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13.04.20

Indústria vs. indústria

CNI, Fiesp e outras entidades do setor industrial pressionam o Ministério da Economia a voltar atrás na decisão de paralisar as consultas públicas para adesão ao Ex-Tarifário. Trata-se do regime tributário que permite às indústrias obterem redução do Imposto de Importação sobre máquinas e equipamentos de última geração sem produção nacional. Enquanto a medida perdurar, a empresa que cometer a ousadia de comprar maquinários no exterior terá de pagar a alíquota plena de 14%. Procurado, o Ministério da Economia confirma a medida, dizendo ter atendido a uma solicitação da Abimaq. Segundo a Pasta, com as restrições impostas pela Covid-19, “diversas empresas associadas concederam férias coletivas, impossibilitando o atendimento dos prazos de respostas às consultas públicas”. Línguas ferinas do setor industrial dizem que os fabricantes nacionais de máquinas se aproveitaram da Covid-19 para criar uma “quarentena de mercado”.

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06.02.20

A Fiesp e o rio do bom e do mau lobby

Observatório

Daniel Valente, economista e estudioso das políticas corporativas e de entidades patronais.

Uma boa questão foi levantada por três pesos pesados da indústria. As entidades de classe devem ser utilizadas para fins políticos? A entidade em questão é a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os potentados empresariais são o ex-presidente da instituição, Horácio Lafer Piva, o empresário Pedro Passos (Natura) e o executivo Pedro Wongtschowski. Os dois últimos são considerados pensadores maiores da indústria nacional, juntamente com Paulo Cunha, que, assim como Wongtschowski, está ligado ao Grupo Ultra. Os três publicaram artigo na imprensa afirmando que a “Fiesp está em acelerado processo de destruição (… ) agora centrado na sua insignificância, num processo de autoengano que se repete ano após ano”.

Não é preciso ser bom entendedor para saber que o texto era uma condenação ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Em uma primeira análise, fazer política é função, sim, da entidade empresarial. Política no sentido de lobby, influência junto às autoridades governamentais, representação do setor no relacionamento  com os principais estamentos da República. Em bons tempos foi o que fez a Fiesp, assim como suas congêneres dos grandes estados e, em uma instância congregacional, a Confederação Nacional da Indústria. Na última segunda- feira (dia 3), Paulo Skaf promoveu um evento para selar o apoio do empresariado ao presidente Jair Bolsonaro. Colocou 300 dirigentes do setor privado no auditório, para um discurso  do capitão Jair, seguido de almoço. Até aí, é merecedor de todas as loas.

O que faz com que a iniciativa cruze o rio da boa e má política é o fato de que durante o encontro, no qual pouco se disse sobre a indústria, quem auferiu os dividendos todos foi Paulo Skaf, nomeado pelo presidente seu porta-voz junto ao empresariado. Convidar autoridades para regabofes não tem nada de original. No Rio de Janeiro, durante décadas o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Teophilo Azeredo dos Santos, se notabilizou por realizar bimestre sim, outro também, um almoço de celebração dos manda- chuvas. Não consta que Teophilo, chamado por todos pelo primeiro nome, usasse os eventos para levantar recursos em causa própria para campanhas eleitorais ou afins.

O presidente da Fiesp já se candidatou ao governo de São Paulo três vezes. Em todas elas foi acusado de se beneficiar do cargo, sendo inclusive processado em uma das circunstâncias. Na última campanha, em 2018, chegou ao despropósito de criar uma vaquinha virtual para levantar recursos junto a funcionários do Sesi e Senai, do Sistema S,  do qual foi dirigente. Mesmo licenciado do cargo, Skaf passou o pires. O resultado foi a contribuição de 1.300 pessoas, sendo 54% funcionários do Sistema S. Tudo dentro da lei, que regulamenta o financiamento coletivo. Ora, fazer política empresarial dessa forma é romper com todos os princípios da boa norma. A Fiesp é cada vez mais uma instituição saudosa da entidade que já foi um dia. Mas Paulo Skaf ainda pode ter muitos anos à frente do seu mandato. Se depender da arraia-miúda que se acotovelou para festejar Bolsonaro, ele pode desde já fazer do cargo um posto vitalício.

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24.01.20

Skaf & Bolsonaro

A Fiesp vai destinar recursos para a campanha do governo federal de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. O mérito da iniciativa é indiscutível; assim como o empenho cada vez maior de Paulo Skaf de se aproximar de Jair Bolsonaro.

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Anúncio do ministro Guedes, de que o governo pedirá adesão formal ao Acordo de Compras Governamentais, que oferece tratamento isonômico a empresas nacionais e estrangeiras em licitações públicas, levará a questionamentos amanhã. Não somente a Guedes quanto ao presidente Bolsonaro.

