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24.03.17

Esclarecimentos relevantes sobre matéria do Postalis

A matéria intitulada “Postalis encontra mais uma carta-bomba em sua contabilidade”, publicada na edição de 21 de março, merece uma série de esclarecimentos. O RR mantém a essência da reportagem, ou seja, o fundo de pensão dos Correios reconheceu em balanço o prejuízo de R$ 65,662 milhões decorrente da compra de títulos da Galileo Educacional. Há, no entanto, contradições, causadas em grande parte pelas diferentes terminologias. Na matéria, o RR noticiou que o Postalis estava prestes a fazer a baixa contábil do investimento.

De acordo com a fonte da informação, a provisão realizada pelo fundo no balanço de 2014 não se constituía em um writeoff, não podendo, portanto, ser considerada como o reconhecimento definitivo da perda do valor aplicado. Ou seja: “provisão” e “baixa contábil” seriam procedimentos distintos. No entanto, o Postalis procurou o RR para esclarecer que o “valor de R$ 65 milhões foi integralmente reconhecido no balanço como resultado negativo de investimentos em 2014” e, segundo a instrução no 34 da Secretaria de Previdência Complementar, o título está marcado a zero. Ou seja: a fundação fez, sim, a baixa contábil do investimento nos títulos da Galileo, em 2014.

O RR cometeu dois equívocos: um na edição da matéria; outro, mais grave, devido à apuração insuficiente de uma informação passada de maneira irresponsável por uma fonte da newsletter. A primeira falha foi ter trocado as bolas em meio ao fechamento da reportagem. O RR disse que o Postalis não havia se pronunciado sobre o assunto. Não é verdade. Foi um engano nosso. O Postalis respondeu, sim, em e-mail enviado no dia 15 de março, às 18h27. E o RR contemplou todas as informações oficialmente dadas pela entidade em seu posicionamento.

Com relação à diferença de cifras sobre o valor que o Postalis teria a receber referente à remuneração dos títulos da Galileo, registramos aqui a correção. Segundo a fundação, não foram “mais de R$ 100 milhões, contando os juros”. “O valor correto a receber, contados os juros até janeiro de 2017, seria de R$ 90 milhões.” O RR faz a ressalva de que, no e-mail enviado pela assessoria do Postalis no dia 15 de março, não consta qualquer correção à cifra de R$ 100 milhões mencionada pela newsletter em mensagem anterior, de 13h39, pedindo a confirmação de números.

O RR, no entanto, se penitencia especialmente por uma informação errada que consta da matéria. Diferentemente do que foi publicado, o presidente do Postalis, André Motta, não era diretor de investimentos da entidade em 2011, quando o fundo de pensão comprou os títulos da Galileo Educacional. Segundo esclarecimento da fundação, “O atual presidente do Postalis iniciou sua gestão no Instituto em abril de 2013, à época, como diretor de Seguridade, muito depois da data mencionada (2011) e dos aportes realizados no investimento.” Comunicamos, também, que a fonte responsável por esses lamentáveis fatos está automaticamente excluída do rol de centenas de colaboradores da publicação.

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19.07.16

Retrovisor

 A Petros teria aberto uma sindicância interna para investigar irregularidades no aporte de R$ 24 milhões na Galileo Educacional, que acabou de quebrar a Universidade Gama Filho. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petros.

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04.07.16

Nova gestão do Postalis é um museu de grandes novidades

 A indicação de André Motta para a presidência do Postalis – por obra e graça do PSD, de Gilberto Kassab – é um estranho caso de meritocracia às avessas. Na condição de diretor de investimentos do fundo de pensão, cargo que ocupou até março deste ano, Motta esteve à frente de algumas das mais desastrosas – para se dizer o mínimo – operações financeiras da entidade. É o que mostra um relatório interno que circula entre os integrantes do Conselho do Postalis, ao qual o RR teve acesso. Motta é apontado como responsável pela aplicação de mais de R$ 40 milhões nas debêntures emitidas pela M.R.T. Comércio Varejista de Artigos de Vestuário, de propriedade da família Magalhães Pinto. O Postalis foi o único investidor a subscrever os papéis lançados em novembro de 2014. A debênture apresentaria atraso no pagamento de juros. Motta, segundo o relatório, foi também quem levou ao Postalis o “investimento suspeito” de R$ 68 milhões na Galileo , grupo que comprou e quebrou a Universidade Gama Filho, no Rio. Procurado, o Postalis informa que a associação com o Galileo ocorreu antes da posse de Motta na diretoria. No caso das debêntures da M.R.T, o fundo afirma que a operação cumpriu os ritos de governança e o papel está sendo honrado.  Na última quinta-feira, o Conselho Fiscal do Postalis recomendou a anulação temporária da nomeação de André Motta para a presidência. Além da relação com nebulosos investimentos que ajudaram a afundar a entidade, submersa num déficit de quase R$ 6 bilhões, o currículo de Motta carrega outras estranhezas. De acordo com o documento em poder dos conselheiros, o executivo recebeu uma indenização indevida de R$ 568.800,00 ao deixar a diretoria de investimentos. O Postalis confirma o pagamento, “a título de quarentena, conforme previsto na Lei Complementar 108. Da mesma forma, o Conselho Fiscal apura indícios de irregularidades no acordo com a corretora All Star para a contratação do seguro de vida dos participantes do Postalis. O fundo informa que a relação com a corretora “advém de gestões anteriores e antecede em muitos anos a chegada do ex-diretor André Motta.”

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