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19.06.20

Segredos de polichinelo

  •  Que diachos levam um presidente da República, no meio da pandemia, a se preocupar com direitos de transmissão de futebol?

  • Quem será mais prejudicado pela atitude de Jair Bolsonaro?

  • Qual clube tem batido de frente com o grupo detentor dos direitos?

  •  Que Ministério acabou de ser criado e colocado no colo do genro de um empresário da mídia?

  • Que dirigente esteve com Bolsonaro na véspera da edição da MP?

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14.05.20

Clubes de futebol querem seu “Minha Casa, Minha Vida”

Além da suspensão dos pagamentos do Profut (leia-se as dívidas com a União) – conforme o RR antecipou em 22 de março –, o futebol busca um novo remédio para as dores da pandemia. Há um pleito para que a Caixa Econômica interrompa até o fim do ano a cobrança de empréstimos concedidos para a construção de estádios. Também não haveria incidência de juros sobre as parcelas postergadas para 2021.

O “Minha Casa, Minha Vida da bola” beneficiaria dois clubes: Corinthians e Grêmio – este último de forma indireta, uma vez que o financiamento está em nome da OAS. Os passivos giram em torno dos R$ 550 milhões. Consultada, a Caixa informou que “não fornece informações a respeito de operações de crédito específicas”. A maior pressão pelo waiver viria do Corinthians. A dívida do clube com a Caixa pela construção do Itaquerão começou em R$ 400 milhões e não para de crescer. Já supera os R$ 500 milhões, devido aos seguidos atrasos no pagamento das parcelas mensais, no valor R$ 5,7 milhões.c

Segundo o RR apurou, em duas ocasiões, a mais recente no segundo semestre o ano passado, a Caixa ameaçou executar a dívida e tomar o estádio. Perto da dificuldade do Corinthians, a Arena do Grêmio é até café pequeno. A OAS tem uma dívida de R$ 44 milhões com Caixa. Mas, o nervo dói diretamente no clube gaúcho. Em negociações para assumir o controle do estádio, o Grêmio é o herdeiro natural do passivo.

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29.04.20

Clubes brasileiros correm atrás do “Proer da bola”

Os grandes clubes do país negociam com o governo um amplo pacote de medidas emergenciais para atravessar a crise do coronavírus – algo como um “Proer do futebol brasileiro”. Os dirigentes pedem um prazo maior, ao menos de 180 dias, para a suspensão da cobrança de dívidas junto à União. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) já concedeu um perdão de 90 dias, a contar de 20 de março. Os clubes reivindicam também a interrupção do pagamento das parcelas do Profut até o fim do ano. Trata-se de um programa de refinanciamento de dívidas das entidades esportivas, que fatiou um passivo de mais de R$ 1,6 bilhão em 240 prestações.

Há outro pleito sobre a mesa bem mais complexo: os cartolas reivindicam que a Fazenda Nacional reconheça em definitivo a isenção tributária dos clubes de futebol no pagamento de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, com base em entendimento do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). O assunto é uma bola dividida e incandescente. Sempre que pressionada sobre esta questão, a PGFN se ampara em um emaranhado de leis e decretos conflitantes e argumenta que é necessário avaliar caso a caso, débito a débito, a partir de súmulas distintas do próprio Carf. Ressalte-se que, nos últimos anos, a Receita Federal tem feito marcação cerrada, apertando a fiscalização contra os clubes.

Em 2018, por exemplo, o Fisco arrecadou cerca de R$ 590 milhões entre os 20 times da Série A. Um ano antes, o valor não havia passado de R$ 431 milhões. O “Proer da bola” funcionaria como um “overlaping”, uma ultra- passagem para além da pandemia. Entre os dirigentes, o consenso é de que o pior está por vir. Tão ou mais preocupante do que o carry over de passivos é o montante de novas dívidas que serão contraídas por conta da crise do coronavírus. Os clubes estão asfixiados.