A medida será saudada pela opinião púbica liberal e por parte da mídia e abrirá novo campo de ação – positivo –, já que teria grande impacto na economia e representaria transformação histórica nas práticas do setor público.

Ao mesmo tempo, o ministro e o presidente terão de responder a dúvidas que permanecem no ar, particularmente o receio de que a mudança prejudique a indústria brasileira. Manifestações de associações do setor, particularmente da Fiesp, serão termômetro importante, nesta quarta.

Também será cobrado do ministro um cronograma para implantação prática da iniciativa.

Outros dois temas levantados por Guedes pautarão o noticiário de amanhã:

1) Declaração de que pobreza é a maior responsável por problemas ambientais. Para além de reações negativas de hoje, deve haver olhar crítico, nesta quarta, tanto para políticas ambientais do governo (com o gancho da criação do Conselho da Amazônia, anunciada hoje) quanto para as sociais, que ainda aparecem como gargalos da atual gestão.

2) Previsão de que o PIB de 2019 virá com crescimento de 1,2% e o de 2020 em 2,5%. Apesar de divergências, mercado tende a corroborar previsões para 2020, amanhã, mas Monitor do PIB da FGV lançou incerteza significativa quanto a crescimento para além de 1% em 2019.

Greenwald, MPF e reação internacional

Indiciamento do jornalista Glenn Greenwald pelo MPF de Brasília levará a novos questionamentos acerca de suposto corporativismo do Ministério Público.  Além da reação de entidades de Imprensa, resposta internacional tende a ser negativa, como já demonstra a abordagem inicial do relator da ONU sobre liberdade de expressão, David Kaye.

O ministro Gilmar Mendes subiu o tom, e afirmou que a denúncia afronta sua decisão , que havia proibido investigações sobre Greenwald.

Cultura e educação: sinais de fumaça

Continuarão em foco amanhã as áreas: 1) Da cultura, com expectativa de que Regina Duarte comece a delinear, mesmo que em declarações de bastidores, sua visão da pasta e de seu período de testes na secretaria; 2) Da educação, com questionamentos ao Sisu, sistema que proporciona a inscrição de alunos aprovados pelo Enem em Universidades Públicas e que apresentou problemas hoje – somados a dúvidas que ainda pairam sobre erros em correção de provas do próprio Enem.

Denúncia impactará a Vale

A Vale sofrerá forte desgaste amanhã – em termos de imagem e no mercado – com denúncia do Ministério Público de Minas contra  16 ex-funcionários da empresa e da Tüv Süd por homicídio duplamente qualificado e crimes ambientais decorrentes do rompimento da barragem em Brumadinho. O maior impacto virá de acusações de que a companhia ocultou informações sobre o risco de barragens.

A indústria no Brasil e o mercado imobiliário nos EUA

No Brasil, destaque amanhã para a prévia da sondagem da indústria, primeira avaliação do setor pela FGV em 2020.

O índice fechou 2019 bem, com alta de 3,2 em dezembro, atingindo o patamar de 95,5 pontos e registrando avanço em todos os quesitos (destaque para expectativas de volume de pessoal ocupado, que chegaram a 97,2 pontos), menos no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que recuou 0,2 ponto.

De lá para cá, no entanto, surgiram dúvidas quanto ao fôlego do setor, de modo que a sondagem de janeiro terá papel importante para estabelecer projeções do ano corrente.

No exterior, a conferir a Venda de Casas Usadas nos EUA, em dezembro, para a qual se espera crescimento acima de 1% após queda acima da esperada pelo mercado em dezembro, de 1,7%.

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14.01.20

Falta um backlog de projetos

Observatório

Por Daniel Valente, economista e estudioso das políticas corporativas e de entidades patronais.

As entidades empresariais, notadamente as da indústria – Fiesp, Firjan, Fiergs –, têm alguma tradição de apresentar relatórios ao governo sobre potenciais investimentos que poderiam ser realizados nos seus estados. Em coluna recente aqui no Observatório, elogiei a iniciativa da Casa Firjan nessa direção. Entretanto, identificar oportunidades tornou-se uma medida insuficiente. Muitas vezes equivale a mostrar uma praia vazia e dizer: olha, ali tem tório, césio e vermiculita; fique à disposição para explorar. O que fica faltando mesmo é a apresentação do projeto completo – engenharia, business plan, projeto financeiro etc. –, em especial na área de infraestrutura. O Brasil não tem um backlog de projetos.

