fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
06.04.20

No embate com Mandetta, Bolsonaro pode arriscar demais

Termômetro

POLÍTICA

No embate com Mandetta, Bolsonaro pode arriscar demais

 

O grande fato desta terça feira, na política, na saúde e mesmo na economia, será o resultado da quebra de braço entre o presidente Bolsonaro e o ministro Mandetta. A não ser que haja uma conciliação real – que parece inviável – nenhum cenário será positivo para o presidente.

Se Mandetta for demitido em meio a período decisivo no combate ao coronavírus, haverá uma pesada reação institucional, que envolveria o Congresso, o STF, o mercado e até parte do governo. As consequências seriam imprevisíveis. Afetariam a votação de medidas econômicas e não se pode descartar que voltem a ganhar corpo movimentações pelo impeachment.

Se Bolsonaro recuar, após a dimensão que o caso tomou, alimentará a impressão de que não tem poder para demitir o ministro e, consequentemente, de que não conseguirá determinar a política de saúde. Ficará, cada vez mais, a imagem de um presidente que não governa. É uma percepção que, por seu estilo, Bolsonaro dificilmente aceitará por muito tempo, ainda mais diante do embate lançado com o governador João Doria, que hoje ampliou até o dia 22 de abril a quarentena no estado.

INSTITUCIONAL

Calendário para trabalhadores informais

 

Expectativa é de que seja anunciado pelo governo federal, entre hoje e amanhã, o calendário de pagamento do voucher de R$ 600 para os trabalhadores formais e, sobretudo, os informais. Nesse último caso o formato para recebimento, através de um aplicativo, ainda parece muito incerto.

ECONOMIA

Curva do emprego e dados de fevereiro (no Brasil e nos EUA)

No Brasil, saem amanhã o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o  Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) de março, ambos da FGV. os índices, que já apresentaram curva negativa em fevereiro, devem aprofundar o recuo. Também nesta terça será divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE) de fevereiro. O número vai impactar a percepção sobre a tendência da economia pré coronavirus – o que pode ou não enfraquecer o discurso da equipe econômica e do presidente -, mas terá pouca influencia sobre projeções futuras.

No exterior, processo similar com o Número de Empregos criados em fevereiro (JOLT), nos EUA.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A gestão de benefícios sociais continuará em pauta amanhã, com dificuldades de trabalhadores em retirarem o seguro desemprego (governo promete resolver a questão até o próximo dia 22) e dificuldades no plano para enfrentar atrasos no INSS. Especialmente diante de informação de que militares convocados para suprir falta de pessoal precisarão de 2 meses de treinamento.

Ainda que haja oscilação do noticiário e de que recesso parlamentar diminua enfrentamentos políticos, tudo indica que, na ausência de reação mais enfática do governo, com horizonte mais nítido para resolução do problema no INSS, a temática se consolidará como calcanhar de aquiles significativo junto à opinião pública.

Presidente liberal ou intervencionista?

Nova tabela com preço mínimo para o frete rodoviário (passou de 11% para 15%), que passará a vigorar na segunda-feira (mas ainda terá sua constitucionalidade julgada pelo STF), vai alimentar nova rodada de ilações sobre intervencionismo do presidente Bolsonaro, amanhã. Se somará, nesse sentido, a manifestações do presidente defendendo alteração na cobrança do ICMS e insistência do ministro de Minas e Energia em “colchão” que amenize flutuações de preços internacionais de combustíveis.

Trata-se, nesta sexta, menos de desgaste do que de recuo na imagem de que tem compromisso com a política econômica liberal. Bolsonaro havia dado passo importante nesse sentido ao negar isenção de tarifas de energia de templos religiosos.

O IBC Br dá impulso para a equipe econômica

Relatório da ONU indicando crescimento de 1,7% para o Brasil em 2020 (abaixo de estimativas do mercado), que poderia gerar desgaste, será contraposto, amanhã, por números acima do esperado no IBC Br de novembro (cresceu 0,18%).

Reforma administrativa: começa a batalha

Pode-se esperar debate e novas declarações do governo sobre reforma administrativa, amanhã, visando aplainar os ânimos para envio de projeto ao Congresso, em fevereiro. Indicação é de que o Ministério da Economia pretende começar operação de comunicação, combinando balões de ensaio com construção de narrativa similar a da Previdência, indicando privilégios de servidores frente a trabalhadores da iniciativa privada. Informação de que regras não mudarão para servidores atuais também será ponto central e imagem de ganho de eficiência e corte gastos crescerá na mídia.

Mas dificuldades no INSS levarão a um olhar mais detido para o tipo de cortes almejados e seus efeitos potenciais para os serviços públicos.

A CPMI Fake News reaparece

Após movimentações de parlamentares hoje, com revelação de que foram identificadas contas do WhatsApp responsáveis por disparos em massa nas eleições de 2018, estarão no radar amanhã novas informações da CPMI das Fake News. Expectativa é de que se voltem, prioritariamente, para a campanha do presidente Bolsonaro e o chamado “gabinete do ódio”.

O impeachment de Trump: fatos novos prejudicam o presidente

Ainda que maioria republicana no Senado quase inviabilize a retirada do presidente Trump do cargo, processo na Casa evoluirá sob ambiente muito negativo para o presidente norte-americano, amanhã. Dentre fatos novos divulgados hoje, destaque para o relatório do Escritório de Prestação de Contas do Governo, órgão fiscalizador da Câmara dos Deputados, afirmando que Trump violou a lei, por motivos políticos, ao congelar ajuda militar à Ucrânia, aprovada pelo Congresso.

O Comércio Exterior e os preços regionalizados

Saem amanhã o ICOMEX de dezembro e o IPC S Capitais de janeiro. O ICOMEX terá importância particular porque trará números finais de dezembro, mas expectativas não apontam para reversão de curva negativa de novembro, que trouxe recuo de 11,7% em exportações e de 10,9% em importações.

Já no que se refere ao IPC S Capitais, início do ano tem confirmado estimativas de desaceleração inflacionária, mas a conferir como esse processo vem evoluindo regionalmente.

A inflação na Europa e um panorama econômico dos EUA

Em relação a indicadores internacionais, interesse maior em:

1) Índice de Preços ao consumidor da Zona do Euro, que deve fechar 2019 em 1,3%;

2) Nos EUA, Produção Industrial de dezembro, para a qual se projeta recuo de 0,2%; oferta de Empregos (JOLT) em novembro e Concessão de Alvarás em  dezembro, ambos com previsão de leve diminuição, mas ainda em patamares altos; e Índice Michigan de Percepção do Consumidor, que tende a se manter na casa de 99 pontos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.