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04.03.20

A ofensiva de Paulo Guedes

Termômetro

Tudo indica que o ministro Paulo Guedes prepara ofensiva para aprovar reformas no Congresso – com destaque para proposta de reforma administrativa –, diante de recuo generalizado em estimativas para o PIB 2020.

Após boa notícia hoje, com aprovação pela CCJ de PEC que acaba com a maior parte dos fundos públicos infraconstitucionais (liberando R$ 180 bilhões para o abatimento da dívida), espera-se movimentação mais decisiva do Ministério da Economia, de modo a alimentar expectativas positivas e retomada de confiança na agenda do governo.

Há, no entanto, um problema-chave a ser superado: a situação de alta instabilidade no Congresso, em função de difíceis negociações envolvendo a execução impositiva de emendas parlamentares e do relator do Orçamento na Câmara. Votação decisiva passou de ontem para hoje e, apesar de incertezas, parece se encaminhar para acordo, após intervenção de Guedes.

Os efeitos políticos do coronavírus

Confirmação de terceiro caso de coronavírus no país – e quarto esperando contraprova –, todos em São Paulo, aumenta o patamar de alerta, internamente, mas ainda não vai ampliar significativamente os efeitos na área da saúde. Especialmente pela concentração regional. O quadro vai se alterar se houver disseminação nacional.

O “conjunto da obra”, no entanto, pode ter efeitos políticos: o ganho de tração de reformas no Congresso, mesmo com turbulências entre a Câmara e o governo federal. Estranha-se, até o momento, o silêncio de Rodrigo Maia sobre o tema. Percebido como o principal responsável pela reforma da Previdência, Maia sofrerá maior pressão do setor empresarial diante de temores de retração econômica.

Em termos globais, velocidade de descobertas científicas pode começar a se tornar fator positivo para expectativas do mercado: hoje, por exemplo, a China anunciou o mapeamento de como o vírus entra no corpo.

Indústria nos EUA

Saem amanhã os números de Encomendas à Indústria nos EUA, em janeiro, com previsão de recuo importante (–0,1% frente a crescimento de 1,8% em dezembro). Vigor da indústria é fator determinante para projeções da economia norte-americana em 2020 (inclusive com efeitos eleitorais). A retração, no entanto – se confirmada nesse patamar – não poderá ser lida como tendência, já que o setor oscilou em 2019, mas, na média, manteve bons resultados.

 

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03.03.20

PIB 2019: Consequências para as reformas e para o mercado

Termômetro

O anúncio dos números finais do PIB 2019, amanhã, terão amplo efeito, político e econômico.

Politicamente, serão lidos como a medida do sucesso da equipe econômica no primeiro ano de governo, com implicações diretas na imagem do ministro Paulo Guedes, bem como em sua força junto ao presidente e ao Congresso. Resultado positivo (acima de 1%) impulsionaria o envio da reforma administrativa pelo Planalto e o avanço da tributária em negociações no âmbito de Comissão Mista do Senado e da Câmara.

Em termos econômicos, haverá duas percepções: na superfície, sobre o dado anual; mais profundamente, com olhar voltado para o último trimestre – curva que projeta efetivamente as tendências para 2020. É esse recorte que pode servir de contraponto a temores provocados pelo coronavírus – ou alimentá-los.

Os juros nos EUA e a Selic no Brasil

Paralelamente, a decisão do FED em baixar a taxa de juros dos EUA, hoje, favorecerá, nesta quarta, forte especulação sobre novas reduções da Taxa Selic, pelo Banco Central – que já sinaliza com essa possibilidade.

Votação no Congresso delineará o equilíbrio de forças entre os poderes

O resultado da votação, esperada para a noite de hoje, que delimitará o valor do orçamento a ser executado pelo Congresso, também traçará um duplo panorama: por um lado, de relação do governo federal com a Câmara e o Senado; por outro, do equilíbrio de forças nas duas Casas.

Se prevalecer o acordo proposto pelo governo, com medidas enviadas no final do dia de hoje, o Planalto atingirá espécie de meio termo: o relator do Orçamento na Câmara ficaria com aproximadamente R$ 15 bilhões, mas não os R$ 30 originalmente previstos. Seria vitória parcial em quebra de braço com a Câmara (e algum freio a avanços sobre atribuições do Executivo), mas sem arranhar a posição de Rodrigo Maia. E a composição com Alcolumbre.

Já se o acordo for rejeitado – ou, o que seria mais provável, a votação adiada – a partir de movimento paralelo do Senado para manter o controle total dos R$ 30 bilhões nas mãos do governo, Maia, o Centrão e Alcolumbre sairão derrotados e prerrogativas do Executivo fortalecidas – assim como grupo de senadores que busca se afirmar como polo alternativo de poder no Congresso.

