fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos

O subsecretário das Unidades Vinculadas da Pasta da Ciência e Tecnologia, Darcton Policarpo Damião, deixou o cargo, provocando um zunzunzum nos corredores do Ministério. O que se diz é que sua saída se deu por divergências relacionadas a cortes de verbas do INPE e da Agência Espacial Brasileira. Há relatos, inclusive, de que a secretária de Articulação e Promoção da Ciência, Christiane Corrêa, teria interferido na distribuição dos recursos. O Ministério confirma a saída de Damião do cargo, mas nega que ela tenha ocorrido por questões orçamentárias. Afirma ainda que Christiane não tem participação na divisão de verbas da Pasta. Ressalte-se que Damião tinha prestígio no Ministério: foi ele, por exemplo, que assumiu provisoriamente a presidência do INPE quando o físico Ricardo Galvão foi demitido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.03.21

Reality show anti-corrupção

Vem aí o “big brother do desvio de recursos públicos”. O TCU cogita seguir os passos do Tribunal de Contas do Paraná e firmar um acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Tribunal passaria a usar imagens de satélites do Inpe para monitorar o andamento de obras de infraestrutura. A pandemia tem dificultado ainda mais o envio de auditores fiscais para inspeções in loco. O que não falta é canteiro para os satélites do Inpe: são mais de 25 mil projetos em andamento tocados com recursos federais. Isso para não falar das 14 mil obras paradas em todo o Brasil.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.01.21

Conab calibra sua balança

A Conab começa a testar, neste mês, novas ferramentas de geotecnologia para as estimativa de safras. O trabalho de monitoramento satelital será feito em parceria com o INPE. No mercado, a expectativa é que, enfim, a estatal consiga reduzir a crescente dispersão entre suas projeções e os números reais de produção, verificadas nos últimos anos. O curioso é que a Conab joga parte da culpa pelos erros na conta do agronegócio. A alegação é que muitos produtores se negam a compartilhar informações precisas sobre o que cultivam.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.12.20

Morte ao carteiro

Há apenas dois meses no cargo, o presidente do Inpe, Clezio de Nardin, já está na corda bamba. No início do mês, não custa lembrar, o Instituto anunciou que o desmatamento da Amazônia atingiu o maior nível em 12 anos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.20

Os neros da Amazônia no banco dos réus

A Amazônia vai voltar a “arder” na ordem do dia. Quase um ano depois do INPE registrar 30 mil focos ativos de incêndio na região e de toda a convulsão global que o assunto gerou, a AGU prepara-se para entrar na Justiça contra um seleto grupo de pecuaristas, agricultores, madeireiros, entre outros. Segundo o RR apurou, a lista de acusados reúne mais de 60 nomes. Entre eles figura um ex-governador e familiares, sócios de grandes fazendas no Pará e já denunciados por crime de lavagem de dinheiro na compra de terras. Além da possibilidade de prisão, os processos envolverão cobranças de pesadas multas e reparos das áreas devastadas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.02.20

Devastação

O novo Conselho da Amazônia, comandado pelo vice-presidente, General Hamilton Mourão, já iniciará seus trabalhos com uma estatística incendiária. O próximo levantamento do INPE deverá apontar um aumento das queimadas na Região Amazônica superior aos 30% no acumulado dos últimos 12 meses.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.02.20

