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08.10.20

Curtida

O presidente do Facebook/WhatsApp no Brasil, Conrado Leister, tornou-se o principal conselheiro de Luis Roberto Barroso, presidente do TSE, na guerra às fake news. Nem parece o mesmo executivo que, em julho, se recusou a bloquear perfis bolsonaristas no Facebook e só recuou após ser intimado pelo ministro Alexandre de Moraes.

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02.10.20

Barroso fecha o cerco às fake news

Na esteira do acordo de cooperação com Google, Facebook, Twitter, Tik Tok etc, o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do TSE, vai criar um seleto grupo voltado ao rastreamento de fake news. De acordo com a fonte do RR, além de tecnologias das próprias plataformas de mídia social, essa “swat digital” contará com o suporte de empresas especializadas nesse tipo de investigação.

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04.09.20

Justiça Eleitoral entra na mira do “Gabinete do ódio”

O STF – mais precisamente o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news – deverá investigar a onda de ataques conjuntos que têm sido feitos contra o TSE e, de roldão, a Positivo Tecnologia nas redes sociais. Há fortes evidências de que a Suprema Corte Eleitoral e a fabricante de computadores tornaram-se alvos do “Gabinete do ódio”. Nos últimos dias, a Positivo vem sendo
torpedeada com boatos de que teria sido vendida para a chinesa Lenovo.

Ao que tudo indica, o objetivo da fake news é atingir a Justiça Eleitoral, sob o comando do ministro Luis Roberto Barroso. Postagens já recolhidas pelo STF insinuam que os chineses vão controlar as eleições brasileiras, com o beneplácito do TSE. Mais uma vez, os autores da fake news valem-se do expediente de contar uma mentira falando verdades. Para construir o raciocínio, citam que a Positivo ganhou licitação do TSE para a produção de 180 mil urnas eletrônicas, o que de fato ocorreu. Segundo o RR apurou, alguns perfis chegaram a postar no Facebook e posteriormente apagar mensagens chamando a empresa de “laranja” do governo chinês e insinuando pagamentos ilegais no exterior.

Procurada, a Positivo reconhece as publicações nas redes sociais, mas “desmente o rumor de que foi vendida à Lenovo”. Sobre as investigações da procedência das postagens, a empresa diz que “não tem informações a respeito”. O rocambolesco enredo mistura sinofobia e  suspeições contra a Justiça Eleitoral e as urnas eletrônicas, sabidamente dois temas que habitam o ideário bolsonarista. Bem ao seu estilo, o próprio Jair Bolsonaro já afirmou ter provas de fraudes no sistema de votação, sem jamais apresentá-las.

Em tempo: há ainda um personagem que ajuda a colocar mais algum tempero nessa história: o híbrido de empresário e político Oriovisto Guimarães, fundador da Positivo. O senador, ressalte-se, costuma adotar uma postura crítica em relação a Bolsonaro. Na saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, Oriovisto atacou o governo e a interferência política na PF e se disse “fã absoluto” do ex-superministro que virou adversário figadal de Bolsonaro. Perguntada se vê alguma conexão política nos ataques, a Positivo afirma que o senador “deixou em 2012 a gestão e a sociedade do grupo. Logo a empresa não pode afirmar o que gerou as postagens sobre as notícias falsas”. Mesmo após transferir suas ações para os filhos, a imagem de Oriovisto está visceralmente ligada à companhia. Talvez o “Gabinete do ódio” tenha unido a fome à vontade de comer ao juntar o TSE de Barroso e a Positivo no mesmo algoritmo.

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06.07.20

Fake news

O deputado Artur Lira, uma espécie de secretário adjunto da Articulação Política do Palácio do Planalto, tem trabalhado dia, sim – e o outro também – para derrubar o projeto de lei das fake news no Congresso. Para ganhar tempo, estaria articulando com outras lideranças do Centrão para que o PL, já aprovado no Senado, somente seja votado na Câmara após a realização de uma série de audiências públicas. De preferência, que não terminem nunca.

