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O número acima do esperado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019, divulgado hoje (4,31%), provocará noticiário delicado para o governo, amanhã:

1) O ponto mais importante será o reajuste do salário mínimo, que fica abaixo da inflação do ano. Fato será explorado pela oposição e provocará movimentações de parlamentares.

O perigo é que se alimente clivagem, nos próximos dias, entre avaliações de dados macroeconômicos e efeitos para a população, particularmente a de mais baixa renda. Trata-se de selo que não somente a esquerda, mas concorrentes de centro – atuais, como o Governador João Dória e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e potenciais, como o apresentador Luciano Huck – adorariam colar no governo;

2) Mapeamento de produtos e setores que apresentaram maior pressão inflacionária, com destaque para alguns “vilões”, como os planos de saúde. Nesse caso, especificamente, cobranças e críticas devem se voltar para a Agência Nacional de Saúde;

3) Por outro lado, deve haver contraponto do mercado, com avaliações de que salto da inflação do final do ano foi pontual, concentrados em poucos setores/produtos (como a carne). E que prognósticos para a economia em 2020 se mantêm em curva ascendente.

Nesse sentido, ganharão importância os números do Índice de Preços ao Consumidor Fipe para a primeira quadrissemana de janeiro e o Boletim Focus, ambos a serem divulgados na segunda-feita, bem como os dados do IBC-Br (BC), que antecipa resultados do PIB, para novembro de 2019, previsto para semana que vem.

4) Já serão abertas, amanhã, apostas – e ações especulativas – acerca da próxima reunião do Copom, em fevereiro. A conferir sinalizações da equipe econômica, mas a probabilidade maior é de que essa tendência só fique clara mais à frente, diante de números da inflação em janeiro.

Juiz de garantias: sai oposição, entra protelação?

Continuará em pauta – e indefinida – amanhã a discussão sobre o Juiz de Garantias. A grande questão a ser monitorada nos próximos dias é se, diante de maioria a favor já formada no STF:

1) Vai se consolidar algum tipo de resistência com chances de sucesso à medida.

2) Ou, como parece ser o caso, se a questão vai evoluir para debate sobre cronograma de implementação. Se prevalecer essa linha, opositores, mesmo entre entidades jurídicas, buscarão adiar o início do funcionamento da medida, possivelmente defendendo gradações ou limitações em sua aplicação.

MEC: imagem de paralisia

Fim da TV Escola, supostamente confirmado hoje pelo ministro da Educação, vai gerar polêmica amanhã, tanto junto ao setor de educação quanto ao de cultura. São prováveis:

1)  Nova rodada de críticas de especialistas, nem tanto pela iniciativa em si, mas pelo diagnóstico, generalizado, de que não são claras as prioridades do MEC para 2020, nem a política da pasta;

2) Ilações – que voltaram a ganhar corpo – sobre insatisfação do presidente Bolsonaro com o ministro;

3) Posicionamento de Weintraub. A dúvida é se virá de maneira sóbria ou em ação de cunho mais político – e agressivo -, que tem sido a marca de sua gestão.

O cadastro positivo

Panorama para a entrada em vigor do cadastro positivo, amanhã, é bom, especialmente em função de noticiário favorável hoje. No entanto, assim que começar a valer, alimentará cobranças por facilitação do crédito para bons pagadores. Se não houver sinalização concreta nesse sentido questionamentos podem surgir rapidamente.

EUA x Irã: sanções e retórica

Novas sanções anunciadas hoje pelos Estados Unidos serão destaque em noticiário sobre crise internacional, amanhã. Efeito, no entanto, será mais retórico do que prático, dado que pressões econômicas sobre o país persa já estavam no limite.

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08.01.20

Metrô de São Paulo a caminho da Justiça

A linha 6 do metrô de São Paulo vai parar nos tribunais. Queiroz Galvão e UTC Participações deverão entrar na Justiça para impedir a transferência da concessão para a espanhola Acciona nos termos impostos pelo governo de São Paulo. A gestão Doria exige que o consórcio Move São Paulo, encabeçado pelas duas empreiteiras, abra mão de qualquer disputa arbitral e, principalmente, de contestação judicial contra o estado. As duas construtoras entendem que têm dinheiro a receber. O imbróglio é antigo e, só para não variar, passa por Curitiba. Tragado pela Lava Jato, o Move São Paulo interrompeu as obras da construção da linha 6. Estima-se que sejam necessários mais de R$ 12 bilhões para a sua conclusão.

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08.01.20

Ponto de interseção

O prefeito Bruno Covas tem costurado pessoalmente com Gilberto Kassab o apoio do PSD à sua reeleição. É bem verdade que Kassab guarda um certo engasgo com o tucano João Doria depois de ser afastado da Casa Civil de São Paulo, antes mesmo de assumir, por conta de denúncias de caixa 2. Mas talvez essa pequena rusga com Doria mais aproxime do que afaste Covas e Kassab.

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20.12.19

Estilo Caoa

As declarações do empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade de que não desistiu da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo foram lidas no Palácio Bandeirante como chantagem em praça pública. João Doria e Henrique Meirelles sabem bem o que “Caoa” quer: uma torrente de dinheiro público, via incentivos fiscais. Não terá.

