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28.01.20

Presidente da Vale pode ser denunciado à Justiça

Pelo que o RR apurou, existem motivos de sobra para que haja tensão na cúpula da Vale. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estuda o indiciamento de um número maior de dirigentes da companhia – na semana passada, o ex-presidente Fabio Schvartsman e outros dez executivos da empresa foram acusados por homicídio doloso. A preocupação na mineradora é que o atual no 1, Eduardo Bartolomeo, esteja entre os novos investigados, com risco de também ser denunciado à Justiça. A rigor, Bartolomeo não tem uma relação direta com uma das maiores tragédias humanas do país – até o momento, 253 mortes confirmadas.

Na época do rompimento da barragem, há exato um ano, o executivo estava no Canadá, onde comandava a área de Metais Básicos da empresa. Após comprometer o então mais alto dirigente da Vale, Schvartsman, e a área de Geotecnia – onde trabalhavam sete dos 11 executivos da mineradora denunciados à Justiça, de um total de 16 pessoas –, os procuradores estariam concentrados agora em averiguar a responsabilidade de outras instâncias decisórias da companhia. Ressalte-se que, entre 2016 e 2017, Bartolomeo foi membro do Conselho de Administração e do Comitê de Conformidade e Risco da Vale.

Aliás, curiosamente, a passagem do executivo pelo Comitê não consta em seu currículo disponível no site da companhia, ainda que esta informação tenha sido citada no comunicado divulgado pela própria mineradora à imprensa, em março de 2019, quando Bartolomeo foi efetivado na presidência. Procurado, o MPMG informou que “as investigações foram concluídas com a denúncia de 16 pessoas”. Mas ressaltou que “caso surjam fatos novos (como novas provas), há a possibilidade de desarquivamento do procedimento de investigação para novas apurações.” Reforçou ainda que “há elementos sufi cientes que demonstram os crimes cometidos pelas 16 pessoas denunciadas.” O RR enviou uma série de perguntas à Vale, mas a empresa não retornou até o fechamento desta edição. O eventual indiciamento do presidente da Vale teria um significativo impacto sobre a companhia.

Como reagiriam os mercados internacionais diante do fato da maior produtora de minério de ferro do mundo ter o ex e o atual CEO acusados pelas mortes de Brumadinho? Isso para não falar das consequências intangíveis na já enlameada reputação institucional da companhia. O risco potencial é maior se considerada a possibilidade de condenação por crime doloso de Fabio Schvartsman, o que contaminaria ainda mais uma denúncia subsequente contra Bartolomeo. Independentemente de novas denúncias contra dirigentes da Vale, por si só o relatório de 467 páginas enviado pelo MPMG à Justiça (Procedimento Investigatório Criminal 0090.19.000013-4) é bastante duro em relação à empresa. De acordo com o inquérito da Polícia Civil de Minas (no 7977979), os executivos da Vale ignoraram relatórios das consultorias Potamos e Tractebel Engeneering alertando para o risco de rompimento da barragem.

A eventual decisão do MPMG de denunciar Eduardo Bartolomeo por um acidente que não lhe diz respeito, ao menos não diretamente, parece já ter entrado na categoria de vendetta do aparelho de Justiça contra a empresa. Com uma performance exemplar, o executivo tem surpreendido pela liderança que exerce na companhia. O infortúnio é o momento em que ele ascendeu ao comando da mineradora. A Vale já foi uma das maiores, se não a maior referência do país em responsabilidade sociocorporativa. Hoje, é um gigante com pés de barro. A mineradora matou mais gente do que qualquer outra companhia nessa área.

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08.08.19

O novo round entre o Legislativo e o Judiciário

Há um novo ponto de fricção à vista entre o Legislativo e o Judiciário. Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre se articulam para ressuscitar a PEC 115/2019. A Proposta estabelece que convocados por CPIs terão de comparecer obrigatoriamente ao Congresso. O que está em jogo são os limites territoriais do Legislativo e do Judiciário. Com a reabertura da PEC, uma das questões mais incandescentes poderá ser a inclusão de uma emenda específica que também obrigue membros do aparelho de Justiça – magistrados e procuradores – a atender a convocações do Congresso. É difícil, mas a simples discussão é pura nitroglicerina. CPIs costumam ser um cabo de guerra entre Legislativo e Judiciário. Um caso de repercussão mais recente foi protagonizado pelo ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman. Convocado pela CPI de Brumadinho, Schvartsman escapou da inquirição graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes. O Congresso quer justamente impedir interferências da Justiça no curso das CPIs. O texto da PEC prega que convocações realizadas por Comissões Parlamentares não contrariam os direitos fundamentais.

