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30.11.20

Artimanha do Facebook

No gabinete do ministro Alexandre de Moraes, o entendimento é que o Facebook tenta usar de uma chicana jurídica para protelar o pagamento de uma multa de R$ 2 milhões. A direção da empresa no país solicitou ao que suspenda a responsabilização de funcionários da filial pelo descumprimento de ordens judiciais para o fornecimento de dados de usuários. O Facebook Brasil alega que apenas cumpre determinações da matriz. Tá bom…

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08.10.20

Curtida

O presidente do Facebook/WhatsApp no Brasil, Conrado Leister, tornou-se o principal conselheiro de Luis Roberto Barroso, presidente do TSE, na guerra às fake news. Nem parece o mesmo executivo que, em julho, se recusou a bloquear perfis bolsonaristas no Facebook e só recuou após ser intimado pelo ministro Alexandre de Moraes.

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24.09.20

Não é fake news

Nos corredores da sede do Facebook, no Itaim Bibi, circula a informação de que a matriz enviará reforços ao Brasil em novembro, leia-se especialistas em monitoramento e combate de fake news. Vão engrossar a tour de force para conter a proliferação de informações falsas na reta final da campanha eleitoral. Alguns desses profissionais trarão no currículo a experiência das eleições norte-americanas.

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14.07.20

Contra-informação

O STJ e o Facebook rastrearam e identificaram os autores de quatro páginas inteiramente dedicadas a ataques à mídia. A maior delas reúne aproximadamente 92 mil seguidores e tem, em média, cinco mil publicações por dia -entre posts e comentários. Vão ser todas tiradas do ar.

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28.05.20

Duelo à vista

A julgar por movimentações que começam a surgir nos bastidores, a pandemia era o empurrão que faltava para Amazon e Facebook entrarem na disputa por direitos de transmissão no futebol sul-americano, especialmente no Brasil. As dificuldades financeiras de tradicionais players jogam a favor dos gigantes globais do streaming.

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29.01.20

Zuckerberg FC

Meta do Facebook para o Brasil: em até três anos ter os direitos de transmissão de ao menos cinco campeonatos de futebol no país, entre competições nacionais e regionais.

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17.01.20

Privacidade digital, impactos e efeitos colaterais

Observatório

Por Marcos Facó, diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getulio Vargas.

Edward Snowden foi protagonista de um dos maiores escândalos da Era Moderna ao denunciar o esquema de vigilância global da Agência de Segurança Nacional americana nos idos de 2013. Três anos depois, Brittany Kaiser foi um dos pivôs do caso da Cambridge Analytica ao relatar a coleta e o uso de dados de usuários do Facebook na campanha que elegeu Donald Trump. Ambos escândalos impulsionaram a polêmica sobre privacidade digital. Ambos os personagens ressurgem agora como gurus da proteção de dados em um debate em escala global – que acontece às vésperas da adoção da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Brasil. Dados já são um dos recursos mais valiosos do planeta. Estratégicos para vencer a próxima guerra, que, em vez de ser travada nas trincheiras em campo aberto, tem como cenário o mundo digital. Esses dados alimentam algoritmos, algoritmos esses que têm o potencial para mudar o mundo como o conhecemos hoje.

As principais forças desse embate são conhecidas: China e Estados Unidos. A pergunta que se impõe nesse cenário é se a corrida pela implantação de medidas de proteção de dados pode pender a balança de um lado para o outro. Nesse contexto polarizado, um lado segue na tentativa de regulamentar um mundo aparentemente irrefreável, na esperança de proteger a própria democracia, com leis e normas que devem ser observadas por todos e que visam proteger nome, dados sobre renda ou localização, e-mail ou qualquer outra informação que permita identificar uma pessoa. Em direção contrária, outros países tentam exercer o máximo controle possível pelo governo, impondo o que começa a ser chamado de Soberania Digital. Esse monitoramento envolve dados de reconhecimento facial, informações médicas e acadêmicas e operações financeiras. É por onde a China avança, ganhando um corpo de vantagem.

