumentaria os investimentos. Dois dias depois, a Kraft iniciava seu inferno astral. Dois raios não caem no mesmo lugar. A Americanas deve estar muito bem, obrigado.

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22.02.19

Caso Kraft Heinz pode contaminar a 3G Capital

A notícia da investigação da SEC sobre políticas contábeis suspeitas na Kraft Heinz, publicada ontem à noite no site norte-americano CNBC, traz uma miríade de questões que podem alterar a imagem olímpica do mítico trio de investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira – reunidos na empresa de private equity 3G Capital. O inquérito foi divulgado depois de uma entrevista atípica dada há três dias, ao Financial Times, pelo CEO da Kraft Heinz, Bernardo Hees. O executivo traça uma estratégia de um otimismo incomum. Saberia Hees do que estava por vir? Nesta semana circulou também a notícia de que Marcel Telles pediu para sair do board da Kraft Heinz. Os fatos estão relacionados? Warren Buffett, parceiro fiel de Lemann, deixou o Conselho da empresa no ano passado sem maiores explicações. Há conexão entre a saída de Buffett e o problema identificado pela SEC – as investigações podem vir de longe? A trama contábil pode se estender à Anheuser-Busch? Desde o episódio da compra do títulos da dívida russa que levou à quebra do Banco Garantia, o trio de sócios-amigos nunca sofreu um revés tão grande. Para Lemann o incidente é um machucado maior. Interfere no seu legado. A Eleva Educação, criada pelo empresário, está assentada em um discurso ético rigoroso. É um projeto lindo. O RR torce para que tudo seja esclarecido e não haja contaminação.

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07.02.19

The money is on the table

Por meio do Gera Venture, Jorge Paulo Lemann estaria aportando mais R$ 30 milhões na Cultura Inglesa. Sua menina dos olhos é a parceria com o Google, que ele próprio ajudou a costurar.

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Os financistas da GP estão mobilizados para equacionar o preocupante grau de alavancagem da BR Properties, empresa de investimentos imobiliários controlada pelos “herdeiros” de Jorge Paulo Lemann. A companhia deverá realizar uma emissão de bônus no exterior com o objetivo de alongar o perfil do passivo. A dívida de curto prazo, de R$ 2,3 bilhões, já equivale a sete vezes o ebitda – há 12 meses, a relação era de seis para um. A alta do dólar aumentou a pressão sobre a BR Properties. Parte expressiva da dívida da companhia é em moeda estrangeira: são US$ 185 milhões em bônus perpétuos, com hedge cambial apenas sobre os juros e não sobre o principal. Consultada sobre a emissão de bônus, a BR Properties não quis se pronunciar.

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