fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
28.12.21

Um cargo sob medida para o amigo de Guedes

A indicação do economista Carlos da Costa, ex-secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, como uma espécie de attaché da Pasta, em Washington, demonstra que Paulo Guedes é realmente amigo dos amigos. O ministro sabe que não há motivo para ingressar na seara do Itamaraty, que sempre teve seus expoentes na embaixada local. Querer fazer “diplomacia empresarial”, a essa altura, é uma provocação desnecessária e uma humilhação besta em relação ao chanceler Carlos França.

Além do mais, Carlos da Costa é conhecido por criar antipatias e animosidades. Isso já foi registrado em vários veículos de comunicação. Não é um profissional “gostável”, digamos assim. Além disso, montar mais uma estrutura em Washington, custa dinheiro.

Costa ainda levará um assessor particular. Para um liberal ortodoxo como Guedes isso deveria soar mal, mesmo que a monta seja pequena e a alma não valha a pena. Costa foi braço direito do ministro quando ele era o dono do IBMEC. Tocava a instituição em São Paulo. Era o craque do management e do marketing dos MBA. É um bom profissional e um Guedes boy que jamais trairia o patrão. Recebeu o quinhão pela sua lealdade. Ser amigo sempre vale a pena.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

As críticas do ministro Paulo Guedes ao professor Affonso Celso Pastore, porque ele serviu ao regime militar – foi presidente do BC no governo do general Figueiredo -, são desonestas. Guedes tinha em Pastore sua referência intelectual quando jovem. Trabalhou na Funcef à época em que a instituição era dirigida pelo seu atual desafeto.

De lá pulou para o IBMEC – sob a direção geral de Roberto Castello Branco e a presidência de João Paulo dos Reis Velloso. Muitos ouviram Guedes se rasgar em elogios a Pastore nas aulas e conversas com os professores da antiga instituição, quando ela se situava bem em frente ao Museu de Arte Moderna (MAM), lá pela década de 80. O atual ministro metia o malho em Mario Henrique Simonsen e afagava seu então dileto economista.

Depois virou casaca e passou a achar Simonsen “o maior de todos os tempos no Brasil”. O folclórico e falecido economista Augusto Bragança – uma espécie de “Roniquito” do setor (Quem conheceu Ronald Russel Wallace de Chevalier, irmão de Scarlet Moon e amigo de Simonsen vai entender a comparação) – implicou com os exagerados elogios. Um dia, Bragança, que também era pesquisador do IBMEC, cismou que daria “uma porrada” em Guedes se ouvisse ele repetir a cantilena de novo. A ameaça foi testemunhada por muitos pesquisadores da casa. E assustou uns e outros. Afinal, Bragança tinha um pé fora da casinha. Mas, ficou nisso. “Bragunça”, como era chamado, no fundo até gostava de Guedes. Achava ele engraçado. Pois é.

 

Um triângulo entre notáveis economistas – Parte II

O triângulo Affonso Celso Pastore, Mario Henrique Simonsen e Paulo Guedes, ainda que este último fosse à época apenas um coadjuvante, teve seus outros momentos de estranheza, no qual a dubiedade do atual ministro da Economia se fez presente. Em um deles, o general Golbery do Couto e Silva é quem pontifica. Guedes não gostava de Simonsen, que desdenhava de Guedes, que gostava de Pastore, que era do time de Delfim, que tinha pinimba com Simonsen.

Um episódio do qual o RR tem certeza foi o da participação do general Golbery em uma “fofocalhada”. Durante evento fechado para empresários, Guedes e Pastore meteram o malho em Simonsen, que era então ministro da Fazenda. Golbery, que adorava Simonsen, fez chegar a ele uma fita gravada pelo SNI, registrando as frases nada airosas de Pastore e Guedes. Pouco depois, Pastore e Simonsen teriam se encontrado no Aeroporto Santos Dumont, ambos indo para SP.

O primeiro estendeu a mão ao segundo, que não levantou a sua para cumprimentar o “melhor Chicago boy do Brasil” – título que disputava com outro presidente do  BC durante o regime militar, Carlos Geraldo Langoni. Pastore, que não era de levar desaforo para casa, baixou as mãos e deu de costas a Simonsen. E esfriaram relações durante um bom tempo. Porém, a animosidade não foi eterna. Pastore nunca entendeu o episódio, pois não sabia da fita do SNI. A partir daí aumentou o descaso de Simonsen por Guedes. É só uma historieta do desamor cruzado entre três grandes economistas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.20

Guedes ́s Brothers

A presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares, Beth Guedes, das três uma: ou rachou com o irmão Paulo Guedes, ou assuntou com ele antes e recebeu algum spoiler, ou sequer se falam. Beth está liderando uma campanha contra o aumento do PIS Cofins, que é um tiro de morte no Prouni. Difícil que não tenha falado com o irmão sobre o tema. A “mana” foi seu braço direito no Ibmec quando Paulo Guedes era o manda-chuva na instituição. Caso a segunda das hipóteses acima seja a verdadeira, Beth é uma boa fonte sobre a reforma tributária em discussão no governo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.02.20

Quanto pesa cada integrante do time de Paulo Guedes?

