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15.05.18
ED. 5867

Luiz Fux declara guerra à “eleição do fake news”

O ministro Luiz Fux, presidente do TSE, está empenhado em evitar que a promessa da Corte de combater a propagação de informações falsas na campanha eleitoral se torne, ela própria, a grande fake news de 2018. Fux pretende montar um serviço de inteligência no âmbito da Justiça Eleitoral. Caberá a estes “espiões digitais” entrar pesado no monitoramento das redes sociais e abastecer o presidente do TSE com relatórios confidenciais e informações que permitam identificar e punir os responsáveis pela disseminação de dados inverídicos e ofensivos na Internet.

As próprias empresas de tecnologia estão na “linha de tiro” do TSE. Em última instância, responsáveis pelo problema – o ecossistema onde as fake news nascem e se reproduzem –, elas serão emparedadas pela Justiça Eleitoral para também fazer parte da solução. O Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições – criado pelo TSE no ano passado – vai intensificar os contatos com Facebook/WhatsApp, Google e Twitter. Estas companhias serão cobradas a apresentar um plano de ação e um cardápio de soluções tecnológicas que contribuam para rastrear a origem de informações falsas e mapear perfis responsáveis pela sua viralização.

Contando com representantes da Abin e da Polícia Federal, o Conselho Consultivo foi instituído no ano passado, quando Gilmar Mendes ainda presidia o TSE. Fux, no entanto, quer dar uma pegada muito mais forte ao assunto. Ele trata a guerra às fake news como uma missão tão importante quanto o combate à participação do crime organizado no processo eleitoral. Guardadas as devidas proporções, ambos são tratados como as grandes ameaças à legitimidade do pleito de outubro. O presidente do TSE e os demais ministros temem um escândalo pela via digital, algo similar ao que ocorreu nas eleições presidenciais norte-americanas, com o vazamento de dados do Facebook e sua utilização para beneficiar a campanha de Donald Trump.

O monitoramento, por suposto, está na base de tudo. No entanto, a questão não passa apenas pela tecnologia, mas, sobretudo, pela capacidade do TSE de punir os responsáveis. Na Corte, há um entendimento de que será necessário um esforço sem precedentes para acelerar a pauta de julgamentos dentro do período de campanha. Ao contrário de outros crimes eleitorais de menor impacto, a propagação em larga escala de uma calúnia pode causar um dano irreversível a um candidato e até mesmo decidir o resultado das urnas. Entre os juristas, o consenso é de que a punibilidade aos delitos digitais é uma área cinzenta da legislação eleitoral.

Há quem considere, inclusive, que as penas são extremamente brandas vis-à-vis à gravidade do crime. Segundo o Artigo 323 do Código Eleitoral, “a divulgação de fatos inverídicos em relação a partidos e candidatos constitui crime punível com detenção de dois meses a um ano”. Uma das prioridades do ministro Luiz Fux é dar ampla visibilidade às ações profiláticas e ao risco de punição de crimes eleitorais digitais. Fux e seus pares no TSE discutem o lançamento de uma campanha de caráter educativo para alertar os eleitores sobre o impacto do compartilhamento de informações falsas ou conteúdos maliciosos.

As mensagens serão bombardeadas na mídia e, claro, nas redes sociais antes de agosto, mês em que a campanha eleitoral começa oficialmente e o próprio Fux transmitirá a presidência do Tribunal à ministra Rosa Weber. Consultado por meio de sua assessoria de imprensa, o TSE confirmou que tem mantido entendimentos com as empresas de tecnologia sobre iniciativas para “desencorajar a disseminação de informações falsas nessas plataformas nas eleições de 2018”. O Facebook, por sua vez, informou que tem adotado uma série de medidas contra notícias falsas baseadas em três pilares: “Eliminar os incentivos econômicos; desenvolver novos produtos para reduzir a propagação de notícias falsas e eliminar anúncios enganosos; e ajudar as pessoas a tomar decisões conscientes”. Também consultados, Google e Twitter não se manifestaram.

