fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
10.01.22

Governo Bolsonaro vira as costas para o lítio boliviano

O governo Bolsonaro não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade. Segundo o RR apurou, até o momento o Palácio do Planalto tem ignorado recomendações do Itamaraty para que o Brasil abra conversações com a Bolívia para uma parceria voltada à extração de lítio naquele país. A postura contraria também interesses de empresas privadas do setor que atuam em território brasileiro, a exemplo da canadense Sigma Lithium e AMG, potenciais candidatas a montar operações integradas nos dois países.

O presidente da Bolívia, Luiz Arce, tem buscado apoio internacional para um grande projeto de extração do minério. Países como China, Estados Unidos, Rússia e Argentina já manifestaram a intenção de associar à empreitada – o presidente Joe Biden chegou a ligar diretamente a Arce para conversar sobre o assunto. Ou seja: trata-se de uma importante disputa geoeconômica nas franjas do território brasileiro. No entanto, o governo Bolsonaro finge que não é com ele.

Em parte, o desprezo pelo projeto pode ser debitado no viés ideológico que costuma conduzir a política externa brasileira na gestão Bolsonaro. Por esse prisma, aproximações com o governo de esquerda de Luiz Arce são quase um anátema, não obstante as sinergias com o projeto e os interesses estratégicos cruzados. O Brasil seria um candidato natural a uma parceria com a Bolívia. O subsolo brasileiro abriga 8% da reservas mundiais de lítio, matéria-prima altamente cobiçada, usada na fabricação, entre outros, de baterias de automóveis e telefones celulares.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.11.21

Cacique Juruna

O PSOL abriu suas portas para a ativista indígena Txai Suruí, célebre por discursar na abertura da CP26, ao lado de Joe Biden e Boris Johnson. Quer lançar seu nome à Câmara.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.10.21

Governo Biden quer cortar na raiz imigração ilegal de brasileiros

A gestão Biden está colocando a imigração ilegal no centro das relações diplomáticas com o Brasil. Segundo uma fonte do Itamaraty, os Estados Unidos costuram um acordo de cooperação com o governo brasileiro. O objetivo é combater quadrilhas especializadas no tráfico de pessoas que agem dentro do Brasil e, com isso, conter o fluxo de imigrantes clandestinos nos Estados Unidos.

Os norte americanos deverão dar apoio às investigações em território brasileiro, possivelmente com o envio de agentes do Homeland Security Investigations (HSI), braço do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Consultado pelo RR, o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou. De certa forma, chama a atenção que uma negociação diplomática desta natureza entre Brasil e Estados Unidos se desenrole agora, com Joe Biden na Casa Branca.

Em tese, esta seria uma agenda mais afeita a Donald Trump, o presidente do muro na fronteira com o México. Ocorre que o problema ganhou novas proporções nos últimos meses. De outubro de 2020 a setembro deste ano, 46 mil brasileiros foram detidos nos Estados Unidos ao tentarem entrar de forma clandestina no país.

Trata-se de um número seis vezes maior do que o registrado no período entre outubro de 2019 e setembro de 2020. O governo Biden está tentando matar o “mal” pela raiz. O acordo de cooperação pode ser interpretado como uma forma sutil – ou nem tanto – dos Estados Unidos pressionarem o governo Bolsonaro a combater as quadrilhas que atuam no tráfico de pessoas dentro do território brasileiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.06.21

Diplomacia verde

A já anunciada aposentadoria do embaixador Todd Chapman não deve ser a única mudança na representação norte-americana em Brasília. O RR tem informação de que os Estados Unidos devem enviar para o Brasil o diplomata Glenn Fedzer, atualmente na Embaixada norte-americana em Serra Leoa. Sua chegada gera razoável expectativa nos meios diplomáticos. Ele assumiria a nevrálgica função de conselheiro da Embaixada para a área de meio ambiente, um dos maiores pontos de divergência entre os governos Glenn Fedzer e Bolsonaro. Ao menos não terá Ricardo Salles pela frente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.03.21

Um algodão entre os cristais nas relações entre Brasil e EUA

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, tem se revelado um personagem fundamental no distensionamento das relações entre os governos Bolsonaro e Biden. Segundo informações filtradas junto ao Itamaraty, Chapman costura um encontro, em Washington, entre o chanceler Ernesto Araújo e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken. O diplomata já esteve reunido com Araújo no início do mês, quando, inclusive, intermediou um primeiro contato telefônico entre o ministro e Blinken.

Poucos dias antes, encontrou-se com o general Hamilton Mourão em uma audiência dominada por um assunto espinhoso: meio ambiente. De certa forma, Chapman tem sido correspondido em sua cruzada diplomática. Bravatas ideológicas à parte, o governo Bolsonaro vem, pragmaticamente, se aproximando da gestão Biden. Há temas fulcrais sobre a mesa. Na conversa entre Araújo e Blinken, devem ser abordados assuntos comerciais de interesse dos Estados Unidos, a exemplo da venda de etanol, e do Brasil, como a redução das alíquotas para a entrada do aço nacional no mercado americano.