Mas as chances de retaliação não poderiam ser descartadas.

Um moderado contra Bernie Sanders?

Resultados da Superterça nos EUA indicarão as chances reais de que um candidato da ala moderada do partido democrata consiga enfrentar o hoje favorito Bernie Sanders.

A economia real – dados dos EUA

Em meio a turbulências nas bolsas – nacional e internacionalmente –, dois números terão maior significado amanhã, por indicarem possíveis tendências econômicas: Nos EUA, para fevereiro, Emprego no Setor Privado, que deve trazer recuo de postos gerados (de 291 para 170 mil) e PMI (ISM) de Serviços, para o qual também se espera retração (de 55,5 para faixa entre 55,1 e 49,6).

Os números não fogem do previsto, mas devem gerar efeitos negativos nos mercados globais, especialmente se não houver mais nenhuma sinalização de medidas coordenadas de estímulo diante de efeitos do coronavírus.

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02.03.20

Bolsa Família e agenda social

Termômetro

Acontece amanhã a primeira audiência, na Câmara, de Comissão – “patrocinada” por Rodrigo Maia – que discutirá a reformulação do Bolsa Família.

A audiência trará mais clareza sobre propostas para ampliação do programa e servirá, também, para marcar o lançamento de uma agenda social do Congresso. Ao mesmo tempo, trará informações importantes sobre a disposição de deputados em relação ao governo: pode haver aceno para composição ou críticas veladas a problemas no programa e falta de agenda do Planalto na área.

A batalha do Orçamento

Justamente, há expectativa de que entre em pauta, amanhã, o atual epicentro de embate entre o governo federal e o Congresso: a votação de vetos presidenciais ao orçamento impositivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Não se pode descartar acordo, mas, ao que tudo indica, a hipótese se tornou improvável e o Planalto tentará vitória na base do voto. Cenário é positivo no Senado, mas imprevisível na Câmara.

Vitória do governo seria lida como fruto de pressão das ruas, enquanto derrota, como falência da articulação política – e combustível para manifestações previstas para o próximo dia 15.

A prisão em segunda instância e a força política de Moro

Também nesta terça, haverá nova audiência da Comissão Especial que analisa a prisão após condenação em segunda instância. O tema perdeu um pouco de tração no início de ano, ofuscado por polêmicas do governo federal e pelo coronavírus. Audiência será termômetro para chances de que o projeto evolua em 2020 – bem como para força do ministro Moro no Congresso.

Coronavírus: controle na saúde e efeitos econômicos

Apesar de multiplicação de casos sob suspeita, salvo uma leva de confirmações simultâneas, panorama acerca do coronavírus na área de saúde deve se manter sob controle, amanhã. Por outro lado, vão se aprofundar ilações sobre possibilidade – e extensão – de contágio dentro do Brasil, caso ocorra, e efeitos econômicos. Tanto os que já se fazem sentir quanto os que podem ser projetados até o final do ano, com efeitos sobre o PIB e sobre a política econômica.

Paralelamente, vão crescer na mídia a pressão por reformas, que seriam contraponto para evitar perda de investimentos e volatilidade do mercado.

As eleições em Israel e as primárias nos EUA

Na política internacional, foco amanhã estará em resultados da eleição em Israel – pesquisas de boca de urna indicam vitória apertada de Benjamin Netanyahu – e na realização da “Superterça”, nos EUA, que deve afunilar a corrida interna do Partido Democrata para dois candidatos (provavelmente Bernie Sanders e Joe Biden).

Economia na China e inflação europeia

Em relação aos indicadores internacionais, destaque nesta terça para: 1) O PMI Composto (Indústria e Serviços) de fevereiro na China, que deve trazer forte recuo (de 51,5 para 47,2), refletindo os efeitos do coronavírus na economia; 2) O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Zona do Euro, para o qual também de projeta retração (de 1,4% para 1,2%, na taxa anualizada).

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03.02.20

O Congresso e o STF abrem os trabalhos

Termômetro

Retomados os trabalhos do Legislativo e do Judiciário, hoje, em sessão esvaziada; pautas amanhã se voltarão para temas centrais nos dois Poderes:

1) Os “herdados” de 2019, como a disputa entre Fux e Toffoli em relação ao Juiz de Garantias e as PECs enviadas pelo governo ao Senado. Acerca das PECs, já se iniciaram – e continuarão amanhã – as movimentações, não apenas de Davi Alcolumbre mas também da ala lavajatista, que deve ser vocalizada pela senadora Simone Tebet.

