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08.10.18
ED. 5969

Reunião de board

Fernando Haddad, que estará hoje com Lula, vai pedir autorização à Justiça para fazer duas visitas semanais ao ex-presidente, em Curitiba. Durante o primeiro turno, ambos mantiveram a rotina de um encontro semanal.

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05.10.18
ED. 5968

Haddad busca seus pilares no governo Lula

Caso consiga brecar o avanço de Jair Bolsonaro e ganhar a eleição, Fernando Haddad poderá buscar na era Lula os alicerces para construir um núcleo duro de poder que, a priori, ele não tem. Ainda que em níveis distintos de participação, essa montagem se daria com a presença de Henrique Meirelles e de José Dirceu em seu eventual governo. Por ora, são apenas hipóteses que começaram a ser ventiladas no entorno da campanha petista após a visita de Haddad a Lula na última segunda-feira, em Curitiba.

São articulações que, assim como o magma, crepitam debaixo de terra, mas não se espere que entrem em erupção agora. Não é o momento de lançar nenhum dos dois nomes, em meio à reta final do primeiro turno e à preocupação petista com a subida de Bolsonaro nas pesquisas. O fato é que, cada qual ao seu jeito, tanto Dirceu quanto Henrique Meirelles estão em campanha – e, no caso deste último, não necessariamente para a Presidência da República. Ao fim do processo eleitoral, Meirelles terá desembolsado cerca de R$ 60 milhões em uma disputa que certamente não o levará ao Palácio do Planalto.

Na reta final da campanha, parece ter sido o preço pago por Meirelles para ser lembrado não como o ministro da Fazenda de Michel Temer, mas como o presidente do Banco Central em todos os 2.921 dias da Era Lula. Em seu programa eleitoral, o emedebista poupou o PT e o próprio ex-presidente durante quase todo o tempo. Além da autovalorização do seu trabalho como o grande condutor da economia nos oito anos do governo Lula – período em que o PIB cresceu, em média, 4% – Meirelles parece ter calculado cada frase, gesto ou filmete. O armistício deixa uma porta aberta para uma reaproximação com o PT.

Por que não? O apoio do ex-ministro seria um trunfo de Haddad na (agora incerta) disputa do segundo turno. Meirelles funcionaria como um avalista do compromisso do petista com o ajuste fiscal e as reformas estruturantes. Ao mesmo tempo, sua presença pavimentaria o caminho também para a continuidade de Ilan Goldfajn no comando do Banco Central. Com relação a José Dirceu, sua presença em um eventual governo Haddad exigiria uma configuração mais complexa.

Solto por uma liminar da Segunda Turma do STF, Dirceu já foi condenado a 30 anos e nove meses de prisão e ainda é réu em outros dois processos. Nas elucubrações petistas, o Comandante não assumiria formalmente um Ministério, até porque haveria entraves legais, mas teria o papel de assessor especial da Presidência da República, tornando-se uma espécie de Rasputin de Haddad. Sua presença no Palácio do Planalto dependeria, claro, da capacidade de Haddad de enfrentar ou não as pressões contrárias e o desgaste que a medida lhe traria logo na partida do seu mandato. Vencido isso, ele teria ao lado um estrategista político de primeira e um grande quadro partidário, com a base da militância na mão.

Embora nunca tenham representando o mesmo tipo de pensamento, Dirceu e Lula tocam de ouvido. O “Comandante” seria a representação do PT profundo no governo, algo que o próprio Haddad está longe de ser. O candidato sempre lidou com a base soft da legenda, correndo pelas raias da educação, da ciência política, da defesa de políticas identitárias etc. Dirceu também agregaria sua rede de contatos internacionais. Quem pensa na Bolívia, Venezuela ou Cuba, acertou menos de 50%. O principal capital político do “Comandante” são suas articulações com a tecnocracia e empresários conservadores norte -americano, tais como Dick Cheney e Sheldon Adelson. Meirelles sabe disso, porque presenciou a articulação de Dirceu com Mário Garnero e George Bush, que desaguou na sua indicação para ministro. É possível que “Zé” tenha mais caminhos para chegar a Trump do que o PT inteiro, incluindo o prisioneiro Lula, caso fosse solto. Mesmo com duas sentenças nas costas.

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02.10.18
ED. 5965

Primeiro partido

O PSB será o primeiro partido a anunciar oficialmente seu apoio a Fernando Haddad no segundo turno.

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01.10.18
ED. 5964

O retorno

José Temporão, colega de Fernando Haddad no governo Lula, tem dado a entender que voltará ao Ministério da Saúde em caso de vitória do petista.

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26.09.18
ED. 5961

Josué marcha na direção de Haddad

O empresário Josué Gomes da Silva entrou em rota de colisão com Valdemar Costa Neto, “dono” do PR. Amigo pessoal de Lula e especulado como um possível candidato ao Ministério da Fazenda no eventual governo Haddad, Josué trabalha para que o partido apoie o petista no segundo turno. Valdemar, no entanto, empurra o PR na direção de Jair Bolsonaro. Aliás, já no primeiro turno, abandonando o barco de Geraldo Alckmin antes do iminente naufrágio.

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26.09.18
ED. 5961

Sempre Lula

A candidatura Haddad não mudou uma vírgula do bordão de Eunício de Oliveira, presidente do Senado. Candidato à reeleição, Eunício percorre o sertão cearense se apresentando como o “senador do Lula”.

