fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
19.03.21

Impeachment do “rei louco” já viraliza no país

Há que se tomar cuidado com o risco de uma “endemia de impeachment”. O RR, em sua ronda diária, ouviu ontem de cinco fontes comentários sobre a possibilidade de interrupção do mandato do presidente Jair Bolsonaro. Não é nada usual. Sem discutir o mérito, o impedimento levaria o país ao Armagedom.  combinação do impeachment com a pandemia, a estagflação, a dubiedade constrangida das Forças Armadas, a  volatilidade do mercado, a tropa de choque dos apoiadores do presidente e o reingresso de Lula ao palanque é motivo para que, no mínimo, se reflita sobre duas opções: conviver com um bufão com as mãos sujas de sangue até o fim do seu mandato ou abortar sua gestão e viver em um país em frangalhos, dividido, com o risco de uma guerra civil.

As palavras “impeachment” e “Jair Bolsonaro” invadiram o Google, ressurgiram com força no texto dos colunistas da mídia e já são ouvidas com voz firme e forte no Congresso Nacional. Elas têm ressonância nos quartéis. E são ditas sem circunlóquios pelos togados. Há algo de infeccioso em relação aos efeitos do impeachment no tecido nacional. É bastante razoável prever que a eventual abertura de um processo de afastamento de Bolsonaro leve o país a um estado de convulsão.

A expulsão do presidente não seria uma operação soft como o golpe parlamentar em Dilma Rousseff. Bolsonaro joga permanentemente com a fantasia de que os militares são seus aliados pessoais. Os perigos são ainda maiores. Policiais formam um grupo de apoio nevrálgico do presidente. É gente fiel ao Capitão. Um impeachment neste momento aponta para consequências catastróficas. A medida radical afetaria os mercados de maneira brutal, abalando ainda mais a confiança do investidor externo em relação ao país.

Por mais que o mundo não nutra simpatia por Bolsonaro, o terceiro impeachment em 30 anos reforçaria a percepção de que o Brasil é uma areia movediça, que afunda os incautos que nela pisam. Nem Lula quer entrar nessa aventura. O petista trocaria seu antípoda por uma roleta russa. O esgarçamento institucional decorrente do afastamento de Bolsonaro poderia colocar em risco a legítima disputa eleitoral para a presidência em 2022. A democracia brasileira continua sendo uma sementinha. Por ora, o melhor é a prudência. Que as palavras de ordem sejam divididas: “Não ao impeachment do rei louco” e “Fora Bolsonaro em 2022”. O Brasil exige cuidados institucionais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.06.20

Golpe

Análise do clipping de 42 veículos de comunicação em todo o país revela que, depois de “pandemia”, o tema “golpe” foi o mais mencionado nos últimos 30 dias. E daí?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.01.20

O futuro de Onyx

Termômetro

O destino do ministro Onyx Lorenzoni será alvo de intensas especulações nos próximos dias, e a expectativa é que haja definição do presidente Bolsonaro entre amanhã e segunda-feira. O ministro está desgastado com o presidente – e entre seus apoiadores, no governo e nas redes sociais –, de modo que nenhum cenário pode ser descartado, inclusive a exoneração.

No entanto, se for deslocado para outro cargo (principal tendência hoje), o mais provável é que a medida envolva uma “dança das cadeiras” entre ministros, que pode envolver o ministério da Cidadania e do Desenvolvimento Regional. A Educação, diante de imagem negativa do ministro Weintraub na Pasta ou a liderança do governo na Câmara também estarão no radar, no entanto, em ambas encontrará mais resistências, seja na mídia seja no mundo político.

O Parlamento retoma os trabalhos

Com o fim do recesso parlamentar, a semana que vem se iniciará pautada pela agenda de reformas que o governo pretende aprovar ainda no primeiro semestre. Deve ganhar corpo, de amanhã até segunda-feira, um cronograma prioritário, já que será difícil votar todas as medidas aventadas, que incluiriam três PECs no Senado (do Pacto Federativo, da Emergência Fiscal e dos Fundos Públicos) e as reformas tributária e administrativa, na Câmara.

Os fiadores desse calendário, logo de quem se espera um “recado” na segunda, inclusive no que se refere ao grau de harmonia e articulação entras Casas, serão Rodrigo Maia, em primeiro plano, e Davi Alcolumbre, em segundo.

