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22.01.21

Um fio desencapado em Itaipu

Há um curto-circuito diplomático em Itaipu. O RR apurou que o governo do Paraguai está exigindo que a hidrelétrica binacional repasse US$ 200 milhões para a estatal Administración Nacional de Eletricidad (Ande). Os paraguaios querem o olho por olho dente por dente. No último dia 11 de dezembro, o Conselho de Administração de Itaipu aprovou a transferência de igual valor à brasileira Furnas.

Além do dinheiro, o Paraguai reivindica os mesmos termos do acordo firmado com a estatal brasileira, com o repasse feito ao longo dos próximos 60 meses. De acordo com a mesma fonte, diante da pressão a diretoria de Itaipu já informou aos paraguaios que o pleito será analisado pelo Conselho da empresa em fevereiro. O episódio é um fio solto que já antecipa a tensão esperada para 2023, quando Brasil e Paraguai terão de renovar o Tratado Bilateral de Itaipu.

Há forte pressão política do outro lado da fronteira: os paraguaios cobram do presidente Mario Abdo Benitez uma postura mais firme nas negociações com o governo brasileiro. Ainda que o repasse à Ande venha a ser aprovado, a decisão não apagará o mal-estar causado pelo caso. O governo do Paraguai alega não ter sido consultado sobre a operação financeira. Procurada, Itaipu confirma o repasse dos recursos para Furnas. A empresa nega que o governo paraguaio não tenha tomado conhecimento prévio da operação: “Todos os repasses de verbas e investimentos, como nesse caso do convênio com Furnas, precisam ser aprovados binacionalmente”. Sobre o pleito dos paraguaios de transferência para a Ande, Itaipu limitou-se a dizer que “a mesma quantia poderá ser empregada no sistema elétrico do país vizinho”.

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12.08.19

Despedida completa

A Fundação Real Grandeza já estuda propostas pelo complexo de três edifícios em Botafogo, no Rio, sede histórica de Furnas. A estatal está de mudança para o antigo prédio da Vale, no Centro. O imóvel representa quase 3% da carteira de ativos da Real Grandeza. Consultada, a fundação diz manter “contatos com consultorias para avaliar as melhores opções em relação aos prédios”.

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19.04.18

Lava Jato investiga as elétricas relações entre Aécio Neves e Sergio Andrade

Aécio Neves tem os dois pés muito bem fincados no setor elétrico. A Polícia Federal, que já vasculhou as relações heterodoxas entre Aécio e Furnas, agora está investigando denúncias do envolvimento não convencional do senador com a Cemig. As apurações passam obrigatoriamente pelo empresário Sérgio Andrade e pela associação entre a Andrade Gutierrez e a estatal mineira. A operação é a peça-chave do quebra-cabeças.

Há suspeitas de transferência de recursos da Cemig em benefício de Aécio a partir justamente da entrada da empreiteira no capital da distribuidora. Uma parcela do dinheiro teria sido destinada para financiar, irregularmente, campanhas eleitorais do senador e de aliados do PSDB. A Polícia Federal garimpa contratos com fornecedores e parcerias com terceiros realizadas pela Cemig entre 2009 e 2011 – não por coincidência, um ano antes e um depois do ingresso da construtora no seu capital. A PF investiga também outras pontas no relacionamento entre Aécio e Sergio Andrade.

É o caso da participação da Andrade Gutierrez no consórcio que ganhou a licitação para a construção da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro, em 2007. Delatores da Lava Jato já relataram o pagamento de propina a Aécio referente ao contrato de R$ 2 bilhões. No fim de 2009, a Andrade Gutierrez assumiu uma dívida de R$ 2,11 bilhões da AES com o BNDES. Em troca, recebeu dos norte-americanos o equivalente a 32,96% do capital votante da Cemig, ações que haviam sido dadas como garantia ao banco de fomento.

À época, Aécio Neves foi mais do que um entusiasta da associação. Usou toda a sua influência como governador de Minas Gerais para garantir o intrincado acordo e a presença da construtora no capital da distribuidora de energia. Para Aécio, tinha de ser a Andrade e ponto. A rigor, ressalte-se, o negócio só viria a se consumar efetivamente em junho de 2010, quando ele já havia se desincompatibilizado do cargo de governador para concorrer ao Senado.

No entanto, o acordo entre Andrade Gutierrez, AES e BNDES foi fechado em 22 de dezembro de 2009, quando Aécio ainda estava no governo. A operação transformou Sergio Andrade em um minoritário peso-pesado da distribuidora. Ele passou a ter voz não só na condução da estratégia de negócios da Cemig, mas em questões capitais como política de distribuição de dividendos, parcerias operacionais, contratos com terceiros. A dobradinha Aécio/Sergio Andrade se espraiava também sobre a Light, controlada pela estatal mineira. Uma fonte da distribuidora fluminense ligada a Jerson Kelman, que comandou a empresa entre março de 2010 e agosto de 2012, afirma que era perceptível a influência de Aécio junto a acionistas da companhia.