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25.09.18
ED. 5960

Meirelles tira visto para a campanha de Haddad

O presidenciável de araque Henrique Meirelles está verificando o prazo de validade do seu passaporte para uma eventual flutuação em direção à banda petista. Seria uma decisão individual. Meirelles acredita que os préstimos a Lula o imunizam dos serviços a Temer. A palavra de ordem seria “Na disputa contra Bolsonaro somos todos Haddad.”

Por sinal, curiosamente, entre os respectivos marqueteiros a aliança entre Fernando Haddad e Henrique Meirelles já começou. A relação entre as duas equipes de comunicação é a mais harmônica e colaboracionista possível. Ambas têm trocado informações e compartilhado dados sobre trackings diários. Tudo na maior fidalguia.

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25.09.18
ED. 5960

Ministro novo na praça

Rolou neste fim de semana um novo nome para ministro da Fazenda em um eventual governo de Fernando Haddad. Trata-se do diretor executivo do Banco Mundial, Otaviano Canuto, que já tinha sido cotado para o cargo no governo Dilma Rousseff. Seria o Joaquim Levy de Fernando Haddad.

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20.09.18
ED. 5957

Colete à prova de balas

O PT aumentou a blindagem de Fernando Haddad nas redes sociais. Nesta semana, a campanha petista reforçou a equipe de comunicação digital, com a contratação de uma dezena de novos profissionais. Com o salto de Haddad nas pesquisas e a polarização da disputa eleitoral com Jair Bolsonaro, vai pingar sangue no ambiente digital.

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19.09.18
ED. 5956

Abílio Diniz é o ministro da Fazenda dos sonhos de Fernando Haddad (e de Lula)

Fernando Haddad já encontrou a pedra filosofal do seu governo. Abílio Diniz vem sendo sondado para assumir o Ministério da Fazenda na eventual gestão do petista. Como tudo que diz respeito à candidatura Haddad, o ex-presidente Lula tem papel determinante na escolha, da qual é o avalista-mor. As tratativas, ressalte-se, passam à margem do atual comando do PT. São conduzidas pelo núcleo central da articulação política de Haddad, em sua maioria assessores herdados do próprio Lula. Sob os mais diversos aspectos, a eventual indicação de Abílio para a Fazenda é tratada pelo entorno do candidato petista como um dos grandes achados de sua campanha – guardadas as devidas proporções, algo similar ao que a presença de Paulo Guedes representa para a candidatura de Jair Bolsonaro.

Procurados, Fernando Haddad e Abílio Diniz não quiseram se pronunciar. É bem verdade que outros nomes têm rodado o entorno de Fernando Haddad como potenciais comandantes da economia no governo petista, entre eles o de Marcos Lisboa, secretário executivo do Ministério da Fazenda no primeiro mandato de Lula. Lisboa, no entanto, é um peso-pena se colocado na balança ao lado de Abílio Diniz. O ex-Pão de Açúcar seria um ministro turn key, um combo completo. Ao escolhê-lo, Haddad levaria no mesmo pacote staff, interlocução com o empresariado, simpatia da mídia e, sobretudo, doses hectolítricas de credibilidade. A eventual “nomeação” de Abílio Diniz para a Fazenda antes das eleições – hipótese cogitada no QG de campanha de Haddad –, teria o condão de atrair a confiança do mercado, inclusive no exterior.

Abílio é um personagem do mundo, membro do board do Carrefour em Paris. Algo que os principais assessores econômicos do PT – como Guilherme Mello, Marcio Pochmann, Ricardo Carneiro e Luiz Gonzaga Belluzzo –, além do próprio Marcos Lisboa, estão longe de conseguir, sem qualquer demérito à trajetória de cada um. Abílio seria o avalista do compromisso do governo Haddad com o ajuste fiscal e a realização das reformas estruturantes. Além disso, o petista teria ao seu lado um empresário puro-sangue do setor real, em contraponto aos financistas que cercam os demais candidatos à Presidência. Ressalte-se ainda que a indicação de Abílio significaria a presença de um nome sem máculas na Pasta da Fazenda, algo que ganha ainda mais relevância em se tratando de um partido que tem dois ex-titulares do cargo fisgados pela Lava Jato – Antonio Palocci e Guido Mantega. Para Abílio Diniz, a nomeação para o Ministério da Fazenda seria a coroação de sua trajetória, a pedra preciosa que falta em sua cravejada biografia. Ressalte-se que Abílio, não é de hoje, flerta com a vida pública, notadamente na era petista.

Caso raro de empresário que nunca “tucanou”, esteve cotado para assumir a Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff. Sua relação com Lula sempre foi a melhor possível. Em entrevista ao Estado de S. Paulo, em 2010, ele se declarou “fã de carteirinha” do então presidente da República. No fim de 2011, quando o petista esteve internado no Sírio-Libanês para tratar de um câncer, o ex-dono do Pão de Açúcar o visitou. Segundo testemunhas, foi um encontro repleto de mesuras de parte a parte. A idade não seria um obstáculo para Abílio Diniz assumir o manche da economia. Suas condições físicas são excelentes. Como ele próprio costuma dizer, desde os 29 anos ele se preparava para chegar aos 80. Abílio teria o vigor necessário para tourear o Congresso, negociar as reformas e, sempre que necessário, matar no peito e trazer para a sua responsabilidade agendas extremamente desgastantes. Um exemplo: ele já defendeu abertamente a elevação da carga tributária: “Se a atividade econômica cresce, aumenta a receita. Enquanto não cresce, tem de aumentar o imposto. Quem disser o contrário, é hipocrisia”.