Coronavírus: consequências a médio prazo e estrutura no Brasil

Após forte volatilidade da bolsa causada por temores diante do coronavírus, que dominou o noticiário dos últimos dias, atenção se ampliará, amanhã:

1) Para, saindo do curto prazo, efeitos mais duradouros, seja em mercados, seja na economia mundial e na brasileira, com destaque para possível queda de exportações;

2) Medidas implementadas pelo Ministério de Saúde, particularmente para efetivar a ampliação, prevista para segunda-feira, de laboratórios capacitados para diagnosticar a doença e reagir diante de confirmação de casos no Brasil; estabelecer rede de leitos capaz de responder ao eventual contágio da doença; e garantir que não haverá falta de materiais/insumos necessários;

3) Capacidade de atuação da Anvisa, que, vista com lupa, já apresenta diversos gargalos, com diagnóstico de forte queda de investimentos (diminuíram quase pela metade entre 2018 e 2019) e falta de pessoal.

4) Possibilidade de que o governo repatrie brasileiros que estão na China – medida negada pelo presidente Bolsonaro, até o momento, em função, entre outros fatores, de dificuldades para estabelecer quarentena eficaz.

Um olhar para o Brexit

Com a oficialização do Brexit, no fim desta sexta-feira, vão proliferar, amanhã, análises sobre o significado do processo, não somente para a Europa e o Reino Unido, mas no bojo da ascensão de governos nacionalistas ao redor do mundo. As reais consequências, no entanto, tanto econômica quanto socialmente, só se darão após um período de transição de pelo menos 11 meses.

Impeachment negado

Tudo indica que a votação no Senado, ainda nesta sexta, decidirá contra a convocação de novas testemunhas e significará, assim, o fim do processo de impeachment do presidente Trump. Confirmado o resultado, o presidente norte americano capitalizará a vitória, amanhã.

A inflação e a venda de veículos em janeiro

Destaque na segunda para o IPC S da quarta quadrissemana de janeiro, fechando o primeiro mês do ano, e para os números de venda de veículos da Fenabrave, também para janeiro. No IPC S, houve aceleração na terceira semana do mês (de 0,08%), mas a expectativa é de que se mantenha tendência de queda frente a dezembro.

Já em relação à venda de veículos, 2019 fechou com alta acumulada de 10,48%, segundo a Fenabrave, que prevê manutenção de curva ascendente em 2020. O gargalo do setor, no entanto, vem das exportações, que afetaram duramente a produção. O problema não deve se alterar no ano corrente, em função de continuidade da crise na economia Argentina.

A indústria na China, Europa e EUA

Internacionalmente, será divulgado no domingo o PMI Industrial de janeiro da China (Caixin), com projeção de leve desaceleração (de 51,5 para 51 a 51,3) e, na segunda, dos EUA (ISM), que deve trazer avanço, ainda que abaixo dos 50 pontos (de 47,2 para 48,5), mesma tendência que prevalecerá para a Zona do Euro (Markit), de 46,3 para 47,8, e Alemanha (Markit), de 43,7 para 45,2.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A gestão de benefícios sociais continuará em pauta amanhã, com dificuldades de trabalhadores em retirarem o seguro desemprego (governo promete resolver a questão até o próximo dia 22) e dificuldades no plano para enfrentar atrasos no INSS. Especialmente diante de informação de que militares convocados para suprir falta de pessoal precisarão de 2 meses de treinamento.

Ainda que haja oscilação do noticiário e de que recesso parlamentar diminua enfrentamentos políticos, tudo indica que, na ausência de reação mais enfática do governo, com horizonte mais nítido para resolução do problema no INSS, a temática se consolidará como calcanhar de aquiles significativo junto à opinião pública.

Presidente liberal ou intervencionista?

Nova tabela com preço mínimo para o frete rodoviário (passou de 11% para 15%), que passará a vigorar na segunda-feira (mas ainda terá sua constitucionalidade julgada pelo STF), vai alimentar nova rodada de ilações sobre intervencionismo do presidente Bolsonaro, amanhã. Se somará, nesse sentido, a manifestações do presidente defendendo alteração na cobrança do ICMS e insistência do ministro de Minas e Energia em “colchão” que amenize flutuações de preços internacionais de combustíveis.

