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02.05.22

Uma ponte eleitoral

A construção da nova ponte de integração Brasil-Paraguai está sendo tocada a toque de caixa. A ordem em Itaipu Binacional, responsável pelo projeto, é que a inauguração aconteça até setembro, portanto antes das eleições. O próprio Palácio do Planalto e o Ministério da Infraestrutura têm acompanhado o ritmo das obras com lupa. As informações mais recentes que chegaram à Pasta indicam que cerca de 80% do empreendimento já foram concluídos. Além do aspecto eleitoral, o projeto tem também razoável importância diplomática para o governo brasileiro. O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, é um dos raros aliados de Bolsonaro no continente.

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04.01.22

Descarga elétrica

Nos próximos dias, o Conselho de Itaipu vai se reunir para analisar o reajuste das tarifas de energia para 2022. No setor, a aposta é
que o board da hidrelétrica vai sair pela tangente e evitar esse fio desencapado, devolvendo o assunto para as Presidências do Brasil e do Paraguai.

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29.11.21

Lusco-fusco bilateral

Mais uma faísca nas relações entre Brasil e Argentina: a sincronização das hidrelétricas de Itaipu e Yaciretá, que estava prevista para este ano, deve ficar para 2022. Será o segundo adiamento em um ano e meio. No governo brasileiro, os atrasos são atribuídos à estatal  argentina do setor elétrico Cammesa. A cada momento, a empresa apresenta uma nova exigência. É como se a Argentina não quisesse mais sincronizar os ciclos de produção das duas usinas.

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19.08.21

Paraguai parte para o ataque

O Paraguai vai subir o tom em relação à cobrança de uma suposta dívida de US$ 4,1 bilhões de Itaipu Binacional – ver RR de 4 de agosto. Segundo informação que chegou ao Ministério das Relações Exteriores, políticos e entidades sindicais paraguaias estão organizando uma manifestação em frente à Embaixada brasileira em Assunção para amanhã. O protesto teria o endosso do próprio governo do presidente Mario Abdo Benítez. Consultado, o Ministério informou ter ciência da manifestação e disse estar em “contato com as autoridades do estado paraguaio para assegurar a proteção de seu pessoal e de suas instalações”.

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04.08.21

Mais um fio desencapado no Mercosul

Como se não bastassem as fricções com a Argentina, o Brasil está à beira de um contencioso com o Paraguai. Segundo o RR apurou, o governo paraguaio sinalizou às autoridades brasileiras a intenção de levar a uma corte arbitral internacional a cobrança de uma dívida de US$ 4,1 bilhões junto à Itaipu Binacional. O país vizinho alega ter direito a receber a indenização por supostas perdas sofridas nos anos 80 e 90, em decorrência da redução “artificial” das tarifas de energia da usina. O Ministério de Minas e Energia e a direção brasileira de Itaipu não reconhecem a existência do passivo. Consultada, a estatal informou que “o Examen Especial de la deuda de la Entidad Binacional Itaipu (N.R. processo produzido pela Controladoria Geral do Paraguai que embasa o pedido de indenização) foi feito de forma ́unilateral ́ pelo órgão paraguaio”. Segundo Itaipu, “em nenhum momento diretores ou conselheiros da binacional foram consultados”.

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13.05.20

Comportas fechadas em Itaipu

O governo brasileiro brecou uma inusitada operação envolvendo Itaipu Binacional. Segundo informações filtradas do Ministério de Minas e Energia, os paraguaios manifestaram a intenção de realizar um empréstimo internacional por meio da geradora. De acordo com a mesma fonte, em uma engenharia sinuosa, o governo do presidente Mario Abdo Benítez pretendia lastrear a operação em recebíveis de Itaipu e destinar os recursos a projetos para o combate ao coronavírus no país vizinho. Faltou o sinal verde do Brasil, que não concordou em aumentar a alavancagem da usina.