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18.09.18
ED. 5955

Pedaço de Chico

“Estava à toa na vida e o PT me chamou, pra ver o Haddad chegar mostrando o seu vigor”. O estribilho original, claro, não é esse, mas o partido, o presidenciável e o autor de “A banda”, Chico Buarque, estão prestes a desfilar de braços dados na avenida eleitoral. O compositor teria recebido mensagens de Lula, pedindo participação na campanha de Fernando Haddad e ressaltando a importância do seu apoio. Chico nunca negou fogo quando foi chamado pelo PT e, especialmente, pelo ex-presidente. Mas essa eleição é considerada a mais emblemática de todas. E Chico é um reforço que faz diferença. Resta ver se vai entrar em campo.

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17.09.18
ED. 5954

Henrique Meirelles cola em Temer para propagandear seu “governo de transição”

Os vídeos de Michel Temer nas redes sociais com críticas a Geraldo Alckmin e Fernando Haddad são apenas as primeiras cenas da colaboração velada entre o Palácio do Planalto e a campanha de Henrique Meirelles. Há um esforço conjunto e coordenado no sentido de alavancar a candidatura do emedebista. A priori, Temer continua sendo uma presença infectocontagiosa para a imagem de qualquer candidato e, para todos os efeitos, seguirá a léguas de distância de Meirelles. No entanto, o ex-ministro da Fazenda acredita ter encontrado um veio na relação com o presidente que só ele pode explorar.

Meirelles é o único dos concorrentes ao Planalto capaz de trazer para si a negociação com o governo de soluções antecipadas para alguns dos dramáticos problemas a serem enfrentados pelo futuro presidente. Mais do que qualquer outro candidato, Meirelles pode dizer com autoridade que o “governo de transição” começa antes mesmo da eleição. É sintomático, por exemplo, que o atual titular da Fazenda, Eduardo Guardia, uma extensão de Meirelles no cargo, tenha surgido em cena na semana passada resgatando a reforma da Previdência, com a proposta de um mutirão no Congresso para a aprovação do projeto logo após as eleições.

Quase que simultaneamente chama a atenção também a movimentação do ministro em torno da elaboração de proposta para a redução do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica (IRPJ). Ninguém, a bem da verdade, acredita que o Congresso Nacional aprove qualquer medida polêmica ou impopular nesse período. Mas Henrique Meirelles poderia trazer para si a resolução do problema orçamentário do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), programas sociais que tiveram parcela expressiva de verbas diferidas para aprovação futura pelos congressistas. A saída está dada – ver RR edição de 13 de setembro – e tem sido objeto de discussão entre o candidato emedebista e seus ex-companheiros de equipe econômica.

O expediente não passa pelo Congresso. Os recursos seriam providos do lucro do Banco Central, uma artimanha fiscalmonetária condenada à extinção, que transfere para a instituição a rentabilidade das reservas cambiais sem que elas tenham sido vendidas. Conseguindo ou não êxito em suas demandas, o importante na campanha é o discurso e o espaço no noticiário. A reaproximação do governo e do presidente da República que o próprio Henrique Meirelles renega em sua campanha eleitoral é uma desesperada tentativa de içar uma candidatura pregada no chão. Com 3% nas últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha, o solitário emedebista tem de inventar algo diferente, mesmo correndo o risco de levar um tombo.

Michel Temer é um chapéu de dois bicos: tanto atrapalha quanto ajuda. A estratégia de usar o próprio Temer para satanizar Geraldo Alckmin nas redes sociais foi elaborada a partir de uma “joint venture” entre Elsinho Mouco, o marqueteiro da Presidência da República, e os publicitários Chico Mendez e Paulo Vasconcellos, responsáveis pela comunicação de Meirelles. Outras peças deverão ser produzidas e disseminadas nos próximos dias. Enquanto isso, Meirelles analisa se vale a pena posar como o “candidato-estadista” que convenceu o presidente da necessidade de resolver parte dos graves problemas do futuro governante, seja ele quem for.

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14.09.18
ED. 5953

Fernando Haddad vai virar sertão

Fernando Haddad vai se “mudar” para o Nordeste. O plano de voo para a campanha petista prevê, logo na partida, uma blitzkrieg de Haddad na região, com atos em todos os estados nordestinos no espaço de até dez dias. O objetivo é acelerar a transferência de votos de Lula para o seu “poste” justamente no maior reduto eleitoral do PT, de forma a criar um rápido efeito retroalimentador nas pesquisas. A meta é que Haddad já apareça na próxima leva de sondagens próximo dos 15%, portanto à frente de Ciro Gomes e já descolado de Marina Silva e Geraldo Alckmin. Nesse esforço de captura do eleitorado nordestino de Lula, nos últimos dois dias o candidato petista manteve intensa interlocução com caciques políticos da região, notadamente Renan Calheiros e Eunício de Oliveira. Há um temor de que ambos, notórios “lulistas”, descolem da candidatura petista. Uma coisa é circular pelo Nordeste de braços dados com Lula: a outra, completamente diferente, é pedir votos para um professor paulista com baixo recall na região.

