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20.11.18
ED. 5997

Itaipu abre uma nova fenda nas relações entre Brasil e Paraguai

O novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já tem à sua espera um elétrico imbróglio com o Paraguai. Segundo informações filtradas do Ministério de Minas e Energia, o governo do presidente Mario Benítez tem feito pressão pelo cancelamento da licitação para a atualização tecnológica de Itaipu. Excetuando-se a sua construção, trata-se de uma das maiores contratações já realizadas pela empresa binacional: o valor passa dos US$ 600 milhões. De acordo com a fonte do RR, o país vizinho questiona os critérios da concorrência. Alega que a diretoria da hidrelétrica estipulou regras sob medida para embarreirar empresas paraguaias e manter o centro de decisões do projeto no Brasil. Em início de mandato, o presidente Benítez certamente vislumbra a oportunidade de se capitalizar ao brigar pela maior participação de empresas e de mão de obra paraguaia no projeto. Ressalte-se ainda que o impasse tem como pano de fundo uma questão ainda maior. Trata-se da negociação do chamado Anexo C, que envolve as cláusulas financeiras do Tratado de Itaipu – ver RR edição de 17 de outubro. O novo governo paraguaio já sinalizou que quer uma cota maior da energia produzida pela hidrelétrica. Consultada, Itaipu Binacional disse não “ter conhecimento sobre as supostas divergências” em torno do Anexo C. Sobre a licitação, informou que o processo “está em fase de pré-qualificação das empresas e consórcios interessados”. A companhia não se pronunciou acerca dos questionamentos feitos pelo governo do Paraguai. No total, 140 empresas adquiriram o caderno de bases e condições para a licitação – 100 brasileiras e 40 paraguaias. Destas, 21 se apresentaram para a disputa. De acordo com a assessoria de imprensa de Itaipu, as companhias habilitadas serão definidas até 14 de dezembro, data da última reunião do Conselho de Administração em 2018.

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17.10.18
ED. 5975

Itaipu é um fio desencapado para o futuro governo

Um impasse bilateral de razoável voltagem aguarda pelo futuro presidente da República. Segundo informações filtradas do Ministério de Minas e Energia, o novo governo do Paraguai pretende antecipar a renegociação do Tratado de Itaipu, notadamente do chamado Anexo C, que abrange as cláusulas financeiras. Em setembro autoridades paraguaias mantiveram os primeiros contatos neste sentido com o ministro Moreira Franco.

O país vizinho aguarda pela posse do próximo presidente brasileiro para avançar na intrincada questão. A rigor, o acordo em vigor vence apenas em 2023. Como contrapartida, o governo do Paraguai acena com a possibilidade de quitação antecipada da dívida referente à construção da hidrelétrica, prevista para o mesmo ano. O tema se torna ainda mais complexo diante do favoritismo eleitoral de Bolsonaro e da expressiva participação de generais que se anuncia para o seu Ministério. Sob a ótica militar, Itaipu sempre foi mais do que uma “mera” usina; trata-se de uma questão de segurança nacional.

Do lado paraguaio, a renegociação figura entre as missões do economista norte-americano Jeffrey Sachs, contratado como assessor econômico do novo presidente Mario Benítez, no cargo há menos de dois meses. Em 2013, curiosamente, o mesmo Sachs elaborou um controverso relatório afirmando que o Paraguai já havia quitado o empréstimo relativo à construção da usina. O fato é que o governo de Benítez alega que as cláusulas em vigor são anacrônicas e não refletem o crescimento da economia local.

Pelo Tratado, os paraguaios são obrigados a dar preferência ao Brasil na venda da energia de Itaipu que não consomem. Mais do que isso: o insumo é vendido a preços prefixados, o que traria prejuízos ao país. Ressalte-se que o Paraguai caminha a passos largos para o que, por décadas, parecia algo inimaginável: usar plenamente a cota a que tem direito, ou seja, metade da produção da hidrelétrica. O franco crescimento da economia local – em média 4,5% ao ano – tem puxado a demanda pelo insumo. Nos últimos dez anos, a contratação de energia pelo Paraguai cresceu, em média, 8,1%. Mas, se considerado apenas o período a partir de 2014, essa média dispara para mais de 20%.

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26.01.17
ED. 5547

Blairo Maggi passa a enxada na direção da Embrapa

O governo Michel Temer parece disposto a finalmente acabar com rincões da Era Dilma que ainda perduram nas estatais. Após defenestrar o quase eterno Jorge Samek do comando de Itaipu, o alvo agora é a diretoria da Embrapa, a começar pelo presidente, Mauricio Lopes, no cargo desde 2012. A tarefa está nas mãos do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que já negocia com líderes da bancada ruralista nomes para a estatal.

Consultado, o Ministério da Agricultura diz “não ter informações” sobre mudanças na Embrapa. No que dependesse de Blairo Maggi, a direção da Embrapa já teria sido arrancada pela raiz há tempos. O ministro identifica a atual gestão como um foco de resistência à proposta de venda de 51% da Embrapatec, subsidiária que está sendo criada para concentrar a comercialização de biotecnologias desenvolvidas pela empresa.

