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11.03.19
ED. 6069

A Globo está pronta para o que der e vier

O Grupo Globo sofre historicamente severas críticas pela amplitude da sua hegemonia de mercado ou por seu posicionamento político. São discussões válidas. Mas é indubitável que a Globo bem das pernas é bem melhor do que o contrário. Que o digam, principalmente, atores, diretores, câmeras, iluminadores, cenógrafos, músicos, jornalistas e a maioria do operariado que labora na indústria artística. A empresa tem sido vítima dos tempos e de situações atípicas, mas vem enfrentando as adversidades com galhardia. Quando se trata da Globo, diga-se de passagem, o RR faz uma ressalva: o grupo sempre manteve uma interlocução franca e produtiva com a newsletter. Dito isso, vamos aos números da empresa, que, segundo a fonte, serão anunciados nesta semana.

A Globo Comunicação e Participações (GCP), que não inclui veículos impressos e rádios, fechou 2018 com um caixa acumulado acima de R$ 10 bilhões, contra R$ 9,4 bilhões no exercício anterior. A dívida passou de R$ 2,9 bilhões para algo em torno de R$ 3,3 bilhões. A variação, ressalte-se, foi decorrente de efeito cambial – a empresa não fez novos passivos no período. O Ebitda da Globo no balanço de 2018 ficará um pouco abaixo do verificado no ano retrasado (R$ 2,3 bilhões). A queda é resultado de um efeito sazonal: o expressivo investimento na compra dos direitos de futebol, notadamente a Copa do Mundo. Por sua vez, a receita líquida será da ordem de R$ 14,6 bilhões, algo como 1% inferior à de 2017. Não gerar dívida nova parece ser uma premissa da Globo.

De acordo com a mesma fonte, a empresa planeja investir algo em torno de R$ 2 bilhões nos próximos dois anos, valendo-se de recursos próprios. A maior parte dessa cifra está “carimbada” para o desenvolvimento de novos produtos e para a área de tecnologia. O “passado” é a ponte para o futuro, dado o potencial de aproveitamento da grande audiência da TV aberta para os novos produtos do grupo. Hoje, cerca de cem milhões de brasileiros “consomem” a TV Globo ao menos uma vez por dia. Desse contingente, o grupo já conseguiu mapear os hábitos de consumo de aproximadamente 40 milhões de pessoas, algo fulcral para a oferta de conteúdo direcionado – sejam produções, seja publicidade. Um dos projetos do grupo é aumentar o número de lançamentos exclusivos no GloboPlay, que eventualmente poderão ser exibidos mais à frente na TV aberta.

O aplicativo chegou recentemente à marca de 18 milhões de downloads. Não obstante as notórias dificuldades da TV aberta, diante das mais diversas mídias que disputam a atenção do consumidor (dos canais por assinatura às redes sociais, passando pelas plataformas de streaming), a Globo permanece estável, com mais da metade da audiência no segmento. O Domingão do Faustão, por exemplo, atingiu seus melhores números no Ibope nos últimos 12 anos. Na TV fechada, por sua vez, os canais Globosat também mantêm sua primazia, somando cerca de 35% da audiência. Mesmo no segmento editorial, mais atingido pelas novas circunstâncias do mercado, a Globo tem alcançado resultados positivos. Todos os 18 produtos de origem impressa dão lucro. O Valor Econômico estabilizou nos 35 mil exemplares diários. Há ainda outras 35 mil assinaturas digitais puras. A meta é chegar a 50 mil ao fim deste ano. A circulação impressa de O Globo, por sua vez, caiu aproximadamente 10% em 2018.

Este recuo, no entanto, tem sido coberto pelo aumento das assinaturas digitais. Já são cem mil pagantes exclusivos da versão eletrônica. O target é atingir 300 mil em três anos. A publicidade impressa, como não poderia deixar de ser, é cadente: corresponde a 50% do faturamento da editora – em 2013, esse índice era de quase 90% (conforme já ressaltado, esses números não são contabilizados na GCP). Em contrapartida, esse declínio tem sido compensado pela alta da publicidade digital e pela receita com branded content, que engloba de eventos à produção de conteúdo em parceria com agências de propaganda. Portanto, mesmo em um ambiente inóspito, a Globo se mantém em forma e pronta para novos embates.