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14.09.18
ED. 5953

Esquerda online

A coligação entre o PT de Fernando Haddad e o PSOL de Guilherme Boulos já começou, ao menos no WhatsApp. Os dois candidatos lideram um grupo de conversas com mais de 200 integrantes, entre artistas e celebridades identificados com a esquerda. O agrupamento digital foi batizado de “Coalas”, uma abreviação para coalizão.

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12.09.18
ED. 5951

PT enquadra o ambivalente Camilo Santana

A subida de Ciro Gomes nas pesquisas já está fazendo eco dentro do PT. Gleisi Hoffmann fez chegar uma dura mensagem ao petista Camilo Santana, governador do Ceará e candidato à reeleição. A cúpula do partido não fará mais vista grossa ao comportamento camaleônico de Santana, que se divide entre o apoio a Fernando Haddad e a Ciro. O governador cearense lidera uma coligação baleia, que inclui, além do próprio PT, o PDT, de Ciro, e o MDB, de Eunício de Oliveira. Santana, porém, nem parece mais um petista. Tem viajado pelo interior do Ceará de braços dados com Cid Gomes, irmão de Ciro, e participado de atos políticos em que pede votos ao candidato pedetista.

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11.09.18
ED. 5950

Haddad+Manoela

PT e PCdoB estão organizando um ato político em Porto Alegre para o fim desta semana. Há um forte burburinho de que o comício marcará o lançamento da chapa Haddad/Manoela.

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29.08.18
ED. 5942

Google Translate

No aquecimento para os debates e programas eleitorais que terá pela frente, Fernando Haddad está passando por treinamentos específicos com o objetivo de “descomplicar” o vocabulário. Segundo pesquisas realizadas pelo PT, o linguajar do “professor” é pouco acessível a boa parte do eleitorado lulista.

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27.08.18
ED. 5940

Transferência da faixa

A cúpula do partido já discute o “cerimonial” da passagem de bastão de Lula para Fernando Haddad. O PT pretende transformar a oficialização de Haddad como candidato à Presidência da República em um grande evento de mobilização da militância e de reafirmação do poderio eleitoral do mais célebre prisioneiro do país. A ideia é realizar um comício em Curitiba, próximo à carceragem da Polícia Federal. O PT planeja levar milhares de filiados e representantes de movimentos sociais para a cidade paranaense, com transmissão do evento ao vivo nas redes sociais.

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17.08.18
ED. 5934

Alckmin se antecipa ao PT e abre fogo contra Haddad

O PSDB não vai esperar pelo óbvio, leia-se a substituição de Lula por Fernando Haddad na disputa presidencial. A ordem na campanha de Geraldo Alckmin é subir o tom contra Haddad desde já. A partir deste fim de semana, a comunicação do tucano começará a despejar nas redes sociais ataques à gestão do petista na Prefeitura de São Paulo.

Uma das peças já prontas mostrará que ele cumpriu apenas metade das promessas de campanha. Ao mesmo tempo, a propaganda tucana vai associar a figura de Haddad aos malfeitos do PT e à herança econômica do governo de Dilma Rousseff. Neste caso, o marqueteiro de Alckmin, Lula Guimarães, vai utilizar como mote o número do PT e o tempo em que a sigla esteve à frente da Presidência, contando o interrompido segundo mandato de Dilma: “13 anos de PT e 13 milhões de desempregados”, dirá um dos spots.

O slogan já foi testado pelo tucano em um evento político no interior de São Paulo na semana passada e será viralizado nas mídias digitais. A decisão da campanha de Geraldo Alckmin de antecipar os fatos e jogar foco, desde agora, em Fernando Haddad foi determinada pelos primeiros sinais de crescimento do petista nas pesquisas. Sondagens feitas pelo QG de Alckmin entre os dias 10 e 14 de agosto indicaram que Haddad já começou a herdar votos transferidos pelo ex-presidente Lula, mesmo antes da oficialização da sua candidatura. O que tem chamado a atenção dos tucanos é o aumento das menções espontâneas a Haddad. Em uma das sondagens, o ex-prefeito já aparece perto dos 8%, dois pontos percentuais a mais do que na pesquisa divulgada pela Rede Record no início da semana.

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10.08.18
ED. 5929

Indulto de Lula é um brado silencioso na campanha dos candidatos da esquerda

Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Jaques Wagner, Manuela D’Ávila, demais petistas e companheiros de viagem que compõem os estado maior e menor da campanha antiprisional do companheiro Lula: a palavra de ordem é um “psiu” tonitruante sobre o indulto do ex-presidente. O perdão de Lula é o verdadeiro mote de qualquer um dos seus “postes”. Mas um mote não dito, quiçá proibido. A revelação desse obsessivo desejo deixará a campanha desnuda.

O indulto não deve ser dito; se dito, não deve ser comentado; se comentado, não deve ser confirmado; nem como intenção distante. O assunto é tratado com cadeado porque Lula cultiva o dilema de Tostines: não pode ser indultado porque não é culpado. Se aceitar o perdão presidencial, estaria concordando que não é inocente. No último domingo, durante a reunião de emergência que sancionou Haddad como vice e “poste”, simultaneamente, Lula falou cinco vezes sobre o tema, conforme inconfidência feita pelo ex-prefeito junto a interlocutores.