Trata-se, nesta sexta, menos de desgaste do que de recuo na imagem de que tem compromisso com a política econômica liberal. Bolsonaro havia dado passo importante nesse sentido ao negar isenção de tarifas de energia de templos religiosos.

O IBC Br dá impulso para a equipe econômica

Relatório da ONU indicando crescimento de 1,7% para o Brasil em 2020 (abaixo de estimativas do mercado), que poderia gerar desgaste, será contraposto, amanhã, por números acima do esperado no IBC Br de novembro (cresceu 0,18%).

Reforma administrativa: começa a batalha

Pode-se esperar debate e novas declarações do governo sobre reforma administrativa, amanhã, visando aplainar os ânimos para envio de projeto ao Congresso, em fevereiro. Indicação é de que o Ministério da Economia pretende começar operação de comunicação, combinando balões de ensaio com construção de narrativa similar a da Previdência, indicando privilégios de servidores frente a trabalhadores da iniciativa privada. Informação de que regras não mudarão para servidores atuais também será ponto central e imagem de ganho de eficiência e corte gastos crescerá na mídia.

Mas dificuldades no INSS levarão a um olhar mais detido para o tipo de cortes almejados e seus efeitos potenciais para os serviços públicos.

A CPMI Fake News reaparece

Após movimentações de parlamentares hoje, com revelação de que foram identificadas contas do WhatsApp responsáveis por disparos em massa nas eleições de 2018, estarão no radar amanhã novas informações da CPMI das Fake News. Expectativa é de que se voltem, prioritariamente, para a campanha do presidente Bolsonaro e o chamado “gabinete do ódio”.

O impeachment de Trump: fatos novos prejudicam o presidente

Ainda que maioria republicana no Senado quase inviabilize a retirada do presidente Trump do cargo, processo na Casa evoluirá sob ambiente muito negativo para o presidente norte-americano, amanhã. Dentre fatos novos divulgados hoje, destaque para o relatório do Escritório de Prestação de Contas do Governo, órgão fiscalizador da Câmara dos Deputados, afirmando que Trump violou a lei, por motivos políticos, ao congelar ajuda militar à Ucrânia, aprovada pelo Congresso.

O Comércio Exterior e os preços regionalizados

Saem amanhã o ICOMEX de dezembro e o IPC S Capitais de janeiro. O ICOMEX terá importância particular porque trará números finais de dezembro, mas expectativas não apontam para reversão de curva negativa de novembro, que trouxe recuo de 11,7% em exportações e de 10,9% em importações.

Já no que se refere ao IPC S Capitais, início do ano tem confirmado estimativas de desaceleração inflacionária, mas a conferir como esse processo vem evoluindo regionalmente.

A inflação na Europa e um panorama econômico dos EUA

Em relação a indicadores internacionais, interesse maior em:

1) Índice de Preços ao consumidor da Zona do Euro, que deve fechar 2019 em 1,3%;

2) Nos EUA, Produção Industrial de dezembro, para a qual se projeta recuo de 0,2%; oferta de Empregos (JOLT) em novembro e Concessão de Alvarás em  dezembro, ambos com previsão de leve diminuição, mas ainda em patamares altos; e Índice Michigan de Percepção do Consumidor, que tende a se manter na casa de 99 pontos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Tende a se agravar, amanhã, o desgaste do senador Flavio Bolsonaro. Mesmo que não haja fatos novos, a quantidade de dados e linhas de investigação já levantadas continuarão a alimentar movimentações nesta sexta, tais como:

1) Reiteração e detalhamentos na mídia de referências, muito negativas, à lavagem de dinheiro que teria ocorrido através de loja de chocolates do senador. É fator particularmente delicado pela menção a altos valores (R$ 1,6 milhão) e pagamentos em dinheiro vivo, bem como por desconstrução de imagem empresarial do filho do presidente;

2) O relacionamento com grupos de milicianos. É pauta que ainda pode ganhar mais corpo e acaba sendo alimentada por diversos fatos já noticiados, como medalhas entregues pelos filhos do presidente a envolvidos com milícias;

3) Novos questionamentos e especulações associando o próprio presidente Bolsonaro a Fabrício Queiroz e ao esquema de “rachadinhas”, agora com conotação de enriquecimento ilícito;