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O parecer do senador Carlos Viana, relator da CPI de Brumadinho, vai estabelecer “jurisprudência”. Segundo o RR apurou, a Comissão Parlamentar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais também deverá pedir o indiciamento por crime doloso do presidente afastado da Vale, Fabio Schvartsman, e de outros executivos da companhia.

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08.05.19

Um alívio para os funcionários da Vale

Foi preciso Fabio Schvartsman ser substituído por Eduardo Bartolomeu na presidência da Vale para a companhia dar um afago a sua força de trabalho e tratar os funcionários de Minas Gerais de forma isonômica. Os empregados das minas de Vargem Grande, Fábrica, Pico, Capitão do Mato, Tamanduá, Abóboras, Alegria, Fábrica Nova e Timpobeba, o chamado Sistema Sul, também terão estabilidade até janeiro de 2020. A princípio, a medida estava restrita aos trabalhadores da região de Brumadinho, onde ocorreu a tragédia de janeiro. A medida já está sendo comunicada aos respectivos sindicatos das diferentes regiões. Não custa lembrar que a Vale interrompeu suas atividades em várias unidades de Minas Gerais, colocando um ponto de interrogação sobre o futuro de boa parte de seus quase 20 mil funcionários no estado.

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06.05.19

Control C, control V

A CPI de Brumadinho na Câmara dos Deputados já nasceu com ar de déjà vu. Além do presidente afastado da Vale, Fabio Schvartsman, na próxima semana os deputados deverão convocar também Juarez Avelar, diretor de estratégia e novos negócios da companhia, e Washington da Silva, do setor de gerenciamento de riscos geotécnicos. Todos já foram ouvidos na CPI do Senado.

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19.03.19

Todos os holofotes sobre Schvartsman

Fabio Schvartsman, presidente licenciado da Vale, vai sair de uma inquirição para a outra. A Assembleia Legislativa de Minas protocolará nesta semana a convocação do executivo para a CPI de Brumadinho, recém-aberta na Casa. O depoimento deverá ocorrer já na semana que vem, poucos dias após à sabatina à que Schvartsman será submetido na Comissão Parlamentar do Senado, na próxima quinta-feira.

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08.03.19

Truque

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, pediu afastamento apenas temporário do cargo. É um truque velho de malandro agulha. Se der certo, é porque o Conselho quer outro Brumadinho.

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27.02.19

Lama de Brumadinho atinge os 51 mil trabalhadores da Vale

A tragédia de Brumadinho trouxe uma angústia adicional para os funcionários da Vale. Um mês se passou e até o momento o presidente da empresa, Fabio Schvartsman, e demais executivos mantêm silêncio e não se pronunciam se os trabalhadores terão direito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em 2020. Antes do acidente, que deixou mais de 180 mortos, a mineradora apresentou aos 51 mil funcionários uma proposta de sete salários referentes ao PLR de 2019. A rigor, o pagamento se dará (ou daria) apenas em março de 2020. No entanto, tradicionalmente o valor é fixado com um ano de antecedência. A base de cálculo considera um gatilho financeiro – 50% do Ebitda. Os 12 sindicatos representantes dos trabalhadores da Vale chegaram a realizar assembleias no mês passado e aprovaram a proposta. Agora, os funcionários vivem incertezas decorrentes de um problema que não causaram. Com a suspensão das atividades de produção em Minas Gerais, o rendimento dos empregados da empresa poderá cair um terço em 2020, caso a Vale não aceite renegociar o acordo de PLR. A julgar pelo passado, tudo indica que a mineradora será duplamente reincidente. A empresa não pagou o adicional relativo a 2015. Não por coincidência, o ano da tragédia de Mariana.

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14.02.19

Comunicação da Vale esconde Fabio Schvartsman

A orientação da área de comunicação da Vale ao presidente Fábio Schvartsman é “vamos submergir”. A ideia da companhia é ser mais reativa do que proativa nas notícias sobre Brumadinho, esconder-se dentro de si mesmo como um caracol. A Vale tentou a mesma estratégia quando da calamidade de Mariana. Não conseguiu porque a mídia e a sociedade não deixaram. Na ocasião, as ações de responsabilidade social foram acompanhadas com intensidade. Mas elas deixam como ensino que não basta atenção aos reparos do acidente. A temeridade está no não ocorrido, no desastre encoberto no porvir, em um outro Brumadinho.