A liberdade de Lula conquistada sob a forma de um simulacro do perdão papal escrito na Carta Magna transforma qualquer diretriz ou programa do PT e das oposições em um plano hierarquicamente inferior. Não é difícil imaginar a influência de Lula livre e solto em um governo do “poste”. Adivinhe quem vai governar de fato? A agenda do indulto de Lula traz na cauda do cometa o indulto de José Dirceu e a realidade fantástica da recomposição do PT guerreiro, radical e ameaçador do sistema.

O indulto é um tema proibitivo para todos os candidatos de esquerda. Ciro Gomes, Guilherme Boulos e Manuela D ́Ávila arriscaram alguns passos de dança sobre o assunto. Lula desautorizou todos. Não há nada que apavore mais o sistema do que Lula livre, pairando acima da Justiça. O líder do PT sabe que, se essa cartada for dada antes da hora, ele cinde o país. A lenda Lula, em um recado que já se tornou um mantra, não admite – da boca para fora – ser indultado. Ele aceita sua liberdade se for reconhecido inocente. Conversa para boi dormir. Lula quer ser indultado na hora certa, um tempo quase científico. Ninguém que não seja ingênuo na acepção mais profunda da palavra acredita que, na hipótese de vitória de um candidato da esquerda, o indulto não emergirá de um caldeirão de lava fervente despejado pelo próprio Lula. Trata-se de uma teoria irrefutável e não indultável.

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07.08.18
ED. 5926

A agenda Haddad

Além do encontro com o nº 1 da Febraban, Murilo Portugal, Fernando Haddad costura também sua ida à Fiesp para uma conversa com o presidente em exercício da entidade, José Ricardo Roriz Coelho. Ainda em agosto, deverá se reunir com investidores em Nova York. O RR apurou que o PT articula também um evento entre Haddad e prefeitos do partido. Mas o candidato do PT à Presidência é Lula..

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26.07.18
ED. 5918

Lula diz até onde Haddad pode falar

Apontado como plano B do PT na disputa presidencial, o ex-prefeito Fernando Haddad foi orientado diretamente por Lula a procurar a imprensa e conceder o maior número possível de entrevistas sobre o plano de governo, que está pronto. Mas a orientação veio com uma ressalva: não falar sobre estratégias e evitar exercícios de futurologia. A ordem é evitar crises de ciúme com as correntes do PT.

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09.07.18
ED. 5905

Devida publicidade

Depois de Ciro Gomes e Fernando  Haddad, agora é Geraldo Alckmin quem costura um encontro com Delfim Netto. Tudo, claro, com a devida publicidade.

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06.07.18
ED. 5904

A Copa do Mundo de Haddad

Fernando Haddad é aguardado hoje em Curitiba para assistir à partida da seleção brasileira contra a Bélgica ao lado de Lula. Nomeado no início desta semana como um dos advogados do ex-presidente, Haddad passou a ter livre acesso à carceragem da Polícia Federal. A previsão é que esteja com Lula ao menos uma vez por semana. Ao que parece, a candidatura Haddad já está classificada para as semifinais.

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28.06.18
ED. 5898

Lula fixa o piso da candidatura Haddad

Lula disse “que pensaria” na hipótese de descartar sua candidatura e indicar Fernando Haddad para substitui-lo caso o ex-prefeito de São Paulo alcance 15% do eleitorado nas pesquisas de julho. O percentual deixaria Haddad acima de Marina Silva e em condições de ser o grande adversário de Jair Bolsonaro. Na última pesquisa da XP Investimentos, Fernando Haddad estava empatado com Marina, em 12%, nas duas primeiras semanas de junho. Se Lula não se posicionar mais rapidamente, corre o risco de ver desinflar o seu portfólio pessoal de votos e reduzir a capacidade de transferi-los. A informação é de um dos escudeiros com acesso ao ex-presidente, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

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25.06.18
ED. 5895

O Guia de Fernando Haddad

Walfrido dos Mares Guia já é tratado pelos próprios petistas como o coordenador da virtual campanha de Fernando Haddad à Presidência. O ex-ministro tem tido uma participação cada vez mais assídua na articulação política de Haddad dentro e fora do PT.

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21.06.18
ED. 5893

Correção

O RR de ontem, na pressa do fechamento, trocou a ordem dos fatos na matéria sobre os militares e os presidenciáveis. Disse que o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, irá se encontrar com os candidatos e que a primeira reunião será com Fernando Haddad, representando Lula. Na realidade, o general já se encontrou com várias candidatos e Haddad será o último deles. O equívoco não altera em nada a análise feita na matéria.

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13.06.18
ED. 5887

Troca de afagos

Aos poucos, PT e PSB vão construindo a narrativa de uma possível aliança. O RR apurou que Fernando Haddad telefonou ontem ao presidente do PSB, Carlos Siqueira, para agradecer aos elogios que recebeu em entrevista ao Estadão. Siqueira disse ao jornal que Lula não será candidato, e Haddad é o melhor nome do PT para disputar a presidência.

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26.04.18
ED. 5855

Chapa Ciro-Haddad pode levar a indulto de Lula

O grande temor da centro-direita começa a ganhar contornos de realidade: a chapa Ciro Gomes e Fernando Haddad está amadurecendo. E traz ao fundo os dizeres “Lula livre”. A moeda de troca do PT para abrir mão da candidatura própria e fechar o apoio a Ciro seria a garantia de indulto do ex-presidente em 2019. A questão já foi abordada entre Ciro e Haddad. Além da reunião na manhã da última segunda-feira no escritório de Delfim Netto em São Paulo, que contou ainda com a presença de Luiz Carlos Bresser Pereira, ambos teriam se encontrado em outras duas ocasiões em pouco mais de dois meses.