Os Chicago´s Oldies e afins que gravitam em torno do ministro Paulo Guedes têm pesos diferentes no ranking de prestígio e aprovação no governo. Guedes universalizou ideologicamente sua equipe. São todos ortodoxos, egressos da universidade de Milton Friedman, mercado financeiro, Ibmec e Instituto Millenium. Destes dois últimos participam, respectivamente, o secretário geral de Produtividade e Competitividade, Carlos Costa, que privou com o ministro na unidade do Ibmec-SP quando ele era o dono da universidade, e Paulo Uebel, secretário geral de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, oriundo do Millenium. Também do Instituto é egresso o secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais, Marcos Troyjo. Com perfil de diplomata, trabalhou com Mario Garnero e Nelson Tanure, empresários que caracterizaram sua trajetória por operações ousadas.

Costa, Uebel e Troyjo mostram serviço e são prestigiados. No ranking da aprovação poderiam estar em um 3° lugar todos os três. O secretario do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que já estava no governo antes da gestão Bolsonaro e chegou a aspirar a pole position nas categorias de prestígio e aprovação, teve uma queda drástica nos últimos cinco meses. Por pouco escapou a uma
fritura. Deixaria o Tesouro, por qualidade claudicante dos serviços, e cairia para cima, assumindo a diretoria executiva do Conselho Fiscal da República. Guedes, contudo, estancou a saída, brindando-o com a acumulação dos dois cargos. Mansueto poderia muito bem se situar no 5° lugar, com viés de baixa. Na gangorra do ranking estão o secretário de Desestatização e Desmobilização, Salim Mattar, e o Secretário Adjunto da Secretaria Especial de Fazenda, Esteves Colnago.

Mattar desceu para um 6° lugar, sem louvor. Era uma das novidades de Guedes: colocar um empresário para tocar a desestatização. Colnago, ao contrário, tinha pouca visibilidade, imerso na burocracia, mas mostrou grande proficiência e tomou conta do gabinete. Sai de um 7° para um 5°, com viés de alta. Empatados no 2° posto estão o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, e o secretário geral de Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior. Os dois são os mastins de Guedes. Autorizadíssimos a falar com a imprensa, são os reis das planilhas com os dados macroeconômicos e de finanças públicas. Defendem o governo com unhas e dentes. Em franco descenso está o presidente do BNDES, Gustavo Montezano. Não acerta uma. Por pouco não foi demitido pelo próprio Bolsonaro, que o conhece desde criança.

Montezano também tem o coração de Guedes. Mas entregar o serviço, que é o que interessa, até agora não se viu. O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, é um quadro anódino. Parceiro de Guedes desde os tempos do Pactual e Chicago Old puro sangue, foi investigado pelo MP no caso Marka – e absolvido, diga-se de passagem – e se especializou em dar declarações defendendo a venda do BB e maltratando seu corpo de funcionários. Mas parece ter aprendido que o silêncio vale ouro, principalmente para quem não sabe lidar com as palavras. Leva um 6° lugar e olhe lá. O presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, é exatamente o contrário de Novaes.  Tirou a CEF da condição de instituição abúlica e injetou eletricidade na gestão. Baixou os juros mais do que todos os bancos, demonstrando que é possível adotar a medida com sustentabilidade. Usa das palavras com grande eficiência. Um craque. Vai para o “2,5°” lugar. Empatados na mais alta posição estão os presidentes do Banco Central, Roberto Campos Neto, e da Petrobras, Roberto Castello Branco. Ambos são sacerdotes do silêncio. Falam pouco, erram pouco. BC e Petrobras não têm mesmo que ficar na ribalta. Castello toca a empresa que nem um violino e conseguiu um feito raro: lidar com a corporação se opondo ao que ela pensa. Campos Neto desabou com os juros e tem se comunicado com o mercado de forma cristalina e na medida certa. Os dois vão para o “1,5º” lugar. A 1ª posição ninguém leva.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.11.19

O “AI-5” sempre fez parte do kit Paulo Guedes

Once upon a time Ibmec in the 80s… O então diretor técnico da instituição, Paulo Oliveira Nunes Guedes, era a estrela maior de um centro acadêmico povoado por Chicago´s boys – denominação dada aos economistas que trabalharam no ajuste ortodoxo da economia chilena. Pesquisadores e técnicos de diversas gerações iam, ao termino do expediente, sentar ao redor do professor no barzinho que ficava debaixo da rampa de subida para o segundo andar do Museu de Arte Moderna. O papo com Guedes era um espetáculo.

