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25.03.21

FHC e Lula testam uma aliança pela vacina

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula estariam em entendimentos para fazer um pronunciamento conjunto solicitando o empenho dos principais chefes de estado para disponibilizar vacinas ao Brasil. Segundo uma fonte próxima ao Instituto FHC, o anúncio da iniciativa mereceria a convocação de uma coletiva para a imprensa internacional. FHC e Lula pretendem acionar sua ampla rede de acessos. A ideia é que líderes estrangeiros contribuam em uma “chancelaria emergencial” junto aos países fabricantes ou àqueles que têm estoques excedentes de vacinas. Individualmente, Lula já deu um primeiro passo neste sentido há cerca de três meses, quando participou de uma reunião virtual com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), principal financiador do desenvolvimento da Sputnik V. Desta vez, no entanto, o dueto entre as duas maiores lideranças políticas do Brasil dará um peso ainda maior ao pleito. Segundo a fonte do RR, por ora a iniciativa estaria circunscrita ao tucano e ao petista, mas não há restrição para que posteriormente outras lideranças políticas participem dessa cruzada pela vida.

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19.10.20

O chairman FHC?

É forte o ti-ti-ti de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria aceitado ser chairman do Grupo Itaú Unibanco. Não chegaria ser algo assim tão excepcional. O general Ernesto Geisel, o mais discreto e icônico dos presidentes da ditadura, foi chairman da Norquisa. Fernando Collor e Itamar Franco não entraram na fila porque certamente ninguém quis. Lula e Dilma por motivos óbvios, e Temer, também por problemas morais, não aspiram ao cargo. Sobrou para Fernando Henrique já na fase de velho sábio, também chamado de senex ou sophos. FHC tornou-se um arquétipo. Pois restou para o “Príncipe” resgatar a linhagem do ex-presidentes que vão ajudar empresas. Mas será que é um problema de grana?

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30.03.20

Procura-se um CEO para a crise do coronavírus

Um grupo de empresários da indústria, em reunião na última quinta-feira, recordou, saudoso, o papel de Pedro Parente no comando do comitê de crise do apagão da energia elétrica, no governo Fernando Henrique Cardoso. A unanimidade foi que a gestão Bolsonaro carece de um executivo talhado para o comando das ações emergenciais em uma situação de calamidade. A iniciativa recomendável seria a criação de um gabinete de crise, sem prazo para o encerramento das suas atribuições.

Caberia ao presidente a suspensão das suas atividades. Hoje, a autoridade que mais se aproxima dessa função de coordenador da crise é o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ocorre que o ministro ideologiza demais suas iniciativas e tende a aprovar as medidas necessárias a conta gotas. Um empresário comentou que Guedes é um economista extremamente preparado, mas lento no timing em situação de crise e insuficiente na aprovação dos recursos públicos.

Além do que o ministro, em meio às atuais circunstâncias, viu se esvair o poder do pensamento único. Ou seja: a solução miraculosa do ajuste fiscal recebeu o tranco que a Escola de Chicago sempre se recusou a aceitar em sua cartilha. Diz um antigo mantra da teoria econômica: Keynes não uma solução para o capitalismo; Keynes a única solução para a crise do capitalismo.

Em vez de anunciar, em paralelo às medidas de apoio à saúde, o preparo de um plano grandioso o suficiente para recuperação da economia mais à frente, Guedes insiste repetidamente em bater na tecla das reformas estruturantes. Pedro Parente não sofre dessas idiossincrasias intelectuais. É um pragmático. E conhece mais de crise do que Guedes conhece sobre o pensamento econômico. Na última sexta-feira, o descascador-mor de abacaxis foi reeleito chairman da BRF por mais dois anos. Parente certamente quer que o deixem em paz onde se encontra. Um dos empresários que trouxe a tese à baila, encerrou a hipótese sem chance: “É uma pena para o Brasil.”

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O senador Randolfe Rodrigues reuniu-se com Fernando Henrique Cardoso na última segunda-feira, em São Paulo. Saiu impressionado com os elogios de FHC ao desempenho de Rodrigo Maia à frente da Câmara. Em certos momentos, Randolfe pensou estar diante de um cabo eleitoral fazendo campanha pelo seu candidato.

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O nome de Everardo Maciel, secretário da Receita Federal ao longo dos oito anos de governo FHC, entrou na roda de candidatos à sucessão de Marcos Cintra. Maciel tem boa interlocução com Paulo Guedes e sua equipe. No fim do ano passado, por exemplo, encaminhou à equipe de transição a proposta de criação de um código do processo tributário, na tentativa de reduzir a maçaroca de contenciosos entre contribuintes e o Fisco. Ressalte-se ainda que Maciel é um crítico contumaz de uma Receita de perfil investigativo e policialesco, algo que soa bem aos ouvidos do presidente Jair Bolsonaro.

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17.07.19

FHC trending topics

Um conglomerado empresarial estaria em conversações com Fernando Henrique Cardoso para que ele estrelasse um programa de entrevista em rede social. Algo parecido com Diálogos com Mário Sérgio Conti, na GloboNews. O tal conglomerado seria o Grupo Votorantim. FHC já carregaria para a nova empreitada seu patrimônio nas mídias digitais: são mais de 620 mil seguidores no Facebook e no Twitter.

