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13.12.21

Novo aumento do compulsório entra na mira do Banco Central

O Banco Central elegeu mais um item no seu cardápio de medidas anti-inflacionárias, em 2022: o aumento do recolhimento compulsório sobre os depósitos bancários. Na verdade, a receita já foi servida como tira-gosto neste final de ano, com a elevação de 17% para 20% no recolhimento. Vai vir mais por aí.

O RR deu uma passeada pelo BC e auscultou que o percentual deverá chegar a 30%, em 2022, portanto acima do nível pré-pandemia. O BC não é dos maiores fãs dessa medida, porque ela causa efeitos colaterais negativos sobre o mercado financeiro. Os bancos detestam o recolhimento. Mas a autoridade monetária sabe que hora não é para pruridos.

O recolhimento dos depósitos tem impacto restricionista sobre a atividade e, sim, pode contribuir para a redução da carestia, mesmo produzindo uma ferida no tecido social. Talvez a medida permita fazer um blend com a Selic, de forma a evitar uma subida maior das taxas de juros. Esta última é uma iniciativa mais eficiente de com- bate à inflação, mas pode matar o paciente, ou seja, o emprego e a renda do cidadão comum, notadamente os mais pobres.

A combinação de ambas é munição calibre 12, recomendada somente quando a instabilidade fiscal e política do país chega a um nível crítico. Para o BC é aonde chegamos. Um ponto importante: a ver como a nova regra vai recair sobre as fintechs. Aí, sim, será a hora da onça beber água. Quer dizer, vai ser possível tirar a teima de quem é fintech, quem é banco, quem é banco de oportunidade ou outra instituição do mercado financeiro ainda sem classificação.

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10.12.21

O dia em que o Nubank virou banco

O mercado abriu champanhes comemorando o IPO do Nubank, na última quarta-feira, como o de maior valor de um “banco” da América Latina. Não é bem assim. O Nubank não é um banco, mas um animal híbrido entre a fintech e qualquer outra coisa financeira. Mas, na hora do IPO, vira banco. São dois pesos e duas medidas: parafraseando Nelson Rodrigues, o Banco Central anuncia há mil anos antes do nada a regulamentação das fintechs e instituições derivativas. Reconhece que, como está hoje, existe uma assimetria grave na competição. A questão é que o BC mostra duas caras: ao mesmo tempo em que constata um desequilíbrio regulatório, considera essa desigualdade ampliadora da concorrência. Ora, todo mundo já sabe que os compromissos de Bradesco, Itaú, Santander e Safra, para dizer somente os que carregam uma maior responsabilidade social – agências, funcionários diretos e indiretos, fornecedores etc -, são imensamente superiores aos desses “bancos” de dois andares e 30 pessoas. Com essa assimetria, ressalte-se ainda, o BC está produzindo novos bilionários com IPOs de “bancos de festim”. Gerar valuation não é tudo nesse mundo. Se for, estamos todos lascados.

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15.10.20

Reta final

As fintechs são só fintechs. O empresariado emergente desse setor parece não ter interesse em se posicionar sobre temas como democracia, desenvolvimento e inclusão social. Pena. Se alguém os viu opinarem sobre esses assuntos, por favor avisem ao RR.

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Estará em pauta amanhã a posição do governo, do presidente Bolsonaro e dos presidentes da Câmara e do Senado acerca da taxação da energia solar, em estudo pela Aneel.

Tema trará dubiedades já que, por um lado, a oposição do presidente à cobrança de impostos sobre o setor, em si, é bem vista pela mídia e pela opinião pública; por outro, imagem de intervenção em agência reguladora causa desconforto e incertezas no mercado e entre analistas econômicos.

Nesse âmbito, a grande questão, amanhã, será o grau da intervenção. Se passar a ideia de solução negociada, no âmbito do Congresso Nacional e sem desautorizar a Aneel, tema pode caminhar para pacificação.

Ao mesmo tempo, haverá espaço para a Agência:

1) Por viés mais positivo, no que se refere à bases para a consulta pública em questão, lembrando-se que a decisão ainda não foi tomada;

2) Pelo aspecto negativo, com discussão sobre composição e histórico de decisões. Hoje, por exemplo, alguns analistas indicaram parcialidade pró-empresas em resoluções de agências regulatórias, ainda que exemplos utilizados se refiram menos à Aneel do que a outras instituições, como a Agência Nacional de Saúde (ANS).