2) As reformas administrativa e tributária. Após sinais favoráveis de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre a ambas, expectativa amanhã é pelo avanço de calendário conjunto no que se refere à reforma tributária. E, por outro lado, por posicionamento mais enfático do governo quanto ao teor, ao prazo para a apresentação e à campanha de comunicação que deve acompanhar a reforma administrativa – nos moldes do que foi feito com a da Previdência;

3) A proposta de mudança na forma de indicação de ministros do STF, posta como umas das 10 pautas prioritárias  de 2020 em lista distribuída hoje pela assessoria de Davi Alcolumbre;

4) Os sinais das lideranças da Câmara e do Senado sobre o protagonismo que o Legislativo buscará manter e mesmo aprofundar em 2020. Pode haver novos acenos, nesse sentido, à agenda de privatizações;

5) No STF, a divisão dos royalties do petróleo entre os estados; a presidência do ministro Fux, no segundo semestre, e o ressurgimento da candidatura de Moro para ocupar a cadeira do ministro Celso de Mello.

O ICMS e a reforma tributária

O Presidente Bolsonaro deve indicar, amanhã, se enviará unilateralmente ao Congresso projeto para que seja cobrado um valor fixo de ICMS sobre combustíveis ou se iniciará processo de negociação com os estados.

Após declaração conjunta hoje de 22 governadores, defendendo mudança na política de preços da Petrobrás e na cobrança de impostos federais, o tema se tornará teste importante para a reforma tributária. Mais até do que o Congresso, a articulação dos interesses regionais será decisiva para o sucesso da empreitada, no primeiro semestre.

Coronavírus: estado de emergência e quarentena

Enquanto não se confirma o primeiro caso de coronavírus e diante da paulatina absorção de efeitos da doença pelos mercados globais, o foco amanhã estará na iniciativa do governo brasileiro para repatriar grupo de brasileiros da China, bem como para estabelecer um sistema de quarentena no país. Nesse sentido, deve ser anunciado, amanhã, o estado de emergência e enviada medida provisória ou projeto de lei (como defende Rodrigo Maia) ao Congresso.

Bolsonaro e Skaf: começa a corrida eleitoral

“Dobradinha” de hoje do presidente Bolsonaro com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, abrirá, amanhã, a temporada de especulações eleitorais. Estará em foco tanto a atuação – e eventuais apoios – do presidente nos principais colégios do país quanto, particularmente, o cenário em São Paulo.

A outra consequência de movimentações de Bolsonaro será um novo capítulo, nesta terça, na fritura de ministros. Após “pausa” (momentânea) na dança das cadeiras envolvendo Onyx (queimado pelo presidente) e Weintraub (extremamente desgastado no Congresso), agora o alvo será o porta-voz da Presidência, o General Rêgo Barros.

Os números finais da indústria em 2019

Em termos de indicadores econômicos, o destaque amanhã será para a Produção Industrial de dezembro (IBGE), que, tudo indica, virá com queda na faixa 1% (0,6%, descontados os efeitos sazonais).

Confirmado o número, o setor terá recuado 1,1% no ano. O dado não será uma surpresa, mas alimentará percepção de que o setor tem muita dificuldade para engrenar e enfrenta problemas estruturais, a despeito de visão mais positiva sobre o conjunto da economia.

As primárias nos EUA: o favoritismo de Bernie Sanders

No cenário político internacional, destaque amanhã para a primeira rodada das eleições primárias do partido Democrata nos EUA, em Iowa. Vitória de Bernie Sanders – é o favorito, mas resultado está totalmente em aberto – pode ser impulso decisivo para sua candidatura.

China e EUA: serviços e indústria em janeiro

Saem nesta terça-feira o PMI Caixin de Serviços da China em janeiro, que deve manter equilíbrio na faixa de 52,5, e as Encomendas à Indústria dos EUA em dezembro, para as quais se prevê avanço de 0,9 a 1,2%, retração de 0,7% em novembro.

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Podem-se esperar, amanhã, movimentações políticas, econômicas e na mídia em torno de resultados da PNAD Contínua (IBGE) de dezembro, os quais fecharão o balanço do mercado de trabalho em 2019.

Está precificada – inclusive em termos de imagem – uma queda leve, da ordem de 1%, na taxa de desemprego para o mês (chegando a 11,1%), ainda com grande parcela de vagas de informais (estavam em 41,1% no trimestre até novembro). Confirmada esta margem, prevalecerá avaliação otimista, mas moderada, indicando evolução consistente do emprego na esteira da atual política econômica, mas lenta e gradual. Retomada de patamares realmente positivos estariam, assim, em horizonte de médio e longo prazos.

Por outro lado, números superiores ou inferiores ao esperado tendem a alimentar avaliações mais enfáticas – seja aumentando preocupação com o ritmo da recuperação econômica, caso não haja nova queda do desemprego, seja favorecendo percepção de que a retomada pode se acelerar em 2020, se houver avanço mais significativo.