A Globo já suspendeu o pagamento dos direitos de transmissão dos estaduais. Não há previsão para o início do Campeonato Brasileiro e a retomada das competições continentais, jogando por terra qualquer projeção de novas receitas nos próximos meses. Com raras exceções, a Covid-19 pegou os clubes brasileiros cheios de comorbidades. Os passivos das entidades esportivas inscritos na dívida ativa da União somam R$ 5,3 bilhões. Os dez primeiros respondem por metade desse valor. Nem o Flamengo, incensado como o mais europeu dos clubes brasileiros, escapa: está em quinto no indesejável ranking, com R$ 224 milhões na dívida ativa, segundo dados da PGFN. O líder é o Corinthians, com R$ 737 milhões. A cifra, ressalte-se, não inclui os quase R$ 500 milhões que o clube deve à Caixa, referentes ao empréstimo para a construção do Itaquerão.

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07.04.20

Clubes vão ao governo pedir por apostas eletrônicas

Premido pela pandemia do coronavírus, que paralisou as competições e já atinge as cotas de TV, o futebol brasileiro joga suas fichas em Paulo Guedes e cia. Os clubes estão pleiteando que o Ministério da Economia regulamente, a toque de caixa, o mercado de apostas eletrônicas no Brasil. A lei que autoriza o desembarque dos sites de jogatina no país foi aprovada em dezembro de 2018, ainda no governo Temer, mas, desde lá, o assunto hiberna no governo.

A reivindicação dos cartolas é que a normatização para as apostas online saia até maio. Esse timing abriria caminho para que grandes empresas – a exemplo de Bet365 e Sportingbet – se instalassem no Brasil no segundo semestre, quando se espera que o futebol já tenha retomado suas atividades. Segundo o RR apurou, nesta semana representantes do clube deverão fazer uma reunião virtual com integrantes da equipe de Paulo Guedes.

De acordo com a mesma fonte, os dirigentes vão pedir também que o Ministério abra mão de receita fiscal, flexibilizando a tributação sobre as apostas. A lei é dúbia a esse respeito e abre a possibilidade de uma alíquota de 15% a 35% sobre o lucro líquido das plataformas eletrônicas. Os clubes defendem que uma mordida menor será um estímulo para o rápido ingresso dos sites.

Em meio a uma crise sistêmica sem precedentes, os clubes tentam desencavar duas novas fontes de receita. Uma delas é dinheiro direto na veia: há uma grande expectativa de que as plataformas de apostas esportivas se tornem grandes patrocinadores dos clubes brasileiros. A outra é indireta, via participação na arrecadação – a lei prevê o repasse de 2% para as entidades esportivas. As projeções (pré-Covid) indicavam um movimento financeiro da ordem de R$ 6 bilhões/ano.

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13.03.20

Coronavírus é mais uma enfermidade para o futebol brasileiro

Observatório

Por Claudio Fernandez, jornalista.

O coronavírus ameaça provocar um estrago no PIB da bola, com sérias consequências para o futebol brasileiro. Além do impacto direto com o iminente cancelamento de eventos esportivos no Brasil e a consequente queda de arrecadação, há uma ameaça tão ou mais expressiva que vem de fora para dentro do país. A paralisia do futebol europeu poderá desencadear um efeito dominó em que as últimas peças cairão nos mercados mais frágeis da indústria do entretenimento e do esporte. Uma área de risco? A próxima janela de transferências de atletas, no meio do ano.

Como tudo que diz respeito à pandemia, os desdobramentos sobre a cadeia de negócios do esporte ainda são imprevisíveis e dependem fundamentalmente de uma variável: tempo. Até quando partidas e competições do futebol europeu permanecerão suspensas? Quanto os clubes da Europa perderão em venda de ingressos e receita de TV? Qual será a resiliência dos assinantes de pacotes de pay per view no velho Continente sem transmissões esportivas? São questões que podem interferir, em menor ou maior dosimetria, no poder de fogo dos clubes europeus ao fim desta temporada. Se houver fim da temporada.

Moeda fraca, clubes em crise crônica e, portanto, com baixo poder de barganha, menor revelação de grandes talentos… Todos estes fatores têm contribuído para achatar o valor pago pelos europeus por atletas brasileiros. Além disso, a pescaria vem caindo. O número de contratações de jogadores no Brasil diminuiu nas últimas janelas de transferência da Fifa. O coronavírus pode agravar esse quadro. Com campeonatos suspensos, bilheteiras fechadas e eventual perda de receita de TV, a tendência é que os clubes da Europa recolham os flaps e sejam bem mais comedidos no meio do ano.

