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30.03.21

Mourão deve entrar em campo para esfriar crise

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, analisa divulgar um comunicado sobre os acontecimentos ocorridos na Pasta da Defesa. Mourão disse a um interlocutor que o cenário ficou “nublado”. O vice, segundo a mesma fonte, teria agido com maior parcimônia e empurrado para frente qualquer decisão sobre a permanência do ex-ministro da Defesa, Fernando Azevedo, no cargo. Mourão é respeitado no Exército. O seu afastamento do Comando Militar do Sul, em 2015, por ordem do então comandante do Exército, general Villas Bôas, foi muito mais uma satisfação para fora do que para dentro das Forças Armadas. Na ocasião, Mourão permitiu uma homenagem póstuma a um ex-torturador, o coronel Brilhante Ustra. A verdade é que Mourão, ao contrário do presidente Jair Bolsonaro, se adaptou a hábitos e discursos mais palatáveis ao mundo político. E diferentemente de Azevedo e, até mesmo do atual Comandante do Exército, general Pujol, não é demissível. Se fizer algum pronunciamento, Mourão falará para dentro da caserna. Hoje, não há a menor dúvida de que o seu prestígio entre os militares da ativa é bem maior do que o de Jair Bolsonaro.

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30.03.21

Bolsonaro realimenta a ideia de um golpe de Estado

Jair Bolsonaro parece ter esperado, caprichosamente, a véspera do 31 de março para substituir o general Fernando Azevedo e Silva no Ministério da Defesa. Com a medida, Bolsonaro reacende o fantasma do golpe de Estado, que dormitava praticamente esquecido e até desacreditado. A questão mais delicada não são as motivações por trás da saída de Azevedo – quer tenha sido um decisão pessoal do ministro ou uma demissão por parte do presidente da República. O problema é a descarga elétrica que ela provoca. A mudança gerou, de imediato, uma onda de boatos onde não pode haver uma onda de boatos.

Quando se trata da área militar, as especulações jamais devem ser maiores do que os fatos. Ontem, circulavam rumores de que Azevedo já estava demitido desde a última sexta-feira, após uma conversa entre Bolsonaro e os ministros Braga Netto e Augusto Heleno. Os boatos atingiram ainda o comandante do Exército, general Edson Pujol, que também seria afastado do cargo. O mesmo vendaval soprava a informação de que os generais Braga Netto e Heleno estariam tentando convencer Bolsonaro a não substituir o Comandante do Exército.

Ainda assim, em Brasília, já se especulava até o nome do sucessor de Pujol: o general Marco Antonio Amaro, atual chefe do Estado Maior do Exército. Uma eventual troca no Comando do Exército, logo após a saída de Azevedo da Pasta da Defesa, acentuaria um quadro de instabilidade. Por volta das 20h, pouco antes do fechamento desta edição, a boataria chegou ao ponto de propalar a renúncia conjunta dos três comandantes das Forças Armadas. Outra especulação é que Bolsonaro queria um posicionamento do general Azevedo e Silva em relação às notícias de que o Exército estaria disposto a assumir o controle do combate à pandemia.

A informação não é de todo despropositada. Ressalte-se que o general Paulo Sergio, chefe do setor de recursos humanos da Força, deu declarações de que o Brasil “deverá enfrentar uma terceira onda da pandemia em dois meses” e que “desde fevereiro do ano passado, o Exército percebeu que enfrentaria um dos maiores desafios de saúde do século”. Bolsonaro enfiou a mão em um vespeiro. A não ser que flerte com a ideia de um “auto-golpe”.

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22.03.21

Mais tropas para Roraima

O governo cogita ampliar a presença do Exército em Roraima e também enviar tropas da Força Nacional de Segurança para o estado. O objetivo é frear a crescente entrada ilegal de venezuelanos em território brasileiro. A situação é preocupante. Segundo números filtrados do Ministério da Justiça, estima-se que na última semana algo como 1.200 refugiados chegaram clandestinamente a Roraima. Os abrigos de Boa Vista estão apinhados. O temor das autoridades da área de saúde é que o fluxo descontrolado de refugiados aumente a disseminação do coronavírus e leve a rede hospitalar pública ao colapso. Hoje, cerca de 90% dos leitos de UTI do estado estão ocupados.

