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02.02.21

Personagem oculto

Existe alguém pensando o Brasil? Sim. Existe. Trata-se de uma figura discreta, silenciosa, quase inacessível. O personagem encontra- se no topo da FGV produzindo a mil

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Reunião de comitê da OMS, amanhã, determinará se será declarada situação de emergência global em função do coronavírus. A decisão vai pautar não apenas o noticiário como o próprio Ministério da Saúde, que, salvo surpresa, se manifestará às 16h, com balanço e entrevista coletiva. A iniciativa, conforme anunciado hoje, será repetida diariamente, com atualizações sobre casos suspeitos – detectados e confirmados – e medidas em curso.

Alguns pontos serão abordados com maior ênfase, amanhã:

1) A preocupação com a proliferação nacional do vírus, já que, hoje, são nove casos suspeitos, em diversos estados (Rio, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Ceará);

2) O Sistema para a realização de triagens, em diversos centros no país, e troca de informações com a Fiocruz, que centralizará o diagnóstico final, com apoio, nos próximos dias, de mais dois laboratórios nacionais;

3) A previsão para o desenrolar da situação, caso o contágio se aprofunde e demande maior agilidade na avaliação e tratamento de casos, localmente. Essa questão irá além do Ministério e levará a questionamentos sobre a capacidade dos sistemas públicos de saúde estaduais e municipais de lidarem com a doença;

4) As possíveis iniciativas a serem tomadas para enfrentar o contágio da doença durante o carnaval, em função da grande quantidade de viagens e aglomerações;

5) O planejamento para o controle de viagens e aeroportos. Por enquanto, não há maiores restrições, no entanto, se casos se espalharem pelo país, haverá cobrança mais detida nesse âmbito.

A linha de Regina Duarte na cultura

As primeiras medidas de Regina Duarte na secretaria de Cultura, bem como sinalização de linha política e de nomeações para espaços-chave da Pasta estarão em foco amanhã. Além de indicações de Regina, deve se delinear quadro mais claro de correntes que a apoiam e que tendem a combatê-la, tanto no âmbito de apoiadores do presidente (dentre eles o “guru” Olavo de Carvalho) quanto na classe artística.

De qualquer forma, a tendência é de que a nova secretária crie, amanhã, fato positivo para o governo, com boa aceitação da maior parte da mídia, especialmente a televisiva.

Protagonismo do presidente em Minas Gerais

O presidente Bolsonaro e o governo federal assumirão protagonismo, amanhã, no combate a efeito das chuvas em Minas Gerais, que já deixou mais e 35 mil desabrigados. Entrada mais forte no tema, ainda que se antecipe a possível desgaste, será faca de dois gumes: o presidente mostrará mobilização, mas vão se acelerar cobranças sobre o governo federal. Também será posta em teste a relação com o governador Romeu Zema.

O ministro Weintraub acuado

O MEC e o ministro Weintraub continuarão em “inferno astral”, amanhã, com afirmação (em off) de funcionários do próprio Ministério de que resultados do Enem não são 100% confiáveis e indícios de falhas do Sisu na oferta de vagas para deficientes, segundo o MPF.

BNDES: o fim da caixa-preta?

Há expectativa por posicionamento definitivo do presidente Bolsonaro amanhã sobre explicações dadas hoje pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano, a respeito de auditoria de mais de R$ 40 milhões, que não encontrou irregularidades em operações do banco. Permanência de Montezano é a hipótese mais provável, mas não está garantida.

Agenda de privatizações e EBC

Exposição do secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, hoje, indicando cronograma de privatizações, alimentará pauta, amanhã: 1) Sobre capacidade que o governo terá para acelerar o processo; 2) Particularmente, acerca de privatização da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Os serviços e o IGP-M de janeiro

Saem amanhã a Sondagem de Serviços e o IGP-M de janeiro, ambos da FGV. Projeta-se que a primeira sondagem do ano confirme avaliação positiva do setor, detectada em dezembro de 2019, que trouxe salto importante no Índice de Situação Atual (avanço de 1,8 ponto) e, em menor medida, no de Expectativa (+0,4 ponto), apesar da ligeira queda (–0,1 ponto) no Nível de Capacidade Instalada.