Há ainda uma questão delicada que paira no ar após a saída de Donald Trump do poder: qual será o futuro do acordo estratégico para o uso da Base de Alcantara pelos norte-americanos? Há uma pressão de ONGs e do meio acadêmico nos EUA para que a Casa Branca rompa a parceria. Entidades do terceiro setor e um grupo de 10 universidades enviaram um documento à Casa Branca contra a manutenção do acordo e com pesadas críticas ao governo Bolsonaro, notadamente nas áreas de meio ambiente e direitos humanos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.01.21

Nem vacina cura má fama de Bolsonaro no exterior

Entre bolsões mais responsáveis do governo, é crescente a preocupação de que toda a celeuma criada por Jair Bolsonaro e o atraso no início da vacinação contra a Covid-19 contaminem ainda mais a imagem do Brasil no exterior. Autoridades de alto calibre temem manifestações de líderes internacionais e da mídia estrangeira contra o bate-cabeças da gestão Bolsonaro no momento em que o país enfileira recordes de infectados e mortos.

O exterior não tem perdoado o negacionismo e a ridicularização da ciência feitos por Bolsonaro. O governo recebeu sinais de que a Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora o Brasil com especial interesse e cogita emitir algum tipo de comunicado contra as falhas na campanha de vacinação. Ressalte-se que já há precedente em manifestações de organismos multilaterais contra o governo Bolsonaro. Em dezembro passado, em uma mensagem nitidamente endereçada ao presidente brasileiro, o secretário geral da ONU, Antonio Guterres, criticou os países que “insistem em ignorar os alertas da OMS sobre a pandemia”. O próprio diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já rebateu declarações de Bolsonaro contra o isolamento social.

O Brasil já é visto como um pária pela comunidade internacional graças, sobretudo, a sua política para o meio ambiente. O descaso demonstrado por Bolsonaro durante a pandemia e, mais recentemente, o seu duelo contra a vacina só reforçam essa pecha. Sua postura tem sido alvo de críticas vindas desde líderes globais, como o presidente francês Emmanuel Macron, à própria mídia estrangeira. Em março, o New York Times classificou Jair Bolsonaro como “um risco à saúde dos brasileiros e da democracia”. No mesmo mês, o espanhol El País tachou Bolsonaro como o “pior entre todos os líderes sul-americanos”. O Le Parisien chamou o presidente brasileiro de “um ditador incompetente que estimula aglomerações de seus apoiadores”.

Ressalte-se que o tom tende a subir a partir de hoje, com a posse de Joe Biden e de Kamala Harris na Casa Branca. Chama a atenção o nome escolhido por Biden para o cargo de diretor-sênior do Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança: Juan Gonzales. Crítico do governo brasileiro, caberá a ele conduzir as negociações e assuntos ligados à América Latina. Se a reação internacional ficasse restrita ao escaninho da luta política e ideológica, vá lá. Há, no entanto, crescentes riscos de duras sanções contra o país. Reino Unido e Itália já proibiram voos provenientes do Brasil.

A própria Inglaterra, a exemplo da União Europeia, acena também com a suspensão de compra de produtos agropecuários brasileiros. Os colaboradores mais sensatos do governo brasileiro temem pelo presente e pelo futuro. A chiadeira internacional poderá ter impactos imprevisíveis sobre 2022. Em alguma medida, o exterior também é um eleitor da Presidência da República. Será o mundo contra Bolsonaro? Pode ser que sim.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.01.21

Às favas com a diplomacia

Segundo fonte palaciana, até ontem, 21h30, não havia qualquer pronunciamento formal do presidente Jair Bolsonaro programado para hoje, data da posse de Joe Biden. Pensando bem, talvez seja até melhor.

Em tempo: um diplomata de quatro costados, fonte do RR, lembra que, em 2009, o chanceler Celso Amorim fez questão de acompanhar a posse de Barack Obama pela TV ao lado do presidente Lula. Já se sabe que nada similar acontecerá neste ano: convenientemente, Ernesto Araújo tirou férias nesta semana..

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.01.21

Ensaio da cegueira

O ministro Ernesto Araújo tem dito dentro do Itamaraty que “ainda não é o momento” de uma aproximação com a equipe de governo de Joe Biden. Na verdade, no que depender do chanceler, esse momento nunca chegará.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.11.20

O primeiro esbarrão entre Bolsonaro e Biden

A recusa brasileira em reconhecer a vitória de Joe Biden e a aparição de Hamilton Mourão dizendo que isso será feito na hora certa levaram o embaixador norte-americano no Brasil, Todd Chapman, a sinalizar ao chanceler Ernesto Araújo o desconforto do futuro presidente dos EUA. Por ironia, a falta de sensibilidade do Itamaraty acaba aproximando o Brasil da Rússia e da China, sem que seja isso o projeto bolsonarista. O resultado da geleia geral é que Jair Bolsonaro vai angariar uma antipatia maior do governo Biden, sem que Vladimir Putin e Xi Jinping deem a menor bola para isso.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.