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07.02.20

Ciência e Tecnologia tenta afastar a ameaça de um bug financeiro

O discreto, quase opaco, ministro Marcos Pontes vai tentar buscar fora o dinheiro que não vem do próprio governo para a Ciência e Tecnologia. O RR tem a informação de que Pontes anunciará nos próximos dias uma reformulação na estrutura do Ministério, com a conversão de boa parte das 16 Unidades de Pesquisa em Organizações Sociais (OS). Trata-se de uma tentativa de evitar um apagão financeiro em alguns dos principais foros de ciência do país – como o Observatório Nacional, o Instituto Nacional de Tecnologia e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, que esteve no centro de uma das maiores crises do governo Bolsonaro ao revelar o tamanho do desmatamento da Amazônia. Segundo o RR apurou, Pontes se reunirá hoje com seus auxiliares para discutir detalhes do projeto. A mudança da natureza jurídica é uma roleta russa. Por um lado, essas instituições passarão a ter maior autonomia na gestão e captação de recursos – poderão, por exemplo, prestar serviços para terceiros; por outro, não terão mais garantia de repasse de recursos do governo federal. Pensando bem, já não têm mesmo. O Orçamento da Ciência e Tecnologia para este ano é 15% inferior ao do ano passado. Pior: cerca de 40% do valor, algo como R$ 5 bilhões, estão contingenciados. Não há grana suficiente para investir nos institutos e projetos da Pasta e pagar bolsas de estudo, como as do CNPq. Procurado, o Ministério confirmou que “está em andamento estudo para reestruturação e alinhamento das unidades vinculadas do MCTIC considerando o novo planejamento estratégico da gestão”.

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