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24.02.21

Ponta do lápis

A saída da Ford do Brasil vai deixar um buraco da ordem de R$ 400 milhões/ano na Bahia. Segundo fonte do governo baiano, esse é o valor que a fábrica da montadora em Camaçari gera para o estado em impostos diretos e indiretos.

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09.02.21

Tapa-buraco

O governador da Bahia, Rui Costa, tenta agendar uma audiência com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. Em pauta, a tentativa de Costa de atrair uma montadora chinesa para assumir a fábrica da Ford em Camaçari.

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01.02.21

Ninguém enxerga que a indústria está morrendo?

O RR apurou que a Secretaria do Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia monitora, com preocupação, a situação da Audi no país. O receio é que a montadora alemã seja a próxima a encerrar sua produção no Brasil. Os movimentos recentes reforçam essa percepção. Em dezembro passado, a empresa suspendeu a fabricação do A3 Sedan, único modelo que era montado na unidade de São José dos Pinhais (PR). Ouvida pelo RR, a Audi foi diplomática. Afirmou que estuda um novo modelo para ser produzido no Brasil. Diz ainda que “boa parte dessa decisão passa pela definição do que irá ocorrer com os créditos de IPI acumulados durante os anos de Inovar Auto, que não foram integralmente devolvidos”.

O RR, contudo, reitera que a empresa estuda cair fora do país. Caso atravesse a porta de saída, a Audi se juntará a Ford, Ford Caminhões, Roche, Eli Lilly, Sony, Mercedes-Benz e Nikon, empresas que encerraram suas atividades industriais no Brasil desde o início do governo Bolsonaro. Diante do crescente êxodo de multinacionais, talvez tenha chegado a hora de rever o “super” Ministério da Economia. A “sub-pasta” da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, colocada sob o guarda-chuva de Paulo Guedes tornou-se um apêndice menor e ineficaz, com graves reflexos para a economia, geração de empregos, retenção de talentos e mesmo estímulo à educação mais sofisticada no país. Com Guedes não vai haver policy para o segmento. O ministro despreza qualquer tipo de política industrial. Há uma bifurcação de motivos para esse “bye, bye, Brazil”.

De um lado, existe uma variável estrutural: o elevado Custo Brasil, uma questão que exige tempo para ser equacionada. Por outro, há um forte componente conjuntural. A gestão Bolsonaro não acena com PIB crescente, aumento de investimentos e muito menos incentivos – que não precisam, necessariamente, ser fiscais. O Chile, por exemplo, exige o compromisso de permanência de uma empresa por 10 anos para a concessão de benefícios. Por aqui, o governo Bolsonaro adota a política do “cada um por si”.

O BNDES hoje é tudo: estruturador de operações financeiras, adviser de privatizações, trem pagador do Tesouro, menos banco de fomento. Paulo Guedes diz que a indústria está crescendo. Como de hábito, ergue suas verdades sobre um terreno arenoso. Esse crescimento ao qual ele se refere se deve a três variáveis. Em primeiro lugar, a base de comparação usada – o mês imediatamente anterior – é baixa. Em novembro de 2020, a atividade industrial avançou 1,2% em relação a outubro. Por esse critério, foi a sétima alta consecutiva. No entanto, quando a comparação se dá com o mesmo período em 2019, foram 10 meses seguidos de baixa. Apenas em outubro e novembro de 2020 a indústria voltou a crescer frente aos mesmos meses no ano anterior.

Além disso, o auxílio emergencial e as políticas de cobertura de pagamento de salários dos trabalhadores durante a pandemia tiveram um impacto positivo circunstancial. Ressalte-se ainda o divórcio de boa parte dos brasileiros com as regras sanitárias: mais da metade da população determinou, com o apoio do presidente Bolsonaro, que o isolamento não precisava ser cumprido, o que antecipou a retomada da economia – ao custo de milhares de mortos a mais. Hoje, a indústria de transformação responde por 11% do PIB, o menor nível desde 1947. Há estimativa que chegue a 9% em 2024.

Segmentos vitais vão recuar ainda mais. A formação bruta de capital fixo deve cair 2,3% no quarto trimestre de 2020 em comparação com o terceiro, segundo projeção do Boletim Macro do Ibre-FGV. A construção civil, que tem peso no cálculo do PIB industrial, deu um piparote em dezembro, com a maior utilização de capacidade operacional desde 2014. Mas, a previsão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção é de uma queda de 2,8% do PIB do setor em 2020. Esse cenário provoca efeitos colaterais que podem demorar anos para serem curados. Há uma crescente exportação de talentos no país, notadamente para países como Estados Unidos, Alemanha e Suécia. São profissionais de alta formação que potencialmente teriam de ser absorvidos pela indústria nacional. E daí.

