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13.11.20

Betmotion no Brasil

Após fechar parceria com o Novo Basquete Brasil, o site de apostas Betmotion, sediado em Curaçao, está em conversações para patrocinar três times de futebol do país.

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20.08.20

Clubes querem chutar Profut para 2021

Há uma articulação dos dirigentes dos grandes clubes junto ao Congresso para que a suspensão dos pagamentos do Profut – o “Refis do Futebol” – seja prorrogada até fevereiro de 2021, independentemente da evolução ou não da Covid-19. A articulação passa por Rodrigo Maia – a mudança depende de um novo projeto de lei. Maia, ressalte-se, tem se notabilizado pelas tabelinhas com os clubes: nesta semana, a pedidos, prorrogou por mais um mês a MP 984, que muda as regras para a venda dos direitos de transmissão. Os cartolas justificam o novo waiver pela necessidade de adequar os calendários do Profut e das competições de 2020 – que só terminarão em 2021. A alegação é que o atraso dos campeonatos terá forte impacto sobre o fluxo de caixa dos clubes, uma vez que a maior parte da receita de TV só será liberada em 2021.

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08.07.20

Adversário em comum

Talvez tenha sido só um chiste, mas Jair Bolsonaro chamou o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, para participar da sua tradicional live das quintas-feiras. O assunto não seria outro: a MP 984, que Bolsonaro deu de bandeja para Landim, provocando um
escarcéu na venda de direitos de transmissão de futebol.

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19.06.20

Segredos de polichinelo

  •  Que diachos levam um presidente da República, no meio da pandemia, a se preocupar com direitos de transmissão de futebol?

  • Quem será mais prejudicado pela atitude de Jair Bolsonaro?

  • Qual clube tem batido de frente com o grupo detentor dos direitos?

  •  Que Ministério acabou de ser criado e colocado no colo do genro de um empresário da mídia?

  • Que dirigente esteve com Bolsonaro na véspera da edição da MP?

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14.05.20

Clubes de futebol querem seu “Minha Casa, Minha Vida”

Além da suspensão dos pagamentos do Profut (leia-se as dívidas com a União) – conforme o RR antecipou em 22 de março –, o futebol busca um novo remédio para as dores da pandemia. Há um pleito para que a Caixa Econômica interrompa até o fim do ano a cobrança de empréstimos concedidos para a construção de estádios. Também não haveria incidência de juros sobre as parcelas postergadas para 2021.

O “Minha Casa, Minha Vida da bola” beneficiaria dois clubes: Corinthians e Grêmio – este último de forma indireta, uma vez que o financiamento está em nome da OAS. Os passivos giram em torno dos R$ 550 milhões. Consultada, a Caixa informou que “não fornece informações a respeito de operações de crédito específicas”. A maior pressão pelo waiver viria do Corinthians. A dívida do clube com a Caixa pela construção do Itaquerão começou em R$ 400 milhões e não para de crescer. Já supera os R$ 500 milhões, devido aos seguidos atrasos no pagamento das parcelas mensais, no valor R$ 5,7 milhões.c

Segundo o RR apurou, em duas ocasiões, a mais recente no segundo semestre o ano passado, a Caixa ameaçou executar a dívida e tomar o estádio. Perto da dificuldade do Corinthians, a Arena do Grêmio é até café pequeno. A OAS tem uma dívida de R$ 44 milhões com Caixa. Mas, o nervo dói diretamente no clube gaúcho. Em negociações para assumir o controle do estádio, o Grêmio é o herdeiro natural do passivo.

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29.04.20

Clubes brasileiros correm atrás do “Proer da bola”

Os grandes clubes do país negociam com o governo um amplo pacote de medidas emergenciais para atravessar a crise do coronavírus – algo como um “Proer do futebol brasileiro”. Os dirigentes pedem um prazo maior, ao menos de 180 dias, para a suspensão da cobrança de dívidas junto à União. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) já concedeu um perdão de 90 dias, a contar de 20 de março. Os clubes reivindicam também a interrupção do pagamento das parcelas do Profut até o fim do ano. Trata-se de um programa de refinanciamento de dívidas das entidades esportivas, que fatiou um passivo de mais de R$ 1,6 bilhão em 240 prestações.

Há outro pleito sobre a mesa bem mais complexo: os cartolas reivindicam que a Fazenda Nacional reconheça em definitivo a isenção tributária dos clubes de futebol no pagamento de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, com base em entendimento do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). O assunto é uma bola dividida e incandescente. Sempre que pressionada sobre esta questão, a PGFN se ampara em um emaranhado de leis e decretos conflitantes e argumenta que é necessário avaliar caso a caso, débito a débito, a partir de súmulas distintas do próprio Carf. Ressalte-se que, nos últimos anos, a Receita Federal tem feito marcação cerrada, apertando a fiscalização contra os clubes.

Em 2018, por exemplo, o Fisco arrecadou cerca de R$ 590 milhões entre os 20 times da Série A. Um ano antes, o valor não havia passado de R$ 431 milhões. O “Proer da bola” funcionaria como um “overlaping”, uma ultra- passagem para além da pandemia. Entre os dirigentes, o consenso é de que o pior está por vir. Tão ou mais preocupante do que o carry over de passivos é o montante de novas dívidas que serão contraídas por conta da crise do coronavírus. Os clubes estão asfixiados.

