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19.11.21

As aproximações sucessivas de Lula, FHC e Alckmin

A volta de Lula da sua excursão pela Europa promete. Há articulações para um encontro entre o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin em dezembro, antes das festas de fim de ano, período em que a formação de alianças para 2022 deve começar a se intensificar. A costura estaria sendo feita pelo ex-ministro Nelson Jobim, atual presidente do Conselho do BTG. Caso se confirme, a reunião carregará alguns simbolismos.

Poderia ser o prenúncio do desembarque dos chamados tucanos de “cabeça branca”, ou seja, da velha guarda do PSDB, da campanha de Eduardo Leite ou de João Doria. O que não chegaria a surpreender, dada a posição folgada de Lula e o modesto desempenho tanto de Leite quanto de Doria nas pesquisas eleitorais. Ainda que não viesse acompanhado da formalização do eventual convite, o encontro seria uma passada larga para a presença de Alckmin na chapa de Lula, como candidato a vice-presidente.

O evento alimentaria ainda o sonho antigo de uma junção entre PT e PSDB – ou, ao menos, de uma corrente mais raiz dos tucanos -, o que significaria uma coalização entre as duas forças partidárias vencedoras de todas as eleições presidenciais entre 1994 e 2014. Em um sentido mais abrangente, o encontro entre Lula, FHC e Alckmin poderia significar ainda a criação de uma aliança contra a reeleição de Jair Bolsonaro. No ano passado, o próprio Fernando Henrique chegou a ensaiar a ideia de uma “frente ampla contra o mal que está aí” – guardadas as devidas e enormes proporções, algo similar ao movimento encabeçado por Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart durante o regime militar. Em tempo: por ora, Lula, FHC e Alckmin parecem ter feito um pacto de silêncio sobre o assunto. Consultados pelo RR sobre o possível encontro, nenhum dos três se pronunciou. Entende-se.

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18.10.21

À espera do Príncipe

João Doria conta com a participação de Fernando Henrique Cardoso ao menos em um evento de campanha na reta final para as prévias tucanas. Conta… Mas não tem confirmação ainda.

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Em tom de blague, FHC soltou uma boutade, mais ou menos assim: “Lula permanece calado e agradece em silêncio se Paulo Guedes anunciar também a privatização do BNDES, do Banco Central e até o Palácio do Alvorada”.

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25.03.21

FHC e Lula testam uma aliança pela vacina

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula estariam em entendimentos para fazer um pronunciamento conjunto solicitando o empenho dos principais chefes de estado para disponibilizar vacinas ao Brasil. Segundo uma fonte próxima ao Instituto FHC, o anúncio da iniciativa mereceria a convocação de uma coletiva para a imprensa internacional. FHC e Lula pretendem acionar sua ampla rede de acessos. A ideia é que líderes estrangeiros contribuam em uma “chancelaria emergencial” junto aos países fabricantes ou àqueles que têm estoques excedentes de vacinas. Individualmente, Lula já deu um primeiro passo neste sentido há cerca de três meses, quando participou de uma reunião virtual com Kirill Dmitriev, diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), principal financiador do desenvolvimento da Sputnik V. Desta vez, no entanto, o dueto entre as duas maiores lideranças políticas do Brasil dará um peso ainda maior ao pleito. Segundo a fonte do RR, por ora a iniciativa estaria circunscrita ao tucano e ao petista, mas não há restrição para que posteriormente outras lideranças políticas participem dessa cruzada pela vida.

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19.10.20

O chairman FHC?

É forte o ti-ti-ti de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria aceitado ser chairman do Grupo Itaú Unibanco. Não chegaria ser algo assim tão excepcional. O general Ernesto Geisel, o mais discreto e icônico dos presidentes da ditadura, foi chairman da Norquisa. Fernando Collor e Itamar Franco não entraram na fila porque certamente ninguém quis. Lula e Dilma por motivos óbvios, e Temer, também por problemas morais, não aspiram ao cargo. Sobrou para Fernando Henrique já na fase de velho sábio, também chamado de senex ou sophos. FHC tornou-se um arquétipo. Pois restou para o “Príncipe” resgatar a linhagem do ex-presidentes que vão ajudar empresas. Mas será que é um problema de grana?