4) O desenrolar da temática em redes sociais. A questão é se as investigações sobre o senador podem levar à quebra na unidade do núcleo duro de apoio ao presidente, que tem mostrado forte resistência, até o momento. Nesse âmbito, é grande a possibilidade de que ex-aliados, ora desafetos políticos, entrem no jogo – como já indica a deputada Joice Hasselman;

5) O possível crescimento de análises indicando desgaste junto ao ministro Moro e tentativas de evitar o aprofundamento de investigações;

6) A situação de Flavio Bolsonaro no Congresso. Nada indica iniciativas concretas que possam levar à cassação; no entanto, o tema vai alimentar o discurso da oposição. E fragilizará o governo no Congresso nacional;

7) O posicionamento do presidente Bolsonaro, que continuará a ser cobrado, a despeito de declarações de hoje;

8) A provável reação de comunicação capitaneada por Carlos Bolsonaro, que usualmente trabalha com a construção de narrativas que se sobreponham ou desviem o foco de temas desgastantes. Declarações de Flavio, no final do dia, já se inserem nesse panorama.

Economia: uma no cravo, outra na ferradura

Na área econômica, o oitavo mês consecutivo com abertura de vagas formais (99.232) – o melhor resultado para novembro desde 2010 – vai alimentar novo balanço positivo do ano e dos resultados da equipe comandada pelo ministro Paulo Guedes. Por outro lado, reação de Rodrigo Maia negando possibilidade de aprovação de imposto alimentado pelo ministro, sobre transações digitais, abrirá mais uma novela de idas e vindas.

Interessa, particularmente, a evolução no posicionamento do presidente Bolsonaro. Após declarar que “todas as cartas estão na mesa”, bancará a iniciativa, se manterá discreto ou acabará indicando recuo, como fez em relação à CPMF?

MPF e Moro x OAB?

Pode evoluir para um enfrentamento institucional, amanhã, a iniciativa do Ministério Público Federal de processar o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, pedindo o seu afastamento, por declarações em que apontou o ministro Moro como “chefe de quadrilha”. O ponto central será o apoio que Santa Cruz terá dentro da própria OAB.

Impeachment nos EUA: efeitos econômicos?

Em relação ao impeachment do presidente Trump, aprovado pela Câmara dos Deputados, a questão amanhã será o grau de acirramento da disputa político-partidária. O processo tem chances quase nulas de aprovação no Senado – dominado pelos republicanos – e não parece haver efeito na popularidade do presidente, até o momento.

Investimentos diretos, inflação e construção civil

No que tange aos indicadores econômicos, saem amanhã:

1)  Os dados do setor externo de novembro (Banco Central). Projeções apontam para novo déficit nas Transações em Conta Corrente (na casa de US$ 3,5 bilhões), ainda que inferior ao de outubro (US$ 7,874 bilhões), além de recuo nos Ingressos em Investimentos Líquidos Diretos no País (por volta de US$ 4,8 bilhões frente a US$ 6, 815 bilhões em outubro). No caso do IDP, no entanto, há divergências entre analistas, e não se pode descartar número mais alto.

2) O  IPCA 15 de dezembro (IBGE), para o qual se estima aceleração significativa, entre 0,70% e 0,94%, frente a 0,14% em outubro.

3) A Sondagem  do Consumidor, a Sondagem da Construção e o Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M), todos da FGV, para dezembro. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 0,5 ponto em novembro, para 88,9 pontos, o menor nível desde julho deste ano. Vale observar se a tendência se mantém ou se foi ponto fora da curva. Já no que se refere à construção civil, deve haver estabilidade ou recuo na margem para o INCC-M, enquanto o Índice de Confiança da Construção, principal item da Sondagem, vem de resultado forte, tendo chegado aos 89,0 pontos em novembro, o nível mais alto desde setembro de 2014.