Por ora, o mandato de Haddad é apenas para assuntar o tema. Mesmo com o compromisso do indulto presidencial por parte de Ciro, não há garantias de que Lula aceitaria o acordo. É pouco provável, inclusive, que ele saia do casulo da sua candidatura antes de agosto. Segundo integrantes do alto comando petista, ofereçam o que oferecerem a Lula, ele não entregará seus votos nem para um nome do próprio partido e muito menos para um aliado nesse período. É estranha a fábula construída por Luiz Inácio, que relata a história de um sapo barbudo que preferiu viver engaiolado a apoiar um sapo igual a ele.

O acordo em torno do indulto é feito sob medida para uma aliança PDT-PT: Ciro Gomes é o único candidato que aceitaria discutir a hipótese de conceder liberdade a Lula caso vença as eleições presidenciais. Uma moeda valiosa por outra: ao ser o “ungido” do ex-presidente, o pedetista colocaria os dois pés no segundo turno. Só algo imponderável tiraria a chapa Ciro-Haddad da disputa final. Devidamente pesados os prós e contras, Ciro poderia, inclusive, usar o próprio indulto de Lula como uma bandeira eleitoral para galvanizar o apoio do campo da esquerda em torno da sua candidatura e capturar o máximo possível do patrimônio eleitoral do ex-presidente. Ressalte-se ainda que a aliança teria o efeito de um strike sobre a atual configuração das candidaturas de centro-direita, que precisariam se reordenar em torno de uma dobradinha de calibre similar, como, por exemplo, Marina Silva-Joaquim Barbosa.

A julgar pelos recentes movimentos do STF, parece até haver, desde já, um dueto entre a Corte e Lula. Em um mundo simétrico, seria possível dizer que a coreografia do indulto já estaria sendo ensaiada, vide a decisão do Supremo de tirar de Sergio Moro trechos das delações de ex-executivos da Odebrecht contra o ex-presidente. Ressalte-se que, a rigor, a Constituição estabelece que a clemência de condenados é prerrogativa da Presidência da República. Em seu Artigo 84, Inciso XII, a Carta Magna diz que compete privativamente ao presidente a atribuição de conceder indulto e comutar penas – ambos dispositivos de alcance coletivo.

Cabe também a ele estabelecer os requisitos para a extinção da punibilidade de um determinado grupo de condenados – a graça só não se aplica a presos por prática da tortura, tráfico de drogas, atos de terrorismo ou crimes hediondos. Na atual circunstância, no entanto, independentemente do que reza a Constituição, é difícil imaginar que um eventual acordo desta natureza entre Ciro e Lula se consumaria sem passar pela agulha do STF. Não custa lembrar que, em março deste ano, atendendo a um pedido da Procuradoria Geral da República, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu parte do indulto concedido pelo presidente Michel Temer, impedindo a extensão do benefício a condenados por corrupção.

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26.03.18
ED. 5833

Ruim para Haddad, péssimo para Doria

O Ministério Público de São Paulo deverá receber em breve farta munição referente à concorrência de quase R$ 7 bilhões para a contratação do novo sistema de iluminação pública de São Paulo. Uma das empresas alijadas da licitação dispõe de um acervo de informações capaz de iluminar os pontos mais obscuros do processo. São detalhes de manobras administrativas que teriam sido feitas no âmbito da Prefeitura para direcionar o resultado da bilionária disputa – um aperitivo foi entregue recentemente em algumas redações. O escândalo veio à tona apenas na semana passada, com o vazamento de um áudio da diretora do departamento de iluminação do município (Ilume), Denise Abreu, Na conversa, Denise supostamente se refere ao pagamento de propina por parte da FM Rodrigues, vencedora da licitação. O caso, no entanto, é notório nos corredores da Prefeitura de São Paulo há mais de dois anos,
atravessando a reta final da gestão de Fernando Haddad e o breve mandato de João Doria – ver RR edição de 14 de setembro de 2017.

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28.02.18
ED. 5815

Eleições contemplam do plebiscito da privatização ao fundo de desestatização no atacado

O ex-presidente Lula, sabidamente um antiprivatista, recebeu da sua assessoria econômica, na semana passada, sugestão para que realize um plebiscito sobre a venda das estatais. Antes que se pense em oportunismos e narrativas eleitorais, a consulta popular não está para Lula como a intervenção federal no Rio para Michel Temer. A expectativa dos autores da ideia é que a privatização seja aclamada nas urnas. A imagem das companhias estatais foi uma das principais atingidas com a operação Lava Jato.

O plebiscito, caso favorável, liberaria o ex-presidente do seu compromisso com o estatismo. Se a decisão fosse antiprivatista, melhor para Lula, que ficaria onde sempre esteve. O mais provável, ressalte-se, é que o ex-presidente se torne inelegível e a proposta fique guardada na cachola dos seus conselheiros. O relevante, contudo, é que a privatização vai chegando ao coração da esquerda. Com diferenças de ênfase na aprovação da medida, o trio de potenciais substitutos de Lula na disputa pela Presidência – Fernando Haddad, Jaques Wagner e Ciro Gomes – não engrossam as hostes estatizantes.

