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08.04.20

O plano para os estados e a expansão de gastos

Termômetro

ECONOMIA

O plano para os estados e a expansão de gastos

 

Continuarão amanhã os anúncios de novas injeções de recursos na economia, após a decisão, hoje, de liberar mais uma rodada do FGTS. Destaque para o debate em torno de projeto do Congresso, voltado para estados, que substituirá o Plano Mansueto, mas cuja votação pode ficar para a semana que vem.

O programa tem três pontos centrais: a suspensão do pagamento de dívidas com a União; a manutenção do ICMS e do ISS nos mesmos patamares de 2019 por três meses (o que custará R$ 36 bilhões ao governo federal) e o aumento do endividamento dos estados em 8% da receita corrente líquida. A iniciativa, no entanto, gera polemica, com críticas de que seria uma espécie de “contrabando” de estados para resolver problemas fiscais, no bojo de pacote para enfrentar o coronavírus.

De qualquer forma, a medida representará movimentação do Congresso – e de Rodrigo Maia – para aprofundar liderança na formulação de reação econômica. Sempre no sentido de ampliar gastos planejados pelo governo federal, vistos por parlamentares, ainda, como aquém do necessário para o momento.

A pressão nesse sentido é tão grande – não apenas do Congresso, mas de parte importante dos economistas do país, de diferentes posições – que pode ganhar corpo defesa de que o Banco Central aja para expandir a base monetária. A tese foi encampada hoje pelo ex ministro Henrique Meirelles, um defensor conhecido do ajuste fiscal.

Em termos de indicadores, saem amanhã:

  • No Brasil, o IPCA de março, que trará a medida da curva inflacionária diante dos efeitos do coronavírus. O número terá efeito importante sobre as iniciativas que ainda podem vir a ser tomadas em termos de estímulo econômico;
  • No exterior, destaque para os pedidos por seguro desemprego nos EUA, na última semana. Os dados devem ser, novamente, excepcionalmente altos (foram 6,6 milhões na semana passada). Também se espera para amanhã o Índice de Preço ao Consumidor em março na China (com recuo importante).

 

POLÍTICA

Bolsonaro e a curva do coronavírus

 

Pronunciamento do presidente, previsto para hoje à noite, dará o tom das disputas internas no governo, da relação com governadores e Congresso e da aposta de Bolsonaro em relação ao panorama do coronavírus, tanto em termos de saúde quanto de economia.

Espera-se linha conciliatória e de valorização de medidas econômicas do governo, ainda que com ênfase na última polêmica criada pelo “gabinete do ódio” para gerar polarizações contínuas: o uso generalizado da cloroquina no tratamento ao coronavírus. Também não se pode descartar críticas à OMS, seguindo o caminho já adotado pelo presidente Trump.

Contemporizações, no entanto, ainda que venham, terão fôlego curto em se tratando do presidente Bolsonaro. E será tarde demais para que mudança radical de posição sobre o tema evite desgaste, em caso de agravamento da situação na saúde.

Por outro lado, se o presidente dobrar a aposta no conflito tudo indica que se afundará em terreno ainda mais pantanoso, dado que a curva de contaminação e mortes parece ter entrado em franca ascendência.

Em resumo: qualquer que seja a mensagem, instabilidade política voltará, mais cedo ou mais tarde.

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27.12.18

Brasil sobrevive à faxina global da ISS

Não deixa de ser uma boa nova: o RR apurou que o Brasil escapará ileso da reestruturação mundial promovida pela dinamarquesa ISS, gigante da área de prestação de serviços patrimoniais controlada pela Goldman Sachs e pelo fundo ERT. A própria empresa confirmou ao RR que está lançando uma estratégia com o objetivo de transformar a subsidiária brasileira em uma “key account”, com foco em clientes globais – caso da Embraer. Algo bem diferente do destino traçado para outras regiões. Conforme já noticiado pela mídia internacional, a ISS deverá desativar sua operação em 13 países, com o fechamento de cerca de cem mil postos de trabalho.

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09.11.17

Tributação em série

A “invisibilidade fiscal” do Netflix no Brasil é uma série do passado. Os executivos da empresa no país já colocaram na conta que até o fim de 2018 todas as capitais brasileiras estarão cobrando ISS pelos serviços de streaming. São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife largaram na frente.

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