A palavra greenfield pode ser confundida com grife de camisa ou outro artefato qualquer. E os poucos projetos que estão estruturados encontram-se dispersos. Não há um banco de dados de empreendimentos de infraestrutura  no qual o investidor estrangeiro pudesse consultar a seu bel-prazer sobre projetos detalhados em logística, telemática, energia e saneamento. As entidades empresariais poderiam cumprir esse papel de mastigar para o capital estrangeiro cada um dos investimentos. Em princípio, isso caberia às agremiações da indústria. Mais idealmente participariam todas as federações e confederações de porte. Essas entidades criariam um fundo de consultoria de projetos, com o objetivo de detalhar as oportunidades identificadas.

A China tem um banco de dados de empreendimentos com mais de cinco milhares de plantas prontas para o investidor. O fundo poderia ter uma reserva de recursos para elaboração de projetos em estados de menor atratividade. E representaria o ingresso definitivo das entidades empresariais na engenharia de negócios. Além de forte suporte ao governo, seria ferramenta para roadshows e ações de diplomacia empresarial. E uma parceria com o BNDES não deveria ser descartada. Por que não? O BNDES transformando-se prioritariamente em banco de projetos, e as entidades patronais como contribuintes e gestora do fundo responsável pelo desenho das plantas e organização do banco de dados. Não adianta ficar acenando para o capital estrangeiro se não se tem nada pronto para entregar a ele.

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06.01.20

Uma “parceria público-privada” pela extinção do INPI

Há um frentão público-privado contra o INPI. CNI, Fiesp, entidades do agronegócio, Ministérios da Economia e da Agricultura e bancada ruralista, entre outros atores, estão se unindo em uma forte campanha pela extinção do Instituto Nacional de Propriedade Industrial. A coalizão – articulada pelo próprio ministro Paulo Guedes e pelo Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Costa – tem como objetivo a aprovação da Medida Provisória em gestação no Ministério da Economia que dá um ponto final ao INPI. A MP prevê a transferências das atribuições da autarquia para uma revigorada Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Sistema S. Além da indústria – a mais atingida pela letargia do Instituto –, chama a atenção o peso com o que o agronegócio entrou na campanha pela extinção da autarquia. Os produtores rurais enxergam no INPI um vilão, que, ainda que por vias oblíquas, tem feito o jogo das grandes multinacionais de agrociência. A barafunda de consultas e processos que não raramente se arrastam por mais de uma década é uma das principais razões para o crescente grau de judicialização do agronegócio na esfera da propriedade industrial. Os tribunais estão apinhado de ações de produtores rurais contra empresas como Bayer, Syngenta etc etc. O agronegócio acusa esses grupos de cobrarem royalties por patentes que já caducaram. O contencioso mais grave diz respeito à semente de soja transgênica Round Up, produzida pela Monsanto, adquirida pela Bayer em 2018. As disputas judiciais relativas aos royalties do produto somam mais de R$ 15 bilhões.

Talvez seja apenas coincidência; talvez, não. Em meio às articulações para o fim do INPI, o RR tem a informação de que o governo brasileiro não pretende apresentar candidatura própria para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Industrial (OMPI) – a eleição será realizada em setembro. Roberto Jaguaribe, ex-presidente do próprio INPI no governo Lula, era o nome mais cotado para disputar o cargo. De acordo com a mesma fonte, José Graça Aranha, atual representante da OMPI no Brasil, também vinha trabalhando sua candidatura dentro do Itamaraty. Deve ficar para a próxima…

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26.12.19

Que falta faz a velha Fiesp

Observatório

Por Daniel Valente, empresário e estudioso das entidades patronais.

Durante décadas, a Fiesp foi referência de entidade patronal orgânica ou pública, ou seja, voltada para o interesse nacional e não somente para o próprio umbigo. Tempos de Francisco Matarazzo e Roberto Simonsen. Décadas depois, por volta de 1970, o presidente da entidade era Theobaldo de Nigris, pelego prestigiado pelos seus pares, responsável pela construção do célebre prédio da Av. Paulista – símbolo de opulência e poder – e identificado com o desenvolvimento da indústria gráfica do estado de São Paulo. Seguiu a De Nigris o industrial Luiz Eulálio Bueno Vidigal Filho, proprietário de uma fábrica de bens de capital. Vidigal Filho inicia um trabalho de politização da Fiesp nos chamados “anos de chumbo”.

A Fiesp torna-se um bunker pela democracia. Os próximos presidentes são os anódinos Carlos Eduardo Moreira Ferreira e Horácio Lafer Piva, ambos descendo a ladeira do prestígio da entidade. Em 2007, tem início a era Paulo Skaf, identificada como a fase “self market maker” da instituição. Para começar, Skaf nunca foi industrial. A Fiesp deixou de falar dos seus feitos e passou a propagandear os de Paulo Skaf, que colocou a entidade a trabalhar em prol dos seus objetivos políticos.

