fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
09.12.19

Uma biblioteca para o desenvolvimento

Observatório

Por Daniel Valente, economista, comerciante e estudioso das políticas corporativas e de entidades patronais.

Entidades de classe corruptas, incapacitadas e destituídas de um intento transformador do país, são cavalos para lideranças patronais fisiológicas, despreparadas, desconectadas do interesse nacional. Certo, certíssimo. Mas é só isso que se vê? Pobreza de espírito e miudeza de intenções? Calma, a paisagem vai além do que seu olho enxerga ou do que o noticiário lhe deixa conhecer. Na verdade, dois exemplos pertinho de você são iniciativas que gostaríamos de ver recrudescer. Tudo bem, ainda não são ações do padrão empresarial conservador modernizante de José Mindlin e Antônio Ermírio de Moraes, duas referências quando se fala de lideranças do setor privado. Mas são sementes que deveriam germinar nas associações patronais de todo o país.

Vamos a elas. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) criou um Grupo de Trabalho sobre Ambiente de Negócios, cujo objetivo é alçar o Brasil da posição de 150 para de 125 no ranking Doing Business do Banco Mundial, até 2022. Vai gerar subsídios para o governo em uma iniciativa complementar. Por sua vez, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), na ausência de proatividade do governo do estado, produziu um estudo para envio ao governo federal sobre o vazio e a necessidade de investimentos no estado. Também está gerando subsídios na ausência de quem o faça na governança da sua praia. São iniciativas distintas e ambas louváveis.

O que se espera de um empresariado orgânico não é somente a manifestação do seu interesse de classe, mas a produção de inteligência para contribuir com o equacionamento de problemas além dos que tangenciam os seus setores. Em meio a esses rarefeitos estimulantes exemplos, é preciso atravessar o deserto de ideias que Bolsonaro vai deixando como legado. O governo, que fez a bobagem de acabar com o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social (CDES) pelo simples fato dele ter sido criado no governo do PT, poderia se reconciliar com o bom senso e criar um novo Foro de debates e, dessa vez, com a predominância de estudos levados por sindicatos patronais de todos os setores e de todo o país.

Um ambiente onde o próprio governo fosse buscar os projetos que faltam, micro e macroeconômicos, segmentados e estruturantes. Talvez preencher essa verdadeira “Biblioteca de Alexandria do Desenvolvimento Nacional” fosse a missão mais digna que tenha restado ao empresariado, tendo em vista seu atual perfil pouco afeito à soberania popular. Brigar pela democracia com unhas e dentes, enfrentar mastins e bombas de gás lacrimogêneo e defender o crescimento econômico antes de tudo, exemplos de pilares como Antônio Ermírio de Moraes e José Mindlin, são fotografias do passado. Mas a “Biblioteca de Alexandria do Desenvolvimento Nacional”, nas circunstâncias atuais, já estaria de bom tamanho.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.04.18

Fecomércio vs. Fecomércio

A intervenção na Fecomércio-RJ, protagonizada pelo empresário Luiz Gastão Bittencourt, gerou um tiroteio entre os funcionários da entidade. De um lado, estão os que querem agradar Bittencourt, apostando que sua presença no cargo será bem mais longa; de outro, os “sebastianistas” que se mantêm fiéis a Orlando Diniz, acreditando que ele reassumirá o comando da Fecomércio-RJ – há 20 anos no cargo, Diniz foi afastado da presidência da entidade em fevereiro, após ser preso na Operação Jabuti. A divisão dos grupos criou um ambiente similar ao de campanhas eleitorais agressivas. Já ocorreu até um caso de vaia no ambiente de trabalho.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.12.17

Frentão da ficha limpa

Entidades como Associação Comercial de São Paulo, Fecomércio-SP, Ethos e ETCO, entre outras, estão articulando uma frente com o objetivo de bater bumbo durante a campanha eleitoral, notadamente contra candidatos citados na Lava Jato.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.