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09.03.21

Exército marcha na direção do Acre

O RR apurou que o governo cogita enviar tropas do Exército para o Acre nos próximos dias. No Ministério da Defesa, há uma crescente apreensão com o agravamento da situação no estado. A pandemia e a elevada concentração de refugiados têm formado uma combinação inflamável em uma região sensível do ponto de vista da segurança de fronteira.

Nos últimos dias, a tensão entre imigrantes e forças policiais se acentuou, com episódios de violência. No dia 16 de fevereiro, cerca de 500 haitianos romperam um cordão de isolamento e invadiram o território peruano, entrando em choque com policiais do país vizinho na cidade de Iñapari. Todos foram forçados a voltar para o Brasil. Consultado, o Ministério da Defesa não se pronunciou até o fechamento desta edição. Há também um significativo fluxo de africanos para a cidade de Assis Brasil.

Investigações apontam que uma quadrilha internacional especializada no “despacho” de imigrantes ilegais para os Estados Unidos estaria usando o Acre como escala para refugiados egressos de países como Senegal, Congo e Gana. De acordo com a mesma fonte, além do iminente envio de militares para a região, o Ministério da Justiça deverá estender a presença da Força Nacional de Segurança no Acre – inicialmente prevista para durar até 18 de abril. O pedido teria partido do próprio governo do Acre. Consultado pelo RR, o Ministério diz que “esse prazo poderá ser prorrogado, se necessário”.

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03.03.21

Força Nacional e Exército podem ser usados em lockdown

A crescente possibilidade de um lockdown nacional traz a reboque uma segunda e não menos importante discussão. Autoridades do governo já cogitam a necessidade do envio de tropas da Força Nacional de Segurança (FNS) ou mesmo do Exército a diversos estados para garantir o cumprimento das regras de isolamento. A medida seria ainda mais justificável no caso de adoção do toque de recolher, como quer o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). As discussões em torno do assunto, transversais aos Ministérios da Justiça e da Saúde, assim como aos governadores, vêm sendo acompanhadas de perto pelos generais palacianos.

Ressalte-se: quem entende, e muito, sobre o emprego de tropas federais e militares nos estados é o ministro Braga Neto, que comandou a intervenção no Rio de Janeiro no governo Temer. O Rio é exatamente o maior fator de preocupação. Entre as grandes capitais do país, se há um local com notórias dificuldades para se impor normas mais rigorosas de isolamento é o Rio de Janeiro.

O Rio é uma cidade vertical, com boa parte da população concentrada em favelas, áreas de difícil acesso, com leis próprias, onde o Estado e o aparelho de segurança são atores ausentes. Não por acaso, o número de infectados e mortos pela Covid-19 no Rio são galopantes. As cenas de raves, bailes funks e aglomerações em comunidades se acumulam. As macabras estatísticas da Covid-19 parecem não ter efeito dissuasivo sobre os cariocas. Caberia às tropas da Força Nacional ou ao Exército a missão de botar ordem nesse caos.

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03.02.21

Tiro de misericórdia

Apesar do empenho de Eduardo Bolsonaro em consumar o enlace, a parceria entre a Sig Sauer e a Imbel vai micar. A fabricante de armamentos de origem suíça recuou devido à delicada situação financeira da estatal. A empresa do Exército Brasileiro não tem capital de giro e hoje não consegue sequer comprar matéria-prima. O balanço da Imbel aponta que, entre janeiro e setembro de 2020, a empresa acumulou um prejuízo de R$ 19,5 milhões, contra um lucro de R$ 59,5 milhões em igual período no ano anterior. A estatal é altamente dependente do Orçamento da União: nos últimos dois anos, recebeu R$ 450 milhões em verbas, segundo dados do Painel Cidadão, do Senado. Procurado, o Exército não se pronunciou até o fechamento desta edição.

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19.01.21

O nome mais cotado para o lugar de Pazuello

Se a demissão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, for consumada, o Palácio do Planalto já tem um nome para o cargo: a coronel médica Carla Maria Clausi, oficial que caminha para se tornar a primeira mulher general do Exército Brasileiro. A militar, que ocupa a Subdiretoria de Saúde Ocupacional da Força, tem um currículo notável. Primeiro lugar na Escola de Saúde do Exército, especializou-se em terapia intensiva na Universidade Livre de Bruxelas. Em 2015, assumiu a direção do Hospital de Guarnição de João Pessoa – nunca antes, uma mulher havia comandado uma Organização Militar de Saúde no país.