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23.05.18
ED. 5873

Trabalho para a concorrência

A distribuição da Época junto com O Globo e o Valor foi um achado. A concorrência vai ter de se virar. Quem sabe outras revistas não serão encartadas na Folha de S. Paulo ou no Estadão…

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21.12.17
ED. 5771

É TV aberta, plim, é streaming, plim, plim

Os irmãos Marinho apostam que sintonizaram no ovo de Colombo com a reestruturação estratégica do Grupo Globo. Vão desafiar a tese determinista de que as operações televisivas via streaming (ver RR de 18 de agosto) inviabilizarão a broadcasting (TV aberta) casando os dois modelos, a partir de uma intensificação violenta da produção de fi lmes, programas, séries, novelas, documentários etc. A ideia é que a cinematografia nacional ganhará preferência – ou, no mínimo, se tornará bem mais competitiva – em relação ao similar estrangeiro. O empecilho para que esse passo fosse dado antes, o binômio economicidade e escala, já estaria resolvido. A Globo vai entrar em ritmo de Bolywood. As TVs fechada e gratuita, portanto, ainda continuariam convivendo numa boa por um tempo, e até com certa sinergia, ao contrário de algumas previsões, que cravavam a morte da televisão aberta em um cenário de alto predomínio do streaming.

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23.08.17
ED. 5689

Efeito Neymar

ESPN e Fox pretendem entrar pesado na disputa pelos direitos de exibição do Campeonato Francês no Brasil. O atual contrato, nas mãos do Grupo Globo, vai até o fim desta temporada. Hoje, a ESPN transmite o torneio em acordo com o SporTV. A emissora norte-americana afirma que “não possui qualquer decisão sobre o futuro da parceria porque os direitos para o próximo período ainda não estão em negociação”. Já a Fox não fala sobre o assunto.

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18.08.17
ED. 5686

A Globo e seus dois futuros

Um relatório produzido por um analista de mercado e obtido pelo RR levanta um cenário até pouco tempo inimaginável: o Grupo Globo vendendo sua operação de TV aberta (public broadcasting). O paper não é de um insider information, mas um documento que levanta hipóteses com base na lógica do mercado. Mas por que motivo o Grupo Globo negociaria sua joia mais valiosa? O analista afirma que, na maioria das economias da OECD, base da sua amostragem, o negócio de public broadcasting é declinante.

O valor de empresas como ABC, NBC e CBS teria caído vertiginosamente. O motivo dessa queda livre é a dificuldade de sustentação dos negócios baseados em receitas de publicidade (“ad revenues”). O raciocínio é simples: as receitas migram para a internet, onde a publicidade pode ser customizada em relação ao consumidor. “Seria uma forma mais focada e eficaz”, enfatiza a fonte. Ou seja, as pessoas estão migrando em massa para a internet porque desejam ter o controle sobre o conteúdo: o que, quando e onde querem assistir (tablet, celular etc.).

A antítese disso tudo seria o public broadcasting, cuja programação mais específica, ficaria restrita a transmissão de esportes, entregas de prêmios etc. Segundo o analista, “no Brasil, esse movimento de transferência ad revenues para a internet está acontecendo com um lapso de tempo. Então, o valor das empresas de public broadcasting ainda se encontra na era pré-internet”. O analista conclui dizendo que o timing da família Marinho vender a emissora de TV é hoje. Destaca que a Globo é um forte gerador de fluxo de caixa, mas que ele já estaria em queda.

Nas demonstrações financeiras, pode se observar que, em 2016, o grupo teve um lucro líquido de R$ 1,95 bilhão, uma boa redução em relação a 2015 (R$ 3,06 bilhões). “A regra de ouro de uma operação de M&A é que o valor da empresa para o comprador é maior do que para o vendedor. Por essa ótica, para alguns players globais a Globo em maior valor do que para os Marinho. Isto porque esses players têm plataformas multimídia de distribuição de conteúdo, que otimizariam tremendamente a operação de distribuição da Globo”.

O RR consultou uma alta fonte da Globo sobre o assunto. A informação bateu e ricocheteou. Disse o interlocutor que não há, nem nunca houve gestão para mudança constitucional em relação ao acesso do capital estrangeiro ao setor de radiofusão – condição precípua para a venda da TV aberta. Informou que a queda do resultado da empresa ocorreu em um momento de crise generalizada, e que, neste ano, ela deve ser revertida. Adiantou que vêm sendo desenvolvidos novos produtos na internet e o aumento da audiência está maior do que há muitos anos. Garantiu ainda que a emissora está investindo na abertura de mais estúdios no Projac. Finalmente, frisou que não existe qualquer ideia, intenção ou plano de venda. Ficam registradas “a versão oficial” e o pensar desejante do mercado.

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17.08.17
ED. 5685

“General Gianetti”

O economista Eduardo Gianetti passou a ser considerado o “general Golbery da Marina” após o encontro com João Roberto Marinho. Como se sabe, o empresário do Grupo Globo foi encontrá-lo em sua própria residência em rara demonstração de prestígio que viralizou nas redes sociais. O estrategista da Rede deverá se reunir com o ex-ministro
do STF Joaquim Barbosa para afinarem pensamentos.

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