Comporá, ainda, panorama importante de resultados auferidos pela equipe econômica no primeiro ano de governo, amanhã, os números fechados da Dívida Pública/PIB. Relação estava em 77,7% em novembro, indicando aumento frente a 2018, mas dentro do previsto pelo Ministério da Economia (abaixo de 80%).

A imagem a ser consolidada nesta quinta terá efeito estratégico para ambições do governo em 2020, já que estão a todo vapor as articulações para pautar o cronograma – e o alcance – de reformas no Congresso, no primeiro semestre.

Nesse sentido, interessa acompanhar amanhã a articulação do ministro Paulo Guedes com os presidentes da Câmara e do Senado. O ministro tem indicado que prioriza a reforma administrativa, enquanto as lideranças do legislativo apostam mais fichas na tributária. Movimentações desta sexta darão sinais mais claros sobre as chances reais de que ambas avancem.

O rombo na Previdência em 2019: corte de gastos e militares

Rombo recorde na Previdência em 2019 – R$ 318 bi em 2019 – terá efeito duplo amanhã: 1) Vai gerar pauta sobre impactos e limites da reforma da Previdência, com possível olhar para economia considerada pequena com militares (cujo rombo previdenciário cresceu 7,2% frente a 2018); 2) Dará força para medidas de corte de gastos do governo federal – como a reforma administrativa.

Onyx, Congresso e reforma ministerial

A retirada do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) da Casa Civil se soma à demissão (novamente) do ex-secretário-executivo da Pasta, Vicente Santini, para jogar o ministro Onix Lorenzoni na frigideira, amanhã.

A possibilidade de que Onyx perca o cargo alimentará, nesta terça, especulações sobre reforma ministerial. Seria a maneira de o presidente lidar com nomes que geram muito desgaste para o governo – como Abraham Weintraub, hoje duramente criticado por Rodrigo Maia –, sem indicar que cede a pressões da mídia, o que costuma evitar ferrenhamente.

Por outro lado, aumentará a atenção, amanhã, para agenda do PPI, agora sob o comando do Ministério da Economia, que tem muito mais credibilidade na mídia do que a Casa Civil.

O coronavírus: emergência e efeitos econômicos

A decisão da OMS, declarando emergência de saúde pública de interesse internacional em função do coronavírus, aumentará pressões sobre estratégia de monitoramento e prevenção do Ministério da Saúde.

Ao mesmo tempo, enquanto não há confirmação de casos no Brasil – o que elevará cobranças a outro patamar -,  ganhará muita força a preocupação com efeitos econômicos e volatilidade do mercado. Que tende a se manter nesta sexta, com a expansão do vírus na China, primeira transmissão dentro dos EUA e o horizonte ainda muito em aberto sobre a curva de contágio.

O apoio federal à região Sudeste

Repasse de R$ 892 milhões do governo federal para a região Sudeste, visando enfrentar efeitos de chuvas e enchentes, terá repercussão positiva amanhã, especialmente por sobrevoo do presidente em regiões afetadas. Mas levantará questionamentos sobre a rapidez e a forma com que os repasses serão efetivados.

O PIB e a inflação na Zona do Euro

No exterior, destaque para números do PIB do quarto trimestre de 2019 e para a prévia da inflação de janeiro na Zona do Euro. No PIB, expectativa é de nova alta de 0,2%, fechando o ano com crescimento de 1,1%. Já no que se refere à inflação interanual, projeta-se aceleração, de 1,3% para 1,4%. Em menor medida, vale atenção para possibilidade de recuo importante em vendas no varejo na Alemanha, em dezembro.

 

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15.01.20

O PIB da China, o Fed e o Banco Central europeu

Termômetro

A política externa estará em foco amanhã em função da assinatura da primeira fase do acordo comercial entre EUA e China e do apoio norte-americano para entrada brasileira na OCDE.

Ainda que tarifas impostas a produtos chineses não tenham sido totalmente suspensas, o que deixa o mercado em certo compasso de espera, o acordo vai gerar ambiente internacional bastante positivo, nesta quinta, com expectativa de diminuição de turbulências. O problema para o Brasil é o compromisso da China com o aumento de US$ 17 bilhões na compra de produtos agrícolas norte-americanos, em 2020.

Tema terá impacto amanhã, já que o setor concorre diretamente com o agronegócio brasileiro – a soja está entre os produtos que podem ser afetados. Ainda não está claro o quanto as exportações nacionais podem ser afetadas e se isso terá consequências para previsões de crescimento do PIB no ano.

Já a entrada na OCDE teve destaque hoje, mas serão aprofundadas as avaliações, não apenas quanto ao cronograma real para efetivação da medida como acerca dos efeitos concretos para o país, em termos econômicos e geopolíticos (incluindo possibilidade de passar à frente da Argentina na “fila de entrada” da organização).