No IGP-M, estima-se número entre 0,55% e 0,65%, com forte desaceleração frente ao final do ano passado (2,09%).

O PIB dos EUA e as tendências na Europa e na China

Internacionalmente, será divulgado amanhã o PIB do quarto trimestre nos EUA, que deve confirmar crescimento, anualizado, de 2,1%. Destaque ainda para: 1) Pedidos de auxílio desemprego nos EUA em janeiro, que devem trazer pequeno aumento, sem maiores impactos; 2) Taxas de desemprego em janeiro na Zona do Euro (mantendo-se na faixa de 7,5%) e na Alemanha (também estável, em 5%); 3) PMI Industrial e de Serviços de janeiro na China. Ainda sem levar em conta efeitos do coronavírus, se projeta equilíbrio na indústria, com número em torno de 50,0 pontos e crescimento nos serviços, passando-se de 53,0 para 53,5 pontos.

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Decisão do ministro Fux, suspendendo de maneira indeterminada a implantação do Juiz de garantias até que o plenário do STF decida sobre a constitucionalidade da medida, lançará nova polêmica no Congresso e entre ministros do próprio Tribunal, amanhã.

Pode haver reações, mesmo que contidas, dos presidentes da Câmara e do Senado, assim como do ministro Dias Toffoli, que havia determinado uma espécie de regulamentação para a iniciativa, responsável por certa pacificação dos ânimos. Por outro lado, a chamada ala lavajatista do Senado bem como diversos grupos organizados em redes sociais alimentarão forte apoio à decisão de Fux.

O coronavírus e o Ministério da Saúde

A preocupação com a chegada do coronavírus – que já alimenta o noticiário internacional, com desgaste para a China, ponto de origem da nova doença – crescerá amanhã no Brasil, com suspeita de primeiro caso no país, em Minas Gerais. Embora já tenha reagido hoje, negando entrada do vírus no país, o Ministério da Saúde começará a ser mais cobrado, amanhã, por planejamento para enfrentar possibilidade de contágio.

Guedes: sucesso em Davos

Com percepção de intensa atuação em Davos, ministro Paulo Guedes deve ter espaço positivo no noticiário amanhã. Diretamente ou através de informações de bastidores e ilações de analistas sobre resultados auferidos.

Tendência é que comece a se formar, nesta quinta, consenso indicando que presença de Guedes no Fórum foi pragmática e bem-sucedida. E que o ministro voltará ao Brasil, ainda mais forte, internamente, e com nova dimensão, externamente.

O MEC em foco

Iniciativa do Ministério Público Federal, que recomendou ao governo a suspensão de inscrições no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) em função de problemas no Enem pode gerar crise no MEC, amanhã. O ministro Weintraub terá de sustentar equilíbrio delicado, evitando tanto imagem de falta de transparência quanto de falha de gestão.

Popularidade e equilíbrio de poder no Planalto

Pesquisa CNT/MDA indicando aumento de popularidade do presidente Bolsonaro (de 29,4% para 34,5%), bem como liderança na corrida para a reeleição (seguido pelo ex-presidente Lula) vai gerar diversas análises amanhã, além de alimentar nova correlação de forças no Planalto.

Ainda que, em termos eleitorais, os números tenham significado relativo, movimentações de bastidores indicarão, nesta quinta, fortalecimento do presidente diante do ministro Moro. Especulado como adversário potencial no campo da centro-direita, o ministro da Justiça teve apenas 2,5% de intenções de voto (pouco acima de Fernando Haddad).

A pesquisa também lançará especulações sobre: 1) As razões para o crescimento da popularidade. Enquanto alas vistas como mais radicais do bolsonarismo tentarão valorizar a “guerra cultural” e pautas ideológicas, na mídia prevalecerá a imagem de que a melhora em números do presidente se deve à economia. E, consequentemente, ao ministro Paulo Guedes; 2) Atuação do presidente em eleições municipais de 2020; 3) A situação da oposição e do ex-presidente Lula.