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14/10/18 13:06h

Grande mídia contribui para a ascensão da extrema-direita no Brasil – objETHOS

disse:

[…] capacidade de confirmação dos checkers. 2. Embora o Tribunal Superior Eleitoral tivesse declarado guerra às fake news, ele pouco ou nada fez para inibi-las. 3. As fake news se disseminaram com uma velocidade […]

17.04.18
ED. 5848

Google se protege do risco jurídico das fake news

As eleições deste ano podem sair mais caras do que o previsto para o Google. Aliás, para ser mais preciso,  a temporada promete ser das mais infelizes para a empresa. O site de busca vem colecionando processos judiciais, ao mesmo tempo em que tenta se resguardar de todas as maneiras de novas ações relacionadas à campanha eleitoral. O Google espera um tiroteio de por todos os lados. A empresa já reuniu uma tropa de advogados de alto calibre com o objetivo de planejar contratos com maiores salvaguardas contra a acusação de reter informações caluniosas ou difamatórias.

Com base em dados já acumulados, a expectativa da companhia é que o Brasil seja, neste ano, a pior performance do Google no quesito “contenciosos”. Até porque a evolução dos processos revela uma mudança de psicologia comportamental que não estava tão clara anteriormente, com a redução do medo do confronto jurídico com o site. Havia em torno do Google uma aura de intocabilidade que está indo para as nuvens. O Google Maps, onde os internautas podem registrar estabelecimentos e empresas pelo nome, é um exemplo das armadilhas jurídicas em que a companhia pode cair.

Segundo o RR apurou, a cada dia o Google tem barrado dezenas de usuários que tentam marcar em seu serviço de mapas o sítio de Atibaia e o Condomínio Solaris, na Praia do Guarujá, como sendo o “sítio do Lula” e o “triplex do Lula”. Seria um prato cheio para a defesa do ex-presidente acionar o site. Procurado pelo RR, o Google não quis se pronunciar sobre o assunto. A ameaça jurídica é potencializada pela inflamável combinação de eleições e Lava Jato. Há um de citados na Operação que brigam na Justiça pelo chamado “direito ao esquecimento”. Desde 2009, o Google já recebeu mais de seis mil pedidos de exclusão de conteúdo de suas páginas, totalizando quase 65 mil itens.

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05.04.18
ED. 5840

Google se arma contra a eleição do fake news

O escândalo do vazamento e do uso de dados do Facebook na campanha de Donald Trump acendeu todos os sinais de alerta no Google. O site de buscas vai adotar políticas rigorosas nas eleições brasileiras, que servirão de laboratório para operações da empresa em outros países. Segundo o RR apurou, parte do cardápio de medidas profiláticas foi apresentada por executivos do Google Brasil ao então presidente do TSE, Gilmar Mendes, em reunião no fim de janeiro. A venda de mailings e informações de usuários para terceiros está fora de questão – foi nessa que Mark Zuckerberg mergulhou na maior crise da história do Facebook. O Google vai testar um novo sistema para brecar a proliferação de fake news, com base na ferramenta conhecida como “Snippsets”. A empresa pretende também trazer para o Brasil um modelo similar ao First Draft, desenvolvido nos Estados Unidos em parceria com a Harvard Kennedy School, que combina mecanismos de checagem de informações e de rastreamento de notícias falsas nas redes sociais. O site vai ainda restringir a comercialização de anúncios políticos por meio da ferramenta Google Adwords, na tentativa de evitar a associação de nomes de candidatos a determinadas palavras chave, notadamente aquelas que claramente ataquem a imagem de adversários.

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19.10.17
ED. 5728

O Google tem cada uma

O presidente Michel Temer é o “garoto propaganda” de José Yunes. Ao menos para os sempre afiados algoritmos do Google. Ao se pesquisar o nome do escritório de Yunes, o site de buscas exibe com destaque à direita da página, em forma de anúncio publicitário, a ficha da firma e uma foto do advogado ao lado de Temer à mesa de um restaurante. Curioso…

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11.07.17
ED. 5658

Próxima atração

O Youtube, leia-se Google, prepara-se para produzir séries próprias no Brasil, a exemplo do que já ocorre em outros países.