Então, o que vemos é um claro efeito colateral desse esforço para impedir a erosão da confiança na democracia ao oferecer uma vantagem competitiva a quem opera em uma lógica diferente do Ocidente. Um cenário que promete não apenas acirrar essa batalha, mas especialmente desequilibrar a balança em favor da Ásia, onde alguns governos possuem acesso irrestrito a qualquer tipo de dados, sem ter que prestar contas para a sociedade. Se lembrarmos que a Inteligência Artificial tem em sua base dados que fazem seus algoritmos funcionarem na lógica de quanto mais, melhor, podemos ter uma ideia da vantagem que estão pavimentando. A mais de 10 mil quilômetros de distância do Vale do Silício, gigantes como Alibaba (e-commerce), Tencent (social media) e Baidu (mecanismo de busca online) que dominam o mercado nacional avançam para além da muralha, ocupando o topo do ranking da lista de empresas mais valiosas do mundo, ao lado dos tradicionais gigantes americanos como Amazon, Apple, Google, Microsoft e Facebook. Do lado de cá do globo, esse movimento tem alavancado todo um novo segmento de mercado, no qual advogados, auditores e toda uma gama de profissionais oferecem consultoria em privacidade, a exemplo de Edward Snowden e Brittany Kaiser.

Um fenômeno que também já se nota no Brasil, onde a LGPD entra em vigor em agosto, nos moldes do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados da Europa (GDPR, do inglês General Data Protection Regulation), aprovado em 2016. A lei europeia se transformou no novo padrão-ouro, em um efeito dominó, com um país após o outro adotando legislações semelhantes. Impossível prever o futuro, mas o presente se parece muito com uma encruzilhada. Afinal, por mais bem-intencionada que seja, um conjunto de normas e regulamentações não funcionará como um GPS para o caminho do bem da Era digital. E, em contrapartida, a gestão da informação online, que parece fazer-se necessária para salvaguardar certas práticas predatórias, pode implicar uma nova liderança global da revolução tecnológica.

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08.01.20

Cliente e marca no mundo digital

Observatório

Por Ivana Quirce, publicitária, analista reputacional e gestora de marcas digitais.

À medida que a tecnologia avança, torna-se cada vez mais importante para as marcas investir em mecanismos que ajudem na construção e manutenção de uma boa imagem nos meios digitais. O que é dito a respeito de uma empresa ou produto no mundo online pode determinar a percepção do consumidor e influenciar diretamente a decisão de compra também no mundo físico. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostrou que nove em cada dez consumidores virtuais consultam a internet antes de fazer compras em lojas físicas.

É nesse momento decisivo que os comentários e experiências de outros consumidores podem pesar a favor ou contra na hora da escolha de uma determinada marca. Engana-se quem pensa que somente o público mais jovem tem o hábito de vasculhar a internet em busca de informações sobre produtos e empresas. Embora esse comportamento seja preponderante entre consumidores de 18 a 34 anos (93%), a pesquisa mostra que internautas das demais faixas etárias agem da mesma forma.

Os sites que oferecem ferramentas de comparação de preços e de características de produtos são os mais visitados pelos consumidores (62%), seguidos daqueles que medem o índice de reclamação de marcas e produtos (54%). Sites de e-commerce (47%), redes sociais (39%) e blogs especializados (36%) também são bastante consultados. Para construir uma boa reputação online, é fundamental estreitar o relacionamento com o cliente nos canais digitais e solidificar uma imagem positiva da marca. O que acontece no mundo físico reverbera no mundo digital. Os dois são faces de uma mesma moeda. Por isso, um cliente bem tratado volta para novas compras e fala bem da marca, compartilhando sua experiência, principalmente nas redes. Interagir de forma adequada com esse cliente é a chave para que ele se torne um embaixador da marca, ajudando na sua construção de valor e no reconhecimento de seus diferenciais perante a concorrência.

Graças às novas tecnologias, aproximar marca e cliente tem se tornado mais fácil. A internet e as redes sociais simplificaram esse contato, tornando-o mais direto, efetivo e personalizado. Mas não é uma tarefa para amadores. Vamos pensar, por ora, só nas redes sociais. Elas conectam bilhões de pessoas, ajudam a mostrar o lado humano da marca, a criar empatia, engajamento e uma relação de proximidade. E conseguem atingir um público numeroso, sem investimentos expressivos, quando comparados aos orçamentos para áreas do marketing tradicional. A variedade de redes sociais é grande e cada uma delas tem características e funcionalidades próprias; portanto, é preciso saber escolher aquelas que são relevantes para o negócio. Ter um perfil sem um propósito claro é inútil. Outro ponto crucial é fazer o gerenciamento adequado do perfil, com conteúdo de qualidade e adequado ao público, além de interação constante.