Os planos na cultura

Haverá novos capítulos da novela Regina Duarte, amanhã. Apesar de não ter confirmado hoje que assumirá a Secretaria de Cultura, sinais são de que prevalecerá um final feliz. Caso aceite o cargo em definitivo nesta quinta, criará fato positivo para o governo. E enfrentará, de imediato, perguntas sobre formação de sua equipe.

O irmão do presidente

Atuação do irmão do presidente Bolsonaro na intermediação informal de demandas de Prefeituras de São Paulo vai gerar questionamentos ao presidente e prováveis desdobramentos amanhã, especialmente na Folha de São Paulo.

As expectativas do empresariado industrial e a inflação

Destaque amanhã para o Índice de Expectativa de Inflação dos Consumidores (FGV), o IPCA 15 (IBGE); o Índice de Confiança do Empresariado Industrial (CNI) de janeiro; e o Relatório Mensal da Dívida Pública de dezembro (Tesouro).

Quanto à inflação, projeções indicam desaceleração, em linha com os números já divulgados no início do ano.  Já no que se refere ao ICEI, que vem de resultado forte em dezembro (subiu 1,8 ponto), expectativa também é positiva, especialmente após a alta (de 1,1 ponto) registrada na Prévia da Sondagem da Indústria da FGV, divulgada hoje. Já no caso da dívida pública, que teve trajetória oscilante nos meses de setembro e novembro, estimativas estão em aberto.

A taxa de juros na Zona do Euro

Internacionalmente, ênfase no anúncio da taxa de juros e comunicado do Banco Central Europeu (BCE). Não se espera alteração do BCE.

Também amanhã, serão divulgados os pedidos de auxílio desemprego em janeiro nos EUA (deve haver leve aumento, com tendência ao equilíbrio) e o Índice de Confiança do Consumidor na Zona do Euro, que deve vir em torno de –7 pontos, após resultado ainda mais negativo de dezembro ( –8,1).

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Anúncio do ministro Guedes, de que o governo pedirá adesão formal ao Acordo de Compras Governamentais, que oferece tratamento isonômico a empresas nacionais e estrangeiras em licitações públicas, levará a questionamentos amanhã. Não somente a Guedes quanto ao presidente Bolsonaro.

A medida será saudada pela opinião púbica liberal e por parte da mídia e abrirá novo campo de ação – positivo –, já que teria grande impacto na economia e representaria transformação histórica nas práticas do setor público.

Ao mesmo tempo, o ministro e o presidente terão de responder a dúvidas que permanecem no ar, particularmente o receio de que a mudança prejudique a indústria brasileira. Manifestações de associações do setor, particularmente da Fiesp, serão termômetro importante, nesta quarta.

Também será cobrado do ministro um cronograma para implantação prática da iniciativa.

Outros dois temas levantados por Guedes pautarão o noticiário de amanhã:

1) Declaração de que pobreza é a maior responsável por problemas ambientais. Para além de reações negativas de hoje, deve haver olhar crítico, nesta quarta, tanto para políticas ambientais do governo (com o gancho da criação do Conselho da Amazônia, anunciada hoje) quanto para as sociais, que ainda aparecem como gargalos da atual gestão.

2) Previsão de que o PIB de 2019 virá com crescimento de 1,2% e o de 2020 em 2,5%. Apesar de divergências, mercado tende a corroborar previsões para 2020, amanhã, mas Monitor do PIB da FGV lançou incerteza significativa quanto a crescimento para além de 1% em 2019.

Greenwald, MPF e reação internacional

Indiciamento do jornalista Glenn Greenwald pelo MPF de Brasília levará a novos questionamentos acerca de suposto corporativismo do Ministério Público.  Além da reação de entidades de Imprensa, resposta internacional tende a ser negativa, como já demonstra a abordagem inicial do relator da ONU sobre liberdade de expressão, David Kaye.

O ministro Gilmar Mendes subiu o tom, e afirmou que a denúncia afronta sua decisão , que havia proibido investigações sobre Greenwald.