PIB dos EUA

No exterior, destaque para a última parcial do PIB dos EUA no terceiro trimestre, que deve confirmar o número, já ajustado, de crescimento de 2,1%. Preocupação agora se volta para dados do quarto trimestre, acerca dos quais há temores de recuo em função de “guerra comercial” com a China.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.10.19

Mobilização contra Eduardo Bolsonaro

Termômetro

Declaração de Eduardo Bolsonaro indicando possibilidade de novo AI 5 “caso esquerda radicalize” vai mobilizar tanto o Congresso quanto a mídia, amanhã. Há sinais de que o presidente Rodrigo Maia, apoiado pelo centrão, por partidos de oposição e por parte do próprio PSL, buscará iniciativa mais dura contra Eduardo. Há possibilidade de que se ponha na mesa processo de cassação do parlamentar, mesmo com pedido de desculpas, agora à noite.

Já a mídia tende, majoritariamente, ao repúdio veemente à declaração de Eduardo, por meio de matérias, analistas e espaços para manifestações institucionais – como as da OAB e de membros do STF. Tendência é de apoio à cassação ou de punição que imponha freio a manifestações consideradas antidemocráticas. Ao mesmo tempo, deve dissociar a questão da defesa das próximas reformas – administrativa e pacto federativo, visando controle de gastos públicos e aumento de repasses federais para estados e municípios.

Nesse sentido, delineia-se clivagem entre a ala política do Planalto e o ministro Paulo Guedes, visando blindá-lo. O mesmo vale para movimentações no Parlamento: qualquer ameaça às reformas gerada por desestabilização do ambiente político será condenada, ainda que responsabilidade seja atribuída a Eduardo e ao próprio presidente.

Bolsonaro, justamente, também será cobrado por posição mais contundente – e definitiva – sobre a declaração do filho. Condenação da fala de Eduardo, ainda que de maneira ríspida e ameaçando encerrar entrevista, teve recepção razoável, mas ainda assim já seria insuficiente. Cenário vai piorar se o presidente mantiver tentativa subsequente, alegando que declarações do filho foram mal interpretadas. Pode diminuir a pressão amanhã, ou aumentá-la. A conferir.

Por fim, vale atenção para outros três pontos:

1) Como o caso influirá em embate interno no PSL e na manutenção de Eduardo na liderança do partido na Câmara. Bem como no comando do diretório em São Paulo.

2) Reação de alas militares, dentro e fora do governo, que parecem cada vez mais divididas. O grupo mais próximo ao presidente, ao que parece, será representado pelo general Heleno. Momento é delicado até porque, junto à polêmica ligada ao AI 5, ganham força críticas internas de associações de suboficiais. Acusam o governo e a cúpula das Forças Armadas de privilegiarem oficiais de alta patente na reforma da previdência militar. Tema pode se imiscuir no debate, amanhã.

3) Apesar de perder força hoje, apuração ligada ao assassinato da vereadora Marielle Franco ainda terá desdobramentos. E ajudará a radicalizar o ambiente político.

Partido Novo afasta Salles

Ministro do Meio Ambiente voltará ao centro das atenções, nesta sexta, devido à iniciativa de seu próprio partido (Novo), que decidiu suspendê-lo, há pouco.

Tendências na indústria

Saem nesta sexta-feira alguns números importantes do setor industrial, nacionalmente:

1) A PIM Produção Física de setembro (IBGE). Espera-se resultado positivo, com novo crescimento (0,9%, após alta de 0,8% em agosto). A destacar também previsões de salto – entre 1,5% e 1,9% – sobre setembro de 2018. Número seria bastante significativo, já que reverteria tendência anual . Houve queda de 2,3% em agosto, 2,5% em julho e 5,9% em junho, sobre os mesmos meses de 2018.

2) Utilização da Capacidade de setembro (CNI). Interessante avaliar se os números corroboram momento positivo para o setor industrial. Em agosto já houve avanços, com aumento em horas trabalhadas, faturamento e Utilização da Capacidade Instalada (que superou 78%).

3) Venda de Veículos (Fenabrave) de outubro. Resultados de setembro foram positivos, com alta de 10,1%. Mas dados precisam ser pesados, também, em função de resultados de exportações. Trata-se de área na qual retração do mercado argentino tem forte impacto para o Brasil.

Nesse âmbito, previsões são negativas. Números da Balança Comercial de Outubro (MDIC), que serão divulgados amanhã, devem trazer superávit entre 1,2 e 1,7 bilhão, o que significaria forte recuo frente a setembro (2,25 bilhões).