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08.12.16
ED. 5512

“Google chinês”

O Baidu, gigante chinês da internet, prepara sua entrada no Brasil. O site de buscas promete artilharia de guerra para deslocar mercado do Google no país. Um seleto grupo de executivos brasileiros da área digital, que viajou recentemente para Pequim a convite da companhia, teve uma pequena mostra dos planos. Consultado, o Baidu confirmou que “está analisando sua implementação no Brasil”

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13.07.16
ED. 5410

AmBev não é uma empresa-cidadã

 A Central Única dos Trabalhadores (CUT) pretende fazer uma campanha para retirar dos rankings das Maiores e Melhores que pululam na mídia as empresas com grande número de denúncias e condenações por práticas de assédio moral e escravismo, segundo apurou o RR. A gigantesca Ambev volta e meia aparece no top ten quando se fala de ambos os quesitos. Uma simples busca no Google revela que a cervejeira está associada direta ou indiretamente a 38.400 menções de assédio moral coletivo (dia 8/07). A tendência é que essas empresas monopólicas ou oligopólicas que escondem sua bipolaridade social através de um marketing de gestão espetacular desapareçam de rankings, ratings e índices de performance. Basta que se comece a implementar filtros de práticas sociais nocivas. O mercado de capitais também deve enquadrar a Ambev. Os índices de sustentabilidade da Bovespa (ISE) e da Dow Jones levam em consideração equilíbrio ambiental e justiça social. Não são os melhores predicados da Ambev, com toda a certeza. A cervejeira apresenta com pompa relatórios adornados e sondagens internas não auditadas, mas não revela a natureza das suas pendências na Justiça do Trabalho. Os demonstrativos dourados, da cor da cerveja, são capturados junto a população do andar de cima da companhia. São salários de R$ 11 mil a R$ 18 mil só na partida, com os trainees sendo tratados a banho de leite. Esse é o maior marketing da companhia. _____________________ Equipes de venda foram forçadas a usar chapéu de chifre, saia e batom _____________________  Valoração do capital humano, avaliação 360 graus e reuniões de feedbacks são exaustivamente mencionadas como pepitas da cultura de gestão da empresa em reportagens que invariavelmente citam o poderoso CEO, Carlos Brito, como uma demonstração do trainee que deu certo. É uma prática que surte efeito. Com uma ressalva: especialmente entre o pessoal que frequenta o site www.queroserambev.com.br. Já a turma do chão da fábrica e os que trabalham na máquina de venda da companhia, quando se pronunciam, injuriados – e com compreensível medo de fazê-lo – preferem sites como o www.euodeioambev.com.br. A empresa é contumaz denunciada em casos tétricos de assédio com uma coleção de sentenças negativas. Em Sergipe, funcionários foram obrigados a fazer flexões acima da sua capacidade física. Em fevereiro deste ano, a companhia teve recurso negado para anular na Justiça uma ação contra o procedimento de colocar deitado em caixões com galinhas enforcadas os profissionais que não cumpriram metas. Um ex-empregado da cervejeira em Minas Gerais, que teve ganho de causa no Tribunal Superior do Trabalho (TST), revelou as práticas dos capatazes da Ambev de colocarem a equipe de venda com chapéu de chifre, saia e batom.  A recorrência da companhia em um comportamento incompatível com regras salutares levou-a inclusive a firmar Termo de Ajuste de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se a orientar seus funcionários a evitar atitudes que possam promover o desrespeito mútuo. O TAC foi acordado em 2004. Pois bem, em 2014, o Ministério Público do Trabalho em Alagoas processou a companhia em R$ 1 milhão por infrigir humilhações aos seus funcionários. Certamente, os episódios não serão publicizados pela comunicação que propala as maravilhas da Universidade Lemann, entre outras marketadas. Duvida-se que os Marcel Telles e Vicente Falconi, síndico e mentor do andar de cima, saibam da missa a metade.  A Ambev contra-argumenta com sua versão de o filme O Porteiro da Noite, de Liana Cavani, na qual a personagem desenvolve uma dependência pelo torturador. Os profissionais, quando aceitam o trabalho, sabem da cultura competitiva, da busca pela superação. São esses que, na partida e em tese, estariam prontos para enfrentar abusos como corredor polonês, tapas nas costas e ficar de castigo em pé durante horas (caso de assédio moral coletivo julgado em 2004). Os incomodados que se mudem. Ou entrem na Justiça. São esses desertores que dão transparência a um dos pilares da lucratividade da empresa: a chibata moral. Nem tudo são orçamento base zero ou, na extremidade oposta, forçar vendedores evangélicos a fazerem demonstrações com garotas de programa para um batalhão de vendas (sentença favorável do TST). Há mais entre o céu e a terra do que a simples interpretação da Ambev como uma empresa movida à meritocracia.  O marketing da Ambev dilui no case de gestão de excelência o impacto da condição monopolística e de abuso do poder econômico. Como _____________________ Há 58 mil menções no Google associando a AmBev à escravocracia _____________________ não lembrar do programa de “fidelização com algemas” dos pontos de venda. Por conta dele, a empresa foi multada pelo Cade inicialmente em R$ 350 milhões. Depois de negociações a fatura desceu para R$ 221 milhões. Sim, existem evidências de que a cervejeira mete medo nos seus parceiros. É conhecida a política de refrigeração da companhia, já investigada pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) – acordos pelos quais a Ambev fornece freezers para varejistas com a condição de que eles os utilizem apenas para a venda de produtos da sua marca. Imagina-se que com seu poder de fogo, uma boa parte das inserções contrárias à cervejeira já tenha sido apagada dos sites de busca. Mas os registros do seu lado sinistro permanecem lá, nublando o seu lado solar. A Ambev são duas empresas. Uma é a firma premiada pelo Instituto Great Place to Work como uma das 100 melhores empresas do país para trabalhar. A outra é a que enche a internet com um total de 58.800 menções – associações diretas ou indiretas – a escravatura, segundo o Google (dia 8/07). Essa combinação de ações mefistofélicas com governança de luxo pode continuar dando sucesso econômico-financeiro. Mas a Ambev não deve mais ir para o trono das companhias que são referência. O RR encaminhou diversas perguntas à Ambev e fez vários contatos com a empresa. Porém, até 19h34, em ponto, não recebeu qualquer manifestação da companhia sobre os assuntos tratados nessa matéria.