Cultura e educação: sinais de fumaça

Continuarão em foco amanhã as áreas: 1) Da cultura, com expectativa de que Regina Duarte comece a delinear, mesmo que em declarações de bastidores, sua visão da pasta e de seu período de testes na secretaria; 2) Da educação, com questionamentos ao Sisu, sistema que proporciona a inscrição de alunos aprovados pelo Enem em Universidades Públicas e que apresentou problemas hoje – somados a dúvidas que ainda pairam sobre erros em correção de provas do próprio Enem.

Denúncia impactará a Vale

A Vale sofrerá forte desgaste amanhã – em termos de imagem e no mercado – com denúncia do Ministério Público de Minas contra  16 ex-funcionários da empresa e da Tüv Süd por homicídio duplamente qualificado e crimes ambientais decorrentes do rompimento da barragem em Brumadinho. O maior impacto virá de acusações de que a companhia ocultou informações sobre o risco de barragens.

A indústria no Brasil e o mercado imobiliário nos EUA

No Brasil, destaque amanhã para a prévia da sondagem da indústria, primeira avaliação do setor pela FGV em 2020.

O índice fechou 2019 bem, com alta de 3,2 em dezembro, atingindo o patamar de 95,5 pontos e registrando avanço em todos os quesitos (destaque para expectativas de volume de pessoal ocupado, que chegaram a 97,2 pontos), menos no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que recuou 0,2 ponto.

De lá para cá, no entanto, surgiram dúvidas quanto ao fôlego do setor, de modo que a sondagem de janeiro terá papel importante para estabelecer projeções do ano corrente.

No exterior, a conferir a Venda de Casas Usadas nos EUA, em dezembro, para a qual se espera crescimento acima de 1% após queda acima da esperada pelo mercado em dezembro, de 1,7%.

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16/02/20 5:29h

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Situação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, pode se agravar amanhã com informação de que número de pedidos para recorreção de provas do Enem já chega a 60 mil – MEC havia afirmado que no máximo 9 mil candidatos haviam sido prejudicados com falha em parte das provas.

Pressão aumentará, ainda, porque o ministério garantiu que será mantida para amanhã a data de abertura das inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), através do qual os estudantes buscam vagas em Universidades Federais. Mídia acompanhará desdobramentos ao longo do dia, com visão crítica sobre a atuação do ministro.

Na cultura, teste para Regina Duarte

“Noivado”de Regina Duarte, como definiu a atriz, com o ministério da Cultura, que se inicia amanhã, terá efeito duplo:

1) Criará válvula de escape para o profundo desgaste com o processo que levou à exoneração de Roberto Alvim.

A possível nova ministra tende a criar imagem de relativa abertura ao diálogo e “upgrade” em relação a nomes que ocuparam a pasta anteriormente;

2) Duarte, pessoalmente e no que se refere a seus objetivos de gestão, sofrerá forte escrutínio – que já se iniciou hoje. E a tolerância da mídia e de boa parte dos formadores de opinião com imagem de intervencionismo e direcionamento ideológico na cultura atingiram um limite.

Troca de nome, sem indicação de mudança de política, renovará desgaste, que atinge todo o governo.

FMI prevê crescimento maior e dá gás para a política econômica

Revisão para cima de previsão de crescimento do FMI para o Brasil (passou para 2,2%) terá efeito positivo no mercado amanhã. A conferir se, em meio a momento difícil para o governo, será capitalizado pela equipe econômica.

Panes sistêmicas

Problemas no sistema do IBAMA (foi impedido o armazenamento de milhares de autos de infração) alimentará imagem de desmonte de estrutura de fiscalização ambiental pelo governo. Que já sofre crise de imagem na área social, com calcanhar de Aquiles no INSS e crises na cultura e na educação.

A Caixa preta do BNDES

Destaque hoje para falta de resultados em relatório do BNDES que prometia abrir a “caixa preta”de operações do banco nos governos do PT levará a cobranças sobre a direção do banco, amanhã. Tanto no que se refere à percepção de que a iniciativa foi uma espécie de caça às bruxas – e desperdício de verbas públicas – quanto a questionamentos gerais sobre a política da instituição para 2020.