Por fim, deve ter repercussão nesta sexta estudo da Firjan abordando a situação fiscal dos estados. O levantamento dará força à inclusão dos mesmos na reforma da Previdência, através da PEC Paralela. Isso porque dados apontarão para a mudança de situação crítica para em dificuldade em relação a 70% das unidades da Federação.

Trump e o Impeachment: democratas confiantes

Votação na Câmara de Deputados, dominada pelo Partido Democrata, basicamente oficializa o processo de impeachment nos EUA. Daqui para a frente, inquérito e audiências podem ser abertos ao público. Iniciativa será interpretada como sinal de confiança dos democratas na solidez das investigações. E deve aprofundar esgarçamento institucional, já que o presidente Trump indica que, mesmo com votação, manterá estratégia de deslegitimar o processo.

Emprego estável nos EUA

Serão divulgados amanhã o Relatório de Emprego de outubro e o Índice de Atividade dos Gerentes de Compras Industrial ISM de Outubro, nos Estados Unidos. Expectativa é de que a taxa de desemprego se mantenha baixa, praticamente estável (3,6% contra 3,5% em setembro). Salários também tendem para alta, em torno de 3%. De negativo, apenas a provável desaceleração na taxa de expansão da folha de pagamento. Já no que se refere ao Índice ISM, previsão é de avanço (49,0 frente a 47,8 em setembro), mas ainda abaixo de 50 pontos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.05.19

Impeachment de Bolsonaro é uma ameaça real

O tsunami a que se referiu Jair Bolsonaro, prenunciando seus futuros dias no governo, tem nome próprio: chama-se impeachment. A onda em favor do afastamento do presidente da República estaria vinculada à não aprovação pelo Congresso de um endividamento extraordinário voltado para o cumprimento da “Regra de Ouro”. Se o Parlamento não conceder o crédito adicional ou não alterar o ditame constitucional pelo qual o governo não pode se endividar para pagamento de gastos de custeio, Bolsonaro e sua equipe econômica seriam acusados de crime de responsabilidade. Teria início,  então, um processo que poderia desaguar no impeachment, na pior hipótese, ou na captura do governo, na mais suave.

Neste último caso, o presidente teria de ceder de vez à “velha política”. O descumprimento da “Regra de Ouro” seria para Bolsonaro um derivativo do que foram as pedaladas para Dilma Rousseff: um ato fora da Lei. O buraco é de R$ 248 bilhões. A conta inclui os lucros do BC decorrentes da valorização cambial, considerados um artificialismo contábil. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, defendeu na aurora da gestão Bolsonaro que o governo passasse uma PEC flexibilizando a “Regra de Ouro”. Foi atropelado pela prioridade dada à reforma da Previdência.

O pedido de permissão ao Congresso para que sejam emitidos títulos da dívida não deixa de ser uma solicitação de cumplicidade – ou de clemência. O que se espera é que os parlamentares entendam a gravidade do momento. Com impeachment, não se brinca. A “Regra de Ouro” se embaralha com a reforma da Previdência, a dívida pública bruta e a PEC do teto. As quatro bestas do apocalipse fiscal estão interligadas por vértices. Formam uma figura geométrica desconcertante chamada de quebra do Estado. Sua configuração, cada vez mais nítida, é atribuída à incapacidade de articulação política de Bolsonaro.

Uma insuficiência que, junto com as pedaladas, custou um impeachment a Dilma Rousseff. O ministro Paulo Guedes joga com as cartas que tem na mão: ameaça os congressistas com um shutdown se eles não forem benevolentes. Éo limite do limite. O pagamento do Bolsa Família, por exemplo, seria suspenso. Os políticos não gostam do expediente de negociar sob coação. Bolsonaro não tem base aliada. Está se distanciando até mesmo dos militares.

Em recente conversa com ruralistas, tornou transparente sua opinião sobre os generais: “Olavo está certo. Eles estão contra mim”. Da posse ao fechamento desta edição faz 134 dias e cinco horas que Jair Bolsonaro iniciou seu governo. A hipótese do seu afastamento já não é mais um desvario. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em reunião com líderes sindicalistas na última terça-feira – encontro antecipado pelo RR na edição de 2 de maio (“FHC é o maior conspirador da República”) – resumiu com uma platitude a situação: “Eu, a princípio, não sou favorável. O custo é alto. Mas, às vezes, é inevitável”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16/05/19 10:56h

dbmario@uol.com.br

disse:

Parece que aqui está no mesmo nível da mídia fajuta! Exaltação em chamadas que não condizem Com a realidade!!!!! Isso é priorizar opiniao propria e disso estamos já de saco cheio!!!!!!

