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30.09.21

Corda bamba

A Ricardo Eletro pode estar entrando em um caminho sem volta. Excluídos do plano de recuperação judicial, grandes bancos credores, como Itaú Unibanco e Santander, estudam acionar a Justiça para anular o acordo. Se isso ocorrer, o risco de falência da rede varejista cresce consideravelmente. Procurados, Ricardo Eletro, Santander e Itaú não se pronunciaram.

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29.09.21

Entrevista de Alfredo Setubal vale pelo não dito

Estranha-se a entrevista rasa do presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, em O Globo. Alfredo sempre foi uma segunda linha na hierarquia da holding controladora do Itaú Unibanco. Para não dizer que não há foco algum na exposição de ideias, ressalve-se a profissão de fé na candidatura de João Doria à Presidência. Estranha-se também que a entrevista tenha sido manchete do jornal.

Não há nada que justifique uma chamada tão prestigiosa. Também causa estranheza que o jornal escolhido para a aparição de Setubal tenha sido O Globo, em vez, por exemplo, do Valor Econômico, veículo que seria o habitat natural para uma entrevista do empresário. O Globo, como se sabe, é um jornal que atinge uma abrangência maior da população. Tem pinta de um acordo com dimensões políticas.

Algo na direção do que o RR tem antecipado não é de hoje: uma articulação das elites empresariais para construir um projeto nacional, detonar a polarização entre Lula e Bolsonaro e encontrar uma terceira via para disputar as eleições com o apoio fechado da
burguesia – ver RRs de 11 e 31 de agosto e 17 de setembro. Se for esse o intuito, está valendo a iniciativa. É importante criar massa crítica contra Bolsonaro, e quiçá Lula. Que venham congêneres de Alfredo Setubal, expondo a face fora da sua toca de ouro. Mesmo que os depoimentos sejam vazios como o do presidente da holding do Itaú Unibanco.

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17.09.21

Marina é a peça que faltava ao mosaico do centro

Marina Silva está sendo empurrada para se tornar uma “quarta via” no xadrez eleitoral de 2022. Seus correligionários empresariais têm estimulado a ex-ministra do Meio Ambiente a conduzir uma série de conversas junto a lideranças políticas com o objetivo de costurar uma espécie de frente ampla do centro para o apoio da terceira via – seja ela quem for. O mandato para a missão veio de um grupo restrito de empresários, de perfil modernizante, com os quais Marina mantém relação há longo tempo.

A iniciativa teria o respaldo de nomes como Neca Setubal, herdeira do Itaú, Pedro Passos, da Natura, os irmãos Moreira Salles, Pedro Wongtschowski, do Grupo Ultra, entre outros. Trata-se de um núcleo empresarial reformista, empenhado na busca da terceira via, conforme já disse o RR – ver edições de 11 e 31 de agosto. O perfil de Marina Silva cabe como uma luva na missão: discreta, respeitada e sem arestas junto a todo o espectro político, seja do centro, da esquerda ou da direita. Ela não deixaria necessariamente de ser candidata à presidência pelo seu partido, o Rede Sustentabilidade.

Mas, teria também o mandato de articular um cinturão de apoio ao nome tirado das pesquisas para concorrer com Lula e Bolsonaro. Quem tiver maior densidade eleitoral, em determinada data a ser acertada pelas partes, passaria a ser apoiado pelos demais. Seriam chamados para conversar os postulantes à Presidência considerados de centro, ou seja, João Doria, Eduardo Leite, Sergio Moro, João Amoedo, Rodrigo Pacheco e Henrique Mandetta, entre os mais notórios. O senador Tasso Jereissati, que retirou o seu nome das prévias do PSDB para a escolha do candidato à Presidência, também seria convidado para participar do “frentão de presidenciáveis”.

E Ciro Gomes? Um eventual entendimento com o pedetista é visto como difícil, o que não quer dizer que ele não será procurado. O RR entrou em contato com os diversos candidatos de centro. Apenas Henrique Mandetta se posicionou até o fechamento desta edição. O ex-ministro afirmou que concordaria, sim, em participar de conversas com Marina Silva e os demais concorrentes de centro à Presidência. Mandetta disse ainda estar disposto a abrir mão de sua candidatura para apoiar um nome de consenso. Na estratégia em discussão, tão importante quanto o nome do candidato de centro é a construção do leque de apoios ao seu redor.