Indicadores, no Brasil e no exterior

No Brasil, expectativa é de que a segunda parcial do IGP-M (FGV) para janeiro confirme a desaceleração inflacionária frente à dezembro de 2019. No exterior, destaque para o Índice de Expectativas da zona do Euro (espera-se recuo, mas ainda em faixa positiva) e na Alemanha (estimativa de crescimento significativo).

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Devem se intensificar amanhã ilações – e movimentos através da mídia – em torno do julgamento, no STF, de ações que visam suspender a implementação do Juiz de Garantias.

Tudo indica que há maioria no Tribunal a favor da medida, mas está em aberto a posição do ministro Fux, que assumirá o plantão do Supremo de 19 a 29 de janeiro e analisará contestações (a nova lei entra em vigor no dia 23).

Nesse contexto, cresce a probabilidade de que Fux tente pressionar os demais ministros, ainda que indiretamente, buscando apoio da opinião pública e de grupos parlamentares contra o Juiz de Garantias. Por outro lado, parcela favorável ao projeto (6 dos 11 membros da Corte) tentará consolidar percepção de que o tema já está decidido.

A se observar, amanhã, como evolui o noticiário que, até o momento, não gerou mobilização suficiente para reverter a iniciativa, mesmo com amplo espaço para críticas de diversas associações e representantes do Judiciário.

As relações com o Irã ainda em aberto

Desdobramentos da crise internacional gerada após ação militar norte-americana que levou à morte do líder iraniano Qassin Suleimani, amanhã, ainda são incertos. Ganhou força ao longo do dia imagem de que o cenário caminha para maior estabilidade, com resultados positivos para o presidente Trump, ao menos no médio prazo. Mas notícia de que dois mísseis atingiram zona verde de Bagdá, a 100 metros da Embaixada dos EUA, reabrirão especulações. De uma forma ou de outra, para o Brasil algumas questões se manterão em foco:

1) A evolução de relações com o Irã. Ainda paira no ar a possibilidade de retaliação comercial (o país é um importante parceiro do agronegócio nacional, com destaque para produtos como milho e soja) frente ao apoio brasileiro aos EUA.

O Itamaraty não aprofundou divergências, indicando que pode dar um passo atrás, mas, ao mesmo tempo, cancelou reunião que a encarregada de negócios da embaixada em Teerã, Maria Cristina Lopes, teria hoje na chancelaria iraniana. E movimentações políticas do presidente – que fez live assistindo pronunciamento de Trump – mantêm imprevisibilidade. Próximos dias podem ser decisivos.

2) Mesmo com estabilização de preços do petróleo, questionamentos sobre intenção do governo em criar fundo que amortize flutuações internacionais. O presidente abandonará ou levará à frente o projeto, já aventado diversas vezes, mas sem nenhuma tentativa concreta de implementação?

3) Consequências para a Petrobrás, que hoje sofreu desvalorização diante de queda dos preços do petróleo, ao longo do dia. Ao mesmo tempo, a estatal suspendeu as navegações através do Estreito de Ormuz – trata-se de outra variável importante, já que 20% da produção mundial de petróleo passam pela região. Situação permanece indefinida.

A fragilidade de agências reguladoras

No que se refere ao outro tema da área de energia que tem marcado a semana – a intervenção do presidente contra a taxação de energia solar –, após avanço de críticas a posição de Bolsonaro, hoje, se consolidará, amanhã, imagem de enfraquecimento da Aneel.

Censura em pauta

Terá grande repercussão amanhã a decisão do Desembargador Benedicto Abicair, no Rio de Janeiro, determinando que seja retirado do ar o especial de Natal do Porta dos Fundos. O programa, que traz sátira com a história de Jesus, motivou ataque à sede da produtora do grupo. Decisão atrairá duras críticas e será exposta como censura pela mídia. A conferir reações do mundo político.

