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O ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a pauta da segurança e do combate à corrupção terminarão o ano em foco. Acerca de Moro, balanços vão corroborar sua forte popularidade e amplo potencial como futuro candidato – a presidente ou vice. Mas também apontarão para derrotas e jogo de “morde e assopra” da parte do presidente Bolsonaro.

Já no que se refere à versão final do pacote anticrime, o destaque será para a figura do juiz de garantias. Diminuição de resistência virá do apoio, ao menos parcial, do STF, na figura dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Morais e Celso de Mello.

Ao mesmo tempo, pode ser mantida – ou até mesmo aprofundada – a resistência de entidades e setores do judiciário, como o Conselho Nacional de Justiça, com base, sobretudo, no argumento de que muitas comarcas contam apenas com um juiz.

No final das contas, definição de cronograma, do alcance (valerá para decisões anteriores ou somente daqui para frente?) e de eventuais custos para implementar o novo sistema serão os fiéis da balança. Nesse sentido, o prazo de um mês para efetivar a mudança será, provavelmente, posto em xeque nos próximos dias.

Também devem ter mais espaço análises sobre os aspectos positivos do projeto no combate ao crime organizado. O tema ficou um pouco apagado, no primeiro momento, com os holofotes voltados para questões ligadas ao combate à corrupção.

Por fim, vai gerar debate a pesquisa do Datafolha, salientando que a maioria da população prefere o investimento social como principal maneira de enfrentar a violência. Conclusão difere da ênfase na repressão, quase sempre dada ao tema tanto pelo presidente Bolsonaro quanto pelo ministro Moro. Vai, assim, alimentar cobranças por agenda social, que ainda parece fraca na atual gestão.

As reformas e o crescimento em 2020

Apesar da perda de densidade do noticiário, bem como de movimentações políticas nos últimos dias do ano, ganharão corpo previsões acerca de 2020:

1) Em primeiro plano, para agenda de reformas, tanto da parte do governo, capitaneado pelo ministério da Economia, quanto do Congresso, sob a liderança de Rodrigo Maia.

Da parte do governo, o ministro Paulo Guedes indica que aproveitará a “pausa” para dar mais força à reforma administrativa, que já declarou ser prioridade, mas encontra resistência dentro do núcleo político e do próprio presidente Bolsonaro. Angariar o apoio da mídia e de analistas pode ser primeiro passo para reverter dificuldades. Estará em pauta, dentre outros pontos, a flexibilização da estabilidade dos servidores.

No que se refere a Maia, a menina dos olhos será a reforma tributária. Também tende a crescer a mobilização em torno da autonomia do Banco Central, que encontrará menos resistência em setores organizados da sociedade.

2) Em segundo plano, por ter sido destaque das últimas duas semanas, sobre rumos da economia, com tendência positiva – demonstrada hoje no Boletim Focus – para estimativas de  crescimento. De novidade, terá espaço o bom resultado no financiamento imobiliário, que apresentou o melhor mês de novembro em quatro anos. Já as especulações acerca de retomada do emprego devem ser mais tímidas.

Os ministérios ideológicos, o viés autoritário e Flávio Bolsonaro

Panorama mais negativo para o governo, nos próximos dias, virá de: 1) Prováveis avaliações críticas acerca de atuação na cultura, educação, meio ambiente (que terá gancho no ressurgimento de manchas de óleo no litoral cearense) e, em menor medida, relações exteriores. Essas áreas serão expostas como exageradamente ideológicas, pouco eficientes e voltadas para o confronto; 2) O que é percebido como viés autoritário em declarações do presidente Bolsonaro e seus filhos, ao longo de 2019; 3) O desgaste contínuo – ainda que perca um pouco de força por ausência momentânea de fatos novos – gerado por acusações contra o senador Flávio Bolsonaro.

Instabilidade política na Bolívia e negociações com a Petrobras

Expulsão de embaixador do México e de dois diplomatas espanhóis, acusados de facilitar a saída de ex-integrantes do governo de Evo Morales, reporá, amanhã, a sensação de instabilidade e desconfiança quanto à atuação da presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez.

Já no campo da economia, acaba amanhã o contrato entre a Petrobras e a boliviana YPFB para compra de gás, mas foi fechado acordo de transição, válido até março de 2020. De toda forma, negociações apontam para manutenção de monopólio da estatal no uso do gasoduto Bolívia-Brasil por pelo menos mais um ano.

Cresce o otimismo sobre a “Guerra Comercial”

Devem se intensificar, nos próximos dias, as ilações – positivas – sobre a nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos, alimentadas por notícia de que o vice-primeiro-ministro chinês embarcará para Washington no início de 2020.

A confiança dos consumidores nos EUA

Nos EUA, sai amanhã o índice de Confiança do Consumidor Conference Board de dezembro, que oferece medida importante dos gastos dos consumidores norte americanos. Projeta-se crescimento significativo, de 125,5 para 128, 2, após três meses de relativa estagnação.

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13.11.19

BRICS: retórica ou resultados concretos?

Termômetro

Deve haver destaque, amanhã, para alguns aspectos da 11ª Cúpula dos BRICS, iniciada hoje:

1) Maior detalhamento acerca de acordos e de possibilidade de tratado de livre comércio com a China. Ruídos não estão descartados, mas a grande probabilidade é que a Cúpula se encerre com imagem de aproximação do Brasil com o gigante asiático. A grande questão, amanhã, será se o movimento parecerá retórico ou se governo capitalizará resultados concretos – como redução de barreiras tarifárias.