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30.03.20

Procura-se um CEO para a crise do coronavírus

Um grupo de empresários da indústria, em reunião na última quinta-feira, recordou, saudoso, o papel de Pedro Parente no comando do comitê de crise do apagão da energia elétrica, no governo Fernando Henrique Cardoso. A unanimidade foi que a gestão Bolsonaro carece de um executivo talhado para o comando das ações emergenciais em uma situação de calamidade. A iniciativa recomendável seria a criação de um gabinete de crise, sem prazo para o encerramento das suas atribuições.

Caberia ao presidente a suspensão das suas atividades. Hoje, a autoridade que mais se aproxima dessa função de coordenador da crise é o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ocorre que o ministro ideologiza demais suas iniciativas e tende a aprovar as medidas necessárias a conta gotas. Um empresário comentou que Guedes é um economista extremamente preparado, mas lento no timing em situação de crise e insuficiente na aprovação dos recursos públicos.

Além do que o ministro, em meio às atuais circunstâncias, viu se esvair o poder do pensamento único. Ou seja: a solução miraculosa do ajuste fiscal recebeu o tranco que a Escola de Chicago sempre se recusou a aceitar em sua cartilha. Diz um antigo mantra da teoria econômica: Keynes não uma solução para o capitalismo; Keynes a única solução para a crise do capitalismo.

Em vez de anunciar, em paralelo às medidas de apoio à saúde, o preparo de um plano grandioso o suficiente para recuperação da economia mais à frente, Guedes insiste repetidamente em bater na tecla das reformas estruturantes. Pedro Parente não sofre dessas idiossincrasias intelectuais. É um pragmático. E conhece mais de crise do que Guedes conhece sobre o pensamento econômico. Na última sexta-feira, o descascador-mor de abacaxis foi reeleito chairman da BRF por mais dois anos. Parente certamente quer que o deixem em paz onde se encontra. Um dos empresários que trouxe a tese à baila, encerrou a hipótese sem chance: “É uma pena para o Brasil.”

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O senador Randolfe Rodrigues reuniu-se com Fernando Henrique Cardoso na última segunda-feira, em São Paulo. Saiu impressionado com os elogios de FHC ao desempenho de Rodrigo Maia à frente da Câmara. Em certos momentos, Randolfe pensou estar diante de um cabo eleitoral fazendo campanha pelo seu candidato.

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O nome de Everardo Maciel, secretário da Receita Federal ao longo dos oito anos de governo FHC, entrou na roda de candidatos à sucessão de Marcos Cintra. Maciel tem boa interlocução com Paulo Guedes e sua equipe. No fim do ano passado, por exemplo, encaminhou à equipe de transição a proposta de criação de um código do processo tributário, na tentativa de reduzir a maçaroca de contenciosos entre contribuintes e o Fisco. Ressalte-se ainda que Maciel é um crítico contumaz de uma Receita de perfil investigativo e policialesco, algo que soa bem aos ouvidos do presidente Jair Bolsonaro.

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17.07.19

FHC trending topics

Um conglomerado empresarial estaria em conversações com Fernando Henrique Cardoso para que ele estrelasse um programa de entrevista em rede social. Algo parecido com Diálogos com Mário Sérgio Conti, na GloboNews. O tal conglomerado seria o Grupo Votorantim. FHC já carregaria para a nova empreitada seu patrimônio nas mídias digitais: são mais de 620 mil seguidores no Facebook e no Twitter.

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20.05.19

Múltiplos sinais

Pouco antes do evento da última terça-feira na Força Sindical, em conversa reservada com o presidente da entidade, Miguel Torres, FHC fez duras críticas à prisão de Michel Temer. Confidenciou também que pretende se encontrar com o ex-presidente nos próximos dias. Tratando-se de quem se trata, a última coisa que FHC queria era que a história morresse ali dentro.

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