16/05/19 10:56h

dbmario@uol.com.br

disse:

Parece que aqui está no mesmo nível da mídia fajuta! Exaltação em chamadas que não condizem Com a realidade!!!!! Isso é priorizar opiniao propria e disso estamos já de saco cheio!!!!!!

01.09.17

Sindicato dos camaleões

Paulinho da Força, que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff e se enganchou feito um trailer no governo Temer, pisca uma seta para o lado de Lula e outra para Geraldo Alckmin.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.05.17

A serenidade das instituições sólidas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reinou na interlocução com o Palácio do Planalto desde o primeiro momento do estouro do escândalo das delações contra Michel Temer. Nenhum outro parlamentar teve o protagonismo de Maia, que, a partir das 19 horas, participou das reuniões com Temer e ministros palacianos e da área econômica. Maia tornou-se um fauno político, meio presidente da Câmara, meio presidente da República, a depender do impedimento de Temer, agora provável a despeito do julgamento pelo TSE da chapa de Dilma Rousseff com seu então vice.

No Legislativo, pipocaram manifestações pró-impeachment e renúncia de Temer, indo de um espectro que uniu de Alexandre Molon (Rede) a Ronaldo Caiado (DEM). A comunicação do STF e das Forças Armadas com o Planalto foi rarefeita, segundo o que foi possível o RR apurar nessa circunstância junto a fontes privilegiadas. As duas instituições têm seu papel hiperbolizado na atual crise como guardiãs da ordem e da moral, devido à contaminação do Congresso pela Lava Jato (um terço dos parlamentares está citado nas investigações).

Não foram apuradas maiores movimentações ou focos de tensão no Supremo nem no Alto-Comando militar. A fonte do RR informou que o liaison do STF com o Planalto foi o ex-ministro da Justiça e atual integrante da Suprema Corte, Alexandre de Moraes. A ministra Carmem Lúcia, mencionada como potencial candidata à Presidência da República em uma eventual eleição indireta, não manteve contato co a cúpula do governo. Também não teria havido call, reunião de emergência ou mesmo um frisson de telefones cruzados entre os togados, conforme-se poderia imaginar.

O ministro do STF Edson Fachin – a quem cabe homologar ou não a delação de Joesley Batista, dono da JBS, comprometendo o presidente da República – comunicou o fato anteriormente a seus pares do Supremo. No início da noite, fechou-se no seu gabinete com assessores, não atendendo a demandas da imprensa. Nada vazou antes da hora D, quando “O Globo” soltou o artefato nuclear.

O ministro do GSI, general Sérgio Etchegoyen, comunicou-se com os comandos militares somente de fora para dentro do Planalto, por meio de informes da respectivas Segundas Seções das três Forças. Segundo apurou o RR, a principal preocupação foi com a segurança pública. Manifestações poderiam eclodir aqui e acolá – a exemplo do que aconteceu em frente ao Palácio do Planalto e na Av. Paulista.

O general Etchegoyen tinha motivo particular de incômodo ou de conforto, dependendo da ótica, pois recomendara ao gabinete presidencial que adquirisse equipamentos capazes de interferir no funcionamento de dispositivos eletrônicos, como celulares, gravadores ou câmeras, dentro do Planalto e do Jaburu e simplesmente teve sua orientação ignorada. O Brasil parecia que ia acabar nos jornais televisivos de ontem à noite. É provável que hoje a coisa ainda piore. Mas é bom saber que há serenidade nos polos cruciais de condução do país não contagiados pela suspeição.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.12.16

Vale a pena ver de novo

O PT pretende retomar a estratégia de usar a mídia internacional para desferir seus ataques ao governo de Michel Temer. A escolha de Dilma Rousseff como uma das “Mulheres do Ano” pelo Financial Times apenas reforçou no partido a convicção de que a imprensa estrangeira enxergou o golpe que a “mídia doméstica não quis ver”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.