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Anúncio do presidente Bolsonaro para deputados do PSL, hoje, de que vai sair do partido não encerra questionamentos, que ainda vão reverberar amanhã, tais como:

1) O cronograma real – e factível – para criação da nova agremiação, que se chamaria Aliança pelo Brasil. Processo não é simples porque envolve o recolhimento de 500 mil assinaturas. Aliados falam em certificação digital de assinaturas, através de aplicativo, o que poderia acelerar o processo, mas eficácia da ferramenta ainda não está clara. Deve haver mais informações e análises amanhã.

2) A divisão concreta entre deputados que pretendem sair do partido e dos que pretendem ficar. É outro tema que foi abordado de forma genérica, com previsões de que até 30 nomes sairiam com o presidente. Mas com poucas movimentações de parlamentares, fora do núcleo duro ligado a Bolsonaro. Entre deputados que pretendem ficar no PSL, deve amplificar-se, nesta quarta, debate sobre fusão com o DEM.

Vale atenção ainda, nesse mesmo sentido, para posição de Rodrigo Maia, algo delicada. Atuará mais como liderança partidária, apostando em fusão que poderia fazer do DEM a maior bancada da Câmara? Ou buscará mostrar isenção, para não prejudicar imagem de “primeiro ministro” informal, conquistada em 2019?

Constituinte como tática diversionista?

Interessante observar como evoluirá, amanhã, ideia de nova constituinte, posta na mesa pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre – e imediatamente criticada por Rodrigo Maia.

Não se pode bater o martelo; no entanto, iniciativa parece mais estratégia de Alcolumbre para esvaziar – ou jogar para o futuro – debate sobre retomada de prisão em segunda instância. Há zero clima para convocação de constituinte, no momento, tanto por reformas em pauta no Congresso quanto por ambiente de polarização política.

Bolívia em suspenso

No caso da Bolívia, ausência de qualquer definição institucional se soma, hoje, à reunião da OEA, chegada de Evo Morales ao México e questionamentos da oposição brasileira quanto à atuação do Itamaraty para formar cenário ainda explosivo, amanhã. Aprofundando incertezas, inclusive, no que se refere à renovação de contrato para compra de gás boliviano pela Petrobras.

A grande questão é como evoluirá o olhar internacional – e na própria Bolívia: renúncia de Morales se deu em função de golpe, ou foi consequência de fraudes eleitorais precedentes? Tendência, amanhã, é de que falta de consenso comece a evoluir para enfrentamento aberto, tanto dentro da OEA quanto na Bolívia e no Brasil.

Por aqui, tudo indica que a oposição – possivelmente estimulada por Lula – entrará forte no assunto. Mais do que isso, o utilizará para desgastar pessoalmente o ministro Araújo e a atual política do Itamaraty.

Previdência promulgada

Embate político em torno da Previdência ganhará novas cores a partir de amanhã, com promulgação da reforma, hoje. Tendência é de que a oposição suba o tom, apontando para efeitos sobre trabalhadores. Já o governo reagirá apontando para bons resultados da economia, baseado em indicadores recentes.

Base de Alcântara e relação com os EUA

A conferir movimentações no Senado, amanhã, após aprovação, pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, de acordo entre o Brasil e os Estados Unidos para o lançamento de satélites e foguetes a partir da base de Alcântara, no Maranhão. O texto segue para o plenário da Casa e pode levar tanto a cabo de guerra com a oposição quanto para debate mais detido sobre contrapartidas dos Estados Unidos.

Economia brasileira avança

Saem amanhã a Pesquisa Mensal do Comércio de outubro (IBGE) e o IBC-Br, índice de atividade econômica do Banco Central, para setembro.

No comércio, expectativa é de resultado forte, com alta na faixa de 2%, após estabilidade em agosto. Estimativas também indicam número muito bom para o IBC-Br, com alta de 0,4%. Somados ao crescimento de 1,2% do setor de serviços, anunciado ontem, seriam três indicadores importantes, seguidos, com dados animadores.

Se confirmados, tais números estimularão, e muito, avaliação positiva de tendências econômicas, para o final do ano e projetando-se em 2020. Ministro Guedes teria nova oportunidade de valorizar sua política econômica, nesta quarta, fortalecendo posição do governo em relação a reformas.

Fed e Inflação nos EUA

No exterior, destaque amanhã serão os EUA, com:

1) Discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, na Comissão Conjunta de Economia do Congresso norte-americano. São esperados sinais sobre tendências da economia americana e, consequentemente, sobre flutuações da taxa de juros;

2)  Índice de Preços ao Consumidor, de outubro. Expectativas apontam para variações similares as de setembro, na casa de 2,4%, para o índice geral, e 1,7%, para o núcleo, em termos anuais.

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