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18.06.20

Verdade, matéria-prima da mentira

A “pandemia digital” consegue produzir mentiras até mesmo com verdades. A CPI das Fake News investiga a origem de um texto com 268 palavras, todas copiadas ipisis litteris por milhares de perfis no Facebook, atacando a imprensa por não publicar notícias favoráveis ao governo Bolsonaro. A mensagem, disseminada na semana passada, cobra da mídia a divulgação de quatro informações, entre elas a arrecadação de R$ 2,3 bilhões com outorgas de aeroportos e a assinatura do decreto que extinguiu 21 mil cargos comissionados no serviço público federal. De fato, todos os eventos ocorreram, mas em março.

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01.06.20

Brasil já foram 200

O Brasil 200 está perdendo fôlego. A exemplo de Flávio Rocha, herdeiro das Lojas Riachuelo, outros dois empresários teriam se afastado do movimento nos últimos dias. Em meio à acusação do STF de que integrantes do Brasil 200 seriam financiadores de uma rede de fake news, crescem também as divergências com o líder do movimento, Gabriel Kanner, sobrinho do próprio Rocha.

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Tempos difíceis para Luciano Hang, dono da Havan e investigado por supostamente financiar uma rede de fake news. Funcionários da rede varejista em Santa Catarina teriam encaminhado ao Ministério Público do Trabalho denúncias de que empregados do grupo de risco, notadamente pessoas com mais de 60 anos, seguiriam trabalhando mesmo com as determinações em contrário das autoridades de saúde. Consultada, a empresa informa que “não recebemos qualquer notificação ou temos notícia de supostas denúncias”. Cabe lembrar que algumas lojas da Havan foram fechadas por descumprir decretos de quarentena. Além disso, a rede varejista de Hang, um dos empresários mais próximos a Jair Bolsonaro, também encontrou um jeitinho de seguir na ativa: passou a vender arroz e feijão para caracterizar serviço essencial.

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29.05.20

Fake news

Governadores do Nordeste estão montando um dossiê com as “fake news” de que têm sido alvo e os perfis propagadores de ataques nas redes sociais. O material será enviado ao ministro Alexandre de Moraes. É mais munição contra o “gabinete do ódio”.

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04.05.20

A república das fake news fervilha

  • Dado intrigante sob investigação da CPMI das Fake News: mais de um terço dos ataques a Sergio Moro nas redes sociais tem se concentrado de forma sistemática entre três e cinco da manhã. O mesmo se dá nas postagens contra Rodrigo Maia e a quarentena, outros “inimigos” do bolsonarismo. Outro indício de que tem robô debaixo desse angu: a CPMI verificou, em um único dia, cerca de 30 mil tweets com o mesmo erro de digitação: “bolsolnaristas”.
  • Rodrigo Maia está empenhado em fortalecer à CPMI das Fake News. O presidente da Câmara vai encaminhar à Comissão, assim como à Polícia Federal, centenas de e-mails e mensagens de celular que recebeu nos últimos dias, sempre em tom ameaçador. O presidente da Câmara é um campeão dos ataques digitais. Na semana passada, em um único dia, foram registrados mais de 800 mil tweets com a hashtag #foraMaia.
  • João Gabbardo, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde e ex-braço direito de Mandetta, também virou alvo das milícias digitais. Circulam pelo WhatsApp reproduções de supostas matérias, atribuídas a veículos como G1 e Veja, acusando-o de fraudes quando era secretário de Saúde no Rio Grande do Sul. Não há registro das referidas acusações e muito menos de reportagens com esse teor. Mas “se está no Zap, é verdade…”

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A gestão de benefícios sociais continuará em pauta amanhã, com dificuldades de trabalhadores em retirarem o seguro desemprego (governo promete resolver a questão até o próximo dia 22) e dificuldades no plano para enfrentar atrasos no INSS. Especialmente diante de informação de que militares convocados para suprir falta de pessoal precisarão de 2 meses de treinamento.

