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07.08.18
ED. 5926

A agenda Haddad

Além do encontro com o nº 1 da Febraban, Murilo Portugal, Fernando Haddad costura também sua ida à Fiesp para uma conversa com o presidente em exercício da entidade, José Ricardo Roriz Coelho. Ainda em agosto, deverá se reunir com investidores em Nova York. O RR apurou que o PT articula também um evento entre Haddad e prefeitos do partido. Mas o candidato do PT à Presidência é Lula..

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02.04.18
ED. 5837

Bancos precisam reduzir os juros antes que algum interventor o faça

A pressão que tem sido realizada sobre os bancos para que reduzam as taxas de juros é legítima e já vem tarde. O custo dos empréstimos no país é uma espécie de carcinoma que ignora ciclos, crescimento econômico, conjuntura internacional, lucratividade bancária e medidas de ajuste favoráveis ao setor. Os juros simplesmente não caem, ou, para ser mais preciso, invariavelmente sobem. A recente elevação das taxas, mesmo com a Selic baixando para seu piso histórico, é uma prova de que o sistema bancário se descolou dos fundamentos. Curioso, entretanto, é que a pressão para que os bancos reduzam as taxas surge justamente no momento em que as externalidades fortalecem sua motivação para manter os juros altos ou até avançar “ ”.

As discussões mais reservadas na Febraban indicam que as próximas eleições presidenciais serão as mais ameaçadoras para as instituições financeiras desde a abertura democrática. Nem mesmo com Fernando Collor e Lula houve tamanha imprevisibilidade. O primeiro, é bem verdade, surpreendeu o país com um plano de confsco da base monetária, que ninguém no planeta acreditaria se fosse avisado antes. Collor, contudo, devolveu as avarias causadas aos bancos com ganhos de rentabilidade. Lula garantiu a tranquilidade do sistema antes mesmo de assumir, assinando uma duplicata política na qual assegurava que tudo o que tinha dito não valia mais.

A partir daí passou a se gabar de que em seu governo o povo e os bancos foram grandes ganhadores. Nesse interim, a banca privada nacional mostrou solidez adquirindo quase uma dezena de gigantescas instituições estrangeiras que ousaram tentar a sorte no mercado brasileiro. O infortúnio de alguns concorrentes que quebraram no meio do caminho e a adoção de um Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer) permitiram que cinco instituições viessem a se tornar donas de mais de 70% dos ativos bancários do país. Um relatório confidencial de 82 páginas elaborado no ano passado pela Insight Comunicação mostra a concentração bancária em terceiro lugar na sondagem feita a especialistas sobre os principais motivos para juros tão elevados.

Em meio a essa cobrança da sociedade e ao indiscutível reconhecimento da oligopolização bancária é que se darão as eleições de 2018. Neste certame, pela primeira vez o financiamento direto de campanha não será uma variável tão determinante nos resultados e nos compromissos dos candidatos. Os bancos tinham uma tradição de investirem grandes verbas nas campanhas. A redução dos juros deverá estar presente nos programas de todos os candidatos. Quem não considerar o assunto será acusado de omissão suspeita.

Dois candidatos bem situados, Ciro Gomes, pela esquerda, e Jair Bolsonaro, pela direita, são promessas de intervenção no intocável sistema financeiro. Por essas e por outras, os acionistas do Itaú fizeram a maior distribuição de dividendos da história. Melhor o dinheiro no bolso agora antes que surja algum percalço depois. Por uma outra lógica que não a bancária, o momento seria o de baixar os flaps dos juros, fazendo uma sinalização de boa política. Só que o sistema funciona ao contrário. Ao se depararem com o risco de serem abalroados, os bancos sobem ainda mais os juros. Tem nexo. Haverá um novo teste na próxima reunião do Copom, quando é prevista mais uma redução da Selic, desta vez para 6,25%. Se os juros bancários não descerem, e não deverão descer, não será provocação, mas, sim, a lógica do sistema em movimento. Em algum momento é fundamental quebrar essa inércia. Se não forem os próprios bancos a corrigirem suas disfunções, é temerário o que pode acontecer.

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22.12.17
ED. 5772

Samba dos juros doidos

Recordando o economista Francisco Lopes, autor da exótica banda diagonal de juros, as taxas cobradas para os empréstimos bancários estão em um “perene movimento de avanço endógeno retroalimentador”. O que quer dizer isso? Nada. Ou quem sabe um argumento da Febraban para justificar a resiliência do custo dos empréstimos. Traduzindo, significa que os juros não vão cair, mesmo que a Selic desça para 6,75 pontos percentuais, a reforma da Previdência seja aprovada, o recolhimento compulsório bancário caia e o Brasil ganhe a Copa do Mundo. Os juros são a saúva do nosso tempo.

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11.12.17
ED. 5763

O eterno paradoxo dos juros

Com a queda da Selic, os juros do tomador deveriam ter desabado para algum patamar mais próximo ao das 40 nações cujas taxas são inferiores às nossas. A Insight Comunicação, que edita o Relatório Reservado, fez um longo documento sobre essa deformidade. Uma das partes do estudo é uma sondagem com especialistas do setor. A concentração bancária é considerada um dos principais motivos dos juros ignominiosos. A Febraban, contudo, diz que a concentração nada tem a ver com as taxas siderais e elege razões paleolíticas que, em muito, favorecem as instituições financeiras e nada garantem quanto à reciprocidade em relação ao custo dos empréstimos. Juros não podem ser tratados de forma dogmática, mas já está mais do que na hora da Febraban apresentar um conjunto de soluções, que, embaladas em uma contextualização macroeconômica, permita aos bancos se comprometerem com um retorno positivo para o conjunto da economia nacional.

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14.12.16
ED. 5516

E a carga tributária, ministro?

Se Henrique Meirelles quiser subsídios para discutir o pleito que fez aos associados da Febraban na última segunda-feira, pode pedir a colaboração da Insight Comunicação, que edita o Relatório Reservado. O “Documento Setorial Bancos”, minucioso paper sobre o setor produzido pela empresa por encomenda de instituições financeiras e concluído em outubro, mostra que é necessário muito mais do que o dedo em riste de um ministro da Fazenda para a redução das taxas de juros. Sondagem realizada junto a 14 especialistas indica que os spreads bancários são, sim, um dos principais ingredientes do indigesto bolo, mas estão longe de ser o único fermento dos altos juros.

Convidados a classificar cada uma das variáveis determinantes para a formação das taxas em uma escala que ia de “Muito baixo” a “Muito alto”, o risco de inadimplência foi citado como o fator de maior peso. Para 92% dos entrevistados, o impacto dos maus pagadores na composição dos juros é “Alto” ou “Muito Alto”. Um índice maior do que o conferido pelos consultados aos spreads bancários: 85,8%. Os bancos podem reduzir o tamanho da mordida? Claro que podem. Mas seria bom se o próprio governo fizesse o mesmo. Para 82,8% dos entrevistados, a tributação tem um impacto “Alto” ou “Muito alto” nos juros cobrados pelas instituições financeiras. Os consultados citaram ainda o risco jurisdicional, que, na opinião de 57,2% dos especialistas, tem uma influência “Alta” ou “Muito alta” na formação das taxas. Por fim, aparece o crédito score, com apenas 50% das respostas.

A propósito: se Meireles entregar a redução do recolhimento compulsório dos bancos – o que Ilan Goldfajn chama de “simplificação” – as instituições financeiras topam reduzir o spread bancário. Por que? Porque a liberação, qualquer que seja, dos recursos retidos é altamente rentável para a banca. A questão é saber o quantum de queda do recolhimento e redução dos spreads.

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