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30.06.22

Fusão da Evino com a Grand Cru deixa um retrogosto amargo

A assemblage da Evino com a Grand Cru, que criou uma empresa com faturamento de R$ 800 milhões por ano, está avinagrando rapidamente. Segundo o RR apurou, o pool de investidores liderado pela Vinci Partners, que há quatro meses aportou R$ 650 milhões na holding Víssimo Group, cobra mudanças na gestão para estancar perdas de faturamento. A pressão não vem somente de “cima”.

Ao mesmo tempo, o grupo enfrenta uma rebelião de franqueados da bandeira Grand Cru, comprada pela Evino em janeiro. Os lojistas se sentem lesados pela gestão da holding em razão da abrupta queda dos estoques. De maio de 2021 a abril de 2022, as importações da Grand Cru caíram 60%. A retração se acentuou a partir de fevereiro, quando a marca já estava debaixo da Evino e, consequentemente, do Víssimo Group.

De acordo com duas fontes ouvidas pelo RR, no melhor estilo “uva pouca, meu mosto primeiro”, a holding passou a privilegiar as lojas próprias, reduzindo as entregas  para os franqueados da Grand Cru. A escassez de produtos criou uma bola de neve: entre janeiro e junho, as vendas caíram 40% na comparação com o mesmo período em 2021. A revolta dos franqueados é ainda maior pelo fato de que o comando da Víssimo Group está justamente nas mãos de um egresso da Grand Cru, Alexandre Bratt, que, antes do M&A, ocupava o cargo de CEO da empresa.

A insatisfação entre os revendedores da Grand Cru espalha-se feito um rastilho de pólvora. O RR teve a informação de que o maior representante, dono de seis lojas, ameaça entrar na Justiça para romper o contrato. Outros já se movimentam na mesma direção. Não vai ser simples. A maioria dos franqueados renovou seu contrato pouco antes do anúncio da venda da Grand Cru para a Evino e está amarrada por acordos longos, na maioria dos casos de até cinco anos. A probabilidade de judicialização é alta. Procurado pelo RR, o Víssimo Group não quis se manifestar.

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