Weintraub volta à carga

O ministro da educação, Abraham Weintraub, promete começar o ano com novas polêmicas. Mais importante do que a notificação do STF para que explique declaração na qual taxou a UNE de “máfia” serão as consequências, amanhã, do que parece ser retaliação ao presidente da Câmara: o ministro exonerou aliado de Maia da Presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

A curva da indústria e a inflação regionalizada

Saem amanhã a Produção Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF/IBGE) de novembro e a primeira parcial de janeiro do IPC S Capitais (FGV).

Espera-se novo crescimento da PIM, de 0,2% sobre outubro e entre 1,1% e 1,4% sobre novembro de 2018. Trata-se do quarto dado positivo seguido sobre o mês precedente (ainda que abaixo dos 0,8% de outubro sobre setembro) e o terceiro frente ao mesmo mês do ano anterior.

No que se refere ao IPC S Capitais, a conferir se o recuo inflacionário já sentido no final de dezembro e indicado, hoje, pelo IPC S, se apresenta de maneira generalizada ou com oscilações regionais significativas.

Produção e desemprego na Europa

Internacionalmente, destaque para a Produção Industrial na Alemanha e para a Taxa de Desemprego na Zona do Euro, ambas para novembro. Projeções apontam para o melhor resultado da indústria alemã desde fevereiro de 2019, com crescimento de 0,7% (frente ao recuo de 1,7% em outubro). Já a Taxa de Desemprego europeia deve se manter estável em 7,5%.

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Terão força, amanhã, avaliações de cenário e questionamentos ao governo quanto à atitude frente ao Irã. Consequências diplomáticas de apoio explícito à posição norte-americana (a encarregada de negócios do Brasil em Teerã foi convocada pelo governo iraniano) já levaram a críticas. E alimentam preocupação quanto a perdas comerciais, bem como a desgaste político internacional – sem contrapartidas positivas.

Há expectativa de que prevaleça a “ala pragmática” da gestão federal, nesta quarta, mas, dado o alinhamento do presidente com os EUA e, até mais, o histórico recente do Itamaraty, não se pode bater o martelo – longe disso.

O equilíbrio delicado frente à alta do petróleo

Pauta ligada a possíveis iniciativas do governo federal para mitigar efeitos da alta do petróleo se manterá amanhã, alimentada por dois fatores:

1) Possibilidade de criação de fundo que amortize flutuações, aventado pelo ministro de Minas e Energia. Medida tem certa aceitação da mídia e de analistas econômicos, conceitualmente, mas enfrenta resistências pela situação de restrições orçamentárias.

2) Ideia de redução de ICMS cobrado por estados, de forma a reduzir o custo da gasolina para o consumidor. É viés que encontra muito mais resistências, tanto do mercado quanto dos próprios governadores. Se o presidente Bolsonaro insistir no tema, pode angariar apoio setorial – como de caminhoneiros –, mas sofrerá desgaste significativo.

O governo erra a mão na energia solar

Já no que se refere à energia solar, linha adotada hoje pelo presidente Bolsonaro, “enterrando” possibilidade de taxação do setor, em estudo pela Aneel, favorece imagem de intervenção e levará a análises negativas, amanhã. Linha de analistas, que oscilava, deve pender para críticas ao presidente e temor de que esteja cedendo a grupos de interesse, em detrimento da independência de agências reguladoras.

A inflação em janeiro: primeiros sinais

Sai amanhã o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola e o Prognóstico da Safra 2020, do IBGE, e o IPC S para a primeira semana de janeiro, da FGV. A conferir se o prognóstico do IBGE confirma dados de dezembro, que indicaram revisão para cima, puxada por forte aumento da produção de soja (6,7% sobre 2019). Em relação ao IPC S, interessa verificar se mantém-se a tendência de desaceleração detectada no final de 2019.

