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04.08.20

Três letras que fazem o chão tremer

A candidata da oposição à presidência da Firjan, Ângela Costa, contratou um tanque panzer para conseguir o seu intento. A agência de comunicações FSB, um potentado do setor, é uma especialista em dar nó em pingo d’água enlameado. A lama da citação não tem nada a ver com a Firjan; só qualifica a competência mais específica dos sujeitos. A FSB esteve ao lado de praticamente todos os investigados e encarcerados no Lava Jato. Chegou a ser muito combatida por prestar serviços por 10 anos às gestões de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, alternando a inexistência de contratos com documentos mais “espertos”. Era a contratada dileta do chefe do gabinete civil de Cabral, o inefável Regis Fichtner. Diga-se de passagem que a FSB inaugurou a era de assessoria do governo inteiro. Um bombom. Os caras são bons, indiscutivelmente, mas dão medo com suas “práticas eficientes”.

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14.01.20

Falta um backlog de projetos

Observatório

Por Daniel Valente, economista e estudioso das políticas corporativas e de entidades patronais.

As entidades empresariais, notadamente as da indústria – Fiesp, Firjan, Fiergs –, têm alguma tradição de apresentar relatórios ao governo sobre potenciais investimentos que poderiam ser realizados nos seus estados. Em coluna recente aqui no Observatório, elogiei a iniciativa da Casa Firjan nessa direção. Entretanto, identificar oportunidades tornou-se uma medida insuficiente. Muitas vezes equivale a mostrar uma praia vazia e dizer: olha, ali tem tório, césio e vermiculita; fique à disposição para explorar. O que fica faltando mesmo é a apresentação do projeto completo – engenharia, business plan, projeto financeiro etc. –, em especial na área de infraestrutura. O Brasil não tem um backlog de projetos.

A palavra greenfield pode ser confundida com grife de camisa ou outro artefato qualquer. E os poucos projetos que estão estruturados encontram-se dispersos. Não há um banco de dados de empreendimentos de infraestrutura  no qual o investidor estrangeiro pudesse consultar a seu bel-prazer sobre projetos detalhados em logística, telemática, energia e saneamento. As entidades empresariais poderiam cumprir esse papel de mastigar para o capital estrangeiro cada um dos investimentos. Em princípio, isso caberia às agremiações da indústria. Mais idealmente participariam todas as federações e confederações de porte. Essas entidades criariam um fundo de consultoria de projetos, com o objetivo de detalhar as oportunidades identificadas.

A China tem um banco de dados de empreendimentos com mais de cinco milhares de plantas prontas para o investidor. O fundo poderia ter uma reserva de recursos para elaboração de projetos em estados de menor atratividade. E representaria o ingresso definitivo das entidades empresariais na engenharia de negócios. Além de forte suporte ao governo, seria ferramenta para roadshows e ações de diplomacia empresarial. E uma parceria com o BNDES não deveria ser descartada. Por que não? O BNDES transformando-se prioritariamente em banco de projetos, e as entidades patronais como contribuintes e gestora do fundo responsável pelo desenho das plantas e organização do banco de dados. Não adianta ficar acenando para o capital estrangeiro se não se tem nada pronto para entregar a ele.

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