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15.01.20

O PIB da China, o Fed e o Banco Central europeu

Termômetro

A política externa estará em foco amanhã em função da assinatura da primeira fase do acordo comercial entre EUA e China e do apoio norte-americano para entrada brasileira na OCDE.

Ainda que tarifas impostas a produtos chineses não tenham sido totalmente suspensas, o que deixa o mercado em certo compasso de espera, o acordo vai gerar ambiente internacional bastante positivo, nesta quinta, com expectativa de diminuição de turbulências. O problema para o Brasil é o compromisso da China com o aumento de US$ 17 bilhões na compra de produtos agrícolas norte-americanos, em 2020.

Tema terá impacto amanhã, já que o setor concorre diretamente com o agronegócio brasileiro – a soja está entre os produtos que podem ser afetados. Ainda não está claro o quanto as exportações nacionais podem ser afetadas e se isso terá consequências para previsões de crescimento do PIB no ano.

Já a entrada na OCDE teve destaque hoje, mas serão aprofundadas as avaliações, não apenas quanto ao cronograma real para efetivação da medida como acerca dos efeitos concretos para o país, em termos econômicos e geopolíticos (incluindo possibilidade de passar à frente da Argentina na “fila de entrada” da organização).

Toffoli limita o juiz de garantias e diminui resistências

Decisão do ministro Toffoli, ampliando para 6 meses o prazo de implantação do juiz de garantias e limitando seu alcance terá boa repercussão amanhã, por deixar mais claro o escopo da medida.  A leitura será a de que diminuem significativamente as incertezas em torno da mudança – e, consequentemente, as resistências a ela.

Mas pode haver reação – e especulações – sobre posicionamento dos demais ministros do STF, bem como de parlamentares.

O secretário de comunicação social na corda bamba

Reunião de hoje com o presidente Bolsonaro deve definir a situação do secretário especial da Comunicação Social (Secom), Fábio Wajngarten, amanhã, após revelação de que empresa da qual é sócio tem contratos com emissoras de televisão e agências de publicidade que recebem verbas do governo federal. Conflito do presidente com a Folha – que fez a denúncia – vai favorecer o secretário, mas não será fácil reverter imagem de conflito de interesses e o desgaste público que acarreta.

O crescimento em 2019 e a curva da inflação

Saem amanhã números importantes para a economia brasileira, tanto no que se refere ao fechamento de 2019 quanto a projeções para 2020:

1) IBC-Br (BC) de novembro, que indicará, ainda que parcialmente, o grau de aquecimento da economia no final de 2019 e a tendência para o PIB. Influenciará expectativas do mercado quanto ao número final para o ano e, consequentemente, as projeções para 2020;

2) IGP 10 de janeiro e IPC S para a segunda quadrissemana do mês. Ambos os números serão essenciais para confirmar estimativas de analistas, de que o salto inflacionário dos últimos meses de 2019 não transbordará para 2020.

O PIB da  China, o Fed e o Banco Central europeu

Internacionalmente, destaque amanhã será a China, que divulgará, dentre outros dados, o PIB de 2019 e a produção industrial de dezembro. O PIB deve apresentar trajetória de crescimento em patamares baixos, para os padrões chineses dos últimos anos, fechando o ano em 6%. Já a produção industrial deve ficar em torno de 5,9%, abaixo dos 6,2% de novembro.

Também vale atenção para:

1) A publicação da ata da última reunião e declaração da presidente do Banco Central europeu. Ainda que não se espere sinalização de redução de juros, trará prognóstico importante sobre a economia europeia e as possibilidades de medidas de estímulo em 2020;

2) Nos EUA, Vendas no Varejo em dezembro (estima-se crescimento de 0,3% frente a 0,2% em novembro) e Índice de Atividade do Fed da Filadélfia em janeiro (projeta-se aceleração importante, na faixa de 3,8 pontos após 0,3 em dezembro).

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22.02.18

Lembranças de um debate sem fim

Já se dobram os anos, quando em um drink ao cair da tarde, no bar do restaurante Alcaparra no Rio, o então presidente da Susep, Renê Garcia, e o ex-ministro Raphael de Almeira Magalhães travaram um ríspido debate sobre as diferenças entre o FED e o nosso BC ao levar em consideração a taxa de  desemprego para implementação da política monetária. Raphael diza que o FED explicitava a taxa de desemprego e lhe dava prioridade em relação aos preços. Garcia argumentava que não era bem assim e que o BC, de certa forma, também levava em consideração o desemprego, só que implícito. Defendia que em determinadas circunstâncias um objetivo poderia se sobrepor ao outro. Henrique Meirelles era presidente do BC. O tempo passou, Raphael de Almeida Magalhães se foi e Renê Garcia continua acalorando debates. O projeto de BC Independente que está sendo elaborado pelo Congresso prevê uma meta para o emprego. Meirelles não gosta da ideia. Hoje, longe e tão perto, os dois amigos concordariam que o relevante é se a medida é pra valer ou para o boi dormir. Nos governos Dilma II e Temer, o BBC tem tratado o emprego como Judas em dia de malhação.

 

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