O preço do petróleo

Também na área de energia, terá destaque amanhã o resultado de reunião, hoje à tarde, entre o Ministério de Minas e Energia e entidades do setor de petróleo e gás para discutir impactos da crise entre EUA e Irã sobre o preço dos combustíveis.

Tema tem impactos muito superiores aos da energia solar, mas, no momento, parece mais pacificado. Preços não dispararam e indicação do presidente, de não intervenção, conta com forte apoio da mídia. Cenário internacional, no entanto, permanece instável.

Jornalistas em extinção

Já no que se refere a relações com os grandes veículos da Imprensa, mesmo com atritos constantes já parcialmente precificados, nova declaração do presidente afirmando que jornalistas são “espécie em extinção” transbordará do noticiário de hoje para o de amanhã. Entrará no rol de ameaças à liberdade de expressão na avaliação de articulistas.

Nubank vai às compras. E grupo chinês chega ao Brasil

Setorialmente, Nubank estará em foco – positivo – amanhã, após aquisição, hoje, da consultoria Plataformatec. Haverá espaço para bons resultados e forte crescimento da empresa, bem como para a transformação que está levando ao setor bancário – e possíveis adaptações e/ou interesse que imporá aos grandes players. Outro aspecto que tende a ganhar corpo é o crescimento de fintechs no país.

Ainda na área, alimentará o noticiário, amanhã, a abertura de banco, no Brasil, do grupo XCMG, um dos maiores fabricantes de maquinário pesado da China, para financiar o setor de máquinas para infraestrutura.

Do Iraque às crises na América Latina

Na política internacional, haverá desdobramentos, amanhã, sobre crises institucionais – em diferentes graus – na Venezuela e no Chile, mas os próximos passos no enfrentamento entre EUA e Irã continuarão a galvanizar os interesses. Cenário tem forte carga de imprevisibilidade, mas as atenções, amanhã, tendem a se voltar para possível retirada de tropas americanas do Iraque – e as consequências geopolíticas que a medida teria.

As projeções para o mercado de trabalho e setor automotivo

Saem amanhã o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), ambos da FGV, e a Produção e Venda de Veículos, da Anfavea, todos referentes ao mês de dezembro de 2019.

Acerca do IAEmp e do ICD, interessa observar se há continuidade ou reversão do cenário de lentidão na gradual recuperação do mercado de trabalho. Até novembro, o Indicador Antecedente de Emprego apresentava virtual estabilidade em médias móveis trimestrais pelo segundo mês consecutivo, enquanto o Indicador de Desemprego mostrava salto de 3,1 apenas no mês, voltando a ficar acima dos 95 pontos.

Já os dados sobre produção e venda veículos darão a medida final do setor para 2019. Apesar de queda acentuada em novembro sobre outubro (respectivamente de 21,2% e de 4,4%), números para o ano apresentavam crescimento (2,7% na produção e 8,3% nas vendas). Há expectativa de que o balanço de dezembro seja positivo, com avanço em ambos os índices, na casa de 2% e 7%. Já exportações devem fechar o ano com panorama de queda acentuada, em boa parte devido à crise na Argentina. Recuo acumulado até novembro foi de 33,2%.

Os EUA e a União Europeia: Balança Comercial, Indústria e Varejo

Internacionalmente, serão divulgados amanhã:

1) Nos EUA, a Balança Comercial e as Encomendas à Indústria de novembro e o PMI de Não Manufaturados para dezembro. Espera-se recuo de US$ 47,2 para US$ 43,8 a US$ 43 bilhões no déficit, com aumento de US$ 207 para 208 bilhões nas exportações e diminuição de US$ 254 para US$ 251 bilhões nas importações. Apesar de variações, não haveria alteração de tendência.

Já nas Encomendas da Indústria, projeção de queda significativa, da ordem de 0,8%, após crescimento de 0,3% em outubro; enquanto a PMI de Não Manufaturados deve trazer avanço, de 53,9 para 54,2 a 54,5.

2) Na União Europeia, Inflação de dezembro, para a qual se espera de estabilidade em 1% a crescimento até 1,3%, e Vendas no Varejo de novembro, com projeções de crescimento entre 0,6% e 0,7%, revertendo queda de 0,6% em outubro.

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14.10.19

As trincheiras do PSL: Blitzkrieg ou guerra de atrito?

Termômetro

Continuará em pauta amanhã o embate interno no PSL. Questão está muito em aberto, dado que o presidente Bolsonaro inúmeras vezes age em rompantes. Isso posto, a tendência é de que os grupos já formados cristalizem suas posições nesta terça. E esperem para ver quem pisca primeiro.