Os EUA, a China e a Argentina: do emprego à inflação

Internacionalmente, destaque para:

  1. a) A Variação de Empregos Não Agrícolas do Setor Privado em dezembro, nos EUA, para a qual se projeta forte avanço, com 160 mil postos de trabalho criados após resultados muito aquém do esperado em novembro (67 mil);
  2. b) A produção industrial de novembro na Argentina, que deve apresentar novo recuo, da ordem de 2,9%. Crise no país vizinho não dá sinais de arrefecimento;
  3. c) Índice de Preços ao Consumidor da China em dezembro. Estima-se número próximo da estabilidade, em torno de 4,7% frente a 4,5% em novembro.

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A grande questão amanhã serão as consequências, para o Brasil, do ataque norte-americano que levou à morte o principal líder militar iraniano, Qassen Suleimani:

1) Prioritariamente, no que se refere à política de reajuste de preços da Petrobras. O mais provável é que não haja aumento imediato, à espera de desdobramentos do cenário internacional. Mas a estatal e – mais do que ela – o presidente Bolsonaro e o ministro da Economia serão pressionados, amanhã, para definirem, a priori, uma linha de ação.

Primeiros sinais, a serem confirmados neste sábado, indicam que se buscará algum tipo de meio termo. Ou seja, uma forma de amortizar o aumento de preços, caso se intensifique, mas mantendo a margem para flutuação.

2) Ainda assim, estarão em debate os riscos para a estatal, caso haja opção política por contenção de preços. Avaliação do mercado é de que ações nesse sentido gerariam perda de credibilidade e dificultariam venda de ativos, parte central do planejamento da empresa para 2020;

3) Em segundo plano, no âmbito da política externa. Presidente Bolsonaro se alinhará ostensivamente com os EUA, prejudicando relações comerciais com o Irã e gerando certa indisposição com a China, ou buscará manter pontes com iranianos, ainda que mostre apoio a Trump? Tema está em suspenso até o momento, em parte ofuscado, justamente, por ilações ligadas ao custo de combustíveis e à Petrobras;

4) Por fim, análises sobre instabilidade que pode ser alimentada pelo conflito e o impacto que teriam no comércio global, bem como, internamente, no dólar, na inflação e na Bolsa.

Os limites da reforma administrativa

Próximos dias serão importantes para entender o grau de engajamento do presidente na reforma administrativa. A iniciativa é prioritária para o Ministério da Economia, e Bolsonaro começa a emitir sinais positivos após ter deixado a medida em banho-maria.

Mas limitará o alcance do projeto, de modo a diminuir o desgaste político junto ao funcionalismo, em ano eleitoral. A questão, que deve começar a ficar mais clara de amanhã até segunda, é o quanto.

O cronograma do Juiz de Garantias

Polêmica em torno da criação do Juiz de Garantias se manterá amanhã, mas reversão da iniciativa vai se tornando cada vez mais improvável. O tema deve se direcionar, nos próximos dias, para a definição de cronograma de implementação do projeto, que foi debatido, hoje, pelo ministro Dias Toffoli e o Conselho Nacional de Justiça.

A inflação até 2,5 salários mínimos

Sai na segunda-feira o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC C1) de dezembro, da FGV, que mede a flutuação de preços para famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Gera particular interesse porque:

1) O índice apresentou alta acima da média auferida para faixa de renda superior, entre 1 e 33 salários mínimos, em novembro (0,56% frente a 0,49%);

2) Trata-se de grupo no qual o presidente Bolsonaro tem a mais baixa aprovação, segundo pesquisas recentes, dentre elas a do Datafolha.

O setor de serviços na China, Europa e EUA

Internacionalmente, destaque para:

1)  Previsão geral de crescimento na série PMI no Setor de Serviços em dezembro para EUA (de 51,6 para 52,2), União Europeia (de 51,9 para 52 a 52,4), Alemanha (de 51,7 para 52) e França (52,2 para 52,4). Destoa da tendência a China, para a qual se estima recuo, mas ainda em patamar bastante positivo (de 53,5 para 53);

2) Vendas no Vareja na Alemanha em novembro. Projeções apontam para importante recuperação, com avanço de 1,1% frente à queda de 1,9% em outubro.