A candidata Marina Silva, que ideologicamente se situa em um ecossistema desconhecido, é hoje privatista até mesmo quando quer disfarçar que não é. Como toda regra tem exceção, o provável candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, performa como isolado baluarte antiprivatista. Como o PSOL não passa de um átomo no macrocosmo da política nacional, as convicções de Boulos não alterarão o rumo de desmobilizações dos ativos públicos desde já traçado.

Todos os demais candidatos defendem com unhas e dentes que o Estado se desfaça das suas empresas. O saldo das antigas e novas adesões criou um cenário único: é inimaginável o país atravessar o período de 2019/2022 com o mesmo quadro de grandes estatais – ver RR de 18 de janeiro. Todos os presidenciáveis estão alinhados: dos mais contidos, como Ciro Gomes, aos mais disparatados, como Jair Bolsonaro. O capitão, inspirado pelo seu guru, o economista Paulo Guedes, namora privatizar no atacado. Transferiria todas as estatais para um fundo cujo valor seria abatido da dívida pública, fazendo uma espécie de recuperação judicial do passivo interno federal. O Brasil com diminuto número de empresas estatais era inimaginável. Agora, tudo indica que é inevitável. Para o bem ou para o mal.

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02.02.18
ED. 5800

Doutores do obituário

Nos últimos dias, foi criado um grupo de WhatsApp para discutir a estratégia de defesa de Lula, reunindo não apenas Cristiano Zanin, mas também o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, o jurista Alberto Toron e o ex-prefeito Fernando Haddad, formado em Direito pela USP. Agora que o destino do ex-presidente já parece traçado…

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25.01.18
ED. 5794

Estilhaços de Porto Alegre

Contratado para produzir o mais recente programa eleitoral do PT, o publicitário Sidônio Palmeira deverá ser confirmado como marqueteiro da candidatura do partido à Presidência da República. Sidônio comandou as duas vitoriosas campanhas de Jaques Wagner ao Governo do Bahia. Pode não significar coisa alguma; pode significar muita coisa…

Como se não bastassem o martírio judicial de Lula e a dramática escassez de novos quadros, o PT está prestes a perder uma fatia importante da sua ala jovem. Cerca de 50 diretores do movimento estudantil UJB, um dos maiores do país, deverão anunciar nos próximos dias sua desfiliação. A maioria passará a vestir a camisa do PSB.

Ontem, a entrevista de Fernando Haddad ao Estadão no último fim de semana ainda ecoava entre os dirigentes do PT. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, não escondia a irritação com o discurso de Haddad, notadamente em relação à reforma da Previdência. Na cúpula do partido, houve quem perguntasse se Haddad virou garoto-propaganda de Temer.

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13.11.17
ED. 5744

Preleções sobre o banco de reservas da candidatura Lula

O presidente do PDT, Carlos Lupi, e o ex-governador Jaques Wagner têm proseado sobre a candidatura do campo da esquerda se Lula for impedido de participar da disputa. Não são muitas as alternativas. O nome de Wagner surgiu, é claro, em várias combinações. É um notório candidato a pré-candidato se o titular não for para a eleição. As outras hipóteses levam a Ciro Gomes. Na primeira, ele encabeçaria a chapa com o ex-prefeito Fernando Haddad como vice-presidente. Outra derivada seria Ciro sair para a presidência com um empresário como vice, repetindo o modelo dos Lula I e II. O nome ideal é o filho de José Alencar, vice de Lula. O dono da Coteminas, Josué Gomes da Silva, esteve cotado para ser ministro por pelo menos três vezes nos governos de Lula e Dilma Rousseff. E uma chapa com Haddad na presidência? O consenso é que o político paulista não agrega à esquerda e ainda fraciona o monolítico e majoritário eleitorado do PT no Nordeste. O que ambos querem é que Lula supere a Lava Jato. Se isto acontecer, sua eleição para presidente é a única coisa praticamente certa na política brasileira.

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09.11.17
ED. 5742

A vez de Suplicy

Eduardo Suplicy ultrapassou Fernando Haddad na disputa interna pela candidatura ao Senado. Talvez pelo apoio de petistas históricos a Suplicy, como o ex- sindicalista Luiz Marinho; talvez porque Haddad esteja sendo guardado para uma missão maior.

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10.10.17
ED. 5722

Simulações

Uma nova proposta começa a ganhar forma no PT para as eleições de 2018: o ex-sindicalista Luiz Marinho sairia como candidato ao governo de São Paulo, com Fernando Haddad disputando uma cadeira no Senado. Isso, claro, se Haddad não for convocado para uma missão maior.

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14.09.17
ED. 5704

Apagão nas licitações une João Doria e Fernando Haddad

Se a concorrência para a manutenção dos sinais de trânsito em São Paulo está parada há mais de 50 dias, há uma penumbra ainda maior sobre a licitação da Prefeitura para a modernização do sistema de iluminação pública e instalação de câmeras e sensores – um cobiçado contrato com prazo de 20 anos e valor de R$ 7,3 bilhões. Um ano e meio após a entrega das propostas, os envelopes sequer foram abertos. Os dois consórcios finalistas – Walks e FM Rodrigues/CDL –, se engalfinham na Justiça em uma contenda marcada por denúncias de irregularidades e de favorecimento. O lance mais recente se deu em agosto: o desembargador Eduardo Gouveia, da 7a Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, concedeu liminar determinando a continuidade da concorrência e a leitura das propostas.