“Bolsonaristas” vão cobrar a apresentação de uma prestação de contas das atividades do partido ao longo dos últimos 5 anos. A ideia será de colar na direção do PSL, representada por Luciano Bivar, a imagem de falta de transparência. Ou, no limite, de práticas condenáveis na distribuição de verbas do fundo partidário. Como bônus, buscarão se descolar de denúncias contra esquema de laranjas na agremiação.

Já os parlamentares fiéis a Bivar devem utilizar, essencialmente, três estratagemas: 1) Poupar Bolsonaro e atacar seus filhos, aproveitando-se de rejeição parcial que sofrem dentro do próprio núcleo duro do presidente, inclusive nas redes sociais; 2) Insistir em que insatisfeitos podem sair do PSL sem punições, desde que abram mão do fundo partidário; 3) Indicar, mais concretamente, aproximação com nomes como o do governador Wilson Witzel.

No campo do presidente, liderança virá dos filhos. Com estratégia nas redes comandada por Carlos Bolsonaro e articulação no Parlamento por nomes como a deputada Carla Zambelli e o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo. Já entre opositores, nome mais forte parece ser o do Major Olímpio.

O Parlamento em foco

Estará em foco, amanhã, a votação no Senado da cessão onerosa de leilão do pré-sal, marcado para novembro. Expectativa é de que o projeto seja aprovado, o que abriria caminho para votação da reforma da Previdência em segundo turno na Casa, semana que vem.

No entanto, vale atenção. Governadores das regiões Norte e Nordeste mantiveram, nos bastidores, críticas à repartição dos dividendos do leilão, fechada na semana passada, na Câmara. Não se pode descartar, amanhã, alguma iniciativa de última hora no Senado, onde são mais fortes. E movimentações do PSL, ainda que mantenha apoio ao presidente, são a cada dia mais incertas.

Em caráter incipiente, mas ainda assim um risco a ser levado em conta amanhã, estará o debate sobre a reforma da Previdência Militar. Governo não conseguiu aprovar o projeto diretamente em comissão, e detalhes começam a ganhar corpo na mídia, de forma muito negativa. Se alguém acender o fósforo no Congresso, o incêndio político pode ocorrer rapidamente.

A batalha da segunda instância

Prisão após condenações em segunda instância será votada quinta-feira no STF, mas o tema avançará fortemente tanto na mídia quanto no mundo político e jurídico, amanhã. Primeira cartada será dada por parlamentares ligados à Lava Jato. O deputado Alex Manente (Cidadania) conseguiu, com apoio do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini (PSL), pautar o tema na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), nesta terça.

Objetivo é aprovar a prisão após condenação em segunda instância na CCJ antes que o assunto seja votado no STF, pressionando o Tribunal. Mas haverá forte resistência não somente da oposição como muito provavelmente de todo o bloco do Centrão e do próprio Rodrigo Maia – ainda que nos bastidores. A conferir o resultado.

Fintechs em alta

Pode sair já amanhã Medida Provisória construída pelo Ministério da Economia para estimular o microcrédito. O objetivo é tornar mais fácil a concessão desse tipo de financiamento, abrindo o mercado a novos players. As Fintechs serão diretamente beneficiadas – e terão valorização.

Percepção empresarial na Europa e nos EUA

Em dia de poucos indicadores econômicos no Brasil, destaque nesta terça para os seguintes levantamentos internacionais:

1) Percepção Econômica ZEW de outubro, na Alemanha. O índice, que mede o estado de ânimo dos investidores alemães, melhorou um pouco em setembro, mas tem se mantido abaixo de zero (o que indica pessimismo) desde abril. Espera-se recuo em outubro, de –22,5 para –27. Reflexo de falta de confiança na economia não somente da Alemanha como da Zona do Euro;

2) Percepção Econômica ZEW de outubro, na Zona do Euro. Situação similar a da Alemanha, com prognósticos um pouco mais negativos: recuo de –24,4 para –33,0;

3) Índice Empire State de Atividade Industrial de outubro, nos EUA. Números refletem a indústria no estado de Nova York, oferecendo medida do setor como um todo no país. Expectativa é de novo recuo, de 2,0 para 1,0 (após retração de 4,80 para 2,0 entre agosto e setembro). Mas ainda em patamar positivo, acima de zero, o que indica boas condições econômicas.

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28.02.18

Duas centenas

O total de fintechs compradas por BTG, Bradesco, Safra e Itaú já caminha para duas centenas. Qualquer hora rola um bazar de vendadas ativos que estão sobrando no portfólio…

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