Ciência e Tecnologia tenta afastar a ameaça de um bug financeiro

O discreto, quase opaco, ministro Marcos Pontes vai tentar buscar fora o dinheiro que não vem do próprio governo para a Ciência e Tecnologia. O RR tem a informação de que Pontes anunciará nos próximos dias uma reformulação na estrutura do Ministério, com a conversão de boa parte das 16 Unidades de Pesquisa em Organizações Sociais (OS). Trata-se de uma tentativa de evitar um apagão financeiro em alguns dos principais foros de ciência do país – como o Observatório Nacional, o Instituto Nacional de Tecnologia e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, que esteve no centro de uma das maiores crises do governo Bolsonaro ao revelar o tamanho do desmatamento da Amazônia. Segundo o RR apurou, Pontes se reunirá hoje com seus auxiliares para discutir detalhes do projeto. A mudança da natureza jurídica é uma roleta russa. Por um lado, essas instituições passarão a ter maior autonomia na gestão e captação de recursos – poderão, por exemplo, prestar serviços para terceiros; por outro, não terão mais garantia de repasse de recursos do governo federal. Pensando bem, já não têm mesmo. O Orçamento da Ciência e Tecnologia para este ano é 15% inferior ao do ano passado. Pior: cerca de 40% do valor, algo como R$ 5 bilhões, estão contingenciados. Não há grana suficiente para investir nos institutos e projetos da Pasta e pagar bolsas de estudo, como as do CNPq. Procurado, o Ministério confirmou que “está em andamento estudo para reestruturação e alinhamento das unidades vinculadas do MCTIC considerando o novo planejamento estratégico da gestão”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.01.20

Má notícia…

O Palácio do Planalto tem informações de que Ricardo Galvão, defenestrado da presidência do INPE, vem prestando uma espécie de consultoria informal à Noruega e à Alemanha sobre a política ambiental do Brasil – ou a falta dela. São justamente os dois países que contribuem para o Fundo Amazônia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.11.19

Os novos “incêndios” da Amazônia

A moratória da soja está se transformando em um contencioso corporativo de razoável proporção no agronegócio brasileiro, insuflado pelo próprio governo Bolsonaro. Com o apoio do Palácio do Planalto e do Ministério da Agricultura, a Aprosoja (Associação Brasileira de Produtores de Soja) vai descarregar munição de grosso calibre nos tribunais. De acordo com a fonte do RR, um cardeal da bancada ruralista no Senado, a entidade acionará a Justiça para derrubar as restrições à compra de soja produzida em áreas de desmatamento na Amazônia.

Do outro lado da mesa, estão grandes tradings agrícolas como ADM, Cargill e Louis Dreyfus, reunidas sob a égide da Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais). Segundo a mesma fonte, os produtores acusam as tradings internacionais de distorcer deliberadamente indicadores do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) utilizados como base para classificar áreas de cultivo na Amazônia. Os ruralistas defendem o uso como parâmetro do Cadastro Ambiental Rural (CRA).

Elaborado com base em dados do Ministério da Agricultura, o Cadastro é tido, digamos assim, como mais benevolente no tratamento de informações ambientais. Procurada, a Aprosoja não quis se pronunciar. Por sua vez, a Abiove não comentou sobre o possível enfrentamento na Justiça. Disse que “defende a moratória com objetivo de preservar os mercados consumidores da soja brasileira conquistados ao longo de uma década”.

A confirmação da presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (CoP-25), em Madri, está longe de tranquilizar os governadores da Amazônia, principais interessados no assunto. Pelo contrário. Salles recebeu do Palácio do Planalto a missão de, mais uma vez, bater duro contra as tentativas de interferência de governos internacionais e ambientalistas na Região Amazônica. Guardadas as devidas proporções, os governadores temem uma reedição do discurso de Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU. O receio é que o Brasil receba apenas farelos da partilha dos US$ 100 bilhões que a CoP-25 promete dividir entre os países em desenvolvimento.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.10.19

Uma licitação envolta em fumaça

Em vez de inimigos imaginários e brigas com o Greenpeace, talvez seja melhor o ministro Ricardo Salles começar a se preocupar com o Ministério Público Federal. O órgão deverá solicitar à Justiça a suspensão da licitação aberta pelo Ministério do Meio Ambiente para contratar uma empresa privada de monitoramento de queimadas. A concorrência foi instaurada às pressas no auge da crise amazônica. Em depoimento ao MPF, Ricardo Galvão, defenestrado do comando do INPE, levantou suspeitas sobre a concorrência, que, segundo ele, estaria sendo direcionada para a norte-americana Planet. Consultado, o Ministério garante que não “há nada de irregular” na licitação. O curioso é que a própria Pasta informou ao RR que a “contratação está sendo reformulada e está sendo feita com participação do INPE”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.