No entanto, a Prefeitura mantém essa luz apagada. Mais de um mês já se passou e o que está dentro dos envelopes segue sendo uma espécie de “terceiro segredo” de Fátima. O timeline do imbróglio é longo e atravessa as gestões de Fernando Haddad e João Doria. Começa em 24 de abril do ano passado, quando o consórcio FM Rodrigues entrou com uma representação do Tribunal de Contas do Município (TCM-SP) pedindo a exclusão do Walks, sob a alegação de que a garantia apresentada pelo concorrente não poderia ser aceita. O TCM-SP acatou a solicitação, posteriormente revertida por um mandado de segurança.

Após diversos ziguezagues na Justiça, no dia 10 de maio deste ano, a FM Rodrigues deu uma nova cartada: pediu à Comissão de Licitações da Prefeitura a exclusão de seu oponente, uma vez que a Alumini –controlada por uma das empresas do Consórcio Walks, a Quaatro – havia sido declarada inidônea na esfera federal por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. A Comissão aceitou o argumento e, no dia 6 de julho, tirou o consórcio do páreo. O Walks recorreu, com a alegação de que a punição se aplica a uma subsidiária da Quaatro e está restrita ao âmbito federal.

A liminar da 7a Câmara de Direito Público do TJ-SP recolocou o consórcio na concorrência. Nos bastidores, empresas do Consórcio Walks (WPR Participações, leia-se WTorre, Quaatro Participações e KS Brasil Led Holdings) insinuam que autoridades da administração pública estariam agindo com o propósito de beneficiar o concorrente, um pool formado pela FM Rodrigues, Consladel e Laços Detetores. Consultada pelo RR, a Prefeitura de São Paulo afirmou “desconhecer qualquer acusação de favorecimento a interessados na licitação em curso”. Declarou ainda que “o entendimento da Comissão de Licitações é que as empresas Quaatro e Alumini estão intrinsicamente ligadas, como a própria Quaatro reconhece em petição, nos autos de Ação de Execução em trâmite pela 44a Vara Cível do Foro Central.” A Prefeitura informa também que a “manutenção da iluminação pública ocorre por meio dos contratos em vigor.”

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11.09.17
ED. 5701

O eclipse de Haddad

Fernando Haddad – o plano A ou B ou, sabe-se lá, C de Lula – tem feito discretas viagens pelo país. Nos últimos dois meses, esteve em cidades de seis estados. O roteiro é quase sempre o mesmo: encontros reservados com lideranças locais do PT e entidades do terceiro setor. Tão reservados que praticamente não têm repercussão alguma.

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02.05.17
ED. 5609

A depressão de Haddad

O ex-prefeito Fernando Haddad, candidato a candidato do PT à Presidência da República, atravessa uma fase de depressão. Haddad mal tem ânimo para participar dos compromissos mais importantes da sua agenda social e política. Colabora para esse estado de coisas a preocupação com as dívidas da campanha eleitoral – as cobranças já lhe batem à porta. Ao menos há uma boa notícia: o presidente do Insper, Claudio Haddad, o convidou para ser professor da universidade. Haddad ainda não respondeu. Antes que se pense que esta é uma ação em família, apesar do sobrenome homônimo, os dois não tem laço de parentesco.

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 Embalado pela absolvição no STF da acusação de peculato, Celso Russomanno retoma a campanha à Prefeitura de São Paulo com uma mudança de estratégia. Tem poupado o prefeito Fernando Haddad de pesadas críticas, de olho no provável segundo turno contra Marta Suplicy ou João Doria.

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 Em público, Fernando Haddad diz que Gabriel Chalita está mantido como candidato a vice em sua chapa; entre quatro paredes, já busca alternativa. O assunto foi tratado nos últimos dias entre o prefeito e Carlos Lupi, que acumula a presidência nacional e de São Paulo do PDT. A preocupação de Haddad é o impacto negativo da citação de Chalita na delação de Sérgio Machado. Já basta o desgaste do PT com a Lava-Jato.

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04.05.16
ED. 5361

Greta Garbo

 O ex-senador Eduardo Suplicy – quem diria? – deve acabar na vereança. Fernando Haddad defende que Suplicy, hoje secretário de Direitos Humanos de São Paulo, saia como candidato a vereador em outubro e funcione como puxador de votos para o PT.

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10.03.16
ED. 5324

Crepúsculo

 Paulo Maluf ainda acredita que consegue dar as cartas nos destinos do PP. Recém-condenado pela Justiça da França, Maluf trabalha pela manutenção da aliança do partido com o PT na eleição à prefeitura de São Paulo. A essa altura, talvez nem o próprio Fernando Haddad queira tal apoio.

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 Frase de um empresário paulistano ao ouvir da própria Marta Suplicy que Gabriel Chalita seria um ótimo vice para sua chapa. “Ela vai fazer de tudo para seduzir esse rapaz, tirá-lo dos braços do Haddad e depois largá-lo pelo caminho”.

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09.09.15
ED. 5202

Brasília 2

A pouco mais de um ano das eleições municipais, a cúpula do PMDB avalia deixar a gestão de Fernando Haddad. O partido tem cinco secretarias na capital paulista, a mais notória, a de Educação, ocupada por Gabriel Chalita.

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