fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
11.04.22

Metamorfose

Pelo andar da carruagem, o empresário Washington Cinel, historicamente ligado a João Doria, virou casaca. O dono da Gocil, um dos maiores grupos de segurança patrimonial do país, tem buscado apoio de empresários paulistas à candidatura de Tarcísio Freitas ao governo de São Paulo. Freitas será adversário de Rodrigo Garcia, o candidato de Doria.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.02.22

Tiroteio político na gestão da Gocil

A recente demissão de praticamente toda diretoria da Gocil – um dos maiores grupos de segurança privada do Brasil, com faturamento de R$ 1,2 bilhão -, é atribuída nos corredores da companhia a uma explosão do empresário Washington Cinel. A razia teria se dado, sobretudo, por questões de ordem política. Cinel é um notório apoiador de Jair Bolsonaro. Em meio aos preparativos para a abertura de capital da Gocil, os executivos passaram a insistir que o empresário desvinculasse sua imagem de Bolsonaro. Em conversas internas teriam relatado o desconforto de bancos e investidores em participar do IPO dada a excessiva “politização” da companhia. Foram todos limados. Procurada pelo RR, A Gocil informou que “iniciou um processo de transição na sua diretoria.”. Segundo a empresa, “as mudanças foram conduzidas de maneira planejada e não impactam as operações”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.10.15

Os moradores da mansarda da Rua México, 663

Os contendores no leilão judicial pela mansarda da Rua México, no Jardim América, realizado na última quarta-feira, às 14h45, não aparentavam estar disputando um prêmio. Pareciam velhos conhecidos, poderia se dizer até satisfeitos com quem quer que fosse o vencedor do duelo pelo belo casario, que um dia pertenceu a José Ermírio de Moraes. De um lado, Carlos Alberto Mansur, ex-controlador da Vigor e dono do Banco Industrial, irmão de Ricardo Mansur, ex-Mappin e ex-Mesbla. De outro, o dono da gigantesca empresa de segurança Gocil, Washington Cinel. A disputa foi cifrão a cifrão. Os 20 lances, boa parte na casa de R$ 100 mil, se sucediam freneticamente até que Carlos Alberto jogou a toalha – mais provável que tenha sido um lenço de seda. Cinel sacou do bolso a oferta de R$ 39 milhões, com um deságio estimado em R$ 11 milhões em relação ao valor de mercado. Continuaria morando na mansão, da qual é inquilino desde o confuso arresto dos bens de Ricardo Mansur. Tinha se tornado proprietário da sexta mais cara mansão do país, ensanduichado, em ordem de valor, por não menos controversas companhias – a sétima propriedade mais bem avaliada pertence a Paulo Maluf e a quinta a João Dória. A título de ilustração, a mansarda mais valiosa do Brasil é de Joseph Safra. Cinel virou-se para Mansur, com sua calvície luzidia pelas gotículas de suor devido à tensão, e cumprimentou o “adversário”. Jogador de polo, aristocrata paulistão, Mansur devolveu o cumprimento inabalável. Pareciam a própria antítese entre as classes sociais. Mansur e Ricardo não eram bem o que pode se chamar de unha e carne, mas estavam muito longe da beligerância existente entre Abilio Diniz e Alcides Diniz, o Cidão, só para dar um exemplo entre dois fraticidas também praticantes de polo. Mas há quem diga que estava tudo em família, inclusive com Washington Cinel. O dono da Gocil tem uma trajetória de vida bem diferente. Era cana dura da Polícia Militar. Comia e dormia no quartel. Um dia recebeu um chamado da Rede Globo de São Paulo. Um meliante queria explodir a rede de transmissão. Resolveu a parada e foi trabalhar na Globo, que virou vitrine dos seus serviços. Daí à criação da empresa de segurança foi um passo. No Tribunal de Justiça de São Paulo circula uma maldosa versão de que os Mansur e Cinel são mais que fidalgos, são parceiros em uma empresa off shore no Uruguai, a Compañia Administradora de Valores Sociedad. Cinel teria entrado no negócio com os créditos que possuía contra os Mansur na holding Barnet. Antes a mansão teria passado pela H.I.C. Hermann Beteilingunsgesellschaft e pela Market Consultoria, pertencentes às filhas de Ricardo, Paola e Marie. Por tudo que se vê, todos poderiam morar juntos em perfeita harmonia no n° 663 da Rua México.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.