De nada adianta deixar comentários, mesmo os positivos, sem resposta. O timing é muito importante porque o tempo de vida dos conteúdos é curto e a internet é ultradinâmica, feita de micromomentos. Se passar muito tempo, já era. Por fim, fazer a análise criteriosa das ações desenvolvidas também é fundamental para medir seus impactos e orientar estratégias futuras. A Netflix é um bom exemplo do potencial de comunicação e de relacionamento que as redes podem oferecer. No Facebook, ela compartilha postagens irreverentes e tiradas inteligentes que causam tanta repercussão quanto seus filmes e séries, gerando milhares de likes, comentários e compartilhamentos.

O gerenciamento da página é de tal forma eficiente que não só consegue promover os serviços da provedora como também interage de forma bem individualizada. Mantém diálogo direto, autêntico e com personalidade com o seu público e tem a coragem de se posicionar, às vezes até respondendo de forma dura, mas bem argumentada, a seus seguidores. No Twitter, um exemplo criativo de engajamento do público foi o da Hellmann’s. Na campanha intitulada “Prepara pra mim”, a empresa criou uma hashtag em que o usuário dizia o que tinha em sua geladeira e a resposta era uma receita usando apenas aqueles ingredientes descritos. A campanha teve como objetivo incentivar novos usos para a maionese, que já é tradicionalmente adicionada no sanduíche e na salada de batatas. Outro caso emblemático foi o do Itaú, no YouTube.

Para promover seu aplicativo, o banco criou um filme em que duas vovós organizavam um chá da tarde com amigas por meio de um aplicativo de celular. O filme superdivertido fez enorme sucesso. Ganhou uma continuação, passou a ser transmitido na TV e transformou as vovós em vloggers. Essas experiências de sucesso nas redes sociais têm em comum alguns pontos-chave, que devem ser observados por qualquer empresa que queira interagir de forma inteligente com o seu público: não tiveram medo de ser autênticos e imprimiram nos seus canais uma voz própria, sem copiar modelos; se dispuseram a ouvir seus consumidores – e eles valorizam quem os ouve; tiveram foco na qualidade e na criatividade; e, por fim, incentivaram o público a compartilhar seus conteúdos.

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02.12.19

Futbook

O Facebook está estudando a fundo o mercado de direitos de transmissão de futebol no Brasil. Vem coisa grande por aí.

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23.10.19

Proteção de dados dos usuários ainda é utopia no Brasil

Observatório

Por Cezar Faccioli, jornalista econômico.

A atuação das autoridades reguladoras no Brasil, a começar pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, tem sido absolutamente insuficiente para fazer frente ao poder das plataformas como Google e Facebook. A associação do Facebook e do WhatsApp – que integram o mesmo grupo econômico – com as principais provedoras do serviço de conexão à internet tem implicações claras e incontestáveis para a concorrência no campo das redes sociais e no mercado de publicidade. São mais de 80 milhões de usuários atingidos por essa prática. Todavia, o Cade entendeu que tal prática é regular em processo instalado por representação do Ministério Público Federal.

O mesmo tem acontecido em processos no Conselho promovidos por empresas que atuam no mercado de publicidade contra o Google. Enquanto as autoridades não passarem a adequar a interpretação de nossas leis e sua aplicação para a nova realidade, estaremos sujeitos às práticas comerciais abusivas e arbitrárias. A multa recorde de US$ 5 bilhões ao Facebook pela má gestão de dados dos usuários, aplicada pela Comissão Federal do Comércio dos EUA e as mudanças na tributação em estudo na França e na Alemanha seriam excelentes notícias para os consumidores e concorrentes em mercados da informação e do entretenimento.

O problema é que o valor da multa é irrisório face o poderio financeiro do conglomerado de Mark Zuckerberg, e a medida não foi acompanhada de alteração alguma no seu padrão de busca e compartilhamento de dados pessoais de usuários. Informações pessoais, registros de consumo e localização geográfica são cada dia mais o nome do jogo, o novo ativo a garantir poder de mercado dominante às empresas de alta tecnologia, Google e Facebook à frente. Essas companhias beneficiam-se ainda da “economia de rede”.

Ainda está em tempo de evitar o pior, redefinindo direitos de propriedade (como a ideia do “open banking”, que levará à redução do poder dos bancos sobre os clientes) e submetendo as empresas aos limites legais de transparência e prestação de contas. A multa pelo vazamento ilegal de dados pessoais contra a Cambridge Analytica, a base de análise e indução de preferências que moldou o Brexit e a eleição de Donald Trump, conta menos pelo valor recorde e mais pela abertura do precedente e pelas investigações do Departamento de Justiça que acompanham a decisão.

É razoável supor acusações mais graves a partir dos indícios coletados?

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