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12.05.20

Guedes X Centrão

Termômetro

POLÍTICA

Guedes X Centrão

Deve retomar força, amanhã, a próxima “ameaça” ao ministro Paulo Guedes: as negociações entre o presidente Bolsonaro e o Centrão acerca de veto a reajuste do funcionalismo público.

O presidente declarou publicamente que seguiria recomendações do ministro, no entanto, a necessidade de concessões ao grupo político é cada vez mais premente dado os riscos que pairam sobre seu mandato. O principal deles, agora, é a divulgação de vídeo, cujo conteúdo já foi vazado hoje, no qual teria declarado abertamente que precisaria de acesso a PF do Rio para proteger os filhos (entre outros pontos extremamente delicados).

Nesse contexto, parece cada vez mais forte a chance de nova “fritura” do ministro Guedes, que se daria não com o recuo no veto e, sim, com negociações de bastidores para que fosse derrubado no Congresso, sem oposição do governo. A possibilidade torna-se ainda maior com a recomendação do ministério da Economia para que mesmo os profissionais da saúde tenham os salários congelados.

Seria medida com potencial muito negativo para as bases dos deputados do Centrão – que já ganharam promessa de verbas para o combate ao coronavírus em seus redutos eleitorais.

No final das contas, o presidente se verá diante de escolha difícil: se desautorizar o ministro, aumentará incerteza no mercado e perderá apoio empresarial; se desagradar o Centrão se verá sem base no Congresso no momento mais frágil do seu mandato.

O resultado desse embate ainda é incerto, mas os sinais começarão a surgir mais claramente nesta quarta.

ECONOMIA

Comércio no Brasil; indústria e PIB na Europa

Após retração pesada nos serviços anunciada hoje (queda de 6,9% em março), espera-se panorama similar na Pesquisa Mensal do Comércio de março (IBGE), que será divulgada amanhã. No exterior, a Europa também deve apresentar dados negativos, com recuo na casa de – 12% na produção industrial da zona do Euro (março) e de -2,5% no PIB Trimestral do Reino Unido.

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22.04.20

Plano de recuperação

Termômetro

ECONOMIA

Plano de recuperação

Em reunião com a equipe ministerial hoje, o presidente Jair Bolsonaro apresentou plano de recuperação da economia pós-Covid-19. Batizado de Plano Marshall, em alusão ao programa americano para a recuperação de países aliados após a Segunda Guerra Mundial, a proposta é conter a escalada do desemprego com a retomada de obras públicas que possam ser reativadas com dinheiro do Tesouro. Nos próximos dias, a imprensa vai acompanhar de perto as listas de obras que cada Ministério apresentará ao governo nesta semana e a movimentação no Ministério da Economia.

O ministro Paulo Guedes é resistente à proposta. Ele diz que os cofres públicos não aguentam nova rodada de gastos. A previsão é de que o pacote, com a retomada de cerca de 70 obras públicas, consuma R$ 30 bilhões.

Outro plano que estará no noticiário amanhã é o de retomada gradual das atividades no estado de São Paulo. O afrouxamento do isolamento social nos municípios paulistas vai depender da taxa de disseminação da Covid-19 e da quantidade de leitos disponíveis e de mortes registradas em função da doença. Detalhamento do plano do governo de São Paulo será apresentado no próximo dia 8.

Futuro da Zona do Euro

Na Europa, a expectativa para amanhã é a divulgação mensal do Inquérito das Empresas, o chamado indicador do futuro da Zona do Euro. A pesquisa realizada pela França mostra a evolução de empresas do setor de manufatura, construção e serviços em áreas como produção, vendas e preços. Mas, a julgar pela quantidade de desempregados no país (10,2 milhões) desde o início da crise, os resultados exibidos amanhã – os primeiros após o endurecimento das medidas de combate ao coronavírus – mostrarão um futuro nada animador para o Mercado Comum Europeu, com retração estimada na casa dos  3%. Já na América Latina, a retração esperada é de 5,3%, com taxa de desemprego de 11,5%, a maior desde a Grande Depressão.

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17.04.20

Economia e isolamento social

Termômetro

POLÍTICA

Economia e isolamento social

Os próximos dias verão se aprofundar o debate sobre cronograma para afrouxamento de medidas de isolamento, visando retomada econômica, não somente no Brasil como nos Estados Unidos e na Europa.

O movimento terá como pano de fundo, no entanto – e fator decisivo – a curva do coronavírus. A aposta mais certa não é de nenhuma ação imediata ou mesmo no curto prazo e, sim, de diretrizes que apontem nesse sentido, como tenta fazer, com idas e vindas, o presidente Trump.

A Europa parece em estágio mais avançado, com recuos na curva de contaminação, enquanto os EUA tem batido recordes diários de mortes e, no Brasil, espera-se forte crescimento de casos ao longo do mês de abril, cenário que pode ficar patente já no final de semana e inicio da semana que vem. Permanece em aberto, ainda, qual será a linha adotada pelo novo ministro da saúde e como ele lidará com o conflito entre o presidente e a ampla maioria dos governadores.

Congresso unido?

Se união de Câmara e Senado no repúdio a ataques do presidente Bolsonaro a Rodrigo Maia se confirmar na votação de pautas importantes para o governo – como já ocorreu hoje com a MP do contrato verde amarelo – tendência é de que o Planalto perca o controle das medidas de estímulo econômico. O grande teste será a votação, no Senado, de projeto de auxílio a estados.

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