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08.05.18
ED. 5862

Ciro e Gleisi trocam tapas que não doem

Não era para ser assim, mas o chumbo trocado entre Gleisi Hoffmann e Ciro Gomes tem produzido um efeito de ocupação midiática muito além do imaginado – e desejado – pela concorrência. Os adversários da esquerda chegam a considerar que melhor seria se ambos estivessem se acarinhando na imprensa. Segundo breve pesquisa, ontem, no Google, Ciro e Gleisi conseguiram triplicar o noticiário do PDT e do PT em relação às legendas da direita, noves fora assuntos relacionados à prisão de Lula, é claro.

Do lado do PT, Gleisi se auto-escalou praticamente solitária para morder o candidato do PDT, que responde de volta com farpas dirigidas à senadora. Os dois aparentemente sabem até onde podem ir. Gleisi não agride a inconstância partidária de Ciro, assim como este não alude às investigações da Operação Lava Jato sobre ela. Os outros generais do PT, Fernando Haddad, Jaques Wagner e Patrus Ananias, potenciais candidatos a presidente, estão inseridos em um script diferenciado.

Todos reiteram sua disposição de manter uma janela entreaberta para que Ciro venha a ser cabeça de chapa de uma coalizão de esquerda. Ou seja, tem conversa aí. O candidato do PDT mantém a coerência. Se Lula vier candidato, retira-se do pleito. Mas, como Lula não vem e ele tem seu próprio partido e sua candidatura é competitiva, Ciro vai tocando o bonde. A posição isolada de Gleisi, apesar do seu posto de liderança partidária, deixa mais confortável o partido para pular no barco do pedetista.

É como se a bronca fosse de Gleisi. Se bem que, como sempre, tudo dependerá quase que exclusivamente do arbítrio de Lula. O “presidente do fato” do PT já trocou mordidela com Ciro. Mas até as ruas asfaltadas que vão de São Bernardo à Av.Paulista sabem do pragmatismo de Lula, capaz de juntar José Dirceu, Roberto Requião e Paulo Maluf na mesma caçamba de alianças. Por enquanto, os puxões de orelha de Gleisi favorecem Ciro, que aproveita o atalho na mídia para ir empurrando seu discurso. Mas ele sabe que esse jogo tem cartas marcadas. Ou seja: à medida que Lula posterga a indicação do seu preferido, vai fragilizando as candidaturas da esquerda, inclusive o poste do PT. Até lá o casal 20 vai trocando tapas sem beijos.

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 O Planalto vai trocar a direção de Itaipu Binacional até dezembro. O que mais chama a atenção, neste caso, não é nem a mudança, mas a sobrevida do diretor-geral da estatal, o petista Jorge Samek, que já contabiliza sete meses de governo Temer. Longevidade, aliás, é uma das marcas do executivo. Ligado a Lula e à senadora Gleisi Hoffman, Samek está no cargo desde 2003. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Itaipu Binacional.

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