Mesmo porque, ao menos até agora, não há um “candidato a candidato” da terceira via com desempenho arrebatador nas pesquisas. Os votos que, neste momento, não são nem de Lula nem de Bolsonaro estão espalhados entre os mais variados concorrentes do centro. A costura de uma coalizão entre figuras do espectro político e de parcela importante do empresariado em torno de um único candidato criaria um fato político suprapartidário de grande impacto. A campanha eleitoral passaria a ser colegiada. Por ora, o que existe de articulação entre os candidatos à terceira via são conversas dispersas, que não conseguiram chegar a lugar algum e muito menos definir um nome de consenso. O centro, por enquanto, somente assiste a Lula e Bolsonaro ficarem mais folgados na disputa à Presidência. Marina, como se sabe, disputou e perdeu às eleições à Presidência da República em 2010, 2014 e 2018. Difícil ganhar em 2022. Há quem diga que sequer concorrerá. Mas pode ser que emplaque o “seu candidato”. E terá grandes méritos nessa vitória.

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11.08.21

As elites finalmente entraram no jogo

Está definitivamente aberta a temporada de conspiração na República. Chegou quem faltava: as elites nacionais, leia-se banqueiros, empresários e intelectuais vinculados aos donos das riquezas do país. O manifesto “Eleições serão respeitadas”, divulgado na última quarta-feira, é apenas a espuma dessa articulação. O que interessa está por debaixo, não é visível ainda e é mais relevante do que aparições em jornais ou nas redes sociais. O anúncio nas principais publicações do país, com 260 signatários, não deve ser interpretado como uma peça de marketing institucional e tampouco como uma mera operação de “democracy washing”.

Há dois recados nas entrelinhas do manifesto. O primeiro é que os grandes empresários do Brasil estão conversando. Não apenas entre si, mas com grupos de poder capazes de promover ou dar respaldo a uma mudança nos rumos políticos da Nação. A segunda mensagem está igualmente acasalada com a defesa da democracia: agora há uma costura a sério pela construção da terceira via. As eleições passaram a ter três candidatos: Jair Bolsonaro, Lula e a terceira via, seja quem for.

Portanto, não se trata de um manifesto por democracia com Lula ou com Bolsonaro. A mobilização teria como objetivo tácito criar as condições para um novo projeto de poder, encabeçado por uma liderança política de fora dos dois espectros que polarizam o país. Toda vez que essas “elites orgânicas” entram no jogo, a prática conspiratória é quase obrigatória no xadrez das articulações com os estamentos republicanos. A história ensina que em decorrência dessa agitação surgirá um programa de governo. Sempre foi assim. Nessas ocasiões, a plutocracia tupiniquim costuma ter um projeto modernizante no bolso do paletó.

Historicamente, não se trata da defesa de um ou de outro regime político, mas apenas da preservação da ordem desejada. A magnitude e as ambições por trás desse projeto podem ser medidas pelos signatários originais do manifesto. Uma boa parte dos figurões que assinaram o documento deve estar agora em alguma sala de estilo inglês, combinando com seus pares os próximos passos. Eles têm a conspiração no DNA. Para dar um exemplo: o principal acionista do Banco Itaú Unibanco, Roberto Setubal. Seu pai, Olavo Setubal, apoiou, financeiramente, as alquimias praticadas para a deposição de Jango. O sócio de “Olavão” no Itaú era o potentado Eudoro Villela, fundador e patrocinador da organização paulista Associação Nacional de Programação Econômica e Social (Anpes), irmã gêmea da carioca Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), comandado por um general cujo pseudônimo era “Gol”.