Na época, o Ibmec estava localizado na Av. Beira Mar e era um órgão mais voltado à pesquisa do que a educação e treinamento. Durante todo o último ano da ditadura, Guedes, que nunca foi contrário ao governo totalitário, reclamava do estamento dominante por um motivo prosaico: era contra as políticas econômicas de Mario Henrique Simonsen e Delfim Netto, últimos ministros da Fazenda do regime militar. Sempre com tiradas sarcásticas, de humor agudo, afirmava que, se a ditadura fosse comunista, faria logo um “Gulag” no Nordeste e estava resolvido o problema da hiperinflação. Ou, então, que a redistribuição de renda podia ser feita “incendiando-se todas as favelas”. Ou ainda que os economistas de esquerda, hegemônicos e barulhentos na mídia à época, deveriam “ir todos para o paredão” e serem assassinados, despoluindo o debate econômico no Brasil.

O jovem Guedes podia tudo naqueles idos. Divertido, confundia a todos. Não se sabia ao certo o que era o seu pensamento genuíno ou chistes e caricaturas apenas para marcar posição de forma hilária. O tempo passou e o czar Paulo Guedes revela que há alguma inspiração com os dizeres do passado. Considera o AI-5 viável, aponta o Chile e a Bolívia como exemplos de resistência a manifestações populares, ameaça suspender as reformas estruturais se os protestos não pararem e discrimina jornalistas em função do que eles escreverem sobre o assunto. Paulo Guedes é o mesmo dos anos 80. Só não é mais divertido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.11.19

Ano letivo

A Yduqs, ex-Estácio, planeja usar a marca do recém comprado Ibmec para investir em uma nova plataforma de MBAs online.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.10.19

Uniasselvi na mira

A Ser Educacional, de Janguiê Diniz, que cravar uma aquisição antes do ano letivo terminar. Após perder a disputa pelo Ibmec para a Yduqs, volta suas baterias na direção da Uniasselvi, controlada por Carlyle e Vinci Partners.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.02.19

Ibmec na prateleira

Atenção, o Ibmec está à venda. Mas qual o Ibmec? Nada a ver com aquele partilhado por Paulo Guedes e Cláudio Haddad. Muito menos com a instituição de ensino pertencente ao grupo norte-americano Advent. O Ibmec que está na prateleira é praticamente só uma marca oca por dentro, cuja venda vem sendo gerida pelo ex-CVM Thomas Tosta de Sá. Esse Ibmec, que só fazia pesquisas e eventos, tinha ficado sob a gestão do ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, por ocasião da venda de sua parte educacional a Guedes. Aos potenciais interessados, fica a dica.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.10.18

Proposta retrô

Não há nada mais vintage do que estudos e propostas para o fortalecimento e desenvolvimento do mercado de capitais. Basta revólver as cinzas do Codimec, Ibmec (primeira versão), confederação Nacional das Bolsas de Valores (CNBV), Bolsas de Valores do RJ e SP e as atas das reuniões do CMN contendo a ilustre participação do professor Octávio Gouveia de Bulhões, que os escritos, ou a alma deles, estão lá. Agora parece que há um modelito novo na praça, rascunhado pela Accenture. Nada contra. Na pior hipótese vai para o museu de mercado de capitais. Tomara que não.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.08.17

Volta ao passado

Um diplomata das finanças tem tentado aproximar o big boss do Insper, Claudio Haddad, do franco atirador do setor de educação Paulo Guedes. Como até os índios das matas longevas da Amazônia sabem, “Paulinho” detesta Haddad. Se sentiu lesado pelo ex-sócio na venda do Ibmec, embrião do atual Insper. Mas agora, protegido pela armadura e o bom senso do seu sócio-patrão, Julio Bozano, é possível que o encontro entre os dois economistas financistas se torne menos ácido e até alguma cooperação seja possível. Haddad quer aumentar o Insper. Não pretende ser consolidado pelos grupos estrangeiros. Nesse contexto, Paulo Guedes teria alguma serventia. Mas o “risco Paulinho” é enorme. Melhor deixá-lo delirando às segundas-feiras na imprensa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.