Em fevereiro deste ano, a coronel Carla Maria chefiou o hospital de campanha montado dentro da Base Aérea de Anápolis para o acompanhamento de 34 brasileiros resgatados pela Força Aérea em Wuhan, China, onde a pandemia teve início. O RR consultou a Presidência da República e o Exército sobre o assunto, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Curiosamente, a eventual substituição do general Eduardo Pazuello pela coronel Carla Maria representaria a troca de um oficial da ativa por outro. Há, no entanto, senões para a saída de Pazuello neste momento.

O general é tido como um especialista em operações de logística. Demiti-lo agora, quando esse atributo mais será importante por conta da campanha de vacinação, seria uma confissão de equívoco. Além disso, Bolsonaro gosta pessoalmente de Pazuello. Mas o presidente está pressionadíssimo, o que ele próprio não esconde nas conversas com seus ministros centrais, como Paulo Guedes. O nome da coronel Carla Maria viria a calhar para o momento. É uma militar, mulher e médica para o Ministério da Saúde. Seria uma grande sacada, mas reduziria um cargo em negociações futuras com o Centrão. Bolsonaro, como se sabe, não é de se deixar guiar por bons conselhos. De toda a forma, o nome da coronel está reluzente no Palácio do Planalto.

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02.12.20

O silêncio coreografado em torno do Comandante Pujol

A declaração do general Edson Pujol de que “o Exército não é instituição de governo” calou fundo entre os companheiros de farda e dentro do Palácio do Planalto. Desde então, é perceptível o cuidado dos generais palacianos em não fazer pronunciamentos sobre as Forças Armadas. Segundo um general fonte do RR, a opção pelo silêncio foi acordada entre os oficiais de quatro estrelas do Palácio do Planalto.

Da mesma forma, as manifestações em sequência do presidente Jair Bolsonaro e do vice-presidente Hamilton Mourão dando apoio à fala do Comandante do Exército também foram previamente alinhadas. O fato é que o general Pujol ganhou uma “quinta estrela”. Levando-se em consideração o número de vezes que seu nome foi citado entre os tomadores de decisão dos três Poderes nos últimos dias, conforme o RR apurou, é indiscutível que a fala do Comandante do Exército o colocou em outro patamar de importância republicana.

Ainda que não fosse essa a sua intenção. Seu comunicado buscava exatamente o contrário: separar ao máximo as Forças Armadas das instituições do governo. De acordo com a mesma fonte, a fala de Pujol exprimiu uma opinião consensual no Alto Comando das Três Forças. Era o que precisava ser dito e todos esperavam que fosse.

O descolamento do governo é uma preocupação comum aos comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. Entre os militares, há um desconforto latente, por exemplo, com a presença de oficiais da ativa em cargos. A declaração de Pujol foi também uma resposta às cassandras que há cerca de um mês aproveitaram-se de uma rusga entre os ministros Luiz Eduardo Ramos e Ricardo Salles para inocular o veneno de que Ramos o substituiria no Comando do Exército.

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18.11.20

Voz de Comando

A fala do general Pujol – “Não somos instituição de governo, não temos partido. Nosso partido é o Brasil” – teve uma baita repercussão dentro da caserna. Primeiramente porque comandante do Exército é conhecido por sua discrição. Segundo porque até os recrutas rasos entenderam que a declaração, certamente discutida pelo Alto Comando da Força, se referia à tresloucada declaração de Jair Bolsonaro de que poderia usar a “pólvora” nas relações “diplomáticas” com os Estados Unidos.

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23.10.20

Vento que venta lá…

Há discussões no governo para um aporte do Tesouro na Imbel, a fabricante de material bélico do Exército. A operação repetiria o
modelo já adotado na Emgepron, a empresa de projetos navais da Marinha que recebeu uma injeção de R$ 7,6 bilhões. Seria uma solução para o governo capitalizar a Imbel, fugindo dos limites do teto de gastos

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