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13.05.20

Centrão manda as primeiras faturas para Bolsonaro

  •  Além do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) negocia com o Palácio do Planalto o comando da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do São Francisco). É o tíquete de partida para o apoio do PP ao governo Bolsonaro. O FNDE tem orçamento de R$ 2 bilhões. A Codevasf é mais modesta: R$ 740 milhões. Mas, oferece uma bonificação: razoável exposição com a inauguração de obras no Nordeste, algo valioso em ano de eleição.
  • A Casa da Moeda está sobre o balcão de prebendas do Palácio do Planalto. O PTB, de Roberto Jefferson, tenta emplacar Alexandre Cabral no comando da empresa. Curiosamente, Cabral presidiu a Casa da Moeda na gestão Temer e perdeu o cargo no início do próprio governo Bolsonaro. Eram outros tempos e o PTB, na ocasião, não  fazia falta. Se consumada, a troca será uma derrota de Paulo Guedes, que indicou o atual no 1 da estatal, Eduardo Zimmer Sampaio.
  • O Banco do Nordeste também pode ter seu “Vale a pena ver de novo”. Nelson de Souza, que presidiu a instituição entre 2014 e 2015, está cotado para retornar ao cargo. Por obra e graça do deputado Arthur Lira (PP-AL).

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17.04.19

Ministério da Educação vira área de risco no governo Bolsonaro

A julgar pelo cartão de visitas de Abraham Weintraub, o Ministério da Educação deverá ser um imbróglio permanente na gestão Bolsonaro. Ao reger uma dança das cadeiras na Pasta, o novo ministro já começa o jogo como se estivesse deixando uma herança pesada para o governo. O caso mais agudo nesta direção é a iminente mudança no comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Segundo informação que circula no próprio Ministério, o nome cotado para o posto é o de Rodrigo Sergio Dias, ex-presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Atualmente na diretoria da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Dias carrega um currículo marcado por fatos controversos. Investigações do TCU o apontam como um dos responsáveis por supostas irregularidades que teriam gerado prejuízo de R$ 7,7 milhões à Funasa, notadamente por meio da contratação de uma empresa de tecnologia. Em relatório de julho de 2018, a CGU também identificou “graves impropriedades” em sua gestão, entre quais “direcionamento na escolha de vencedores” de uma licitação na Fundação.

O comando do FNDE é um cargo central no Ministério da Educação: o Fundo movimenta aproximadamente 80% do orçamento da Pasta. Estão sob sua jurisdição o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), as licitações de livros didáticos, o repasse de verbas para a compra de merenda escolar, entre outras atribuições. Ao apagar das luzes do seu governo, Michel Temer indicou Rodrigo Dias para a diretoria da Anvisa. Sua possível nomeação deflagrou protestos de servidoras da própria Agência, uma vez que ele responde a uma ação penal, acusado de agressão à ex-mulher. Dias, então, foi parar na CPTM, indicado pelo primo Alexandre Baldy, secretário de Transportes de São Paulo. Esperase que a Abin, a Casa Civil e demais instâncias responsáveis por escanear a vida pregressa de indicados a cargos no governo estejam cumprindo seu papel. Olhando-se para as indicações antecedentes da gestão Bolsonaro, não parece que isso esteja acontecendo.

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