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20.06.16
ED. 5393

Google mais

 O Brasil é um dos três países escolhidos para receber a Launchpad Accelerator, a fomentadora de startups do Google. Será um dos maiores investimentos da operação brasileira. A estimativa é que a nova empresa gere receitas de aproximadamente US$ 200 milhões em dois anos. A seguinte empresa não se pronunciou: Google.

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09.03.16
ED. 5323

Celular da Microsoft no Brasil chama, chama e ninguém atende

  A Microsoft prepara-se para interromper a produção e comercialização de smartphones das marcas Nokia e Lumia no Brasil. De acordo com uma fonte próxima à empresa, em recente reunião com executivos do grupo nos Estados Unidos, a própria presidente da subsidiária brasileira, Paula Bellizia, teria defendido o fim da venda de handsets e a saída em definitivo deste mercado. Os motivos para a decisão são variados, a começar pelo mau desempenho do negó- cio. No ano passado, a comercialização de smartphones da companhia caiu mais de 20%, quase o dobro do declínio do mercado em geral, em torno de 12%. Ninguém melhor do que a executiva para reconhecer as limitações concorrenciais da Microsoft neste segmento. Até julho do ano passado, ela comandava a Apple no Brasil, empresa que disputa palmo a palmo com a Samsung a liderança do mercado de smartphones.  O mais curioso é que o share do Windows Phone, sistema operacional que concorre com o iOS (Apple) e Android (Google), cresceu em 2015 no Brasil, saindo de 3,9% para perto de 5,5%. No entanto, esse avanço se deveu basicamente às vendas de outros aparelhos que usam o sistema, como Samsung e LG. Se dependesse do santo de casa, ou seja, as marcas Nokia e Lumia, provavelmente a participação de mercado do Windows Phone no Brasil seguiria lá atrás.  O consenso na Microsoft Brasil é que a empresa deve se concentrar na produção de softwares e na venda de PCs e consoles de video game, o Xbox. Mesmo porque os resultados obtidos no core business também não são nada alvissareiros. No ano passado, as vendas de programas, por exemplo, caíram em torno de 15%. Nem mesmo o lançamento mundial do Windows 10, o novo sistema operacional da companhia e grande aposta comercial dos norte-americanos, foi capaz de frear a queda. Procurada pelo RR, a Microsoft não comentou o assunto.