A Anpes revelaria para o país um jovem gordinho que usava óculos do tamanho de uma tela de televisão. O rapaz foi chamado para ser o secretário executivo da entidade, seu primeiro emprego. Atendia pelo nome do meio, Delfim. Outros tempos; outros propósitos. Posteriormente, “Olavão” participou de forma ativa das campanhas para a deposição da ditadura, que ele próprio havia apoiado anteriormente. Outros signatários do manifesto possuem a mesma pegada genética. O fato é que, enquanto os donos poder ficam, os demais atores institucionais passam. É natural que eles estejam preocupados. Como se sabe, o empresariado e seu círculo de colaboradores íntimos, que chamam a atenção no manifesto, só colocam a cabeça para fora do mar de invisibilidade criado por eles mesmos quando alguma coisa está fora da ordem, está se quebrando. Tudo indica, é o que está ocorrendo. Mãos à obra, pessoal

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10.06.21

Itaú entra de sola em Rogério Caboclo

O RR teve a informação de que o Itaú ameaça romper o contrato de patrocínio à seleção brasileira caso Rogério Caboclo não seja afastado em definitivo da presidência da CBF. Caboclo se licenciou do cargo por 30 dias após ser acusado de assédio sexual contra uma funcionária. Consultado, o Itaú diz que “acompanhará de perto a apuração do caso e espera que a investigação seja profunda e célere.” Perguntado especificamente sobre a possível ruptura do contrato, o banco não se pronunciou. Itaú entra de sola em Rogério Caboclo.

Nos bastidores da CBF, um dos principais articuladores políticos do afastamento de Rogério Caboclo do cargo é Fernando Sarney. Guardadas as devidas proporções, a confederação é uma espécie de “Maranhão da bola” para o filho de José Sarney. Vice-presidente da CBF, Fernando manda e desmanda na entidade há mais de duas décadas.

 

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10.12.20

Apetite redobrado

O empresário Carlos Wizard tem interesse em comprar a participação do Itaú Unibanco na International Meal Company (IMC), dona dos restaurantes Viena e Frango Assado. Nos últimos meses, o banco já reduziu sua fatia no capital de 19% para 8%. Com a aquisição, Wizard, por sua vez, passaria a ser o maior acionista do grupo, saindo de 9% para cerca de 17%.

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09.12.20

Boca do caixa

O Kinea, o braço de private private equity do Itaú, está prestes a fechar um novo fundo de mais de R$ 2 bilhões.

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09.11.20

Sucessão no Itaú provoca uma “rebelião dos perdedores”

O rejuvenescimento imposto pelo presidente do Itaú Unibanco, Candido Botelho Bracher, a sua própria sucessão soou como um mau trato junto aos principais colaboradores do banco. Bracher assinou a indicação de Milton Maluhy Filho para o comando da instituição, o primeiro CEO de um grande banco na faixa dos 40 anos de idade. Conforme o RR antecipou, o acionista Roberto Setubal ficou particularmente tocado com a decisão conduzida por Bracher. Setubal tinha um candidato próprio: Marcio Schettini, diretor geral de varejo do Itaú. Schettini, não custa lembrar, já vinha de uma frustração: era ele um dos fortes candidatos a assumir a presidência em substituição ao próprio Setubal. A opção de Bracher por Maluhy provocou uma “rebelião dos perdedores”. Ato contínuo, Schettini e Caio Ibrahim David, diretor geral de atacado, anunciaram sua saída do Itaú. Não custa registrar que o RR, na edição de 9 de setembro, antecipou que Schettini “cometeria haraquiri”, ou seja, deixaria o banco, caso não fosse o escolhido para o lugar de Bracher. Dito e feito. A debandada dos colaboradores históricos obrigou o Itaú a fazer um verdadeiro contorcionismo na comunicação para evitar que a dupla deserção fosslida e interpretada como aquilo que ela realmente é: uma “rebelião”.

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03.11.20

Difícil escolha

Foi doída a escolha, pá, do novo CEO do Itaú Unibanco. Especialmente para Roberto Setubal, um dos presidentes do Conselho de Administração, que tinha seu candidato do peito.

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19.10.20

O chairman FHC?

É forte o ti-ti-ti de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria aceitado ser chairman do Grupo Itaú Unibanco. Não chegaria ser algo assim tão excepcional. O general Ernesto Geisel, o mais discreto e icônico dos presidentes da ditadura, foi chairman da Norquisa. Fernando Collor e Itamar Franco não entraram na fila porque certamente ninguém quis. Lula e Dilma por motivos óbvios, e Temer, também por problemas morais, não aspiram ao cargo. Sobrou para Fernando Henrique já na fase de velho sábio, também chamado de senex ou sophos. FHC tornou-se um arquétipo. Pois restou para o “Príncipe” resgatar a linhagem do ex-presidentes que vão ajudar empresas. Mas será que é um problema de grana?

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