Kelman,B por sinal, deixou a presidência da Light por conta de divergências com executivos indicados pela Cemig e pelas tentativas da companhia mineira de interferir na gestão da controlada. O RR entrou em contato com os citados. A Polícia Federal informou que “não se manifesta sobre investigações em andamento”. A assessoria de Aécio Neves diz que “a entrada da Andrade Gutierrez como sócia da Cemig não guarda nenhuma relação com o governo de Minas e, por extensão, não guarda nenhuma relação com o senador”.

Ressalta também que “a Andrade Gutierrez comprou as ações da Cemig diretamente do BNDES. Foi, portanto, uma negociação com o governo federal, à época administrado pelo PT”. Ainda de acordo com a assessoria de Aécio, “Quando a Andrade Gutierrez se tornou sócia da Cemig (em junho de 2010), o senador não era mais sequer governador do estado (março de 2010). Portanto, não poderia ter qualquer relação com a operação”. A Cemig não quis se manifestar sobre o assunto. O RR fez também seguidas tentativas de contato com a Andrade Gutierrez até depois do horário estipulado para o fechamento desta edição. O último e-mail para a assessoria da construtora foi enviado às 19h08, seguido de um recado telefônico. No entanto, a empresa não retornou.

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28.08.17

Viúvo de Furnas

Mesmo antes da privatização da Eletrobrás virar realidade, Aécio Neves já se sente viúvo de Furnas. É um longo relacionamento que pode estar chegando ao fim.

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08.08.17

Bola entre as pernas do “Baixinho”

O senador Romário tem se referido ao diretor de administração de Furnas, Júlio Cesar Andrade, de “traidor” para baixo. O “Baixinho” o deixou na cara do gol para assumir a cadeira na estatal. Agora, que está cotado para subir um degrau e sentar na cadeira de presidente de Furnas, Andrade virou as costas para o antigo padrinho. Recusa-se, inclusive, a apoiar a indicação de David Antonio Moreira, aliado de Romário, para a diretoria da empresa.

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27.06.17

E o vento levou o contrato da Weg

O cancelamento dos projetos de energia eólica de Furnas doeu no bolso dos controladores da Weg. A empresa estava prestes a assinar contrato com a subsidiária da Eletrobras para o fornecimento de 160 geradores em 2018 e 2019, ao valor de R$ 1,6 bilhão. O pior: a Weg não trata o episódio como fato isolado. Já trabalha em um plano de contingência para o esperado aumento da sua capacidade ociosa. O Brasil tem hoje um excesso de energia – resultado da economia em frangalhos. No setor, já se dá como certo, inclusive, que a Aneel ficará por um bom tempo sem realizar novos leilões de energia eólica.

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09.06.17

Furnas: próximos capítulos já estão escritos

A operação “Barão Gatuno” deflagrada quinta-feira (08/06) em Furnas foi um cartão de visitas. Segundo fonte do Ministério Público, o lobista Fernando Hourneaux de Moura negocia com a força-tarefa da Lava Jato uma nova rodada de depoimentos, na qual promete esmiuçar no detalhe do detalhe o esquema de corrupção na estatal. Sua metralhadora aponta na direção de Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas, que ontem foi alvo de condução coercitiva. Atirar em Dimas, como se sabe, significa acertar Aécio Neves. Hourneaux, é bom que se diga, tem interesse redobrado em abrir seu baú de memórias, para evitar a anulação do seu acordo de delação. O lobista confessou ter omitido do juiz Sergio Moro sua relação com José Dirceu. Só não foi preso novamente por conta de um habeas corpus concedido pelo STF.

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11.05.17

Andrade Gutierrez é entrave à venda da Usina de Santo Antônio

Os demais acionistas da Usina de Santo Antônio estão convictos de que as duas vozes contrárias à venda da hidrelétrica, na verdade, são uma só: a da Andrade Gutierrez. Na condição de sócia da Cemig e detentora de uma espécie de golden share invisível desde os tempos de Aécio Neves/Antonio Anastasia, a empreiteira estaria pressionando a estatal mineira a também recusar a oferta da chinesa State Power Investment Company (SPIC) pelo controle da geradora. Os asiáticos avaliaram a usinaem cerca de R$ 8 bilhões. Segundo fonte que participa da negociação, a Andrade Gutierrez não fecha negócio por menos de R$ 10 bilhões. A Cemig, que, a princípio, era favorável à proposta, subitamente também teria recuado. Consta, inclusive, que os representantes da distribuidora não teriam participado das últimas reuniões com a SPIC. Sem a unanimidade, a venda não sai, para irritação do comando de Furnas, principal acionista da hidrelétrica e maior interessada na operação.

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05.04.17

O artilheiro de Furnas

Os colegas de Furnas só se referem ao novo diretor de Administração da estatal, Julio Cesar Andrade, como “Peixe”, uma alusão a Romário, responsável pela nomeação.

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31.03.17

Nos corredores de Furnas…

Há um ex-ouvidor de Furnas soltando o verbo na Lava Jato. Nos corredores da estatal comenta-se que mais gente da ouvidoria vai abrir o bico.

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