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09.06.20

A volta dos que não foram

Existem condições razoáveis para a deposição democrática do presidente da República, Jair Bolsonaro. Colabora para isso um minúsculo estamento da sociedade civil, que é sócio atuante em todas as deposições dos mandatários da Nação. Atende por “elites”, nome que pode representar uma miríade de outras coisas. Estamos falando de um contingente rico, inteligente, financiador de políticos, sofisticado, com relações permanentes entre si, articulações internacionais, interlocução com o alto oficialato e que se sente extremamente à vontade com diplomatas e juízes do Supremo.

Um pequeno grupo que, enquanto políticos e presidentes passam, eles permanecem. O leitor sabe de quem o RR está falando. Há informações seguras, e essa newsletter já tratou do assunto anteriormente, de que as elites passaram a conversar, como sempre fez quando incomodada institucionalmente, no seu ego, no seu “soft” power. Essa alta roda tem trocado prosa com uma intensidade crescente nas últimas três semanas. Os plutocratas estariam considerando que carregar o custo Bolsonaro até 2022 é, digamos assim, inaceitável.

Essas pessoas de fino trato, que poderiam ser apresentadas de forma simplificada como não mais que donos da mídia, alguns banqueiros, dois ou três executivos de multinacionais, dois representantes de sociedade de classe e políticos que conjugam sabedoria e elegância, são transversais aos Poderes. Todos estão assustados com a fragilidade institucional da Nação e com vergonha da imagem do país no exterior, irritados com a perda de dinheiro dos seus negócios, temendo pelo caos social e até se cansando do excesso de ativismo ultraliberal. As elites depuseram João Goulart, Fernando Collor, Dilma Rousseff, e quem sabe agora aumentem sua lista.

O RR não está se referindo ao PT, Lula, FHC, Ciro Gomes, sindicatos, MST, estudantes e outros grupos visíveis no contexto da luta política, mas, sim, a quem faz os fatos acontecerem como árbitros ocultos do sistema. Eles estão conversando, é o que pode ser dito. E esqueçam a palavra golpe. As ferramentas são o celular e ordens de pagamento robustas, além de network e favores a serem cobrados. Fica o registro dos acontecimentos, o que não quer dizer que consequências maiores venham a acontecer. Quer dizer apenas que as elites entraram no jogo.

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29.06.18

Espumando de raiva

Fernando Collor de Mello (PTC-AL) está espumando de raiva com a decisão do partido de não lançar sua candidatura à Presidência. Disso ele já sabia. Só esperava ser avisado antes da imprensa.

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02.08.17

João Lyra duela com credores, herdeiros e a Lava Jato

Aos 86 anos, o usineiro e ex-deputado João Lyra mostra fôlego para evitar as armadilhas que surgem em seu caminho – venham elas de Curitiba, onde sua relação com Fernando Collor e a BR Distribuidora é escarafunchada, ou da Comarca de Coruripe (AL). É lá que se arrasta o processo de falência de seu antigo império sucroalcooleiro, que vive novos e decisivos capítulos nesta semana. Lyra e seus herdeiros tentam brecar na Justiça o leilão de ativos da massa falida da Laginha Agro Industrial, que teve início no último dia 26 e se estende até a próxima sexta-feira. Trata-se de um momento chave desta epopeia “sucro-judicial”.

Nove anos após o pedido de recuperação, os 14 mil funcionários e centenas de fornecedores e bancos credores não receberam um centavo sequer. O leilão é a primeira possibilidade concreta de pagamento de parte dos R$ 2 bilhões em dívidas. O primeiro tiro contra os credores errou o alvo: na última quarta-feira, um dos filhos do empresário, Antonio José Pereira Lyra, entrou com um pedido de suspensão do leilão, negado pelo desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo, do TJ-AL.

Os Lyra, no entanto, não desistem tão facilmente. Segundo o RR apurou, os advogados do próprio patriarca também estariam se movimentando para suspender os efeitos do leilão, no qual são ofertados o terreno e o imóvel onde funcionava a sede do grupo, em Maceió, além de um apartamento e um imóvel comercial. Ressalte-se que João Lyra e seus herdeiros correm em raias separadas. Duelam com os credores tanto quanto digladiam entre si. Os filhos já entraram na Justiça com um pedido de interdição do pai.

O expediente lhes daria a possibilidade de assumir o mando dos ativos no caso de uma eventual transformação da falência em recuperação judicial – em fevereiro, Lyra impetrou recurso no STJ pleiteando esta reversão. Não obstante a dívida da Laginha, sempre dá para extrair algum caldo de um patrimônio avaliado em R$ 1,9 bilhão. Curiosamente, por mais dolorosa que seja, sob certo aspecto esta disputa consanguínea é conveniente para o clã. A família deve, não nega, mas, enquanto briga, ganha tempo e preserva o patrimônio congelado.

O RR fez seguidas tentativas de contato com os advogados de João Lyra, por telefone e e-mail, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. João Lyra centra suas atenções na Justiça alagoana, sem tirar o olho da Lava Jato, uma ameaça cada vez mais presente. Em março, a Polícia Federal concluiu as investigações em torno de pagamentos e empréstimos de R$ 7,2 milhões feitos pela BR à Laginha, com a suposta interferência do senador Fernando Collor. Segundo a PF, há indícios de irregularidades no repasse dos recursos. O caso agora está na PGR

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07.02.17

“Brilho” e Collor

Fernando Collor “brilha” nos novos depoimentos do ex-Petrobras Nestor Cerveró.

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