fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos

Com a perda de tração do noticiário do Congresso e de fatos novos na economia no final de ano, haverá, nos próximos dias, início de balanço do primeiro ano do governo Bolsonaro. Nesse âmbito, estarão em foco:

1) Novo embate gerado por investigações – e pesadas acusações – contra o senador Flávio Bolsonaro. Linha adotada tanto pelo senador quanto pelo próprio presidente indicam que caminho adotado, a exemplo do que ocorreu em episódios anteriores, menos graves, será o confronto. Pode-se antecipar, nos próximos dias, novas críticas à Justiça, à Imprensa e ao governador Wilson Witzel

2) Paralelamente, tudo indica que se aprofundará o desgaste e a dissociação entre Flávio e o governo Bolsonaro, na visão de apoiadores. É o que já se percebe em redes sociais, sempre um importante termômetro para o atual governo. Explicação de PM afirmando não se lembrar de quando recebeu de volta R$ 16 mil reais de conta que pagou para o senador terá reflexos negativos, amanhã.

Indícios são de que Flávio não terá a mesma resiliência de imagem que o pai e enfrentará dificuldades para reagir, nos próximos dias. E não se pode descartar o aprofundamento de associação do senador com grupos ligados a milícias.

3) A pesquisa Ibope indicando separação crescente da curva de aprovação (29%) e desaprovação (38%) do governo vai alimentar ilações, amanhã. Retomarão fôlego as especulações sobre possíveis adversários no campo da direita ou centro-direita. Nesse sentido, o ministro Moro estará em foco – tanto como potencial concorrente quanto no que se refere à relação pessoal com o presidente. Mas haverá, também, avaliação de que força de Bolsonaro junto a um eleitorado fiel e muito mobilizado se mantém.

4) Assim como o ministro Moro, estará em alta o ministro Paulo Guedes, que tende a ser apontado como o grande fiador do apoio empresarial ao governo. Preço da carne, responsável pela rápida aceleração da inflação no final de ano, terá espaço amanhã, mas tendência predominante será de avaliações otimistas sobre a recuperação econômica.

Nesse sentido, é provável que proliferem, no final de semana, análises e antecipações sobre agenda da equipe econômica para 2020, que irão desde maior velocidade em privatizações a autonomia do Banco Central, passando por debate sobre novas reformas. Particularmente a tributária. Nesse campo, o Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trará para si a valorização de projeto conjunto que começa a tomar forma, em parceria com a Câmara e o governo.

Mas novo imposto aventado pelo ministro Guedes, sobre transações digitais, deve ser abortado antes mesmo de qualquer apresentação formal, já nos próximos dias, dado a resistência do Congresso.

A taxação do aço

Haverá destaque – e questionamentos – amanhã para anúncio do presidente Bolsonaro, no final da tarde de hoje, de que os Estados Unidos não taxarão o aço e o alumínio brasileiros. Se houver confirmação do governo norte-americano, repercussão será positiva. Mas momento de pressão na mídia, em função de acusações a Flávio Bolsonaro e da própria reação agressiva do presidente, torna mais difícil que capitalize vitórias comerciais e econômicas.

A reeleição no Senado e na Câmara

Tende a aumentar a atenção, no final de semana, para movimentações do presidente do Senado – e, mais discretamente, do da Câmara – por emenda que permita a reeleição para o comando das Casas na mesma legislatura. Vale atenção para o grau de resistência que a proposta levantará na opinião pública e na mídia.

Meio ambiente: queimadas e vazamentos

Na área ambiental, devem estar em foco amanhã o indiciamento de brigadistas em Alter do Chão, vista negativamente pela mídia, por aparente falta de provas, e o forte aumento nos vazamentos de óleo em 2019 – volume foi superior ao acumulado dos últimos sete anos.

Pagamento do Bolsa Família

É improvável que governo não pague parcelas do Bolsa Família de dezembro, contudo, buraco de cerca de R$ 1 bilhão no orçamento do programa vai gerar cobranças, amanhã.

Finalmente, o Brexit

Aprovação da Lei de Acordo de Saída da União Europeia no Parlamento Britânico, que basicamente garante o Brexit, levará a mapeamento de consequências do processo, amanhã. Iniciativa se arrasta há tanto tempo que já foi precificada pelo mercado, mas ainda pode gerar alguma turbulência em mercados, na segunda-feira.

Estados Unidos e Argentina

No que se refere a indicadores internacionais, saem na próxima segunda feira: 1) O Núcleo de Pedidos de Bens Duráveis dos EUA em novembro, para o qual se projeta crescimento menor que o registrado em outubro (entre 0,1 e 0,2% contra 0,6%); 2) A Venda de Casas Novas dos EUA em novembro, com estimativas de nova queda significativa (–0,5% após –0,7% em outubro); 3) A Atividade Econômica da Argentina em outubro. Previsões indicam piora em cenário já negativo (retração de 3%, que se sobrepõe a recuo de 2,1% em setembro).

 

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.03.18

Catequese em forma de pesquisa

Pode ser coincidência, mas tem pinta de que não é. A pergunta sobre se os brasileiros aprovam um presidente que controle os gastos públicos tem sido pinçada das pesquisas de opinião como uma das questões fundamentais. Foi assim agora com a pesquisa CNI/Ibope. As respostas beiram a unanimidade. Afinal, do jeito que o questionamento é feito, ninguém vai defender um presidente que tenha como atributo a desordem fiscal. A pergunta, o destaque dado a ela e sua publicização parecem ter o propósito de conscientização ideológica. Uma espécie de “Operação Lava Pensamento”. Portanto, qualquer candidato à Presidência que defenda uma política fiscal menos austera já começaria a campanha com mais de 90% dos brasileiros contra ele. Curioso, não? Em tempo: o RR deixa bem claro que também é contra o desequilíbrio das contas públicas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.