Toffoli limita o juiz de garantias e diminui resistências

Decisão do ministro Toffoli, ampliando para 6 meses o prazo de implantação do juiz de garantias e limitando seu alcance terá boa repercussão amanhã, por deixar mais claro o escopo da medida.  A leitura será a de que diminuem significativamente as incertezas em torno da mudança – e, consequentemente, as resistências a ela.

Mas pode haver reação – e especulações – sobre posicionamento dos demais ministros do STF, bem como de parlamentares.

O secretário de comunicação social na corda bamba

Reunião de hoje com o presidente Bolsonaro deve definir a situação do secretário especial da Comunicação Social (Secom), Fábio Wajngarten, amanhã, após revelação de que empresa da qual é sócio tem contratos com emissoras de televisão e agências de publicidade que recebem verbas do governo federal. Conflito do presidente com a Folha – que fez a denúncia – vai favorecer o secretário, mas não será fácil reverter imagem de conflito de interesses e o desgaste público que acarreta.

O crescimento em 2019 e a curva da inflação

Saem amanhã números importantes para a economia brasileira, tanto no que se refere ao fechamento de 2019 quanto a projeções para 2020:

1) IBC-Br (BC) de novembro, que indicará, ainda que parcialmente, o grau de aquecimento da economia no final de 2019 e a tendência para o PIB. Influenciará expectativas do mercado quanto ao número final para o ano e, consequentemente, as projeções para 2020;

2) IGP 10 de janeiro e IPC S para a segunda quadrissemana do mês. Ambos os números serão essenciais para confirmar estimativas de analistas, de que o salto inflacionário dos últimos meses de 2019 não transbordará para 2020.

O PIB da  China, o Fed e o Banco Central europeu

Internacionalmente, destaque amanhã será a China, que divulgará, dentre outros dados, o PIB de 2019 e a produção industrial de dezembro. O PIB deve apresentar trajetória de crescimento em patamares baixos, para os padrões chineses dos últimos anos, fechando o ano em 6%. Já a produção industrial deve ficar em torno de 5,9%, abaixo dos 6,2% de novembro.

Também vale atenção para:

1) A publicação da ata da última reunião e declaração da presidente do Banco Central europeu. Ainda que não se espere sinalização de redução de juros, trará prognóstico importante sobre a economia europeia e as possibilidades de medidas de estímulo em 2020;

2) Nos EUA, Vendas no Varejo em dezembro (estima-se crescimento de 0,3% frente a 0,2% em novembro) e Índice de Atividade do Fed da Filadélfia em janeiro (projeta-se aceleração importante, na faixa de 3,8 pontos após 0,3 em dezembro).

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O número acima do esperado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019, divulgado hoje (4,31%), provocará noticiário delicado para o governo, amanhã:

1) O ponto mais importante será o reajuste do salário mínimo, que fica abaixo da inflação do ano. Fato será explorado pela oposição e provocará movimentações de parlamentares.

O perigo é que se alimente clivagem, nos próximos dias, entre avaliações de dados macroeconômicos e efeitos para a população, particularmente a de mais baixa renda. Trata-se de selo que não somente a esquerda, mas concorrentes de centro – atuais, como o Governador João Dória e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e potenciais, como o apresentador Luciano Huck – adorariam colar no governo;

2) Mapeamento de produtos e setores que apresentaram maior pressão inflacionária, com destaque para alguns “vilões”, como os planos de saúde. Nesse caso, especificamente, cobranças e críticas devem se voltar para a Agência Nacional de Saúde;

3) Por outro lado, deve haver contraponto do mercado, com avaliações de que salto da inflação do final do ano foi pontual, concentrados em poucos setores/produtos (como a carne). E que prognósticos para a economia em 2020 se mantêm em curva ascendente.

Nesse sentido, ganharão importância os números do Índice de Preços ao Consumidor Fipe para a primeira quadrissemana de janeiro e o Boletim Focus, ambos a serem divulgados na segunda-feita, bem como os dados do IBC-Br (BC), que antecipa resultados do PIB, para novembro de 2019, previsto para semana que vem.

4) Já serão abertas, amanhã, apostas – e ações especulativas – acerca da próxima reunião do Copom, em fevereiro. A conferir sinalizações da equipe econômica, mas a probabilidade maior é de que essa tendência só fique clara mais à frente, diante de números da inflação em janeiro.

Juiz de garantias: sai oposição, entra protelação?

Continuará em pauta – e indefinida – amanhã a discussão sobre o Juiz de Garantias. A grande questão a ser monitorada nos próximos dias é se, diante de maioria a favor já formada no STF:

1) Vai se consolidar algum tipo de resistência com chances de sucesso à medida.