Maggi chamou a operação para si e quer concluí-la neste ano – ele negocia com a base aliada para que o Projeto de Lei no 5.243/16, que institui a subsidiária, seja votado com celeridade. A proposta andou a passos de quelônio nos últimos meses do governo Dilma Rousseff. Praticamente toda a diretoria da Embrapa remonta à Era Dilma.

Mauricio Lopes é bastante identificado com a ex-ministra da Agricultura, Katia Abreu. Já a diretora de Administração e Finanças, Vania Castiglioni, é ligada à senadora Gleisi Hoffmann. Vania, inclusive, chegou a ser investigada pela Controladoria-Geral da União por supostas irregularidades na criação da Embrapa Internacional, nos Estados Unidos. O projeto, que acabou não indo adiante, teria sido conduzido sem aprovação do Conselho de Administração da estatal. Por sua vez, o diretor de Tecnologia, Waldyr Stumpf Junior, saiu do PT do Rio Grande do Sul.

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 O Planalto vai trocar a direção de Itaipu Binacional até dezembro. O que mais chama a atenção, neste caso, não é nem a mudança, mas a sobrevida do diretor-geral da estatal, o petista Jorge Samek, que já contabiliza sete meses de governo Temer. Longevidade, aliás, é uma das marcas do executivo. Ligado a Lula e à senadora Gleisi Hoffman, Samek está no cargo desde 2003. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Itaipu Binacional.

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05.07.16
ED. 5404

Jorge Samek está de saída

 A prisão de Paulo Bernardo selou o destino do diretor geral de Itaipu, Jorge Samek. Ligado ao ex-ministro e à senadora Gleisi Hoffmann, Samek deverá ser defenestrado do cargo nos próximos dias, encerrando uma era de 13 anos à frente da usina.

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04.07.16
ED. 5403

Despedida da Itaipu

 A prisão de Paulo Bernardo selou o destino do diretor geral de Itaipu, Jorge Samek. Ligado ao ex-ministro e à senadora Gleisi Hoffmann, Samek deverá ser defenestrado do cargo nos próximos dias, encerrando uma era de 13 anos à frente da usina.

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20.05.16
ED. 5373

Light espalha suas geradoras sobre o balcão

 A Light prepara um plano emergencial de desmobilização de ativos, notadamente na área de geração, para fazer frente a sua delicada situação financeira. Segundo o RR apurou, a proposta deverá ser submetida ao Conselho de Administração na reunião prevista para a próxima semana. A companhia pretende se desfazer da sua participação na Renova Energia, maior geradora de fontes renováveis do país, e na usina de Belo Monte . Também seriam colocadas à venda cinco usinas hidrelétricas no Rio e em São Paulo, com capacidade total de 855 MW. Segundo o RR apurou, a empresa espera arrecadar algo em torno de R$ 3 bilhões com a alienação dos ativos e, assim, ganhar fôlego para atravessar sua maior crise desde a privatização, há exatos 20 anos.  A Light está no meio da tempestade perfeita. A queda no consumo de energia, o avanço da inadimplência, o rombo fiscal de R$ 9 bilhões em Minas Gerais – o que inviabiliza qualquer novo aporte de capital da Cemig, seu controlador – e a escalada do passivo têm formado uma combinação explosiva para a distribuidora fluminense. Nos últimos 12 meses, a relação dívida líquida/Ebitda pulou de 3,7 para 4,3 vezes e a situação tende a se agravar. Segundo o RR apurou, as projeções da própria Light indicam que esse índice vai romper o patamar de cinco para um até o fim do ano. Um dos casos mais delicados – não exatamente pelo montante, mas pelo potencial impacto sobre a própria operação da companhia – é o passivo com Itaipu. Há cerca de dois meses, a Light abriu uma nova rodada de negociações na tentativa de repactuar o pagamento da dívida de US$ 80 milhões referente à compra de energia. No entanto, segundo fontes próximas à empresa, as conversações fracassaram e a geradora exige a imediata quitação dos valores atrasados. A dívida com Itaipu é um fio desencapado que se estende até a Aneel. A presidente da Light, Ana Horta Veloso, solicitou à agência reguladora uma revisão tarifária extraordinária, dois anos antes do previsto. A justificativa da companhia é que ela fez uma série de investimentos adicionais, sobretudo por conta dos Jogos Olímpicos no Rio. No entanto, a direção da Aneel já deixou claro que qualquer discussão está condicionada à quitação dos pagamentos atrasados à Itaipu.  Por falar em inadimplência, na outra ponta a Light sofre com o crescente atraso no pagamento das contas de luz. No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou em balanço cerca de R$ 50 milhões em provisões para recebíveis de liquidação duvidosa. Ou seja: em apenas três meses, a empresa provisionou mais de 60% do valor lançado ao longo de todo o ano de 2015 (R$ 80 milhões). Procurada pelo RR, a Light não comentou o assunto.