E mais, o empresariado de São Paulo não forneceu ao Brasil. No Rio, a versão De Nigris foi a de Mario Leão Ludolf, que permaneceu “séculos” na presidência da Firjan. Ludolf tinha prestígio, mas pouca disposição de usar seus acessos em benefício do Rio, e muito menos do Brasil. Seguiu o industrial da construção naval, Arthur João Donato. Verdade seja dita, Donato lutou pela indústria do estado e também do país, na medida em que os estaleiros estavam entre os maiores setores fabris do Brasil.

Após Donato, tem início a longa gestão de Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira. Pertencente a uma família aristocrática, filho do advogado constitucionalista de 1945, João Pedro Gouvêa Vieira, o novo gestor  veio cheio de ideias modernizantes, entre as quais, a mais revolucionária foi a de aproveitar a iniciativa de Cesar Maia, que criou um conselho de “ases” para a cidade do Rio de Janeiro. Vieira foi buscar os mesmos nomes – Mario Henrique Simonsen, Eliezer Batista e Raphael de Almeida Magalhães – e criou o Conselho da Indústria do Rio; na realidade, com o forte apoio do seu escudeiro Amaury Temporal, que antes tinha ocupado a presidência da Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Vieira foi polêmico, tanto pelo tempo de permanência quanto  pelo estilo voluntarista de governar. Mas todos os seus eventuais equívocos são esmaecidos pelo grande acerto que foi a Casa Firjan, um centro arquitetônico lindíssimo voltado para a inovação, arte criativa, startups e toda a moderna indústria 4.0. Enquanto o Rio, com todas as suas monumentais dificuldades urbanas, dá um passo à frente da capital financeira do país, São Paulo parece viver uma eterna ressaca dos tempos de Francisco Matarazzo e Roberto Simonsen. Era uma época em que as entidades empresariais estavam voltadas para o planejamento nacional, cumprindo um papel que ficou sem protagonista. Seria bom demais para o Brasil se a Fiesp voltasse às suas origens.

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12.11.19

Você tem déficit de quê?

Observatório

Por Daniel Valente, economista, comerciante e estudioso das políticas corporativas e de entidades patronais.

Em meio à discussão sobre a redução dos recursos e até mesmo a extinção do Sistema S, caberia um debate sobre a qualidade e utilização das verbas gerenciadas pelas entidades patronais. A principal atividade do Sistema S são a aprendizagem e o treinamento. Fazem parte do sistema S as seguintes unidades: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac). Um segundo time seria composto pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Serviço Social de Transporte (Sest).

É verdade que o sistema S tem sido carcomido por exemplos de corrupção, suspeição de práticas inidôneas por parte das instituições arrecadadoras e gestoras dos seus recursos e até prisões. O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, foi inclusive preso. O presidente da Fiesp já foi denunciado por usar recursos das entidades para sua campanha política. Há pouco menos de um ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Fantoche, prendendo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, Ricardo Essinger. Os crimes encontrados somaram R$ 400 milhões, envolvendo publicidade, eventos culturais e publicidade superfaturada.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que não quer reconstruir o processo para o treinamento do trabalhador, e sim abater déficit público, aproveitou-se da oportunidade para propor logo um corte de 40% da verba total. Em parte Guedes tem razão quando faz sua catilinária sobre a parcela que vai para financiamento de campanha política e outra para compra de prédio de luxo para transferência da sede. Mas as generalizações do ministro são típicas de quem não quer consertar. O Sistema S precisa, sim, de choque de compliance, de uma auditoria de performance, de um balanço social e, finalmente, da adoção de sinergias em suas atividades. São milhões de alunos em aprendizagem. Digamos que o treinamento e a educação estejam no centro do sistema solar. Mas é possível conjugá-los com o emprego e o patrimônio público. A Fecomercio do Rio de Janeiro, por exemplo, está propondo ao governo assumir o tradicional mercado Cobal, em estado falimentar, juntado no mesmo lugar um núcleo de aprendizagem. Muita gente aprendendo e muita gente preservando seus empregos. O déficit público é um mantra para a política econômica, mas nem sempre para resolver problemas sociais mais prosaicos.

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24.10.19

O “agronegócio” da Fiesp contra a venda de terras

Direto da Avenida Paulista no 1.313: o RR apurou que o jurista Torquato Jardim, ex-ministro da Justiça no governo Temer e membro do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos da Fiesp, está elaborando um parecer contra o projeto de lei do senador Irajá Abreu que propõe a liberação da venda de terras para estrangeiros. Encomenda do próprio Paulo Skaf, que posteriormente vai envelopar o documento com o selo do Departamento de Agronegócio da entidade.

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22.09.19

Água no deserto

A ministra Damares Alves vai se reunir hoje com dirigentes da Fiesp. Tentará angariar o apoio financeiro de empresários paulistas para programas sociais do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Melhor esperar sentada.

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