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11.10.19

Os ziguezagues da Caoa

Por mais que negue, o Grupo Caoa já assinou um acordo com a chinesa Changan para produzir veículos da marca no Brasil. O problema é que a parceria pode ser efêmera e sequer sair do papel. Ela depende da decisão de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono da Caoa, de comprar a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo. Sem isso, nada feito.

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02.10.19

Banho-maria

O empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa, está impondo tantas condições para assumir a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo que os próprios norte-americanos e o governo de São Paulo duvidam que o negócio saiará. “Caoa” tem até meados de outubro para encerrar a due diligence e dizer se fica ou não com a fábrica.

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05.06.19

Caoa quer incentivos de todos lados

O empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono do Grupo Caoa, estaria condicionando a compra da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo à garantia de benefícios fiscais tanto no âmbito estadual quanto do governo federal. A primeira parte já está “resolvida”: basta investir R$ 1 bilhão que a Caoa poderá se enquadrar no IncentivAuto, lançado por João Doria. A segunda, no entanto, é mais complexa. Não há previsão de que o Caoa atinja um grau de produção de componentes nacionais em São Bernardo que lhe permita se enquadrar no Rota 2030, o programa de incentivos do governo federal para a indústria automobilística tão criticado pelo setor.

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13.05.19

Vaga para a Hyundai

Depois da GM e da Scania, agora é a Hyundai que negocia sua adesão ao IncentivAuto, o programa de incentivos fiscais lançado por João Doria para frear a carnificina de empregos no estado. A prenda para garantir os benefícios tributários é um investimento de pelo menos R$ 1 bilhão no estado. Os sul-coreanos têm uma fábrica própria em Piracicaba, que está fora da parceria com o Grupo Caoa.

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15.04.19

Grupo Caoa enxerga o Ministério Público no retrovisor

Como se não bastassem as acusações de Antonio Palocci de que o Grupo Caoa repassou propina ao filho de Lula, o Ministério Público de Goiás também está no encalço da montadora. Segundo informações filtradas do próprio MP-GO, os procuradores reuniram evidências de que a montadora, representante da marca Hyundai no Brasil, teria transferido recursos ilegais ao ex-governador Marconi Perillo em contrapartida à concessão de incentivos fiscais. De acordo com a fonte do RR, os supostos pagamentos teriam se intensificado em 2017, quando a Caoa anunciou um novo pacote de investimentos no estado para a produção de veículos da marca Chery.

O RR enviou uma sériemde perguntas à Caoa, mas a empresa não quis se pronunciar. O MP-GO informou que “Como desdobramento da ação já protocolada questionando a concessão de benefícios fiscais por lei de 2014, há algumas investigações em andamento, que tramitam em sigilo”. Disse ainda “que não há como confirmar o nome de nenhum investigado bem como o objeto da investigação”. O caso Caoa é um combustível a mais nas investigações contra Marconi Perillo por suposto favorecimento a empresas mediante renúncia fiscal.

Em fevereiro, o MP-GO pediu à Justiça o bloqueio de R$ 3,9 bilhões em bens de Perillo para cobrir supostos prejuízos causados aos cofres públicos ao isentar mais de mil companhias de pagar juros  dívidas com o próprio estado. Por meio de sua assessoria, o exgovernador Marconi Perillo informou que o “Programa de Recuperação Fiscal – Regulariza 2014 foi rigorosamente amparado pelas decisões do Confaz”. Afirmou ainda que todos os seus bens “estão devidamente declarados em seu Imposto de Renda, com valor total de R$ 6 milhões”. Em relação à Caoa, Perillo diz que a relação do estado de Goiás com a companhia “sempre se deu no nível institucional”.

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29.09.17

Palocci atropela Caoa

Nas tratativas para fechar sua delação, Antônio Palocci soltou o freio de mão e empurrou a Lava Jato na direção do Grupo Caoa. Segundo o RR apurou, o ex-ministro deu detalhes da consultoria prestada à montadora nos idos de 2012, por meio de sua empresa, a Projeto. De acordo com a mesma fonte, Palocci relatou ter intermediado o repasse ilegal de recursos para parlamentares com o objetivo de aprovar medidas de interesse da Caoa. O ex-ministro teria revelado ainda aos procuradores de Curitiba que quase assumiu a presidência da companhia justamente em 2012.

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16.05.17

Palocci empurra Lava Jato na direção das montadoras

Assim como andou tirando o sono dos bancos, agora a possível delação de Antonio Palocci inquieta também as montadoras, que teriam participado de um suposto esquema de propina para a obtenção de benefícios fiscais. Segundo a fonte do RR, um dos operadores da indústria automobilística seria o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrada, da Caoa. Ressalte-se que, de acordo com dados disponibilizados pela Receita Federal, o grupo desembolsou mais de R$ 12 milhões pelos serviços da Projeto, consultoria de Palocci. Os contratos foram firmados por meio de duas empresas – Hyundai Caoa do Brasil e Caoa Montadora de Veículos. Foi uma época bastante próspera para a Caoa. O RR entrou em contato com a Caoa, mas a empresa não quis se pronunciar.

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O prefeito João Doria gostaria muito de ter Antonio Maciel Neto em sua equipe. A passagem do executivo pelo maculado Grupo Caoa, o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, não contaminou sua reputação.

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01.12.16

Pote de fel

Os próprios procuradores da Operação Acrônimo estão impressionados com o grau de rancor do delator Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, em relação ao empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa.

• As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Grupo Caoa.

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18.11.16

Risco Caoa

O próprio Antonio Maciel Neto está impressionado com o número de felicitações que vem recebendo após anunciar sua saída da presidência do Grupo Caoa. Os mais próximos fazem questão de registrar seu alívio

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