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28.01.21

Tamanho do estrago

Informação entreouvida pelo RR nos corredores da Associação Brasileira dos Distribuidores Ford: cerca de 120 dos 283 revendedores da marca deverão fechar as portas até o fim do ano. O restante tentará sobreviver migrando para a rede autorizada de outra montadora.

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14.01.21

Todos odeiam a Ford

Se há um parlamentar que quer ver os dirigentes da Ford pelas costas é o senador Otto Alencar (PSD-BA). Entre seus pares da bancada do Nordeste, Alencar foi um dos que mais se empenhou, no ano passado, para que a fábrica da companhia em Camaçari (BA) recebesse incentivos do regime automotivo Rota 2030. Antes disso, as estradas do senador e da Ford já haviam se cruzado. Alencar era o governador da Bahia quando a empresa se instalou no estado. À época, recebeu incentivos da ordem de R$ 800 milhões.

O telefone de Olívio Dutra não para desde a última segunda-feira. O ex-governador gaúcho tem sido festejado por velhos companheiros de PT por ter peitado a Ford, em 2000, quando brecou incentivos que haviam sido concedidos por seu antecessor, Antonio Britto. 16 anos depois, o STJ mandou a montadora devolver R$ 216 milhões ao estado.

 

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12.01.21

Ford deixa vários corpos pelo caminho

Ao encerrar sua produção no Brasil, a Ford provocou um atropelamento coletivo. A companhia criou um problema para todas as montadoras instaladas no país, dando combustível de sobra àqueles que defendem o corte de incentivos para o setor – a começar pelo ministro Paulo Guedes, atavicamente contrário a renúncias fiscais. A própria Ford recebeu aproximadamente R$ 20 bilhões em benefícios tributários no país desde 1999, ou seja, uma média de quase R$ 1 bilhão por ano. Em troca, vai deixar cinco mil trabalhadores sem emprego. Como toda tragédia embute seu próprio humor, com a Ford não poderia ser diferente. O anúncio dos norte-americanos ridicularizou a Anfavea. A Ford divulgou o fechamento de suas fábricas no país no mesmo dia em que o presidente da entidade, Luiz Carlos de Moraes, estampou a página do jornal Valor Econômico, com a previsão de aumento de 15% nas vendas de automóveis em 2021. Ficou parecendo que Moraes foi o último a saber da drástica decisão de uma das associadas da Anfavea. A decisão da Ford terá desdobramentos sobre todos os setores da economia, devido à capilaridade da sua cadeia de produção. Poderá
impactar também nos juros e no câmbio. Foi um strike.

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06.11.20

Batendo na porta

A construtora São José já tem dois fundos de real estate internacionais dispostos a se associar ao projeto de construção de um parque logístico e industrial no terreno onde está a fábrica da Ford em São Bernardo dos Campos, comprado por R$ 560 milhões.

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05.10.20

O cavalo de pau da Ford…

O presidente da Ford na América do Sul/Brasil, Lyle Watters, virou persona nom grata na bancada nordestina no Congresso. Para os parlamentares a montadora sorrateiramente esperou o lançamento do programa de incentivos Rota 2030, em agosto, para só, depois, anunciar o plano de demissões voluntárias na fábrica de Camaçari (BA).

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30.09.20

Roda presa

Entre os dirigentes das quatro grandes montadoras do país – Volkswagen, Fiat, GM e Ford – sobram críticas à performance do presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, nas tratativas com o governo para obter um pacote de ajuda ao setor. Nas palavras de um dos grandes executivos do setor, “mais um pouco e nós é que vamos ter de pagar ao BNDES”. O RR acha que há um quê de injustiça na avaliação do trabalho de Moraes. Mais fácil a pandemia acabar do que convencer Paulo Guedes a conceder qualquer tipo de subsídio.

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31.07.20

Real estate

Grandes fundos internacionais, como a GLP, de Cingapura, têm procurado a construtora São José. O objeto de interesse é o parque logístico e industrial que a empresa pretende instalar no terreno da antiga fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, comprado por R$ 550 milhões.

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