2) Ou, como parece ser o caso, se a questão vai evoluir para debate sobre cronograma de implementação. Se prevalecer essa linha, opositores, mesmo entre entidades jurídicas, buscarão adiar o início do funcionamento da medida, possivelmente defendendo gradações ou limitações em sua aplicação.

MEC: imagem de paralisia

Fim da TV Escola, supostamente confirmado hoje pelo ministro da Educação, vai gerar polêmica amanhã, tanto junto ao setor de educação quanto ao de cultura. São prováveis:

1)  Nova rodada de críticas de especialistas, nem tanto pela iniciativa em si, mas pelo diagnóstico, generalizado, de que não são claras as prioridades do MEC para 2020, nem a política da pasta;

2) Ilações – que voltaram a ganhar corpo – sobre insatisfação do presidente Bolsonaro com o ministro;

3) Posicionamento de Weintraub. A dúvida é se virá de maneira sóbria ou em ação de cunho mais político – e agressivo -, que tem sido a marca de sua gestão.

O cadastro positivo

Panorama para a entrada em vigor do cadastro positivo, amanhã, é bom, especialmente em função de noticiário favorável hoje. No entanto, assim que começar a valer, alimentará cobranças por facilitação do crédito para bons pagadores. Se não houver sinalização concreta nesse sentido questionamentos podem surgir rapidamente.

EUA x Irã: sanções e retórica

Novas sanções anunciadas hoje pelos Estados Unidos serão destaque em noticiário sobre crise internacional, amanhã. Efeito, no entanto, será mais retórico do que prático, dado que pressões econômicas sobre o país persa já estavam no limite.

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Os olhares se voltarão, amanhã, para a pauta do ministro Paulo Guedes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no qual será o representante do governo brasileiro, após confirmação de que o presidente Bolsonaro não comparecerá. Ministro terá – e deve aproveitar – espaço para valorizar resultados de 2019 e detalhar objetivos para 2020, com ênfase na atração de investimentos estrangeiros.

De negativo, ainda que em termos pontuais, possíveis questionamentos sobre denúncia apresentada pelo MPF contra Esteves Colnago, assessor do ministro.

A indústria e uma nova rodada de balanços da economia

Paralelamente, o dia será marcado por nova leva de análises e projeções, após resultados abaixo do esperado para a produção industrial de dezembro. Em destaque a percepção de que o cenário externo apresenta dificuldades para o Brasil, particularmente no que se refere à crise na Argentina.

Autonomia do Banco Central em foco

Declarações do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, hoje, expondo autonomia da instituição, com prioridade para o primeiro trimestre de 2020, causará efeito duplo, amanhã: a) Animará o mercado e parte dos analistas; b) Tende a movimentar o Parlamento, particularmente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que já demonstrou interesse de ser “patrono” da medida, como foi da reforma da Previdência.

Nesse contexto, interessa monitorar, nesta sexta, manifestações da equipe econômica e do presidente Bolsonaro acerca do tema. Autonomia do BC pode se tornar pauta central para o governo, como maneira de mostrar compromisso com liberalização da economia em projeto de mais fácil aprovação do que reformas como a tributária e a administrativa.

Cobranças ao MEC

Serão repostas amanhã – e provavelmente aprofundadas – as cobranças ao ministro Weintraub sobre o planejamento para 2020. Entrevista coletiva de hoje não foi bem recebida, particularmente no que se refere à possibilidade de que o MEC retome do zero a tramitação no Congresso de proposta para o Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica.

Pressão por reajustes

Pode ganhar corpo, amanhã, com multiplicação de manifestações na mídia, a pressão de grupos de servidores públicos, particularmente na área de segurança – base de apoio do presidente Bolsonaro – por reajustes em 2020. Aceno do presidente para policiais do Distrito Federal e aumento concedido a policiais federais pelo Ministério da Justiça são estopins.

A lentidão no INSS

Dificuldades do governo para diminuir o tempo de resposta na concessão de benefícios do INSS se mantém no noticiário e causará desgaste ao governo, amanhã, ainda que sem impacto grave. Alimentará, no entanto, imagem de que equipe econômica estabelece metas muitas vezes de caráter mais retórico do que factível.

A PGR e o Juiz de Garantias

A proposta apresentada hoje pela Procuradoria Geral da República, defendendo que o Juiz de Garantias seja implantado apenas para casos futuros, conduzirá a o debate sobre o tema, amanhã.

A inflação em 2019

Destaque amanhã para o IPCA de dezembro, fechando a inflação de 2019. Apesar de trajetória recente de alta, índices para a última semana de dezembro (como o IPC S, da FGV), indicaram queda na curva inflacionária, com interrupção do forte crescimento nos preços da carne. A conferir, amanhã, não apenas os números fechados (que de toda forma ficarão abaixo da meta), mas tendência em curso e os prognósticos para 2020. E, especificamente, inflação para faixas de baixa renda e impacto na cesta básica, já discutido hoje.