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20.05.19

Múltiplos sinais

Pouco antes do evento da última terça-feira na Força Sindical, em conversa reservada com o presidente da entidade, Miguel Torres, FHC fez duras críticas à prisão de Michel Temer. Confidenciou também que pretende se encontrar com o ex-presidente nos próximos dias. Tratando-se de quem se trata, a última coisa que FHC queria era que a história morresse ali dentro.

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02.05.19

FHC é o maior conspirador da República

Fernando Henrique Cardoso é igual ao vinho: quanto mais o tempo passa maior a sua capacidade de fazer da política a arte da intriga e da conjuração. FHC não para de conspirar. No momento seu alvo é o governo Jair Bolsonaro – nas suas próprias palavras,alguém que não nasceu para ser presidente da República. O ex-presidente está a mil por hora. No próximo dia 14 de maio, por exemplo, vai se reunir com o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. A aproximação não é um ato isolado nesse universo: estão sendo costurados encontros com outras lideranças da área sindical. FHC também conspira para empurrar o PSDB para a esquerda.

Na semana passada, teve uma longa conversa com Ciro Gomes. Pelas costas, como se sabe, os dois se desprezam. FHC conspira com Gilmar Mendes, velho parceiro de maledicências. Ambos chegam a ficar de orelha quente de tantos e de tão longos os diálogos ao telefone. Bolsonaro é o assunto invariável. Mas não raramente o personagem central das maquinações entre FHC e Gilmar é Lula. O tucano chegou a cogitar até uma visita ao ex-presidente em Curitiba, que seria justificada como um ato humanitário. Certamente, ao sair do encontro, metralharia seu sucessor, ao melhor estilo dele próprio.

FHC busca a conspiração até com os militares, grupo que não se encontra na sua esfera de maior proximidade. Ele costura para breve um novo evento no Instituto Fernando Henrique Cardoso que contemple a presença de generais. Além da relação amistosa com o ex-Comandante do Exército Eduardo Villas Bôas, FHC mantém um canal aberto com o seu ex-ministro-chefe do Gabinete Militar, general Alberto Mendes Cardoso, que atua como um interlocutor privilegiado do ex-presidente com o generalato. O “Príncipe dos Sociólogos” estaria comprando uma opção de que um dos principais grupos de apoio ao governo Bolsonaro venha a se afastar gradativamente do presidente e passe a ser um opositor da sua gestão. Até porque ele acredita que as Forças Armadas entraram na política para não sair tão cedo. Quando se trata do notável conspirador, entretanto, as brumas mais o revelam do que o ocultam.

O Palácio do Planalto inteiro identifica Fernando Henrique Cardoso como uma espécie de galvanizador “secreto” das oposições contra o presidente da República. A falta de simpatia com Bolsonaro sempre foi explícita. Basta observar a linha do tempo. O tucano mal esperou uma quinzena para o primeiro sopro: no dia 15 de janeiro, disse ser oposição ao governo. Em 15 de fevereiro, declarou que Bolsonaro “está abusando da desordem”. Os refrãos de Fernando Henrique contra Jair Bolsonaro subiriam de tom nas semanas seguintes. No dia 27 de fevereiro, FHC disse que o governo Bolsonaro não tem coerência. No dia 17 de março, um ataque não apenas ao presidente, mas ao seu clã: FHC se referiu à presença dos Bolsonaro em Brasília como o “renascimento da família imperial”.

Em 24 de março, Fernando Henrique verbalizou a percepção de que o mandato de Bolsonaro pode terminar antes do tempo regulamentar: “Presidente que não entende a força do Congresso cai”. Jair Bolsonaro é o alvo prioritário de Fernando Henrique Cardoso, mas não o único. No meio do caminho há outra pedra a ser chutada: o governador João Dória. Quando se trata de jogar cascas de banana na frente de Dória, FHC não titubeia. Sempre que pode trabalha pelo escorregão do governador junto ao PSDB. São vários os interlocutores quando o assunto é Dória, mas o mais assíduo é Tasso Jereissati.

Já foi o tempo de José Serra, Aloysio Nunes Ferreira e – imagine só – Aécio Neves. O apartamento de 450 metros na Rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, e o Instituto homônimo, no Centro velho de São Paulo, têm recebido a visitação de novos tricotadores. A fonte que contou várias histórias de FHC para o RR disse que a última do Príncipe é o discurso de que Dória e Bolsonaro aparentam ser muito diferentes, mas têm o mesmo DNA. São irmãos Corsos, só que um baila em salões, e o outro limpa o chão dos quartéis. O relato pode não ser verdadeiro, mas quem conhece o personagem sabe que é, no mínimo, ben trovato.

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02/05/19 8:14h

Cheid

disse:

A maconha que ele fumou quando jovem está fazendo efeito agora. Só abre a boca para falar besteira.

02/05/19 8:14h

Cheid

disse:

A maconha que ele fumou quando jovem está fazendo efeito agora. Só abre a boca para falar besteira.

04.04.19

Parlamentarismo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem desfilado um novo slogan: “Parlamentarismo já”.

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04.11.18

Problema dos outros

FHC lavou as mãos para o “tucanocídio” em curso no PSDB. Não fará qualquer gesto a favor ou contra as expulsões de 19 filiados do partido, entre os quais Alberto Goldman e Saulo de Castro. O diretório municipal de São Paulo, nas mãos de João Doria, faz carga pela confirmação do expurgo, vetado pelo comando nacional.

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