O esboroamento da barragem da Vale superou a supertempestade Sandy, no oitavo lugar no ranking dos maiores acidentes por perdas de vida. Sandy, que devastou a Costa Leste americana, em 2012, deixou mais de 100 mortes. Brumadinho praticamente dobrou esses números. É preciso que se cobre a divulgação de cada detalhe do que a companhia está refazendo e ainda mais do que está prevenindo. Um site com o status diário das demais barragens não seria mal. A mineradora chegou a criar um portal exclusivo com a justificativa de atualizar as informações sobre Brumadinho e seus outros reservatórios. No entanto, o que se vê é pura advocacia de tese, notícias e vídeos postados pela companhia com o objetivo prioritário de promover sua autodefesa.

Não há menção às condições das demais barragens, muito menos a medidas que estejam sendo tomadas para evitar novos problemas, mas apenas uma compilação de dados genéricos extraídos de alguma apresentação institucional. O que se esperaria da Vale seria a realização de uma auditoria independente dirigida ao caso e aos riscos de sua repetição em outras barragens. Um benchmarking é a Petrobras. Por ocasião do rompimento do oleoduto n Baía de Guanabara, a estatal contratou a PwC para um projeto de quatro mil ações profiláticas, ao custo de US$ 4 bilhões, com o objetivo não só de pagar  uma dívida, mas de tornar-se uma referência para o mundo.

Um comparativo com a Petrobras: a Vale fez questão de divulgar como uma grande ação a montagem de um call center, com 60 profissionais de comunicação, a maior parte terceirizados, a título de gestão de crise. Serviu a quem faturou pelo trabalho de atender telefonemas e enviar mensagens prontas por computador. A Vale, por enquanto, não passa de um modelo de corporação especializada em desastres em barragens. Nas suas costas pesam mais de 180 mortes, computadas as duas tragédias. Cabe a ela dar garantias sobre o futuro. A Vale tem de falar muito, mas muito ainda. E é bom que melhore a gestão de barragens e a sua comunicação. O RR procurou a empresa em busca de um posicionamento. A assessoria da Vale informou que estava atendendo a várias demandas e que, portanto, não teria tempo de retornar. Apesar dos seus 60 atendentes de plantão.

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14/02/19 12:58h

mario.santiago@prevhab.com.br

disse:

A Petrobrás é estatal e a Vale é privada. Eis aí a origem da diferença.

14/02/19 12:58h

mario.santiago@prevhab.com.br

disse:

A Petrobrás é estatal e a Vale é privada. Eis aí a origem da diferença.

31.01.19

A Vale entre a integridade e a farsa

A decisão da Vale, anunciada pelo seu presidente Fabio Schvartsman, de desativar 10 reservatórios de rejeitos construídos em Minas Gerais, é um enigma. Perguntaria a esfinge: Schvartsman tomou a decisão com a coragem daqueles que cortam na própria carne – no caso investimentos de R$ 5 bilhões – demonstrando um senso de humanidade à altura da tragédia? Ou o anúncio da desativação das barragens e redução da produção é uma confissão de que o risco estava bem à frente dos seus olhos, e a ganância simplesmente cegou-o, exigindo que um desastre acontecesse para a medida ser tomada? Se vai fazer agora, por que não fez antes? Precisava do estímulo de quase uma centena de mortos? Na verdade há um pouco de marketing institucional na decisão. Basta ver a publicidade do fechamento das barragens. A Vale gastou rios de dinheiro em anúncios institucionais. Deveria também ter informado que em seus planos já estava a transferência das operações de mineração de Minas Gerais para o Norte do país, onde o complexo de ferro S11D sozinho tem um potencial de produção dez vezes maior do que as extrações mineiras conjuntas e com uma economicidade muito superior. Não é incorreto dizer que a companhia estava em Minas Gerais por atraso, ineficiência e falta de velocidade na execução do planejamento. Em nenhum momento, antes da calamidade, pensou no genocídio que Brumadinho e possivelmente outras barragens poderia provocar. Agora, enquanto conta os mortos, diz que fará um esforço de corte da produção. Cartas para a esfinge.

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