Trump se fortalece, mas novos ataques não estão descartados

A cada dia que passa sem que o Irã realize ataque de impacto contra os EUA e seus aliados – com baixas humanas ou estruturais de largo escopo – se ampliará imagem de que Trump fortaleceu os EUA, geopoliticamente, e ganhou trunfo no processo eleitoral.

O país persa ainda pode sofrer duro golpe amanhã com hipótese, que parece cada vez mais provável após vídeo divulgado pelo New York Times, de que o avião comercial que caiu no início da semana tenha sido alvejado por míssil iraniano. Se o fato for confirmado, tende a ser encarado pelos EUA como um erro operacional e não como retaliação. Mas provocará condenação da comunidade internacional e enfraquecerá movimentações da oposição democrata. Reversão do cenário só ocorreria diante de ataque iraniano de maiores dimensões.

A realidade do Brexit

No cenário internacional, também terá destaque, amanhã, o panorama pós-Brexit. A saída do Reino Unido da União Europeia foi, finalmente, aprovada hoje por larga margem no Parlamento britânico. O primeiro ministro Boris Johnson sairá muito fortalecido.

Emprego nos EUA

No exterior, vale atenção para o Relatório de Emprego Não Agrícola e a Taxa de Desemprego nos EUA, em dezembro. Projeções de criação de 164 mil empregos ficam abaixo de números muito fortes de novembro (266 mil), mas mantém trajetória constante de alta na economia norte-americana. Já a taxa de desemprego deve continuar em patamar muito baixo, estável em 3,5% ou com leve oscilação, para 3,6%.

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Devem se intensificar amanhã ilações – e movimentos através da mídia – em torno do julgamento, no STF, de ações que visam suspender a implementação do Juiz de Garantias.

Tudo indica que há maioria no Tribunal a favor da medida, mas está em aberto a posição do ministro Fux, que assumirá o plantão do Supremo de 19 a 29 de janeiro e analisará contestações (a nova lei entra em vigor no dia 23).

Nesse contexto, cresce a probabilidade de que Fux tente pressionar os demais ministros, ainda que indiretamente, buscando apoio da opinião pública e de grupos parlamentares contra o Juiz de Garantias. Por outro lado, parcela favorável ao projeto (6 dos 11 membros da Corte) tentará consolidar percepção de que o tema já está decidido.

A se observar, amanhã, como evolui o noticiário que, até o momento, não gerou mobilização suficiente para reverter a iniciativa, mesmo com amplo espaço para críticas de diversas associações e representantes do Judiciário.

As relações com o Irã ainda em aberto

Desdobramentos da crise internacional gerada após ação militar norte-americana que levou à morte do líder iraniano Qassin Suleimani, amanhã, ainda são incertos. Ganhou força ao longo do dia imagem de que o cenário caminha para maior estabilidade, com resultados positivos para o presidente Trump, ao menos no médio prazo. Mas notícia de que dois mísseis atingiram zona verde de Bagdá, a 100 metros da Embaixada dos EUA, reabrirão especulações. De uma forma ou de outra, para o Brasil algumas questões se manterão em foco:

1) A evolução de relações com o Irã. Ainda paira no ar a possibilidade de retaliação comercial (o país é um importante parceiro do agronegócio nacional, com destaque para produtos como milho e soja) frente ao apoio brasileiro aos EUA.

O Itamaraty não aprofundou divergências, indicando que pode dar um passo atrás, mas, ao mesmo tempo, cancelou reunião que a encarregada de negócios da embaixada em Teerã, Maria Cristina Lopes, teria hoje na chancelaria iraniana. E movimentações políticas do presidente – que fez live assistindo pronunciamento de Trump – mantêm imprevisibilidade. Próximos dias podem ser decisivos.

2) Mesmo com estabilização de preços do petróleo, questionamentos sobre intenção do governo em criar fundo que amortize flutuações internacionais. O presidente abandonará ou levará à frente o projeto, já aventado diversas vezes, mas sem nenhuma tentativa concreta de implementação?

3) Consequências para a Petrobrás, que hoje sofreu desvalorização diante de queda dos preços do petróleo, ao longo do dia. Ao mesmo tempo, a estatal suspendeu as navegações através do Estreito de Ormuz – trata-se de outra variável importante, já que 20% da produção mundial de petróleo passam pela região. Situação permanece indefinida.

A fragilidade de agências reguladoras

No que se refere ao outro tema da área de energia que tem marcado a semana – a intervenção do presidente contra a taxação de energia solar –, após avanço de críticas a posição de Bolsonaro, hoje, se consolidará, amanhã, imagem de enfraquecimento da Aneel.