Ainda que haja oscilação do noticiário e de que recesso parlamentar diminua enfrentamentos políticos, tudo indica que, na ausência de reação mais enfática do governo, com horizonte mais nítido para resolução do problema no INSS, a temática se consolidará como calcanhar de aquiles significativo junto à opinião pública.

Presidente liberal ou intervencionista?

Nova tabela com preço mínimo para o frete rodoviário (passou de 11% para 15%), que passará a vigorar na segunda-feira (mas ainda terá sua constitucionalidade julgada pelo STF), vai alimentar nova rodada de ilações sobre intervencionismo do presidente Bolsonaro, amanhã. Se somará, nesse sentido, a manifestações do presidente defendendo alteração na cobrança do ICMS e insistência do ministro de Minas e Energia em “colchão” que amenize flutuações de preços internacionais de combustíveis.

Trata-se, nesta sexta, menos de desgaste do que de recuo na imagem de que tem compromisso com a política econômica liberal. Bolsonaro havia dado passo importante nesse sentido ao negar isenção de tarifas de energia de templos religiosos.

O IBC Br dá impulso para a equipe econômica

Relatório da ONU indicando crescimento de 1,7% para o Brasil em 2020 (abaixo de estimativas do mercado), que poderia gerar desgaste, será contraposto, amanhã, por números acima do esperado no IBC Br de novembro (cresceu 0,18%).

Reforma administrativa: começa a batalha

Pode-se esperar debate e novas declarações do governo sobre reforma administrativa, amanhã, visando aplainar os ânimos para envio de projeto ao Congresso, em fevereiro. Indicação é de que o Ministério da Economia pretende começar operação de comunicação, combinando balões de ensaio com construção de narrativa similar a da Previdência, indicando privilégios de servidores frente a trabalhadores da iniciativa privada. Informação de que regras não mudarão para servidores atuais também será ponto central e imagem de ganho de eficiência e corte gastos crescerá na mídia.

Mas dificuldades no INSS levarão a um olhar mais detido para o tipo de cortes almejados e seus efeitos potenciais para os serviços públicos.

A CPMI Fake News reaparece

Após movimentações de parlamentares hoje, com revelação de que foram identificadas contas do WhatsApp responsáveis por disparos em massa nas eleições de 2018, estarão no radar amanhã novas informações da CPMI das Fake News. Expectativa é de que se voltem, prioritariamente, para a campanha do presidente Bolsonaro e o chamado “gabinete do ódio”.

O impeachment de Trump: fatos novos prejudicam o presidente

Ainda que maioria republicana no Senado quase inviabilize a retirada do presidente Trump do cargo, processo na Casa evoluirá sob ambiente muito negativo para o presidente norte-americano, amanhã. Dentre fatos novos divulgados hoje, destaque para o relatório do Escritório de Prestação de Contas do Governo, órgão fiscalizador da Câmara dos Deputados, afirmando que Trump violou a lei, por motivos políticos, ao congelar ajuda militar à Ucrânia, aprovada pelo Congresso.

O Comércio Exterior e os preços regionalizados

Saem amanhã o ICOMEX de dezembro e o IPC S Capitais de janeiro. O ICOMEX terá importância particular porque trará números finais de dezembro, mas expectativas não apontam para reversão de curva negativa de novembro, que trouxe recuo de 11,7% em exportações e de 10,9% em importações.

Já no que se refere ao IPC S Capitais, início do ano tem confirmado estimativas de desaceleração inflacionária, mas a conferir como esse processo vem evoluindo regionalmente.

A inflação na Europa e um panorama econômico dos EUA

Em relação a indicadores internacionais, interesse maior em:

1) Índice de Preços ao consumidor da Zona do Euro, que deve fechar 2019 em 1,3%;

2) Nos EUA, Produção Industrial de dezembro, para a qual se projeta recuo de 0,2%; oferta de Empregos (JOLT) em novembro e Concessão de Alvarás em  dezembro, ambos com previsão de leve diminuição, mas ainda em patamares altos; e Índice Michigan de Percepção do Consumidor, que tende a se manter na casa de 99 pontos.

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