 

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Será instalada amanhã, a comissão mista com 15 deputados e 15 senadores que analisará a reforma tributária. A decisão foi tomada após reunião dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, com o ministro Paulo Guedes na manhã de hoje. As propostas do governo para a reforma serão encaminhadas à comissão, que terá três meses de duração, contando o período de recesso parlamentar.

Será papel da comissão conciliar as propostas sobre o tema que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado. Entre os pontos de discussão para unificação de propostas das duas Casas estão: unificação de impostos, ente responsável pela definição de alíquotas, imposto seletivo com alíquotas diferenciadas e incentivos e desonerações.

Com a criação da comissão mista no apagar das luzes de Natal do Congresso, Maia e Alcolumbre querem passar o recado de que os parlamentares poderão chegar a um consenso  em relação à reforma tributária – algo que há 30 anos os governos tentam , mas sem sucesso.

Percepção do consumidor

Pesquisa global realizada pela Salesforce com 6.000 pessoas em nove países, incluindo o Brasil, revela que há uma lacuna entre o aumento das expectativas do consumidor e a experiência oferecida hoje pelos setores de saúde. De acordo com o estudo, 47% dos brasileiros acreditam que as empresas de assistência médica estão mais focadas em suas próprias necessidades e não nas do consumidor.

Os resultados divulgados hoje devem servir para balizar a conduta de seguradoras de saúde, empresas farmacêuticas e prestadores de serviços médicos e sugerem que o setor tem que colocar os pacientes no centro dos negócios.

Inflação

O Banco Central apresenta amanhã o Relatório Trimestral da Inflação (4Q). A previsão é que a instituição confirme a alta projetada anteriormente, com crescimento ainda tímido da economia – inflação acumulada de 3,8% e PIB de 1,10%.  Carne e matérias-primas agropecuárias foram os principais responsáveis pela pressão inflacionária no período.

Também amanhã:

Conselho Monetário

Acontece a última reunião do ano do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central. Na pauta de discussão, atividade econômica, nível de inflação e taxa de juros.

Finanças públicas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga informe sobre finanças públicas do governo geral (federal, estadual e municipal) referentes a 2018. A partir dos dados do relatório será possível saber a real necessidade de financiamento do governo.

Sondagem da Indústria

Sai a prévia da Sondagem da Indústria de dezembro de 2019, do IBRE FGV que deve confirmar tendência de alta no Índice de Confiança da Indústria (ICI) registrada desde o mês passado.

Informações estratégicas

A Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados   debaterá, em seminário em Porto Alegre (RS), o impacto das privatizações das estatais Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência), consideradas estratégicas por operar bancos de dados contendo informações de milhões brasileiros.

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03.12.19

O samba do crioulo doido das projeções econômicas

IBGE, FGV, Caged, Ipea, Fipe, Insper e mais uma série de institutozinhos, junto a departamentos de pesquisas de bancos comerciais e de atacado e auditoras internacionais, estão fazendo um sarapatel das tendências macroeconômicas e setoriais na economia. Cada um dos doutos fenomenologistas usam recortes temporários e dados distintos, metodologias desencontradas, base estatística diferenciada e modelos econométricos divergentes e até clipping. As projeções sobem e descem ao gosto de métodos cujos critérios não se encontram sequer no infinito. No mesmo dia em que um instituto diz que a tendência do emprego, por exemplo, com base nos números refogados do PNAD, está melhorando, vai um institutozinho e, após temperar o refogado, diz que as expectativas são outras. Nesta última semana o placar foi de 67% para as tendências positivas na economia contra 33% contrárias. Na semana anterior, contudo, a distância foi próxima do empate. É verdade que as tendências na economia são muito dinâmicas, mas o frenesi de projeções mais  atrapalha do que permite vislumbrar o futuro. Talvez o sex appeal que as previsões tenham junto às mídias esteja estimulando a produção maciça dessa informação que não confirma nada e que ninguém cobra porque desinformou tanto. Na versão plebeia do slogan de James Bond, os institutos e institutozinhos têm licença para errar. Nesse cenário de carrossel de tendências, melhor se fiar no Boletim Focus, que acerta pouco, mas pelo menos não muda toda hora.

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