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09.04.20

Itaipu opera em alta tensão no lado paraguaio

Há uma preocupação na cúpula do Ministério de Minas e Energia e na diretoria de Itaipu Binacional com a segurança operacional da usina. O motivo é a crescente tensão entre o governo de Mario Abdo Benítez, presidente do Paraguai, e os sindicatos locais, em especial do setor elétrico. Segundo o RR apurou, o Ministério de Minas e Energia recebeu de autoridades do país vizinho a informação de que os trabalhadores do lado paraguaio estariam articulando uma paralisação forçada da hidrelétrica.

Seria uma reação à prisão, na semana passada, de cinco dirigentes de sindicatos da área de energia. O pano de fundo da queda de braço é a Covid-19. Os trabalhadores da metade paraguaia de Itaipu protestam contra a decisão do governo de Abdo Benítez de reduzir seus salários entre 10% e 20%. A medida faz parte do pacote de ações adotadas no país para mitigar os impactos do novo coronavírus sobre a economia.

Os empregados da hidrelétrica questionam os “tijerazos” – algo como “tesourada”, em uma tradução livre – com a alegação de que os salários do lado paraguaio já estavam defasados. O assunto, inclusive, começa a espocar nas redes sociais no Paraguai, gerando discussões acaloradas. Há manifestações de apoio aos trabalhadores do setor elétrico tanto quanto mensagens agressivas contra os sindicatos, encorajando o governo a usar de força para impedir eventuais protestos.

Deve haver um “gabinete do ódio” por lá também. Por mais remota que seja, qualquer ameaça de paralisação ou de distúrbios em Itaipu acende um sinal de alerta que vai além dos eventuais transtornos para o setor elétrico – a usina responde por 11% do consumo de energia do Brasil. O ambiente psicossocial no Paraguai e a segurança da usina são questões particularmente caras à atual cadeia de comando da geradora, egressa das Forças Armadas – o Almirante Bento Albuquerque no Ministério e o general Joaquim Silva e Luna na presidência da estatal.

É possível perceber, inclusive, um compreensível zelo das autoridades ao abordar o tema. Procurado, o Ministério de Minas e Energia sugeriu que o assunto fosse tratado com a assessoria de Itaipu. Esta, por sua vez, disse que “não há risco para a segurança operacional da usina”, mas passou a bola para o outro lado da fronteira, recomendando o contato com a divisão de imprensa da margem paraguaia de Itaipu. A comunicação da usina pelo lado do Paraguai não se pronunciou.

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26.11.19

Fronteira elétrica

Em meio à intricada costura do acordo de Itaipu, a Eletrobras e a estatal paraguaia Ande abriram uma outra frente de discussão. Em jogo, a partilha da produção adicional de energia 200 GWh da hidrelétrica. A carga extra é decorrente de decisão do ONS, em função da seca na Região Sul. O Operador do Sistema autorizou Itaipu a gerar energia mesmo com reservatório a 217,2 metros acima do nível do mar, inferior aos 219 metros de outubro.

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21.08.19

Depois de Itaipu, os automóveis

Em meio ao rescaldo da grave crise em torno da venda da energia de Itaipu, Brasil e Paraguai avançam em uma nova negociação bilateral: segundo o RR apurou, a equipe de Paulo Guedes deverá apresentar até o dia 30 uma primeira proposta para um acordo automotivo entre os dois países. No Ministério da Economia, há um razoável otimismo de que a versão final seja assinada até o fim de outubro.

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21.05.19

Curto circuito bilateral

Há um novo round na disputa entre Brasil e Paraguai pela energia de Itaipu. Na semana passada, o presidente Mario Abdo Benítez autorizou a construção de duas novas linhas de transmissão interligando a hidrelétrica à região de Colonia Iguazu, onde se concentra a maior produção de soja do país vizinho. Abdo, inclusive, já solicitou à CAF – o banco de desenvolvimento da América Latina – um empréstimo de US$ 170 milhões para financiar a obra. A construção das duas linhas de transmissão corrobora a disposição do governo do Paraguai em exigir o aumento da energia fornecida para o país, principal ponto de discórdia na renegociação do Tratado de Itaipu.

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