No ano passado, a exceção das exceções – como em quase tudo que se trata do futebol brasileiro – foi o Flamengo. O clube contabilizou R$ 299 milhões com a venda de direitos econômicos de jogadores. O valor representou 31% da receita total, um índice atípico – basta dizer que em 2018 a soma com a transferência de atletas foi de R$ 64 milhões. Talvez o Flamengo, dono da maior receita do futebol brasileiro, não alcance nem este nível em 2020.

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06.02.20

Klein Futebol Clube

Clubes de futebol do interior de São Paulo têm feito uma romaria junto ao investidor Saul Klein. Tentam beliscar também um pedacinho da fortuna de R$ 1,5 bilhão do fi lho de Samuel e irmão de Michael. Em dezembro, Saul comprou uma participação na Ferroviária, de Araraquara. Consta que já aportou R$ 10 milhões no negócio.

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23.01.20

Bola dividida no Congresso

O Senado vai votar até abril o projeto de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) que cria as Sociedades Anônimas de Futebol. Votar e aprovar, no que depender do empenho de Paulo Guedes. O ministro é adversário ferrenho de outro projeto, o do clube-empresa, aprovado na Câmara no fim de 2019. O PL abriu caminho para um novo parcelamento das dívidas fiscais dos clubes brasileiros. Na prática, mais um “Calotão Futebol Clube” na União.

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02.01.20

China abre uma fresta para o futebol brasileiro

Observatório

Por Claudio Fernandez, jornalista e editor-chefe do Relatório Reservado.

A boa nova para os mais afortunados clubes brasileiros veio da China. Ainda que por vias oblíquas, a decisão da liga chinesa de futebol de estipular um teto salarial para seus atletas pode ter um efeito colateral benéfico para o Brasil já na próxima temporada. A partir de janeiro, jogadores estrangeiros somente poderão receber até três milhões de euros, ou algo como R$ 13,5 milhões, por ano. O segundo maior PIB do mundo continuará sendo um player emergente e altamente competitivo no frenético jogo das contratações. No entanto, a fixação de limites salariais deverá esmaecer o status da China como um eldorado do mundo da bola, abrindo a possibilidade de que determinados clubes brasileiros passem a disputar com os asiáticos estrelas de razoável grandeza do futebol.

Ao longo da última década, a China uniu-se ao chamado “mundo árabe” e à Major League Soccer (MLS), dos Estados Unidos, na condição dos grandes centros futebolísticos; noves fora, logicamente, a Europa. Se o PIB chinês triplicou de 2009 para cá, o valor do “pé de obra” no país cresceu mais de 15 vezes no mesmo período. Segundo dados do site Transfermarkt.com, a soma dos direitos econômicos de todos os jogadores que disputam o campeonato do país ultrapassa os 500 milhões de euros. Em números absolutos, os 67 jogadores estrangeiros representam apenas 13,7% dos atletas inscritos. Em termos financeiros, contudo, respondem por 84% do valuation de todos os elencos.

Não por acaso, o limite salarial para os forasteiros é duas vezes e meia maior do que o imposto aos próprios atletas chineses – considerados artigo de “segunda categoria”. O novo teto salarial promete mudanças significativas nesse jogo. É aí que o futebol
brasileiro – ao menos a sua casta superior – pode se aproveitar da decisão da liga chinesa. O sarrafo fixado pelos cartolas chineses significa um salário mensal equivalente a R$ 1,125 milhão. Está longe de ser uma cifra palatável para a maior parte dos clubes que disputam o Campeonato Brasileiro, mas é algo perfeitamente factível para aqueles com receita anual acima dos R$ 600 milhões. Nove atletas que disputaram a última edição do Brasileirão recebem um salário anual superior a R$ 12 milhões, ficando muito próximos, alguns até acima, do teto estipulado pela liga chinesa, caso de Daniel Alves, do São Paulo.

