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11.11.20

Falta uma vacina contra a anticiência de Bolsonaro

A rádio-corredor da Fiocruz informa: cientistas da Fundação e do Instituto Butantan estariam discutindo a viabilidade de uma carta aberta conjunta contra a permanente tentativa de intervenção em trabalhos científicos, notadamente em relação à vacina contra o coronavírus. A ideologização em torno dos testes seria o ponto central do manifesto. Todo cuidado é pouco, sobretudo do lado da Fundação Oswaldo Cruz.

Como se sabe, Bolsonaro é uma espécie de exterminador do futuro, e a instituição está diretamente subordinada ao governo federal. Neste caso, a decisão sobre a carta aberta é ainda mais complexa porque ela seria divulgada em um momento de disputa pela presidência da Fiocruz, uma mesa na qual Bolsonaro tem carta para jogar. No caso da Fundação, uma eventual tentativa de intervenção do presidente criaria um ambiente de incômodo coletivo: a atual presidente da entidade, Nisia Trindade, é uma espécie de consenso na Fiocruz. Ainda há dúvidas se o manifesto ficaria circunscrito a cientistas da Fiocruz e do Butantan ou seria aberto a profissionais de outras instituições.

O fato é que a ideia do protesto ganha cada vez mais tonicidade a cada declaração do próprio presidente Bolsonaro contra a ciência. Ontem, em referência à suspensão dos testes com a vacina chinesa no Instituto Butantan, ele postou no seu perfil no Facebook: “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”. Os estudos foram suspensos após a morte de um voluntário que recebeu doses da vacina – posteriormente, soube-se que por suicídio. Mas, para Bolsonaro, pouco importa. Horas depois, o “Capitão Morte” voltou a atacar ao falar da Covid-19 dizendo que “o Brasil precisa deixar de ser um país de maricas”.

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