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06.12.19

O Rio de Janeiro continua derretendo

Ao que tudo leva a crer, o Rio perdeu de vez mais um importante evento da área cultural. Pelo segundo ano seguido, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro será realizado em São Paulo. A data da 19ª edição já está escolhida: 3 de junho de 2020. Trata-se de uma derrota do próprio governo Witzel. João Doria envolveu-se diretamente nas tratativas, oferecendo a Sala São Paulo para a Academia Brasileira de Cinema, organizadora da premiação. A edição deste ano ocorreu no Teatro Municipal.

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13.11.19

Doria & Damares

João Doria e a ministra Damares Alves mostraram incrível sintonia na inauguração da Casa da Mulher, na última segunda-feira, em São Paulo, notadamente na escolha de quem participaria ou não da efeméride. Ambos determinaram a suas respectivas assessorias que barrassem a entrada de um grupo de ativistas ligadas a movimentos de esquerda.

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05.11.19

Essa casa tem dono

A gestão Doria pegou carona em um projeto alheio. O Palácio dos Bandeirantes tem distribuído convites para inauguração da Casa da Mulher Brasileira, no próximo dia 11, em São Paulo, com símbolo do governo do estado e tudo mais, como se fosse o dono do pedaço. No entanto, o projeto social, que prevê atendimento à mulher, é da lavra da União, que desembolsou R$ 13 milhões.

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21.10.19

João Doria equilibra-se entre o público e o privado

Notório workaholic, João Doria quer abraçar o mundo. Mesmo no Palácio dos Bandeirantes, no comando do maior PIB do Brasil, não consegue se desvencilhar de todo de seus negócios pessoais. Ainda que, formalmente, não ocupe mais qualquer cargo no Grupo Lide, o governador mantém uma relação de sístoles e diástoles com a empresa, que não dispensa seus aconselhamentos, sua visão estratégica e sua reconhecida capacidade de unir pontos. Um exemplo do zelo que o criador tem pela criatura: um importante empresário relatou ao RR ter recebido, recentemente, um telefonema do governador que, lá pelas tantas, pediu sutilmente ao interlocutor que prestigiasse um evento do Lide.

Talvez seja responsabilidade demais sobre os ombros do jovem João Doria Neto, filho do governador. Hoje com 25 anos, o rebento se viu obrigado a assumir o controle acionário do Grupo em 2016, quando o pai foi eleito prefeito de São Paulo. Doria deixou o “príncipe regente” sob a tutela do ex-ministro Luiz Fernando Furlan, chairman do Lide. Ainda assim, o próprio Furlan presta contas rotineiramente a Doria. A agenda de João Doria mostra a sua dificuldade de se manter longe das suas empresas. Em 5 de abril, acolchoado pela presença de outros governadores, participou de um evento do Grupo Lide, em Campos do Jordão, sobre segurança e capitalização dos estados. BTG, CSN e Volkswagen, entre outras, estampavam suas logomarcas pelo ambiente.

Em 15 de maio, com o secretário Henrique Meirelles a tiracolo, Doria foi uma das estrelas do Lide Brazilian Investment Forum, em Nova York, sob os auspícios de grandes grupos empresariais, como Caoa e Cosan. Em 12 de agosto, lá estava o governador nos salões do Grand Hyatt, em São Paulo, dedicando tempo e energia ao seu empreendimento. Na ocasião, prestigiou almoço-debate entre o presidente do STF, Dias Toffoli, e empresários promovido pelo Lide.

Tudo com o devido apoio da XP Investimentos, Grupo Jereissati e Usiminas, entre outros. A dificuldade de João Doria em cortar o cordão umbilical com o grupo que fundou é tamanha, que, quando ele não está presente, é possível ver seu lugar-tenente, o vice-governador Rodrigo Garcia, nos convescotes do Lide. A partir desta semana, por exemplo, Garcia integrará a comitiva do Lide Business Trip China. Até o dia 28 de outubro, um carrossel de interesses públicos e privados rodará pelas cidades de Pequim, Xangai e Hangzhou. Compulsivo, como só ele, certamente Doria acompanhará tudo a distância, nos seus menores detalhes.

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11.10.19

Doria salta a tempo de um trem-fantasma

O governo de João Doria exorcizou um trem fantasma que ameaçava cruzar seu caminho. O RR apurou, com exclusividade, que o consórcio Move São Paulo, capitaneado pela Queiroz Galvão, encerrou as negociações para a venda da linha 6 do Metrô paulistano à norte-americana KT2. O próprio Palácio Bandeirantes teria interferido para descarrilar a operação. O motivo é a obscura procedência do grupo. Nem o Move São Paulo nem as autoridades conseguiram destrinchar o nome dos acionistas da companhia. A KT2 está registrada em Delaware, notório paraíso fiscal. As tratativas teriam sido marcadas por estranhos ziguezagues, com adiamentos de reunião sempre que os norte-americanos eram chamados a apresentar garantias financeiras para as obras. Bancos dos EUA apontados como financiadores sequer tinham conhecimento do negócio. A linha 6, por ironia do destino, atende pelo sugestivo nome de “linha laranja”.

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08.10.19

Frota, o articulador

O governador João Doria, com suas mesuras públicas à deputada, pode até levar a fama. Mas o principal articulador da possível ida de Joice Hasselmann para o PSDB é Alexandre Frota.

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