O que parecia inimaginável há alguns anos desponta como bastante exequível: a tendência é que clubes brasileiros possam disputar mercado com a China, especialmente na concorrência por um perfil específico de jogador: jogadores em reta final de carreira, sejam eles brasileiros ou estrangeiros, como Paulinho, titular da seleção brasileira em duas Copas do Mundo, ou Carrasco, que disputou a Copa da Rússia pela Bélgica. A não ser que o limite anunciado nesta semana seja apenas para “chinês ver”. O teto poderá ser facilmente furado se os clubes conseguirem burlar as novas regras, escondendo remuneração salarial dentro dos valores pagos no momento da contratação ou mesmo em bônus de performance. Tudo dependerá da vontade e da capacidade dos cartolas locais em fiscalizar e inibir o “jeitinho chinês”.

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23.12.19

É muita falta do que fazer

A Secretaria Nacional do Desporto está solicitando a diversos ministérios um documento com uma manifestação formal de apoio à realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil, em 2023. Mera purpurina e um desperdício de tempo do serviço público que beira o non sense. Estranho seria se algum Ministério se manifestasse contra a candidatura do Brasil depois do sinal verde do próprio presidente Jair Bolsonaro.

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06.12.19

Sócio e estádio, uma dupla de ataque inigualável

Observatório

Por Claudio Fernandez, jornalista e editor-chefe do Relatório Reservado.

A bola não entra por acaso, já ensinou o ex-vice-presidente do Barcelona e atual CEO do Manchester City, Ferran Soriano, no título de seu mais célebre livro. Com o habitual delay em relação ao primeiro mundo na geoeconomia do futebol, o Brasil começa a flertar com o que pode vir a ser uma nova divisão de castas entre os clubes. Em meio a essa movimentação de placas tectônicas, é possível identificar com muita clareza dois fatores absolutamente inegociáveis para o êxito financeiro e competitivo de um clube. Não por coincidência, nos últimos anos os títulos das principais competições no Brasil vêm sendo divididos entre clubes que combinam um programa de sócios robusto e têm à disposição um estádio moderno, capaz de abrigar e gerar novas experiências aos adeptos.

Figuram nesse rol, destacadamente, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Grêmio, vencedores de campeonatos nacionais e/ou de Libertadores. No ano passado, Flamengo, Palmeiras e Corinthians faturaram cerca de R$ 222 milhões com bilheteria – o Grêmio tem um acordo diferente com a OAS e não fica com a receita de venda de ingressos em seu estádio. Por sua vez, os respectivos programas de sócio- torcedor renderam ao quarteto – o clube gaúcho incluído – cerca de R$ 180 milhões. Significa dizer que sócios e venda de ingressos responderam por mais de 25% do faturamento de rubro-negros, gremistas, palmeirenses e corinthianos.

Todos têm um volume de sócios estabilizado acima dos 60 mil. O número é significativamente superior à proporção que o sócio-torcedor e a bilheteria têm no faturamento dos outros seis clubes que compõem o top 10 do futebol brasileiro. Na média, essas duas rubricas respondem por pouco mais de 15% da receita de São Paulo, Cruzeiro, Internacional, Fluminense, Vasco e Atlético-MG. Desses, a exceção à regra é o Internacional, que manda seus jogos em um estádio moderno – Beira-Rio –, soma mais de 126 mil sócios, mas, nos últimos cinco anos, não tem conseguido transformar esse binômio em resultados esportivos expressivos.

Esse quadro vem se mantendo razoavelmente estabilizado há cerca de três anos, com pouca movimentação entre seus atores. Ou melhor: vinha. Em pouco mais de uma semana, o Vasco virou o ranking de sócios-torcedores de cabeça para baixo. No intervalo de sete dias, ganhou cem mil novos adeptos. De segunda-feira, dia 25 de novembro, até ontem, saiu de uma base de 33,5 mil para 150 mil sócios adimplentes. Trata-se de um salto sem precedentes na história do futebol mundial. Some-se a isso o fato de que o clube tem engatilhado um projeto para a reforma e ampliação de São Januário para 43,5 mil lugares. As obras começam no ano que vem. Ou seja: por tamanho de torcida, número de sócios e, a caminho, estádio moderno à disposição, é possível dizer que não há clube no Brasil com tamanho potencial de crescimento de arrecadação quanto o Vasco.

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