Censura em pauta

Terá grande repercussão amanhã a decisão do Desembargador Benedicto Abicair, no Rio de Janeiro, determinando que seja retirado do ar o especial de Natal do Porta dos Fundos. O programa, que traz sátira com a história de Jesus, motivou ataque à sede da produtora do grupo. Decisão atrairá duras críticas e será exposta como censura pela mídia. A conferir reações do mundo político.

Weintraub volta à carga

O ministro da educação, Abraham Weintraub, promete começar o ano com novas polêmicas. Mais importante do que a notificação do STF para que explique declaração na qual taxou a UNE de “máfia” serão as consequências, amanhã, do que parece ser retaliação ao presidente da Câmara: o ministro exonerou aliado de Maia da Presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

A curva da indústria e a inflação regionalizada

Saem amanhã a Produção Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF/IBGE) de novembro e a primeira parcial de janeiro do IPC S Capitais (FGV).

Espera-se novo crescimento da PIM, de 0,2% sobre outubro e entre 1,1% e 1,4% sobre novembro de 2018. Trata-se do quarto dado positivo seguido sobre o mês precedente (ainda que abaixo dos 0,8% de outubro sobre setembro) e o terceiro frente ao mesmo mês do ano anterior.

No que se refere ao IPC S Capitais, a conferir se o recuo inflacionário já sentido no final de dezembro e indicado, hoje, pelo IPC S, se apresenta de maneira generalizada ou com oscilações regionais significativas.

Produção e desemprego na Europa

Internacionalmente, destaque para a Produção Industrial na Alemanha e para a Taxa de Desemprego na Zona do Euro, ambas para novembro. Projeções apontam para o melhor resultado da indústria alemã desde fevereiro de 2019, com crescimento de 0,7% (frente ao recuo de 1,7% em outubro). Já a Taxa de Desemprego europeia deve se manter estável em 7,5%.

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Terão força, amanhã, avaliações de cenário e questionamentos ao governo quanto à atitude frente ao Irã. Consequências diplomáticas de apoio explícito à posição norte-americana (a encarregada de negócios do Brasil em Teerã foi convocada pelo governo iraniano) já levaram a críticas. E alimentam preocupação quanto a perdas comerciais, bem como a desgaste político internacional – sem contrapartidas positivas.

Há expectativa de que prevaleça a “ala pragmática” da gestão federal, nesta quarta, mas, dado o alinhamento do presidente com os EUA e, até mais, o histórico recente do Itamaraty, não se pode bater o martelo – longe disso.

O equilíbrio delicado frente à alta do petróleo

Pauta ligada a possíveis iniciativas do governo federal para mitigar efeitos da alta do petróleo se manterá amanhã, alimentada por dois fatores:

1) Possibilidade de criação de fundo que amortize flutuações, aventado pelo ministro de Minas e Energia. Medida tem certa aceitação da mídia e de analistas econômicos, conceitualmente, mas enfrenta resistências pela situação de restrições orçamentárias.

2) Ideia de redução de ICMS cobrado por estados, de forma a reduzir o custo da gasolina para o consumidor. É viés que encontra muito mais resistências, tanto do mercado quanto dos próprios governadores. Se o presidente Bolsonaro insistir no tema, pode angariar apoio setorial – como de caminhoneiros –, mas sofrerá desgaste significativo.

O governo erra a mão na energia solar

Já no que se refere à energia solar, linha adotada hoje pelo presidente Bolsonaro, “enterrando” possibilidade de taxação do setor, em estudo pela Aneel, favorece imagem de intervenção e levará a análises negativas, amanhã. Linha de analistas, que oscilava, deve pender para críticas ao presidente e temor de que esteja cedendo a grupos de interesse, em detrimento da independência de agências reguladoras.

A inflação em janeiro: primeiros sinais

Sai amanhã o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola e o Prognóstico da Safra 2020, do IBGE, e o IPC S para a primeira semana de janeiro, da FGV. A conferir se o prognóstico do IBGE confirma dados de dezembro, que indicaram revisão para cima, puxada por forte aumento da produção de soja (6,7% sobre 2019). Em relação ao IPC S, interessa verificar se mantém-se a tendência de desaceleração detectada no final de 2019.

Os EUA, a China e a Argentina: do emprego à inflação

Internacionalmente, destaque para:

  1. a) A Variação de Empregos Não Agrícolas do Setor Privado em dezembro, nos EUA, para a qual se projeta forte avanço, com 160 mil postos de trabalho criados após resultados muito aquém do esperado em novembro (67 mil);
  2. b) A produção industrial de novembro na Argentina, que deve apresentar novo recuo, da ordem de 2,9%. Crise no país vizinho não dá sinais de arrefecimento;
  3. c) Índice de Preços ao Consumidor da China em dezembro. Estima-se número próximo da estabilidade, em torno de 4,7% frente a 4,5% em novembro.

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