2) O mesmo ocorrerá – embora em menor medida – com os governos de Índia Rússia e África do Sul). Vale atenção particular para Rússia, amanhã, já que o país costuma ter o posicionamento mais incisivo em defesa do governo Maduro. E adota linha semelhante, ainda que com mobilização muito menor, no que se refere a Evo Morales, na Bolívia. Relação do Brasil com os dois vizinhos latino-americanos é, no mínimo, delicada, ainda mais com a invasão da embaixada venezuelana, hoje, por partidários de Juan Guaidó.

3) Qual entendimento emergirá em declarações finais da Cúpula. A China já mostrou que buscará inserir críticas ao que percebe como riscos ao multilateralismo. O que seria, na verdade, recado aos EUA.  Ao que tudo indica, o governo brasileiro tentará se equilibrar entre a garantia de boas relações com os chineses, principais parceiros comerciais do país, e o forte alinhamento com norte-americanos. A conferir.

A reação do PSL

No que se refere à saída do presidente Bolsonaro do PSL, quinta-feira deve marcar reação do presidente da legenda, Luciano Bivar, e de deputados decididos a permanecer no partido.

Apesar do otimismo que dominou anúncio, com ênfase na criação de nova agremiação (Aliança pelo Brasil) e migração de 30 deputados, há barreiras muito importantes a serem superadas e que ganharão espaço amanhã. Tais como: 1) Possibilidade de que parlamentares dissidentes do PSL percam o mandato; 2) Fato de que o novo partido de Bolsonaro, além da dificuldade para obter registro legal, não levaria nada do fundo partidário do PSL.; 3) Novos ataques ao presidente, seja de parlamentares atualmente no PSL ou dos que já saíram em função de enfrentamento com Bolsonaro – como foi o caso, hoje, do deputado Alexandre Frota.

O próprio presidente Bolsonaro criou, nesta terça, mais margem para atritos, com declarações críticas sobre o vice-presidente Mourão.

Cenário Internacional: Bolívia e Chile

Cenário internacional promete ser muito delicado, amanhã. E governo sofrerá pressão maior do que a usual para se posicionar ou comentar qualquer desdobramento, em função de exposição gerada pela 11ª Cúpula dos Brics. Principais questões tendem a ser:

1) Situação na Bolívia, após o Brasil ter reconhecido a senadora Jeanine Añez como nova presidente. Añez aparentemente conseguirá se firmar no âmbito da oposição e, por estar na linha sucessória, tem chances de se estabilizar no cargo. Desde que apresente rapidamente um plano para realização de novas eleições, sem excluir partidários do ex-presidente Evo Morales.

Um ponto fundamental a ser observado amanhã, nesse sentido, será o grau de movimentações populares em apoio a Evo. Se começarem a ganhar escala, crescerá a instabilidade no país. Caso contrário, aumentam as chances de transição capitaneada por Añez.

2) Avanço de protestos no Chile, com greve geral e ataques a quartéis. Projeto de nova constituição, anunciado pelo presidente Piñera, pode ganhar corpo amanhã e se tornar caminho para pacificação. No entanto, se impasse persistir, o risco, nesta terça, é de que se amplifiquem os efeitos na economia chilena, após forte desvalorização do peso frente ao dólar.

Mudanças na universidade

Dados do IBGE, divulgados hoje, indicando que estudantes negros se tornaram maioria em universidades púbicas terá repercussão nessa terça. Efeito será favorável à esquerda e ao ex-presidente Lula.

Percepção econômica e inflação

Saem amanhã os dados do Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE) e do Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), além do Índice Geral de Preços -10 (IGP-10), para outubro, todos da FGV.

Quanto ao IACE e ao ICC, espera-se novo avanço em ambos, com base em percepção positiva da economia que vem se adensando nas últimas semanas. Já no que se refere ao IGP-10, expectativa é de desaceleração (0,27% contra 0,77% em outubro).

Efeitos da guerra comercial EUA X China

Não haverá qualquer posicionamento direto do Brasil sobre o tema. No entanto, sinais sobre impasse em negociações entre os dois países podem voltar a contaminar expectativas globais, amanhã. E há, ainda, o risco de alguma declaração mais forte do presidente Trump, que vive situação interna complicada com o início de audiências públicas do processo de impeachment.

Indústria e varejo na China, Alemanha e Zona do Euro

Estão previstos para esta quinta os números da produção industrial e das vendas no varejo na China para outubro e o PIB do terceiro trimestre da Alemanha e da Zona do Euro. Na China, espera-se crescimento em ritmo similar ao de setembro, na faixa de 7,8%, para o varejo, e recuo na indústria, com avanço em torno de 5,4%, frente a 5,8% de setembro.

Já na Alemanha e na Zona do Euro, estimativas estão em linha com o segundo trimestre – recuo de 0,1% e avanço de 0,2%, respectivamente. Se confirmados, resultados serão mal recebidos pelo mercado, em particular os da Alemanha.

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18.07.19

Diplomacia à la Bolsonaro

Ontem, em conversa com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e outros integrantes da comitiva presidencial em Santa Fé, na Argentina, Jair Bolsonaro soltou a seguinte ideia: esperar pela eleição boliviana e, “melhor”, pela eventual saída de Evo Morales do poder, para aprovar a entrada do país no Mercosul. Pelo tom com que falou, já, já o balão de ensaio ganha os céus da América.

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