A Globo já suspendeu o pagamento dos direitos de transmissão dos estaduais. Não há previsão para o início do Campeonato Brasileiro e a retomada das competições continentais, jogando por terra qualquer projeção de novas receitas nos próximos meses. Com raras exceções, a Covid-19 pegou os clubes brasileiros cheios de comorbidades. Os passivos das entidades esportivas inscritos na dívida ativa da União somam R$ 5,3 bilhões. Os dez primeiros respondem por metade desse valor. Nem o Flamengo, incensado como o mais europeu dos clubes brasileiros, escapa: está em quinto no indesejável ranking, com R$ 224 milhões na dívida ativa, segundo dados da PGFN. O líder é o Corinthians, com R$ 737 milhões. A cifra, ressalte-se, não inclui os quase R$ 500 milhões que o clube deve à Caixa, referentes ao empréstimo para a construção do Itaquerão.

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07.04.20

Clubes vão ao governo pedir por apostas eletrônicas

Premido pela pandemia do coronavírus, que paralisou as competições e já atinge as cotas de TV, o futebol brasileiro joga suas fichas em Paulo Guedes e cia. Os clubes estão pleiteando que o Ministério da Economia regulamente, a toque de caixa, o mercado de apostas eletrônicas no Brasil. A lei que autoriza o desembarque dos sites de jogatina no país foi aprovada em dezembro de 2018, ainda no governo Temer, mas, desde lá, o assunto hiberna no governo.

A reivindicação dos cartolas é que a normatização para as apostas online saia até maio. Esse timing abriria caminho para que grandes empresas – a exemplo de Bet365 e Sportingbet – se instalassem no Brasil no segundo semestre, quando se espera que o futebol já tenha retomado suas atividades. Segundo o RR apurou, nesta semana representantes do clube deverão fazer uma reunião virtual com integrantes da equipe de Paulo Guedes.

De acordo com a mesma fonte, os dirigentes vão pedir também que o Ministério abra mão de receita fiscal, flexibilizando a tributação sobre as apostas. A lei é dúbia a esse respeito e abre a possibilidade de uma alíquota de 15% a 35% sobre o lucro líquido das plataformas eletrônicas. Os clubes defendem que uma mordida menor será um estímulo para o rápido ingresso dos sites.

Em meio a uma crise sistêmica sem precedentes, os clubes tentam desencavar duas novas fontes de receita. Uma delas é dinheiro direto na veia: há uma grande expectativa de que as plataformas de apostas esportivas se tornem grandes patrocinadores dos clubes brasileiros. A outra é indireta, via participação na arrecadação – a lei prevê o repasse de 2% para as entidades esportivas. As projeções (pré-Covid) indicavam um movimento financeiro da ordem de R$ 6 bilhões/ano.

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13.03.20

Coronavírus é mais uma enfermidade para o futebol brasileiro

Observatório

Por Claudio Fernandez, jornalista.

O coronavírus ameaça provocar um estrago no PIB da bola, com sérias consequências para o futebol brasileiro. Além do impacto direto com o iminente cancelamento de eventos esportivos no Brasil e a consequente queda de arrecadação, há uma ameaça tão ou mais expressiva que vem de fora para dentro do país. A paralisia do futebol europeu poderá desencadear um efeito dominó em que as últimas peças cairão nos mercados mais frágeis da indústria do entretenimento e do esporte. Uma área de risco? A próxima janela de transferências de atletas, no meio do ano.

Como tudo que diz respeito à pandemia, os desdobramentos sobre a cadeia de negócios do esporte ainda são imprevisíveis e dependem fundamentalmente de uma variável: tempo. Até quando partidas e competições do futebol europeu permanecerão suspensas? Quanto os clubes da Europa perderão em venda de ingressos e receita de TV? Qual será a resiliência dos assinantes de pacotes de pay per view no velho Continente sem transmissões esportivas? São questões que podem interferir, em menor ou maior dosimetria, no poder de fogo dos clubes europeus ao fim desta temporada. Se houver fim da temporada.

Moeda fraca, clubes em crise crônica e, portanto, com baixo poder de barganha, menor revelação de grandes talentos… Todos estes fatores têm contribuído para achatar o valor pago pelos europeus por atletas brasileiros. Além disso, a pescaria vem caindo. O número de contratações de jogadores no Brasil diminuiu nas últimas janelas de transferência da Fifa. O coronavírus pode agravar esse quadro. Com campeonatos suspensos, bilheteiras fechadas e eventual perda de receita de TV, a tendência é que os clubes da Europa recolham os flaps e sejam bem mais comedidos no meio do ano.

No ano passado, a exceção das exceções – como em quase tudo que se trata do futebol brasileiro – foi o Flamengo. O clube contabilizou R$ 299 milhões com a venda de direitos econômicos de jogadores. O valor representou 31% da receita total, um índice atípico – basta dizer que em 2018 a soma com a transferência de atletas foi de R$ 64 milhões. Talvez o Flamengo, dono da maior receita do futebol brasileiro, não alcance nem este nível em 2020.

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06.02.20

Klein Futebol Clube

Clubes de futebol do interior de São Paulo têm feito uma romaria junto ao investidor Saul Klein. Tentam beliscar também um pedacinho da fortuna de R$ 1,5 bilhão do fi lho de Samuel e irmão de Michael. Em dezembro, Saul comprou uma participação na Ferroviária, de Araraquara. Consta que já aportou R$ 10 milhões no negócio.

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23.01.20

Bola dividida no Congresso

O Senado vai votar até abril o projeto de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) que cria as Sociedades Anônimas de Futebol. Votar e aprovar, no que depender do empenho de Paulo Guedes. O ministro é adversário ferrenho de outro projeto, o do clube-empresa, aprovado na Câmara no fim de 2019. O PL abriu caminho para um novo parcelamento das dívidas fiscais dos clubes brasileiros. Na prática, mais um “Calotão Futebol Clube” na União.

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