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16.12.15
ED. 5270

Só boatos

 O Google detonou os boatos de que estaria cortando gente neste fim de ano. Ao contrário. Informou ao RR que aumentou em 12% o número de empregados. Quanto ao faturamento, o Google não deu um pio.

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A operação brasileira do YouTube não teria atingido as metas de receita estipuladas pelo Google, seu controlador. Ao mesmo tempo, está perdendo a disputa por parcerias com emissoras abertas. Até o momento, fechou apenas com a Record. Já seu maior rival, a Netflix, selou acordos com Band e SBT. É por essas e outras que Alvaro Paes e Barros, nº1 do YouTube no Brasil, corre o risco de perder o cargo em 2016. A empresa nega a saída do executivo.

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29.06.15
ED. 5151

“Googlepólio”

Quem segura o Google? O vasculhador de vidas alheias pretende devorar, neste ano, 60% de toda a publicidade em internet no Brasil. Em 2014, a mordida do Google foi mais “modesta”: 50%, o equivalente a R$ 3,5 bilhões.

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22.05.15
ED. 5126

Google dá traço no mercado de pagamentos eletrônicos

Nem adianta procurar no Google: são raras as declarações do executivo Fabio Coelho sobre o mercado de pagamentos online. O silêncio é compreensível. O presidente do Google Brasil pouco tem a dizer de positivo sobre aquela que é – ou era – uma das grandes apostas dos norte-americanos para expandir seus negócios no país. Por ora, o Google Wallet não passa de uma carteira quase vazia. A meta do Google de alcançar cinco milhões de usuários no Brasil em 12 meses se desmanchou no ar. No período, a companhia não atingiu sequer 20% desse total. No quesito lojas credenciadas, os números são ainda mais decepcionantes. Até o momento, o buscador conseguiu indexar apenas 20 mil estabelecimentos a sua rede de negócios. Na comparação com o PagSeguro, do UOL, não dá nem para a saída: o maior sistema de pagamentos online do Brasil contabiliza mais de 400 mil lojas. Diante das circunstâncias, Coelho não tem outra saída: precisa virar esse jogo rapidamente, sob o risco do insucesso ser debitado na sua própria conta. No Google já se cogita a possibilidade de uma cisão dos negócios no mercado brasileiro. O Google Wallet daria origem a uma empresa independente, com gestão própria, o que significaria um esvaziamento dos poderes do executivo, responsável por implantar toda a operação no Brasil. O mau desempenho do Google Wallet no Brasil dói duas vezes no bolso da companhia. Além de um negócio per si, o sistema é uma isca para fisgar um ativo talvez até mais precioso: os dados de milhões e milhões de consumidores, fundamentais para a empresa ofertar produtos ainda mais rentáveis, como anúncios segmentados. Por isso, nada mais natural que os norte-americanos cacem suas bruxas. No entanto, é injusto jogar todo o peso pela fraca performance do Google Wallet no Brasil sobre as costas de Fabio Coelho e dos demais executivos no país. Mountain View – sede do Google, na Califórnia – também tem culpa no cartório. Como uma empresa que concentra mais de 95% de todas as buscas na internet no Brasil não consegue transferir uma parte expressiva deste contingente para o seu negócio de pagamentos eletrônicos? Parte desta resposta pode estar no reduzido investimento em marketing. Os norte-americanos gastaram pouquíssimo no lançamento do Google Wallet no Brasil, talvez com a crença de que sua famosa marca faria toda a diferença. No entanto, a maior razão para o fracasso da operação até o momento talvez esteja na demora da companhia em comprar mercado no país. Entre os próprios executivos do Google no Brasil, a percepção é de que já está passando da hora de os norte-americanos abrirem a carteira e adquirirem uma plataforma de pagamentos online. Depois vai tudo estourar na toca de Coelho.

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