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09.03.16
ED. 5323

Delação elétrica

 A Rádio Lava Jato informa: além da senadora Gleisi Hoffmann, a delação premiada do ex-vereador paranaense Alexandre Romano, vulgo “Chambinho”, apontaria também na direção do presidente de Itaipu, Jorge Samek. A conferir.

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 O presidente de Itaipu Binacional, Jorge Samek, está no centro de um escândalo do outro lado da fronteira. A Contraloría General de la República del Paraguay – a CGU do país vizinho – apura suspeitas de superfaturamento na construção de uma linha de transmissão de 348 km entre a usina de Itaipu e a cidade de Villa Hayes. Procurada, Itaipu nega irregularidades e afirma que os custos do projeto levam em consideração os “índices de inflação e, sobretudo, a variação cambial”.

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10.09.15
ED. 5203

Assento marcado

O ex-ministro Paulo Bernardo tem dito que sua vaga na presidência de Itaipu Binacional está assegurada. O Planalto precisava de um respiro devido às implicações da sua cara-metade com a Lava Jato. Daí o recuo de Dilma Rousseff na sua nomeação.

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03.09.15
ED. 5199

Família Itaipu

Com a cabeça a prêmio, Jorge Samek tem apelado a Lula para permanecer na presidência da Itaipu Binacional. É praticamente um assunto de família. A filha de Samek namora um dos filhos do ex-presidente. Itaipu diz “não ter informação sobre o assunto”. *** Por falar em Itaipu, o governo está prestes a selar um acordo com o Paraguai sobre as tarifas e as dívidas da usina. O passivo referente à construção da geradora, que já caiu de US$ 27 bilhões para US$ 13 bilhões, será zerado até 2023. Para compensar o esforço financeiro, as tarifas de energia vão ser mantidas, conforme pleito do governo paraguaio.

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 O pontificado de Jorge Samek está chegando ao fim. Após 12 anos no cargo, o mais longevo diretor-geral da história de Itaipu Binacional vai deixar a empresa até agosto. Segundo fonte do Palácio do Planalto, sua saída já teria sido acertada com a própria presidente Dilma Rousseff. Nomeado para o comando da hidrelétrica no primeiro mandato de Lula, Samek notabilizou-se como um dos mais influentes conselheiros de Dilma para o setor elétrico, desde os tempos em que ela ocupava o Ministério de Minas e Energia. Nos últimos meses, no entanto, a relação perdeu voltagem. Samek já não desfruta de tanto prestígio. No início do ano, o expresidente Lula chegou a trabalhar pela sua indicação para a Pasta de Minas e Energia, mas Dilma rechaçou a indicação. Quadro histórico do PT paranaense, Jorge Samek talvez tenha apenas cometido o pecadilho de estar no lugar errado na hora errada, mas o fato é que o seu esvaziamento coincide com a Lava Jato. Para todos os efeitos, ele segue imune ao petrolão: seu nome não aparece em qualquer depoimento. No entanto, uma a uma, todas as cartas mais altas ao seu redor têm caído sobre a mesa. O ex-deputado André Vargas e o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, estão presos. Já a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, Paulo Bernardo, são citados nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef. Ou seja: o PT do Paraná é uma lâmpada incandescente do qual Dilma pretende manter prudente distância. Isso vale para Samek. Caso se confirme a sua saída, a última impressão que ficará da longa gestão de Jorge Samek é um ajuste a  la Joaquim Levy. Nos últimos três anos, Samek tem feito uma série de cortes na companhia. O número de funcionários caiu 15%, índice que só não foi maior devido a  resistência do governo paraguaio, sócio e cogestor da companhia, em acompanhar o congelamento de postos de trabalho feito do lado de cá da fronteira. Hoje, a porção brasileira tem 1.390 trabalhadores, contra 1.783 no país vizinho. No ano passado, as despesas operacionais caíram 10%. Se estivesse numa empresa de Jorge Paulo Lemann, a navalhada valeria a Samek um polpudo bônus de fim de ano, fora os tapinhas nas costas. Numa estatal, no entanto, tais números cobram um certo preço – mesmo em época de constrição orçamentária. A gestão contracionista dos últimos anos, potencializada pela inevitável fadiga de relacionamento após tantos anos no mesmo cargo, acentuou o desgaste de Samek dentro de Itaipu Binacional, criando um cenário mais desfavorável a  sua permanência no cargo.

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 Ainda falta uma eternidade para as eleições de 2016, mas Gleisi Hoffmann vem perdendo força no PT para concorrer a  Prefeitura de Curitiba. O motivo são as citações ao seu nome nas denúncias feitas por Alberto Yousseff. Quem surge como seu principal adversário no partido é Jorge Samek, há 12 anos na presidência de Itaipu Binacional.

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